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domingo, setembro 18, 2022

Será que estou vivo?


Por acaso o título não tem a ver com não ter escrito nada aqui por mais de 3 meses. Podia ser mas não, tem a ver com uma dúvida que me surgiu esta manhã em consequência de uma sensação de ontem.
E a sensação foi também ela consequência de um sintoma que me apareceu ao final da manhã e surgiu ao deitar a mais pequena e a começar a adormecer eu próprio.
Comecemos então pelo início.

quinta-feira, agosto 25, 2022

Ainda se questiona a mortalidade durante a pandemia



Há 11 dias estava eu na boda do meu cunhado, e o tema COVID-19 e as mortes da pandemia vieram à baila na nossa mesa, onde estavam 2 grandes amigos meus, os 2 outros membros mais seniores dos S3nhoBoyZ depois de mim, pessoas inteligentes e com quem se pode debater vários temas. Curiosamente um deles até está casado com alguém do sector da saúde, o que poderia dar algum conhecimento extra de quem está por dentro.

segunda-feira, maio 09, 2022

Reflexões em tempos de Guerra #30 - Dia da Vitória ou da Derrota?


No momento em que escrevo isto, nós aqui na Europa Ocidental e também nos EUA ainda estamos no dia 8 de Maio, o dia em que comemoramos a Vitória na Europa, quando foi anunciado que os alemães se renderam aos Aliados e, com isso, o fim oficial da guerra na Europa. Um dia antes, os alemães haviam assinado os Termos de Rendição, o documento legal em Reims onde se afirmava que os combates terminariam às 23:01 CET (hora da Europa Central) do dia 8. Esta é a principal razão pela qual o 8 de maio é considerado o dia para as pessoas que moram neste fuso horário e nos outros mais a Oeste, porque a guerra parou oficialmente nesse preciso dia. No entanto, já era 9 de maio na União Soviética quando isso ocorreu e, para além disso, o Alto Comando Soviético não concordou totalmente com a assinatura dos termos em Reims, pois alegava que a assinatura deveria acontecer na sede do governo da Alemanha, em Berlim. .Sendo assim, outra reunião ocorreu na noite do dia 8 e uma nova versão dos Termos de Rendição foi assinada, sendo a última assinatura colocada no papel no dia 9 de Maio, às 00:16 hora local. Estas são as principais razões pelas quais a Rússia comemora o Dia da Vitória da Grande Guerra Patriótica (é assim que eles chamam a Segunda Guerra Mundial) amanhã, segunda-feira, 9 de Maio, e não hoje com o resto dos Aliados (EUA, Reino Unido e França, os outros países que tal como a URSS assumiram o controlo duma parte da Alemanha depois da rendição).

segunda-feira, maio 02, 2022

Reflexões em tempos de Guerra #29 - Oeste e Leste


Já passaram (mais de) 7 dias desde a última reflexão e provavelmente mais de 7 dias passarão antes da próxima. Estamos na altura de férias primaveris (férias de Maio como eles chamam nos Países Baixos) e depois de 2 anos de movimentos restringidos (apesar de termos atravessado o oceano no final do Verão passado) estávamos a precisar de uma escapada em família, e fazer uma viagem mais longa de carro pois eu noutro dia reparei que fazer uma viagem de mais de 100 km de carro tornou-se uma raridade, quanto mais aquelas longas viagens de mais de 1000 km que fizemos tantas vezes antes de termos a criançada...
Mas enfim, passando à frente desta tirada mais pessoal, está na altura de reflectir um pouco sobre a Invasão (Falhada) do Putin à Ucrânia e como tem estado a decorrer. Apenas algumas ideias e não uma revisão completa dos últimos dias (semanas até).

quinta-feira, abril 28, 2022

Pais, esses maravilhosos seres



Sim, a foto de cima fui eu que tirei e são dos meus pais. Até parece uma montagem porque eu desfoquei as suas figuras e o fundo atrás (linha de comboio e postes, parecia mal). Desfoquei-os porque não lhes pedi autorização para publicar a foto muito menos neste texto que não é lá muito lisonjeiro.
Como escrevi no Twitter, os pais são aqueles seres maravilhosos que tanto nos exaltam como nos deprimem. É uma alternância de estados porque os pais são, como me dizem os meus filhos a mim muitas vezes, os melhores do mundo para pouco depois serem os piores do mundo. Faz parte da parentalidade e não nos podemos esquecer que mesmo depois de termos mais de 40 anos, para os nossos pais vamos continuar a ser miúdos, tal como os meus me vão continuar a parecer pequenitos mesmo quando já andarem sozinhos por esse mundo fora a fazer e a acontecer...
Tantas vezes me vem à ideia esta cena do filme "Father of the Bride" porque agora eu sei que é mesmo verdade (e vai-me acontecer igual quando a minha filha me anunciar algo parecido).

terça-feira, abril 26, 2022

E tu mãe, onde estavas no 25 de Abril?


Ontem acho que foi a primeira vez na minha vida que fiz esta pergunta, que se tornou numa tirada cómica, genuinamente. Fiz a pergunta à minha mãe, tal como está escrito, pois terá sido (também esta) a primeira vez (se não foi a primeira, houve poucas antes) que estava com os meus pais num 25 de Abril. Não perguntei ao meu pai porque eu sabia onde ele estava, estava em França, mas de repente lembrei-me que a minha mão deveria estar em casa, na Senhorinha (aldeia da freguesia de Sever do Vouga, mesmo concelho, distrito de Aveiro). E ela respondeu-me "Estava em casa, a dormir. Foi o Tio Mota que nos veio acordar a todos a dizer que tinha havido um golpe em Lisboa!". Quando lhe perguntei como tinham reagido e como tinha sido o resto do dia ela respondeu (mais palavra, menos palavra): "Ele acordou-nos e pus o rádio muito alto a dar as notícias. Depois fomos trabalhar na mesma, que o que estava a acontecer era longe em Lisboa, não mudava nada para a gente. Alguns estavam com medo que viesse uma guerra civil".

segunda-feira, abril 25, 2022

Grama a grama, esvazia o gordo o papo



Hoje é 25 de Abril, uma data sempre importante para mim e normalmente importante nas minhas redes sociais incluindo o blog. Este ano estou o mais internacional de sempre mas ainda não sei o que vou fazer ou escrever de especial para o 25 de Abril para além de mencionar ser este a primeira vez em que celebramos mais anos de 25 de Abril do que foram os anos de Estado Novo.
Ontem foi também o dia da segunda volta das eleições presidenciais em França, o país que considerei durante muitos anos a minha segunda pátria, e cujo resultado era importante para a liberdade, pois um dos candidatos traria muita instabilidade nessa componente, e mesmo que não afectasse tanto como eu suponha a nível europeu, iria sem qualquer dúvida causar perdas de liberdade religiosa e de movimentos (para a comunidade imigrante) na França. Ontem também se completaram 2 meses duma invasão que dizendo-se servir para desnazificar um país, é uma ameaça à liberdade dos ucranianos, mas não são só eles os ameaçados, por um grupo que parece mais fascista que outros que tiveram oficialmente esse título.

Mas eu venho agora escrever sobre outra coisa que mete perder peso e um problema de mentalidade à mistura, e eu acho que não é bem aquilo que vocês estarão a pensar.

sexta-feira, abril 22, 2022

Reflexões em tempos de Guerra #28 - Sobre os refugiados


Quando eu partilhei na Reflexão #26 que queria ajudar mais no lado humanitário, mais visível pelos refugiados que chegam aqui, fugindo da guerra, a Marisa mandou-me uma mensagem alertando que é preciso ter algum cuidado e senso comum. Ela conhece pessoalmente um caso em que deu confusão e acha desproporcional a ajuda que se está a dar agora comparando com outros refugiados de outros anos que enfrentam ainda diversos problemas e ninguém parece lhes ligar nenhuma. Sobre a situação que ela conhece não me posso pronunciar por não ter qualquer conhecimento de causa (só sei que aconteceu) mas não é de estranhar que tenha acontecido e continue a acontecer casos aqui e ali em que os refugiados vão abusar da boa vontade de quem os está a ajudar; estamos a falar de pessoas e por isso não são todos anjos. E também é mais que óbvio que existe uma boa vontade muito maior da parte dos restantes europeus em ajudar os ucranianos, quando comparado com outros, mas não só existe o factor da proximidade (física, étnica, cultural e religiosa pelo menos) como esta situação é diferente de outras crises que a Europa enfrentou antes.

sexta-feira, abril 15, 2022

Reflexões em tempos de Guerra #27 - O desenlace positivo a médio-longo prazo


Como já escrevi várias vezes, duas vezes aqui no blog (Reflexão #21 e Reflexão #24) mas julgo que fui dando indícios do mesmo no Facebook e/ou Twitter, desde relativamente cedo que pensei que o desenlace final da Invasão do Putin à Ucrânia seria bastante positivo a médio-longo prazo, ou seja não vai ser logo depois do conflito terminar, com melhorias a nível do futuro para todas as partes envolvidas, incluindo a Rússia.
Mas de vez em quando, e sobretudo derivado a certos desenvolvimentos que vão acontecendo, fico preocupado que a minha previsão positiva não aconteça e que o mundo recue umas décadas para uma nova guerra fria, ou ainda pior. Se bem que quando penso neste pior, regresso a um comentário do meu irmão de há umas semanas, que me dizia que achava que a variante omicron do SARS-CoV-2 era uma espécie de protecção natural que nos foi dada para ganharmos mais imunidade para uma nova super-pandemia que vai aparecer daqui a uns anos: ele pensar numa nova epidemia do género da COVID-19 quer dizer que a maioria de nós ainda aqui está e não fomos todos de vela num holocausto nuclear...

segunda-feira, abril 04, 2022

Reflexões em tempos de Guerra #25 - Rendição não evitaria o sofrimento


Depois de finalmente escrever o meu texto longo sobre (um pouco mais de) 1 mês da Invasão do Putin à Ucrânia, eu estava preparado para começar a escrever menos sobre geopolítica e mais sobre o lado humanitário. Isso foi depois de uma conversa (via mensagens) com uma escritora e jornalista polaca que por acaso tem raízes familiares na Ucrânia, porque faz mais sentido falar sobre algo que realmente tem mais a ver connosco e nos afecta realmente, do que todas estas análises e reflexões sobre belicismo, política externa, sobre outros países regiões onde nunca sequer estive e quando não tenho experiência suficiente, nem a adequada, para ser um exemplo. Mas como já devem saber aqueles que me conhecem há algum tempo, eu dedico várias horas a estudando matérias e sempre tenho uma opinião forte que quero partilhar com os outros. E embora sejam poucos, sei que há também quem conte comigo para os manter a par destas questões complicadas, pelo que sinto a responsabilidade de continuar a escrever sobre o que se está a passar. Mas numa tentativa de evitar possíveis mal-entendidos, pois estes meus textos que são a minha, e somente minha, opinião e da minha exclusiva responsabilidade, e que na maioria das vezes são escritos ao longo do(s) dia(s) e publicados quando estou estendido no sofá ou deitado na cama, queria começar a focar a discussão naquilo que até o mais importante, o básico, aquilo com o qual todos nós podemos nos relacionar: o sofrimento humano.

Só que de repente o fim de semana chegou e com ele o diabo andou à solta! Os russos recuaram do noroeste e nordeste de Kyiv e para a maioria de nós foi como se levássemos um murro no estômago, quando nos apercebemos que o sofrimento humano era muito pior do que se pensava!

quinta-feira, março 31, 2022

Reflexões em tempos de Guerra #24 - 34 dias depois


Não consegui fazer uma análise detalhada no dia 24 ou 25 de Março, pela altura em que fez 1 mês da Invasão do Putin à Ucránia. Mas como Fevereiro tem apenas 28 dias, hoje dia 30, é o 35º dia e por isso posso fazer agora uma retrospectiva dos anteriores 34 dias de uma guerra, apesar de haver gente que a queira chamar de outra coisa e o ex-espião formado em Direito Internacional virado comentador odiado diz que ao abrigo da Lei não é uma guerra porque não houve declaração de guerra formal de parte a parte. Como eu até à data de hoje escrevi 24 textos aqui (23 reflexões, como eu lhes chamei, e o texto introdutório sobre o conflito, fora mais comentários e posts no Facebook e Twitter, tenho muito material para me permitir para recapitular antes de fazer mais algumas previsões (fora as que já fiz antes).

quarta-feira, março 30, 2022

As medidas extremas que ajudam a explicar o passado recente


O MOGINCAPOM (MOvimento Geral de INdignação Com A POlémica do Momento) decretou que hoje em Portugal era suposto estar indignado com a impunidade da justiça portuguesa ao mesmo tempo que se alega que um crime de porte e uso de arma proibida mais outro crime de ofensa à integridade física qualificada passem impunes.
Mas eu não quero saber disso para nada até porque se o MOGINCAPOM existe tem outro nome que este fui eu que inventei (como se existisse uma entidade organizada por detrás das indignações das pessoas nas redes sociais).
Eu quero mesmo é falar um pouco sobre uma grande polémica mas de outro momento que já passou.

Reflexões em tempos de Guerra #23 - Sobre a recente ronda de negociacoes na Turquia


Antes de escrever minha longa dissertação sobre o (mais de) 1 mês da Invasão do Putin à Ucrânia (farei isso hoje, é uma promessa que não vou quebrar... Talvez... Espero que não...) deixem-me escrever alguns parágrafos sobre as recentes conversações de paz em Istambul entre a Ucrânia e a Rússia. Isto é basicamente o mesmo que escrevi ontem no Twitter, um pouco expandido, e baseado numa outra thread da Anastasiia Lapatina (uma jornalista ucraniana que se encontra actualmente em Lviv, salvo erro) onde ela destacou os pontos principais, pela perspectiva ucraniana.
Quero deixar o aviso prévio que não vi notícias hoje sobre as negociações, então tenham isso em consideração se notarem que algo que eu escrevi não corresponde aos desenvolvimentos mais recentes.

segunda-feira, março 28, 2022

Reflexões em tempos de Guerra #22 - Na guerra as pessoas fazem coisas más


O Will Smith decidiu sequestrar a atenção da diáspora que vive obcecada com a "controvérsia do momento", mas agora é hora de falar sobre crimes reais que causam danos reais.
Vou aqui copiar a tradução dum tweet meu de ontem (na verdade um retweet de outro retweet) mas podem abrir o link para verem o original, pois nele está um vídeo do que aparentam ser soldados ucranianos a disparar contra as pernas de prisioneiros russos:
Isso precisa ser investigado. Se houver mais relatos e testemunhos de prisioneiros de guerra de que as forças ucranianas estão a disparar nos prisioneiros após a captura, isto é um crime de guerra e precisa da punição adequada.

domingo, março 27, 2022

A constante da incerteza


A minha terapeuta I. já me tinha dito em tempos que se eu num debate/discussão não consigo convencer o outro lado é porque na realidade não estou convencido da minha opinião/posição e mais tarde esta questão voltou à tona ao falar com a minha actual terapeuta B., no contexto de eu acatar sugestões de outros mesmo quando estou convencido que não estão correctas. Tendo em conta que eu sou uma pessoa de opiniões fortes, como acho que é notório pelo que escrevo aqui, e muitas pessoas já me disseram que tenho grande capacidade de argumentação, porque motivo eu dou o braço a torcer ou aceito o que outros me dizem?
Eu pus-me a pensar, até mesmo derivado de situações mais recentes que envolvem as "grandes polémicas do momento" e cheguei a uma conclusão. Depois de expor essa conclusão com a B. ela também concordou. O que para mim nem era preciso, pois tal como é habitual em mim, eu já estava convencido que era mesmo isso. E a razão de eu "perder" argumentos mesmo quando tenho razão é devido à constante da incerteza. Passo a explicar.

quarta-feira, março 23, 2022

A Quinta Vaga


Escrevi esta manhã que hoje seria o dia em que se encerraria o tema Legislativas 2022, mas estava-me a esquecer que hoje aqui nos Países Baixos é também o dia em que se encerra (por agora) o tema COVID-19 e a pandemia. Como confirmado pelo Governo na semana passada, hoje 23 de Março de 2022, caem as últimas restrições que estavam em vigor, não sendo mais necessário apresentar certificados ou realizar testes para eventos nem para viagens para o país. É como se a COVID-19 já tivesse acabado.
Mas obviamente não acabou, nós ainda ontem fomos fazer um teste PCR à Amélia que estava com tosse e febre e na turma dela teve colegas com o vírus. Na turma do Sebastião acho que já todos testaram positivo, incluindo as professoras, por isso aquele grupo já está despachado. E digo despachado porque desde que a variante Omicron tornou-se a dominante, a pandemia seguiu o rumo que alguns especialistas tinham sugerido há 2 anos atrás, onde quase tudo o mundo acaba por ter, mas depois de várias imunizações, tanto das vacinas como por infecção, o impacto para a saúde é muito menor.
Mas será que está mesmo despachado?

Um desvio pelo panorama nacional


Como já tenho indicado antes, mas talvez não esteja ainda muito claro, eu raramente sigo as notícias ditas tradicionais. Faço uso do Google News (apesar de reconhecer as falhas em usar um agregador pois ao fim de algum tempo apenas mostra de acordo com as nossas preferências e/ou histórico) mas cada vez menos. O que vou apanhando do debate político-social em Portugal é mais por partilhas que vejo nas minhas redes, e aquilo que ouço pela Carolina, que costuma ver regularmente pela net os noticiários e outros programas noticiosos (sobretudo os da RTP porque a SIC obriga a subscrição da sua plataforma).

segunda-feira, março 21, 2022

Reflexões em tempos de Guerra #19 - Um ataque que foi criticado mas é justificado


Foram pelo menos duas as vezes em que eu usei fontes provenientes da Rússia como evidência do argumento que queria usar na altura; uma vez na reflexão #7 e outra foi num comentário no Facebook a uma entrevista do Major-General (na reforma) Raul Cunha que devendo ser um especialista na matéria voltou a fazer afirmações (não expressar uma opinião) completamente erradas sobre a situação militar e quis usar uma fonte russa que o desmentia para mostrar que até os russos diziam algo de diferente dele (neste último caso sobre o uso de armas termobáricas, em que a confirmação do seu uso já foi dada por fontes dos 3 lados, ucranianas, russas e os observadores).
Na maioria das vezes eu tenho apontado as falhas nas informações e alegações de origem em fontes russas (tal como por exemplo a patética tentativa de negar que bombardearam a maternidade em Mariupol). Eu não uso fontes russas quando isso convém à minha agenda. Eu na verdade não tenho uma agenda per se; não tenho problemas nenhuns em dizer que quero que o Putin perca e que considero a Rússia (devido à decisão do Putin) o lado agressor. Mas o que eu realmente pretendo com todos os meus textos e comentários é tentar partilhar a minha visão pessoal sobre a guerra, o que inclui a partilha de vários factos que neste momento estão naturalmente envoltos em incerteza devido ao fog of war (tenho que escrever sobre este e outros conceitos que existem durante um conflito e que são importantes para nós, cidadãos normais, conhecer).

sábado, março 19, 2022

Reflexões em tempos de Guerra #18 - Ainda no tema do nazismo na Ucrânia


É uma impressão que tenho, de que coisas que fui vendo e lendo bem antes da Invasão do Putin ter começado (há quase 1 mês atrás), mas julgo que esta coisa dos russos acharem que a Ucrânia tem um problema com fascismo e nazismo já é muito antiga, ou seja há muitos russos que desde há muito desconfiam dos ucranianos, e por isso acreditam plenamente na narrativa actual do governo ucraniano ser controlado por neo-nazis e fascistas. E eu acredito que isto é devido ao que aconteceu na Segunda Guerra Mundial, na Frente Oriental.

Reflexões em tempos de Guerra #17 - O Regimento Azov & C.ª



Depois de tanto tempo, desde os primeiros dias da invasão e das primeiras reacções de oposição ao sentimento geral (daqueles que em inglês se designam por contrarians) e de ter prometido na Reflexão #12 falar (escrever) em mais detalhe, chegou finalmente a altura de dissertar, ou reflectir, sobre o Regimento Azov e outros extremistas envolvidos na região.