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segunda-feira, maio 23, 2022

O EuroFestival - All about Ukraine (mas não só)



Acho que nunca antes o vencedor do EuroFestival, que na verdade é o EuroConcurso da Canção pois o nome oficial é Eurovision Song Contest, era sabido semanas antes como este ano; ao confirmar-se que a Ucrânia iria participar já se sabia quem ia ganhar e, como eu escrevi meia-dúzia de vezes, até podiam ter mandado a pequena Amelia a cantar a versão ucraniana do "Let It Go" ou esta moça refugiada na Lituânia que canta uma música que não sei qual é mas que repete as palavras que se tornaram o slogan da resistência à Invasão (Falhada) do Putin: "Slava Ukraini".
Como se pode ver pela imagem de cima, o apoio do público europeu foi por demais evidente, tendo a Ucrânia recebido a pontuação máxima em 28 dos 39 países (são 40 mas o próprio não conta), e um total de 439 pontos em 468 possíveis. A pontuação mais baixa que recebeu dos espectadores foi 7 pontos (4ª mais votada) e foi na Sérvia (eventualmente o país mais amistoso da Rússia de todos os participantes).

terça-feira, abril 26, 2022

E tu mãe, onde estavas no 25 de Abril?


Ontem acho que foi a primeira vez na minha vida que fiz esta pergunta, que se tornou numa tirada cómica, genuinamente. Fiz a pergunta à minha mãe, tal como está escrito, pois terá sido (também esta) a primeira vez (se não foi a primeira, houve poucas antes) que estava com os meus pais num 25 de Abril. Não perguntei ao meu pai porque eu sabia onde ele estava, estava em França, mas de repente lembrei-me que a minha mão deveria estar em casa, na Senhorinha (aldeia da freguesia de Sever do Vouga, mesmo concelho, distrito de Aveiro). E ela respondeu-me "Estava em casa, a dormir. Foi o Tio Mota que nos veio acordar a todos a dizer que tinha havido um golpe em Lisboa!". Quando lhe perguntei como tinham reagido e como tinha sido o resto do dia ela respondeu (mais palavra, menos palavra): "Ele acordou-nos e pus o rádio muito alto a dar as notícias. Depois fomos trabalhar na mesma, que o que estava a acontecer era longe em Lisboa, não mudava nada para a gente. Alguns estavam com medo que viesse uma guerra civil".

sexta-feira, abril 22, 2022

Reflexões em tempos de Guerra #28 - Sobre os refugiados


Quando eu partilhei na Reflexão #26 que queria ajudar mais no lado humanitário, mais visível pelos refugiados que chegam aqui, fugindo da guerra, a Marisa mandou-me uma mensagem alertando que é preciso ter algum cuidado e senso comum. Ela conhece pessoalmente um caso em que deu confusão e acha desproporcional a ajuda que se está a dar agora comparando com outros refugiados de outros anos que enfrentam ainda diversos problemas e ninguém parece lhes ligar nenhuma. Sobre a situação que ela conhece não me posso pronunciar por não ter qualquer conhecimento de causa (só sei que aconteceu) mas não é de estranhar que tenha acontecido e continue a acontecer casos aqui e ali em que os refugiados vão abusar da boa vontade de quem os está a ajudar; estamos a falar de pessoas e por isso não são todos anjos. E também é mais que óbvio que existe uma boa vontade muito maior da parte dos restantes europeus em ajudar os ucranianos, quando comparado com outros, mas não só existe o factor da proximidade (física, étnica, cultural e religiosa pelo menos) como esta situação é diferente de outras crises que a Europa enfrentou antes.

quarta-feira, abril 13, 2022

Eu fiz uma pergunta no Twitter...


Como escrevi algures noutro dia, eu há alguns anos atrás que raramente usava o Twitter, pois havia muita gente a dizer que o ambiente lá era bastante tóxico. Como nunca segui muitas pessoas/entidades lá, não via nenhuma valor acrescentado em andar por lá, mas desde a Invasão do Putin que voltei ao Twitter e rapidamente percebi que na verdade é a rede certa para receber em primeira mão notícias e le relatos sobre eventos desta natureza, se soubermos onde procurar. E ao contrário do que estava à espera, não nos deparamos com aquela toxicidade em tweets, partilhas e comentários/respostas que abordam tudo e mais alguma coisa, mesmo sem nexo nenhum; mas repito que isso depende de quem escolhemos seguir. Mas já estou a divagar...

Já há algum tempo que eu sigo o Justin King, supostamente um jornalista com experiência no sector militar privado (e se não me engano casou-se com uma mulher militar, das forças armadas norte-americanas), mas que agora se descreve apenas como "Um Gajo no YouTube". Eu já partilhei vários vídeos dele, em textos aqui no blog, mas também no Facebook. Vocês eventualmente conhecem-nos por Beau of the Fifth Column e ele obviamente também está no Twitter.
E foi no Twitter que fui encontrado várias referências de norte-americanos à Waffle House, sendo usadas quase como uma analogia ou metáfora para algumas situações ou reacções. Percebi que a Waffle House era uma cadeia de restaurantes (ou seja um lugar onde se come), mas não conseguia entender o motivo de todos os comentários com duplo significado e até cómicos sobre essa cadeia, então decidi perguntar directamente num tweet do Beau e foi então que a manada correu à solta...

quarta-feira, março 30, 2022

As medidas extremas que ajudam a explicar o passado recente


O MOGINCAPOM (MOvimento Geral de INdignação Com A POlémica do Momento) decretou que hoje em Portugal era suposto estar indignado com a impunidade da justiça portuguesa ao mesmo tempo que se alega que um crime de porte e uso de arma proibida mais outro crime de ofensa à integridade física qualificada passem impunes.
Mas eu não quero saber disso para nada até porque se o MOGINCAPOM existe tem outro nome que este fui eu que inventei (como se existisse uma entidade organizada por detrás das indignações das pessoas nas redes sociais).
Eu quero mesmo é falar um pouco sobre uma grande polémica mas de outro momento que já passou.

segunda-feira, março 28, 2022

Reflexões em tempos de Guerra #22 - Na guerra as pessoas fazem coisas más


O Will Smith decidiu sequestrar a atenção da diáspora que vive obcecada com a "controvérsia do momento", mas agora é hora de falar sobre crimes reais que causam danos reais.
Vou aqui copiar a tradução dum tweet meu de ontem (na verdade um retweet de outro retweet) mas podem abrir o link para verem o original, pois nele está um vídeo do que aparentam ser soldados ucranianos a disparar contra as pernas de prisioneiros russos:
Isso precisa ser investigado. Se houver mais relatos e testemunhos de prisioneiros de guerra de que as forças ucranianas estão a disparar nos prisioneiros após a captura, isto é um crime de guerra e precisa da punição adequada.

sábado, março 19, 2022

Reflexões em tempos de Guerra #17 - O Regimento Azov & C.ª



Depois de tanto tempo, desde os primeiros dias da invasão e das primeiras reacções de oposição ao sentimento geral (daqueles que em inglês se designam por contrarians) e de ter prometido na Reflexão #12 falar (escrever) em mais detalhe, chegou finalmente a altura de dissertar, ou reflectir, sobre o Regimento Azov e outros extremistas envolvidos na região.

segunda-feira, março 14, 2022

WOMEN LEADING THOUGHT - Um webinar feminista



A minha amiga Marisa é uma Renaissance Woman, uma Donna Universale, pois tal como expressou o humanista italiano Leon Battista Alberti, e adaptado por mim, uma mulher pode fazer todas as coisas se ela quiser. E a Marisa quer e faz muitas coisas. Por exemplo, ela criou a BRAWAS (BRAve Women AllianceS), que não defende o habilitar/fortalecer as mulheres, uma vez que elas já são hábeis e fortes, mas defende sim o suportar as mulheres. E sob a alçada da BRAWAS, aconteceu este webinar na passada quarta-feira (1 dia depois do Dia Internacional da Mulher) e eu assisti (e participei através de comentários), que reuniu 11 mulheres, dos 22 aos 56 anos de idade; da Índia e China ao Brasil, incluindo vários países europeus, de diversas carreiras profissionais e de certa forma liderado por uma filosofa, uma vez que pensar, e guiar o pensamento, era o principal objectivo do webinar.

terça-feira, fevereiro 01, 2022

Contradições em tempos de pandemia


2 anos e 1 semana depois de ter escrito publicamente (Facebook) sobre COVID-19, 22 meses e 15 dias depois de ter escrito aqui no blog sobre o tema, quero fazer um apanhado disto que são cerca de 2 anos de uma pandemia que tem dividido a sociedade e a discussão pública. E escrever esta semana também faz novamente sentido, pois estamos a passar por nova quarentena na família devido à COVID. Em 2020 estivemos doentes sem confirmação de estarmos infectados (mas como gosto de dizer: se parece merda, cheira a merda, tem a textura da merda e sabe a merda, de certeza que é merda) e agora temos a confirmação de termos o SARS-CoV-2, vulgo o corona-vírus, aqui em casa mas não estamos realmente doentes.
Mas voltando ao cerne da questão, o apanhado que quero fazer é mais sobre contradições que assistimos nos diversos grupos, coisas que disseram e agora dizem mas sobretudo coisas que dizem pela mesma altura mas que são antagónicas.

segunda-feira, janeiro 17, 2022

Eu sou um dos que "do my own research"

Estão a ver esta imagem aqui ao lado? Se calhar têm de clicar nela para abrir e ler, mas foi uma imagem que eu encontrei partilhada num grupo ou página do Facebook há uns tempos e fiz um Like mas, para ser honesto, estou desapontado que "do your own research" (em português "faça sua própria pesquisa/investigação" tenha agora um significado negativo. De certo modo a expressão é usado tanto em vão que se tornou uma sugestão corrompida.
E por que é que estou decepcionado? Porque eu sou uma pessoa que faz sua própria pesquisa e incentivo os outros a fazerem o mesmo, mesmo quando leiam/ouçam as minhas próprias opiniões fundamentadas (devido a essa própria pesquisa; eu costumo dizer/escrever para não simplesmente acreditarem em mim, mas verificarem também por si mesmos).

quinta-feira, maio 27, 2021

É mesmo uma visão machista (mesmo que mulheres concordem)

Hoje é dia 28 de Janeiro de 2022 mas quem encontrar esta publicação vai notar que tem a data de há 9 meses atrás. A razão disso é que encontrei este rascunho que nunca cheguei a publicar no ano passado. Só encontrei agora porque voltei ao blog para escrever sobre um tema pertinente para o fim-de-semana (basta procurar o texto de Janeiro de 2022). Deixo aliás já o aviso que encontrarão outros textos aqui com datas mais antigas (datas em que foram escritos) mas que só publiquei por estes dias.
E agora passemos ao tema em questão (e notar que a imagem usada foi a copiada da publicação do Facebook que originou este meu comentário social):

Este texto partilhado no Facebook e comentado, e muito bem, pela Raquel:

Promessa dada é promessa cumprida?

É uma boa pergunta a do título. Sabemos que para os políticos isso raramente se aplica. E eu como sempre achei que daria um bom político, comprovo essa regra: eu prometo muitas coisas, algumas delas a mim próprio, mas não cumpro sempre.
Uma prova está aqui na imagem ao lado, quando há mais de 1 mês, cheio de ideias, pedi às pessoas do meu Facebook que votassem nas próximas dissertações a escrever, e o primeiro comentário foi logo aquilo que eu pensava que iria fazer: escrever todas mas apenas pela ordem de votação que sairia do post.

quinta-feira, março 11, 2021

Festival da Canção


Não me lembro a última vez que vi um Festival da Canção (o da RTP) completo. Nem tampouco um Eurofestival, que em 2017 segui com bastante interesse e havia uma thread no Facebook com tugas daqui da Holanda a comentar e eu participei nessa "conversa" mas nem sei se vi o festival completo.
Seja como for, nesta segunda-feira voltei a falar sobre o Festival da Canção com a terapeuta que me fez uma Avaliação (Neuro)Psicológica, pois na semana anterior tínhamos falado do tema devido a ela me ter dito a palavra Balada e eu associado logo à canção "Esta balada que te dou".
E porque tinha visto reações à vitória dos The Black Mamba e o facto da canção ser em inglês...

sábado, maio 09, 2020

Confinado há 66 dias


Esta crónico-dissertação vai ser um bocado atabalhoada. O título refere-se a um prazo, a primeira imagem é sobre a curva de novos casos diários de Covid-19 e os países que estão bem (verde), no bom caminho (laranja) e os que ainda estão numa fase "complicada" (vermelho) mas vou também falar de emprego. Aliás começo por aí com uma ligação a um texto do ano passado, especificamente às duas últimas frases; desta vez só estive 3 dias (de calendário, 1 dia útil) sem emprego e ainda não foi desta que me livrei duma sina nem tenho contrato de trabalho com uma empresa europeia.

terça-feira, abril 21, 2020

Eu agora olho para a curva dos casos activos


Foi há 1 mês que escrevi aqui no blog sobre a COVID-19. Depois dessa altura já muito se discutiu; eu fiz 6 podcasts sobre o tema (uns mais detalhados que outros) e partilhei mais dados pelo Facebook. Hoje foi o dia em que o governo holandês anunciou a reabertura das escolas em Maio mas o alargar do prazo de outras medidas e eu pensei que era altura de novo podcast mas decidi escrever aqui. Até porque andava a preparar-me desde ontem para falar de como eu agora olho para o evoluir da situação: as curvas do total de casos continuarão sempre a subir e nem sempre é fácil de ver se estão a estagnar porque o prazo pode ser curto; os números de pessoas internadas por dia revela uma tendência, e é no que se focam muito as autoridades daqui, mas não tenho os mesmos detalhes de outros países para comparar; resta-me a curva dos casos activos.

quarta-feira, abril 15, 2020

Trilogia de merda

Tinha prometido no dia 1 de Abril uma review de merda à Rita Juliana e à Raquel, que chamei assim por ser uma review, ou comparativo, a 2 produtos diferentes de papel higiénico. Isso foi devido a ter sido nesse dia que partilhei a foto a estrear o último rolo de papel de 3 folhas Floralys (do Lidl) que é o que costumamos comprar e depois desse passarmos a usar o papel Page Aloe Vera que compramos já durante a quarentena. Curiosamente, hoje foi o dia que a Carolina comprou novamente uma embalagem de Floralys, por isso é mesmo a altura certa de escrever essa review e mostrar que apesar de ter prometido no dia 1, não era mentira e o prometido é devido.
Mas porquê então do título de trilogia (e é mesmo esta a palavra correcta apesar de eu próprio estar sempre a dizer triologia, está errado)? Porque me apercebi que havia mais 2 outros temas de merda e podia então misturar tudo numa só crónico-dissertação...

sábado, março 07, 2020

COVID-19 e outras doenças


Como qualquer outro assunto quente nos dias de hoje, a COVID-19 causa muitas reações e polémica nas redes sociais. Por um lado os que estão preocupados, por outro os que estão chateados porque isto não é nada, e obviamente aqueles que acreditam que isto é mentira mas também ao mesmo tempo que isto é uma arma biológica que os Chineses trabalhavam mas largada de propósito para prejudicar a economia da China porque uma empresa qualquer americana já tinha patentes do coronavírus há vários anos. Conseguem ver as incoerências disto?
E depois, existe muita desinformação onde muitos dos media são culpados por nem sequer usarem a terminologia correcta.

terça-feira, fevereiro 25, 2020

Não preciso, obrigado...

Peço desculpa pelo erro ortográfico no texto da imagem, mas esta foi aquela que mais gostei na rápida pesquisa que fiz antes de publicar este texto.

Acho piada que certas pessoas que te andam a lixar o esquema venham dar conselhos sobre o que deves falar (ou escrever) e partilhar, porque querem te ajudar. Não precisei até agora de conselhos ou ajudas de tais iluminados (ou serão ratazanas?), não é agora que vou precisar. A idade ou o posto que agora ocupam não lhes confere nenhuma autoridade para saber o que é melhor para mim. Que peguem nos conselhos deles e os metam num sitio que a gente cá sabe.
Na verdade não gostam de ouvir ou ler certas verdades, porque existe uma imagem a manter, mas isso não ė nada comigo. Direi e escreverei sempre aquilo que bem me entender quando se trata da minha opinião ou assuntos que me dizem respeito. Mentiras e calúnias não espalho, a não ser quando as últimas são do conhecimento público, ou já estejam a ser discutidas na praça pública. Se não gostam do que escrevo/publico/partilho têm remédio santo...

domingo, maio 05, 2019

Como a chacina dos nativo-americanos pelos europeus mudou o clima


Antes de mais tenho de avisar que tive dificuldades em arranjar um título para esta dissertação. Isto porque o que acabei por escolher é uma tradução, à minha maneira, do título da página da CNN com esta notícia/artigo/peça, aquele que se vê no topo do browser, mas o título que aparece depois é ligeiramente mais comprido e usa uma terminologia um pouco diferente. Mas sobretudo porque uso esta frase chave mas não é essa a minha mensagem, como vão descobrir quando acabarem de ler este meu texto.

terça-feira, abril 17, 2018

Por causa da vergonha alheia


Contaram-me a seguinte história há vários anos: um rapaz foi passar uma noite de semana académica com um amigo numa cidade que não era a dele e onde também estudavam amigas da namorada. Ou simplesmente aconteceu ou foi por estar numa cidade diferente, esse rapaz acabou por beber muito e ficar bastante alegre e atrevido. Consta que abordou a carrinha da Associação Académica, que distribuía preservativos gratuitos para os estudantes a pedir para lhe darem a ele pois ele iria fornicar nessa noite e os outros não. Consta que também andou de pila à mostra a queixar-se que elas, as raparigas, não chupavam. Teve de ser arrastado para casa do amigo e a noite acabou com ele no WC a mijar, cagar e vomitar ao mesmo tempo fazendo um serviço tal que foi preciso lavar de mangueira...