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terça-feira, maio 31, 2022

Maio será sempre o meu mês de repensar a Saúde Mental



Hoje é o último dia de Maio e este mês tornou-se um marco nos últimos tempos, mas sobretudo o ano passado quando abri o livro aqui no blog sobre a minha saúde mental. E porque foi neste mês que partilhei essa mesma parte da minha vida no meu blog internacional (sobretudo relacionado ao meu recente investimento no Twitter e querer partilhar a minha experiência com uma audiência alargada). Por este motivo estou agora a adaptar o texto que fez o apanhado dos outros (aqui entre nós o título que escolhi é fraquinho para o meu costume) para este meu blog mais pessoal e intimo, porque existe um outro motivo importante: depois do que relatei o ano passado eu continuei a enfrentar problemas com a minha saúde mental até há relativamente pouco tempo apesar de no ano passado achar que estava curado e de pensar que agora estava mais ciente desses problemas e que tinha as ferramentas necessárias para os enfrentar. Mas na verdade voltei a ter que encarar alguns demónios internos depois de umas semanas de férias em Portugal.

quarta-feira, maio 26, 2021

A música é um bálsamo


Hoje ao final do dia (quarta-feira, 26 de Maio) estava mais irritado do que noutros dias. É verdade que tenho quase sempre falhado os meus objectivos pessoais e feito menos do trabalho do que aquilo que pretendia quando me levanto de manhã, seja por compromissos não relacionados com trabalho, seja porque durante o dia existem sempre muitas mensagens, perguntas e emails que desviam a atenção das tarefas principais e eu acabo por perder demasiado tempo com isso. Sempre foi assim e sempre fui assim.
Mas há outra coisa que deve ter causado particular irritação e mau humor: hoje, ao contrário da maioria dos dias nas últimas semanas não houve música durante as actividades sejam domésticas ou do trabalho.

domingo, maio 16, 2021

Afinal qual é o diagnóstico ou condição/perturbação mesmo?

 

Há coisa de 3 semanas já tinha uma pequeníssima introdução para este texto escrita e guardada aqui como draft. A imagem de cima já estava escolhida (e editada pois tive de procurar e juntar as duas) e o título pensado. Mas depois sem ter escrito muito mais, e com outras ideias em mente, fiz uma sondagem no Facebook sobre qual seria o proximo a tema a dissertar. Até partilharam a minha sondagem num grupo de malta da terreola (Sever do Vouga) e como o like era o voto neste texto, considero que foi o escolhido por 16 pessoas. A pequena sinapse que usei para descrever este texto foi: como eu acho que tenho uma coisa (PHDA), uma psicóloga acha que sou sociopata, outra que tenho Asperger e finalmente outra que acha que é apenas Sobredotação.
Mas antes de avançar para estes diferentes diagnósticos, e mais explicações do mais recente, acho que é preciso contar a estória desde o início, e por isso se quiserem cliquem no link aqui mesmo atrás. Mas se querem só saber o processo para me diagnosticar, que ainda não sei quando estará completado, podem continua a ler o texto seguinte.

segunda-feira, maio 10, 2021

The Phantom Menace


Este historial que vocês vão ler a seguir era para ter sido um desabafo longo, e parte da minha terapia, em que abro o jogo e relato os momentos maus pelos quais passei nos 2 últimos anos. Mas ainda não  tinha planeado publicar agora, só que ao escrever a outra dissertação sobre o diagnóstico da minha psique comecei a fazer a contar a estória desde o principio e ja ia em vários parágrafos. Assim usando a técnica de Separate & Clarify e aproveitando que é o ultimo dia da Semana Star Wars (o dia 10 ainda conta) aqui vai:

domingo, abril 25, 2021

Indicadores do meu estado de espírito



O meu plano já desde o início de Marco passado era que iria começar finalmente o meu ciclo de disserto-crónicas (crónicas dissertativas) sobre os meses em que estive doente (burnout mas não só) falando da condição/perturbação/síndrome que me afetará desde sempre. Isto porque depois de uns meses de terapia ia finalmente fazer uma avaliação neuro-psicológica cujo objectivo seria confirmar as minhas suspeitas.
Mas a terapeuta responsável por isso, que posso dizer ser a minha terapeuta favorita, não exactamente por ser quem melhor me aconselha, mas porque ela tem menos de 30 anos e quem me conhece sabe que adoro falar com gente nova, sobretudo mulheres (e quando são bonitas então...), ainda não concluiu a discussão do relatório e por isso nem sei os próximos passos (até porque eu ainda a tenho de convencer que preciso de mais avaliações).
Assim sendo vai um outro texto que serve para demonstrar como é possível ver em que estado estou apenas acompanhando a minha actividade nas redes sociais (e quem contacta mais de perto comigo, pode confirmar um pouco melhor).

quinta-feira, abril 01, 2021

Estimo bem que vos fod...

É a segunda vez que utilizo esta imagem num texto aqui no blog. Desta vez é dedicada a um trio de pessoas que fizeram parte da minha vida (sobretudo profissional) em 2019-20. Esse trio já foi mencionado nos meus desabafos aqui (último parágrafo) e também aqui, e, como me acontece imensas vezes quando venho escrever, estava convencido de ter partilhado as minhas opiniões e frustrações de forma mais directa e completa, mas agora não encontro nada; ou fi-lo noutras redes sociais ou foi em conversas pessoais (e isso foi de certeza e com mais que um interlocutor).

Mas agora vou ser mesmo mais brusco: os manguitos são dedicados aqueles três estarolas que me rebaixaram com mentiras, me fizeram duvidar das minhas capacidades, e apesar de todo o paleio bonito e dos valores da empresa (que eu sei que eram seguidos pela grande maioria da malta que lá estava) nem uma chance me deram, quanto mais uma segunda oportunidade para mostrar o meu valor, apesar de já o ter feito na segunda metade do meu contrato...
Como me ensinou o meu antigo colega Xor Ventura: Estimo bem que vos fodais!

quarta-feira, março 31, 2021

Annus horribilis in XII imaginibus

2020 foi o ano indicado para usar a expressão em Latim annus horribilis, pois foi um ano de merda para quase toda a gente, uma coisa que há muitos anos não se via. Claro está que o júri ainda está a deliberar sobre 2021 mas também ainda só estamos a terminar o primeiro trimestre...
A verdade é que apesar da COVID-19 ter surgido em finais de 2019, o vírus SARS-CoV-2 só foi sequenciado em Janeiro de 2020, foi também em Janeiro que se espalhou pelo mundo e no final do mês chegou aqui à Europa (oficialmente pelo menos, consta que já antes teriam morrido pessoas da mesma doença mas só confirmado mais tarde quando analisaram colheitas guardadas). Em Fevereiro foi quando comecei a escrever sobre a epidemia (na altura não era ainda pandemia), quando começou a "rebentar" em Italia, quando morreu oficialmente a primeira pessoa na Europa de COVID e quando chegou aqui aos Países Baixos. E em Março foi quando chegou também a Portugal, morreu a primeira pessoa aqui e quando para mim começou realmente a sério a pandemia/confinamento/quarentena.

sábado, fevereiro 20, 2021

A Whole New World

Hoje foi dia de Primavera aqui. Temperatura a atingir os 15°C, nada de casacos grossos, aliás muito tempo passado no pátio sem casaco algum. Fomos de bicicleta para os escuteiros, lavei a mota, tiramos as rodinhas da (agora) bicicleta da Amélia, apesar dela ter desistido rápido de tentar andar, limpou-se e brincou-se.

Como lavei a mota, fui pô-la a trabalhar e ainda bem que guardei a bateria antiga e carregada o ano passado. Foram muitos meses abandonada, e não só devido ao Inverno. Porque estava a trabalhar, pus a mota no estacionamento/rua (para não ficar o cheiro a gasolina no pátio). E como estava já na rua, com o tempo primaveril, ter andando de bicicleta de manhã, e ouvir motas a passar por todo o lado, tive de ir dar uma volta.