Cantava por alturas de 94~95 um tal de Jorge Ferreira: o anel que tu me deste era de vidro e quebrou-se. Neste caso não é um anel, é um colar; não me foi dado a mim, eu é o que dei; não acho que é de vidro, mas também se partiu...
Dissertações sobre tudo e mais alguma coisa, sobre nada também. Os pensamentos e ideias que saem da distorcida e estranha mente do BaKano, aquele que em breve será das personagens mais aclamadas do Mundo em particular e de Portugal em geral...
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segunda-feira, junho 03, 2019
O colar que eu lhe dei
Cantava por alturas de 94~95 um tal de Jorge Ferreira: o anel que tu me deste era de vidro e quebrou-se. Neste caso não é um anel, é um colar; não me foi dado a mim, eu é o que dei; não acho que é de vidro, mas também se partiu...
quarta-feira, outubro 03, 2018
152 dias (e hora e meia) depois...
Existe um filme chamado "28 Dias Depois", título original "28 Days Later", que salvo foi o segundo filme que vi do Danny Boyle (só vi o "A Praia", com o Di Caprio, muito recentemente), e foi também o filme onde vi pela primeira vez o Cillian Murphy. É um filme que me ficou na memória por ter começado a ver sem saber o que era (acho que perdi até alguns minutos do início) e porque é um filme que revigorou o género dos filmes zombies (apesar do Resident Evil também ter saído no mesmo ano, mas esse é mais de acção enquanto o "28 Dias Depois" foca-se mais no pós-apocalíptico). Deve ser por causa do filme que me lembrei de dar este título a este texto do blog, publicado 152 dias (e uns largos minutos) após o anterior. Mas neste caso escrevo para mostrar que não houve nenhum Apocalipse após o adeus ao apartamento de Amesterdão.
terça-feira, maio 23, 2017
"Preciso de pelo menos 15 minutos"
Eu às vezes gosto de voltar atrás e ler o que escrevi há anos. Como tenho o blog desde 2006 já consigo andar para trás uma década. E descobri que há precisamente 10 anos partilhei este episódio caricato que se passou num bar de hotel.
E 10 anos depois, noutro bar de hotel assisti a outro episódio caricato que agora vou partilhar convosco.
Depois de jantar fomos tomar café no Fashion Bar, que presumo que pretenda ser um bar fashion mas é apenas um bar de hotel que não se vislumbra directamente da recepção (uma das disposições mais típicas em hotéis). A Carolina teve de ensinar à rapariga o que era um carioca de café pois ela não sabia, mas não foi esse o episódio caricato. O caricato passou-se com um casal, que eu suponho ser alemão como 80% dos restantes hóspedes no hotel, que se sentou nos bancos com mesinha na minha linha de visão.
Eles sentaram-se e a rapariga imediatamente veio lhes perguntar o que eles queriam. O homem disse num inglês com sotaque que precisavam de tempo para decidir. É normal, pois existe uma lista de bebidas e nem toda a gente já sabe previamente o que quer tomar.
O curioso foi que a rapariga voltou um tempo depois e o homem disse num tom mais firme, sugerindo algum descontentamento: "Ainda não! Preciso de pelo menos 15 minutos para escolher!"
Claro está que pouco depois da rapariga se ir embora, eles pousaram a lista e começaram a olhar em redor, como que à procura da moça para fazer o pedido...
E 10 anos depois, noutro bar de hotel assisti a outro episódio caricato que agora vou partilhar convosco.
Depois de jantar fomos tomar café no Fashion Bar, que presumo que pretenda ser um bar fashion mas é apenas um bar de hotel que não se vislumbra directamente da recepção (uma das disposições mais típicas em hotéis). A Carolina teve de ensinar à rapariga o que era um carioca de café pois ela não sabia, mas não foi esse o episódio caricato. O caricato passou-se com um casal, que eu suponho ser alemão como 80% dos restantes hóspedes no hotel, que se sentou nos bancos com mesinha na minha linha de visão.
Eles sentaram-se e a rapariga imediatamente veio lhes perguntar o que eles queriam. O homem disse num inglês com sotaque que precisavam de tempo para decidir. É normal, pois existe uma lista de bebidas e nem toda a gente já sabe previamente o que quer tomar.
O curioso foi que a rapariga voltou um tempo depois e o homem disse num tom mais firme, sugerindo algum descontentamento: "Ainda não! Preciso de pelo menos 15 minutos para escolher!"
Claro está que pouco depois da rapariga se ir embora, eles pousaram a lista e começaram a olhar em redor, como que à procura da moça para fazer o pedido...
quarta-feira, novembro 02, 2016
Há um ano atrás eu vi a luz
Aquela cena do Facebook, que eles designam como a aplicação Neste dia, fez-me lembrar que a 2 de Novembro de 2015, ou seja há um ano atrás, eu estava em Varadero e tinha acordado antes das 4 da manhã e sem ponta de sono decidi ir passear à beira-mar que era ainda no recinto do hotel pois o mesmo era junto ao mar.
E quase de certeza que foi nessa madrugada que eu vi a tal luz que já mencionei nas minhas 2 anteriores crónicas sobre Cuba.
Para quem não sabe, Varadero é uma península estreita, que quase parece um paredão grande, que fica entre a Baía de Cardenas (a Sudeste) e o Estreito da Florida (a Norte e Noroeste).
O nosso hotel ficava no Estreito da Florida, por isso em frente tínhamos a ilha de Key West que pertence à Florida, logo território dos EUA mas a cerca de 165 km.
Estando na falésia mesmo por cima da água e a olhar para a direita no sentido Norte-Nordeste eu vi uma luz que aparecia e desaparecia variando de intensidade. Uma farol obviamente.
Sabendo por geral que não havia nenhuma grande ilha entre Cuba e a Florida (incluindo as Keys) e que os EUA eram naquela direcção, fiquei a pensar se seria possível estar a ver a luz de um farol norte-americano e fiquei convencido que era bem capaz.
sábado, fevereiro 06, 2016
As pernas, o fumo e os zombies
Já passaram 3 meses desde que acabaram as férias em Cuba e até agora só publiquei uma crónica sobre essa viagem.
Tinha prometido falar da vez em que julgo ter visto a luz de um farol em território norte-americano mas não vai ser agora. Agora vou expandir nas primeiras e segundas impressões que tive de Cuba, e que brevemente mencionei no Facebook na altura própria.
Deixando de lado a viagem propriamente dita, que custou um bocado porque a maioria dos outros passageiros comportaram-se como se fosse uma excursão de autocarro para a Festa do Avante ou aquela festa do Continente/Modelo que fizeram durante uns anos em Lisboa, com bar aberto na cauda do avião, vou directo à primeiríssima impressão de Cuba: Pernas.
domingo, novembro 08, 2015
A praia deserta + o Mister Universo e a Loira Topless
Para quem estava ou é distraído, é péssimo a perceber pistas ou não me segue no Facebook, Twitter nem Instagram, talvez não tenha notado que fui dar um passeio a Cuba. Foi mais fazer férias, eu e a esposa. O rebento ficou em casa dos avós (meus pais) logo foi uma novidade nos últimos 2 anos, umas férias novamente só a 2.
A estadia começou em Havana, mas não vou falar disso agora. Já deixei uns apontamentos e queria ter deixado mais mas em Cuba o acesso à net é caro (pedem €5 por hora nos hotéis) e depois funciona mal. Tal como muitas outras coisas como nos disse o guia que nos levou do aeroporto ao hotel no Vedado (uma das zonas da cidade). Mais tarde talvez escreva mais uns textos, se a disponibilidade e vontade assim o permitirem.
Mas eu queria mesmo era escrever algo mais engraçado e por isso tenho de saltar para Varadero, onde passamos 5 dias (sendo 2 o da chegada e da partida, logo equivaleu a 4 dias completos), no regime de All Inclusive.
quarta-feira, outubro 28, 2015
quarta-feira, agosto 26, 2015
Faltou dizer ... sobre Praga
Como muitas vezes escrevo os textos por partes e em momentos distintos, depois de ter pensado neles, esqueço-me de dizer tudo o que tinha planeado.
Por exemplo que uma das coisas que me ficará na memória sobre Praga é a praga das Segways. Já tinha lido no TripAdvisor que haviam muitos roteiros com guias de Segway, mas não contava que andassem mesmo por todo o lado. Parece-me um bocado parvo, sobretudo porque tal como muitas outros "brinquedos" podem importunar os transeuntes normais ao meterem-se à frente, tal como os selfies sticks, mas analisando melhor nem eram tão incomodativos como a malta de bicicleta consegue ser aqui no centro de Amesterdão.
segunda-feira, agosto 24, 2015
Metade suado, a outra molhado
É o resumo de um fim-de-semana alargado, que conteve 4 dias, em Praga e que aconteceu entre o andar a ouvir Snarky Puppy e a ser negado a chance da fama.
Há muito tempo que ambicionava ir a Praga, um das capitais muitas vezes elogiada por muitas pessoas e com aquela magia extra de ter estado atrás da cortina de ferro.
Eu não vou me alargar muito em fazer a crónica desta viagem. Isso deixo para a Carolina, que já cronicou o fim-de-semana, também alargado, em Londres aqui, aqui, também aqui e finalmente aqui.
Mas posso dizer que gostei muito, apesar de apanhar muito calor nos 2 primeiros dias, sobretudo no primeiro com temperatura acima dos 35°C e chuva nos outros 2.
Daí o título, porque passei a primeira metade da estadia todo suado e a segunda todo molhado ... e suado também.
Há muito tempo que ambicionava ir a Praga, um das capitais muitas vezes elogiada por muitas pessoas e com aquela magia extra de ter estado atrás da cortina de ferro.
Eu não vou me alargar muito em fazer a crónica desta viagem. Isso deixo para a Carolina, que já cronicou o fim-de-semana, também alargado, em Londres aqui, aqui, também aqui e finalmente aqui.
Mas posso dizer que gostei muito, apesar de apanhar muito calor nos 2 primeiros dias, sobretudo no primeiro com temperatura acima dos 35°C e chuva nos outros 2.
Daí o título, porque passei a primeira metade da estadia todo suado e a segunda todo molhado ... e suado também.
segunda-feira, julho 30, 2012
Água Lá, Água Cá
Uma das coisas de Roma que mais trago na memória é a quantidade de água que existe pela cidade. Não é por ter montes de fontes, é mesmo pelo número elevado de bicas de água potável que se encontram espalhadas por toda a cidade, permitindo aos locais e aos sedentos turistas de se irem refrescando e matar a sede. E curiosamente a água sai das bicas muito fresca. Apesar de termos comprado uma garrafa de 1,5L logo ao sair do metro a primeira vez, acabamos por usar sempre a mesma garrafa, atestando-a ao longo do dia, ou mesmo à noite no Hotel.
Ainda por cima a água pública em Roma praticamente não tem sabor, ou seja é boa e de graça! Gastar dinheiro a comprar água em Roma é completamente desnecessário.
E se em Roma tínhamos água com fartura para nos refrescar, chegados a Amesterdão encontramos o mesmo cenário. Uma frescura fantástica no ar e águinha para nos refrescar o corpo sob a forma de chuva (com direito a flash e tudo a fazer lembrar os restantes turistas a tirar fotos nas igrejas e outros sítios que tais).
E aqui terminam as "semelhanças" entre 2 capitais europeias ambas com coisas óptimas e coisas menos boas.
Ainda por cima a água pública em Roma praticamente não tem sabor, ou seja é boa e de graça! Gastar dinheiro a comprar água em Roma é completamente desnecessário.
E se em Roma tínhamos água com fartura para nos refrescar, chegados a Amesterdão encontramos o mesmo cenário. Uma frescura fantástica no ar e águinha para nos refrescar o corpo sob a forma de chuva (com direito a flash e tudo a fazer lembrar os restantes turistas a tirar fotos nas igrejas e outros sítios que tais).
E aqui terminam as "semelhanças" entre 2 capitais europeias ambas com coisas óptimas e coisas menos boas.
segunda-feira, maio 28, 2012
A BaKano le gusta el México
Há uma semana atrás, praticamente a esta hora, imitamos Colombo e rumamos a Poente mas tal como Cortés chegamos a território Maia, mais precisamente na Península de Yucatán.
Não foi nada de muito exótico, uma simples viagem para um destino comum de férias, a Riviera Maya, com um pacote de tudo incluído e a ideia de aproveitar sol, praia e o mar das Caraíbas sem preocupar com comidas, bebidas e outras coisas mais.
Como nunca tínhamos tido essa experiência antes achamos que era tempo de experimentar.
Obviamente isto não dá para conhecer o México, país que sendo o menor da América do Norte (o resto são ilhas e América Central) parece ser o mais diversificado, mas daquilo que me foi dado a conhecer eu gostei.
A ideia do vir fazer praia e nada fazer, não foi exactamente concretizada. Era obrigatório ir a Chichen Itza (a Boca do Poço dos Itzae) e não passear um pouquinho seria desperdício. Ainda éramos para visitar uma ilha parte duma grande reserva natural do Caribe mas o que nos venderam não era exactamente o que ofereciam e voltamos para trás.
Mas ainda acabamos por nos cansar a passear, apesar de ainda aproveitar uns dias de lazeira completa, regados com vários coktails, mas nada de bebedeiras que eles carregam pouco no álcool.
Sobre o "tudo incluído" é um pouco como os seguros contra todos os riscos. Nunca é bem assim e sempre tem alguma coisa a pagar. Mas a malta tem de viver e o turismo é uma enorme fonte de receita (senão a única importante) para esta região. Os preços até são bastante em conta mas isso também leva a que se gaste por ser barato.
Mais impressões ficam para as conversas com a malta e o álbum de fotos.
Vou contente e satisfeito, e tal como nos dito na chegada, com vontade de ficar mais tempo e regressar. Mesmo nos contratempos se aproveitou para conhecer algo, nem que seja apenas a conversa com o motorista no regresso ao hotel depois de desistir duma excursão e ver o exército na estrada.
E levo na memória as coisas fantásticas, como Chichen Itza, nadar com golfinhos e a enorme simpatia desta gente.
Viva México!
Não foi nada de muito exótico, uma simples viagem para um destino comum de férias, a Riviera Maya, com um pacote de tudo incluído e a ideia de aproveitar sol, praia e o mar das Caraíbas sem preocupar com comidas, bebidas e outras coisas mais.
Como nunca tínhamos tido essa experiência antes achamos que era tempo de experimentar.
Obviamente isto não dá para conhecer o México, país que sendo o menor da América do Norte (o resto são ilhas e América Central) parece ser o mais diversificado, mas daquilo que me foi dado a conhecer eu gostei.
A ideia do vir fazer praia e nada fazer, não foi exactamente concretizada. Era obrigatório ir a Chichen Itza (a Boca do Poço dos Itzae) e não passear um pouquinho seria desperdício. Ainda éramos para visitar uma ilha parte duma grande reserva natural do Caribe mas o que nos venderam não era exactamente o que ofereciam e voltamos para trás.
Mas ainda acabamos por nos cansar a passear, apesar de ainda aproveitar uns dias de lazeira completa, regados com vários coktails, mas nada de bebedeiras que eles carregam pouco no álcool.
Sobre o "tudo incluído" é um pouco como os seguros contra todos os riscos. Nunca é bem assim e sempre tem alguma coisa a pagar. Mas a malta tem de viver e o turismo é uma enorme fonte de receita (senão a única importante) para esta região. Os preços até são bastante em conta mas isso também leva a que se gaste por ser barato.
Mais impressões ficam para as conversas com a malta e o álbum de fotos.
Vou contente e satisfeito, e tal como nos dito na chegada, com vontade de ficar mais tempo e regressar. Mesmo nos contratempos se aproveitou para conhecer algo, nem que seja apenas a conversa com o motorista no regresso ao hotel depois de desistir duma excursão e ver o exército na estrada.
E levo na memória as coisas fantásticas, como Chichen Itza, nadar com golfinhos e a enorme simpatia desta gente.
Viva México!
segunda-feira, abril 30, 2012
BaKano en de Koningin
Pois como já tinha dito ontem, hoje foi a grande festa aqui da terra das tulipas, o Koninginnedag (Dia da Rainha) onde se festeja oficialmente o aniversário da mesma, apesar dela ter nascido em Janeiro. Mas como em Janeiro não faz bom tempo, a Rainha Beatrix manteve a data da sua mãe, a Rainha Juliana, para que as pessoas pudessem vir para a rua festejar como senão houvesse amanhã, ou então fazerem do país um gigantesco vrijmarkt (feira da ladra).
O ano passado foi num Sábado, só que eu estava de cama (entre a cama e o sofá) doente com gripe e não tinha muitas forças para ir festejar (ou ver as modas). Este ano tive de trabalhar, porque temos de garantir "serviços mínimos" no nosso departamento.
No entanto estava decidido a participar dalguma maneira.
Começou de manhã ao cumprir com a regra de vestir laranja, mesmo estando fechado em casa. Na hora de almoço fomos fazer uma compra rápida. Não numa das muitas feiras ladras que existem pelas ruas fora, apesar de as termos visto, mas ao Ikea (what else?) comprar umas Billy a 1/3 do preço.
E como tinha turno até às 18:00, e depois ainda fechar as coisas e tal, só deu para sair de casa pouco antes das 18:30, rumo ao centro para tentar ver qualquer coisita.
No entanto eu tinha um plano, talvez um pouco imprudente tendo em conta o dia, mas que eu achei que funcionaria: pegar no carro e ir até onde não podia ir mais, estacionar onde desse e ter sorte em experimentar um pouquinho do que é este dia.
Funcionou em pleno. Com os transportes a ir por percursos diferentes do normal e com a maioria dos foliantes já mais para lá do que para cá, chegamos bem perto do centro e tentando a minha sorte, estaciono mesmo ao lado da Leidseplein. E a cereja no topo do bolo é que hoje o estacionamento em Amesterdão é gratuito.
Foi mais rápido e mais barato do que se fosse de transporte público e fiquei mais perto da acção.
Sobre a festa, já vimos o rescaldo, mas ainda muita gente na loucura. Alguns barcos também ainda andavam com musica aos berros e malta a abanar o capacete.
Uma espécie de cortejo de Queima das Fitas, mas sem cortejo e com toda uma cidade a participar por todo o lado. É mais ou menos assim o cenário com que nos deparamos.
Fica-se com uma enorme vontade de aproveitar o próximo em pleno.
Dentro de algum tempo (pouco ou muito não sei ao certo) podereis ver aqui ao lado o álbum das (poucas) fotografias que tirei nesta hora e pouco que andamos na rua...
terça-feira, novembro 22, 2011
Tá um grosso noboeiro
A foto não é de hoje (ainda está muito escuro a esta hora) mas serve para passar a imagem desejada. Se bem que estou convencido que pelo menos no Domingo e ontem nem se conseguia ver as árvores da mesma janela de onde tirei esta.
Está mesmo um nevoeiro cerrado, salvo erro, desde quinta-feira ou ainda antes. Hoje o dia ainda não clareou mas olho lá para fora e só se nota bem as luzes dos candeeiros junto ao Brandweer (quartel dos bombeiros) assim com o símbolo deles que é luminoso.
Lembro-me perfeitamente de estar assim na quinta-feira passada, pois trabalhei de casa e nem me apercebi que já era hora de almoço pois o dia visto da janela do escritório estava exactamente igual desde as 8 e pouco. Admito que não me lembro bem de sexta, mas tem sido sempre assim.
A grande pause de nevoeiro que tivemos foi no domingo quando eu e a Carolina rumamos a Maastricht, pois eu queria leva-la a comer ostras no mesmo restaurante onde já tinha estado em Fevereiro. Saímos de Amesterdão pouco antes das 11:00 debaixo duma camada espessa que pouco deixava ver e lá fomos sempre assim na A2 até perto duma localidade chamada Best, pouco antes de Eindhoven. Aí o sol começou a aparecer e pouco depois viajávamos debaixo de um belo sol e num dia descoberto cheio de luz e azul. No entanto no regresso já pelas 17:00 praticamente no mesmo ponto da auto-estrada voltamos a entrar no manto de neblina. Ontem confirmei com os colegas que foi o dia todo assim para estes lados.
Estava viagem permitiu retirar algumas ilações curiosas, que ao bom estilo bakanoide partilho com vocês:
- Os holandeses conduzem mais depressa do que eu alguma vez imaginava (até agora) mesmo com este nevoeiro todo. Quer dizer, os holandeses ou aqueles que vão para sul na A2, pois estava mesmo muito fechado e no entanto muita gente rolava nas calmas na velocidade máxima permitida com alguns a viajar um pouco acima dela (eu incluído pois desde há uns tempos que o meu lema é andar à velocidade dos carros mais velozes, desde que não seja um "maluco" a 200). Considerando que tem um troço com limite de 130 km/h já não é nada mau e Maastricht desta vez pareceu-me muito mais perto do que da primeira (ver post acima referenciado);
- Em Maastricht come-se bem. Só lá comi 2 vezes e era para ter repetido o restaurante mas o mesmo estava fechado (não houve ostras para ninguém) mas escolhi um chinês com um nome apropriado de "La Chine" que nos serviu um bom almoço com pratos diferentes do habitual. Só a cerveja Tsing Tao é que é a mesma em todo o lado;
- Maastricht parece ser pequena e não faço a mínima ideia onde estava escondida aquela gente toda em Fevereiro passado quando estive na mesma praça por volta da mesma hora. Se calhar o estar solinho agora (e anteriormente estava de chuva) é que fez a malta abandonar as suas tocas;
- Liège é muito maior do que eu pensava e mais confusa também;
- O Luxemburgo é logo ali ao lado. E a Alemanha ainda mais. Depois de estar em Maastricht, uma pequena voltinha de carro dá para visitar 3 outros países e juntar França à lista também não custa muito. Que diferença para quando se está em Portugal que só se pode ir visitar os nuestros hermanos.
Está mesmo um nevoeiro cerrado, salvo erro, desde quinta-feira ou ainda antes. Hoje o dia ainda não clareou mas olho lá para fora e só se nota bem as luzes dos candeeiros junto ao Brandweer (quartel dos bombeiros) assim com o símbolo deles que é luminoso.
Lembro-me perfeitamente de estar assim na quinta-feira passada, pois trabalhei de casa e nem me apercebi que já era hora de almoço pois o dia visto da janela do escritório estava exactamente igual desde as 8 e pouco. Admito que não me lembro bem de sexta, mas tem sido sempre assim.
A grande pause de nevoeiro que tivemos foi no domingo quando eu e a Carolina rumamos a Maastricht, pois eu queria leva-la a comer ostras no mesmo restaurante onde já tinha estado em Fevereiro. Saímos de Amesterdão pouco antes das 11:00 debaixo duma camada espessa que pouco deixava ver e lá fomos sempre assim na A2 até perto duma localidade chamada Best, pouco antes de Eindhoven. Aí o sol começou a aparecer e pouco depois viajávamos debaixo de um belo sol e num dia descoberto cheio de luz e azul. No entanto no regresso já pelas 17:00 praticamente no mesmo ponto da auto-estrada voltamos a entrar no manto de neblina. Ontem confirmei com os colegas que foi o dia todo assim para estes lados.
Estava viagem permitiu retirar algumas ilações curiosas, que ao bom estilo bakanoide partilho com vocês:
- Os holandeses conduzem mais depressa do que eu alguma vez imaginava (até agora) mesmo com este nevoeiro todo. Quer dizer, os holandeses ou aqueles que vão para sul na A2, pois estava mesmo muito fechado e no entanto muita gente rolava nas calmas na velocidade máxima permitida com alguns a viajar um pouco acima dela (eu incluído pois desde há uns tempos que o meu lema é andar à velocidade dos carros mais velozes, desde que não seja um "maluco" a 200). Considerando que tem um troço com limite de 130 km/h já não é nada mau e Maastricht desta vez pareceu-me muito mais perto do que da primeira (ver post acima referenciado);
- Em Maastricht come-se bem. Só lá comi 2 vezes e era para ter repetido o restaurante mas o mesmo estava fechado (não houve ostras para ninguém) mas escolhi um chinês com um nome apropriado de "La Chine" que nos serviu um bom almoço com pratos diferentes do habitual. Só a cerveja Tsing Tao é que é a mesma em todo o lado;
- Maastricht parece ser pequena e não faço a mínima ideia onde estava escondida aquela gente toda em Fevereiro passado quando estive na mesma praça por volta da mesma hora. Se calhar o estar solinho agora (e anteriormente estava de chuva) é que fez a malta abandonar as suas tocas;
- Liège é muito maior do que eu pensava e mais confusa também;
- O Luxemburgo é logo ali ao lado. E a Alemanha ainda mais. Depois de estar em Maastricht, uma pequena voltinha de carro dá para visitar 3 outros países e juntar França à lista também não custa muito. Que diferença para quando se está em Portugal que só se pode ir visitar os nuestros hermanos.
terça-feira, abril 12, 2011
Semana de luxo
Tirando uma espécie de piada brejeira que tentei fazer pelo Twitter a meio da semana, que pelos vistos passou completamente despercebida, a última noticia que dei neste mundo cibernético de relevo, e ele agora é bastante variado entre blog, twitter e Facebook foi há uma semana atrás, dizendo que ia até Charleroi (Bélgica) buscar a mulher e o cunhado (irmão dela para quem se pergunta de que lado é o cunhado). Claro está que no Facebook ainda fiz uns comentários e partilhei um ou outro vídeo sobre a situação em Portugal, mas isso são trivialidades.Portanto a semana passada, a contar de segunda à noite, foi uma semana de luxo. Companhia aqui em casa, um tempo porreiro e muito passeio.
Trabalhei a semana toda, mas com os dias a ficarem maiores e o sol a espreitar quase sempre, mesmo saindo tarde agora dá para ir fazer coisas.
Eles nos primeiros dias andaram a passear por Amesterdão, tendo eu ido ter com eles 3 desses dias. Pela primeira vez andei a conduzir do lado Leste de Amesterdão, por onde nunca tinha passado antes, quando os fui buscar ao lado do Zoo de Amesterdão (Artis), ainda por cima fui às cegas pois não tinha levado o GPS...
Num outro dia eles já tinham vindo para casa, mas estava um sol radioso que peguei neles e fomos até Zandvoort, uma praia que para mim é famosa pois tem uma pista de automobilismo que já recebeu a Formula 1 e tudo!
E o fim-de-semana foi mesmo de aproveitar para passear, apesar de se ter descansado de manhã.
Sábado com direito a roteiro pelos campos de flores entre Haarlem e Leiden, seguindo pelas nacionais mais junto à costa, e com visita a mais uma praia, Noordwijk aan Zee. Almoço e uma voltinha pelo centro de Leiden (pelo menos fica lá bem no meio da cidade). Uma passagem famigerada por Den Haag (Haia) pois a ideia era visitar o centro mas o GPS decidiu não colaborar nessa altura, portanto depois de 2 tentativas falhadas de descobrir um acesso ao Centrum, rumamos a outras paragens que acabou por ser Delft, que terá sido a paragem mais longa do dia e onde até se comprou uns recuerdos...
O Domingo era o dia de regresso para eles, mas como o avião só saia já ao final da noite, o objectivo seria sempre passear, sendo Bruxelas o único destino turístico garantido. Uma tentativa de dar uma auto-volta a Roterdão foi novamente gorada por um GPS pouco cooperante, desta vez a dar uma de Windows e demorar uma eternidade a recalcular o caminho, e sendo assim Bruxelas foi mesmo a única visita turística do dia, pois tínhamos saído tarde de casa (a malta estava cansada de tanto passeio e eu não me queixei pois assim podia ver na totalidade o Grande Prémio da Malásia de Formula 1).
Conhecendo eu muito pouco ou quase nada de Bruxelas, ainda deu para vermos o Atomium ao longe, e eu lhes mostrar Grand Place com tempo para apreciar a sua beleza e ainda vermos a rodagem de umas cenas de um filme qualquer, o Manneken-Pis a mijar e ainda beber uma bejeca sentados cá fora na rua.
Obviamente que a recordação maior de Bruxelas será a coruja (só para quem lá estava)...
E prontos, foi deixa-los no aeroporto, ou no barracão melhor dizendo, de Charleroi, e voltar por uma estrada que já começo a conhecer bem.
A semana de luxo acabou comigo a comer um gelado a pensar em quando terei de novo a minha companheira para continuarmos a passear por estas terras fora...
segunda-feira, fevereiro 28, 2011
Faraway, so close!
Título de um filme do Wim Wenders, será por ventura mais conhecido por ser o sub-título duma música dos U2 (Stay).Isto foi o termo que me veio à ideia quando decidi escrever sobre as minhas voltinhas aqui pelas redondezas. No entanto o termo é mais ao contrário: Close, so faraway!
Estando habituado a dar corda ao carro em Portugal e andar de Norte a Sul com alguma frequência e sem ter medo de fazer centenas de quilómetros mesmo quando era só para dar uma voltita num Domingo, aqui acho que é tudo muito perto, mesmo ir ao estrangeiro. Um gajo vai ao Google Maps, vê a distância e pensa "isto é perto; chega-se num instante; vou até lá".
O curioso é que ainda ontem, a ir para Maastricht (que era apenas um ponto de passagem da viagem planeada) ainda comecei a pensar que as distâncias nos sinais eram em milhas, pois nunca mais lá chegava.
É o problema da velocidade, ou falta dela.
Existem muitos quilómetros de auto-estrada que estão limitados a 100km/h, às vezes a 90 ou 80. E como pelos vistos a malta daqui gosta de cumprir e do que me disseram a polícia é rigorosa e pouco tolerante, um gajo não abusa. Ainda por cima ontem estava a conduzir um carro de matricula holandesa, e portanto de certeza que a ser apanhado a minha amiga Andorinha iria receber a multa em casa. Portanto ia quase sempre na velocidade máxima (ligeiramente acima considerando o erro do velocímetro).
No meu carro estava a usar uma prática que consistia ir à mesma velocidade do carro mais rápido que passava por mim que não fosse claramente depressa demais.
Ontem não , por isso que a modos que uma viagem de 225kms (ainda menos que Aveiro-Lisboa) nunca mais acabava.
Ou pelo menos assim parecia.
Admito que não me lembro a que horas saímos de Den Haag (Haia) mas eu pensava que era coisa para 2 horas no máximo e parece que demorou mais. às tantas foi mais impressão...
Bem a ideia é que apesar das coisas aqui estarem todas perto (de Maastricht, grande cidade mais a Sul, até Groningen, grande cidade mais a Norte, são apenas 330kms), demoramos um bocado mais de tempo do que estamos habituado, porque as velocidades são um bocado mais baixas; chegando a andar longos trajectos de auto-estrada a 40~50 km/h menos do costume em Portugal)
Portanto apesar de estar tudo perto, parece estar tudo mais longe.
E só para concluir, as Ardennes são uma zona altamente. É uma zona de floresta e montanha, que mesmo apesar de não ser alta é uma muita apreciada diferença das paisagens baixas e planas do resto do Norte de França, Belgica e Holanda.
Apanhar uma descida/subida com 12% de inclinação e umas estradinhas estreitas com sequências de curvas e contra-curvas serviu para pôr um sorriso parvo na minha cara.
Isso e ter estado na entrada de Spa-Francorchamps a ver a Raidillon ao fundo!
Passeamos por uma zona rica de história e estórias; cenário de vários confrontos militares, o mais famoso eventualmente a Batalha do Bulge, a última ofensiva alemã da Segunda Guerra Mundial e cujo fim deitou por terra as últimas esperanças de Hitler chegar a um acordo de paz na Frente Ocidental e assim poder dedicar todos os recursos alemães a combater o Exército Vermelho...
Mas deixando a História, sem dúvida que as localidades daquela região ficaram, "congeladas no tempo" como disse a minha companheira de viagem. Como se ainda estivéssemos no inicio do século 20 como acrescentei eu depois...
Voltando à temática do automobilismo: depois de ter passado em Assen, só falta numa próxima continuar pelas Ardenas fora e entrar na Eifel (Alemanha) e dar uma voltinha pelo "inferno verde" também conhecido pelo Nordschleife!
PS - O Le Bon Bassin em Maastricht, na/no Bassinkade, é um excelente restaurante, que se deve ir pelo menos uma vez ... por ano (não convém ir muitas vezes que sai caro) ;-)
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