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domingo, maio 08, 2022

Novas Direcções

Agora que estou a escrever este texto, e acabei de escrever o título, lembrei-me de 2 bandas onde toquei, se bem que na verdade foram 3 e só me consigo lembrar de 2 nomes: Direcção Geral e NIB (que ao exemplo dos GNR e UHF é uma sigla conhecida mas nós, eu tenho 90% de certeza que fui eu, definimos como Nova Identidade da Banda). Uma mistura dos 2 nomes resulta quase neste título. Direcção Geral (ou talvez Direcção-Geral) era o nome de quando éramos 6 elementos com 2 vocalistas (eu na bateria, o meu irmão nas teclas, o Paulo na guitarra, o Cami no baixo e a Helena e a Cristina nas vozes) (Correcção a 12 de Maio: não, o nome era Impacto, a Cristina relembrou-me) e agora não me lembro se quando passamos a ser só 4 rapazes (sairam as vocalistas e o meu irmão e entrou o Zé Fernando que cantava e tocava guitarra ritmo) mantivemos o mesmo nome (Correcção a 12 de Maio: neste momento é que adoptamos o nome Direcção-Geral). NIB foi quando saiu o Zé Fernando e entrou a Maria Joana, que tocava guitarra electro-acústica e compôs uma série de músicas. Ela depois saiu e fizemos um casting para uma nova vocalista, cuja escolha, a Marlene, gerou a saída do Cami e entrou o Diogo como novo baixista. Voltamos a ter uns teclistas durante umas fases, o Fernando e o Énio. Eu e o Paulo fomos os únicos membros constantes de banda, o que não me admira porque tornamos-nos amigos muito próximos desde o meu 7° ano, quando fomos colegas de turma (apesar de ele ser 3~4 anos mais velho que eu). Acho que os NIB ainda continuaram um pouco quando eu desisti de vez, e o Paulo e o meu irmão voltaram a juntar-se numa outra banda (um projecto para fazer dinheiro, com músicas de baile, como se costuma dizer).
Mas eu não comecei a escrever este texto para falar da minha história de bandas, apenas aconteceu devido ao nome e calhou bem, porque essa minha história acabou quando eu decidi que era altura de enveredar por novas direcções...

quinta-feira, abril 28, 2022

Pais, esses maravilhosos seres



Sim, a foto de cima fui eu que tirei e são dos meus pais. Até parece uma montagem porque eu desfoquei as suas figuras e o fundo atrás (linha de comboio e postes, parecia mal). Desfoquei-os porque não lhes pedi autorização para publicar a foto muito menos neste texto que não é lá muito lisonjeiro.
Como escrevi no Twitter, os pais são aqueles seres maravilhosos que tanto nos exaltam como nos deprimem. É uma alternância de estados porque os pais são, como me dizem os meus filhos a mim muitas vezes, os melhores do mundo para pouco depois serem os piores do mundo. Faz parte da parentalidade e não nos podemos esquecer que mesmo depois de termos mais de 40 anos, para os nossos pais vamos continuar a ser miúdos, tal como os meus me vão continuar a parecer pequenitos mesmo quando já andarem sozinhos por esse mundo fora a fazer e a acontecer...
Tantas vezes me vem à ideia esta cena do filme "Father of the Bride" porque agora eu sei que é mesmo verdade (e vai-me acontecer igual quando a minha filha me anunciar algo parecido).

sexta-feira, abril 08, 2022

Reflexões em tempos de Guerra #26 - Queria fazer mais


Eu nunca me considerei uma daquelas pessoas que estão prontas para agir, mas depois de ter participado em acções de voluntariado, depois de ter visto a minha reacção natural a pedidos de ajuda (às vezes de pessoas que mal conheço) acho que afinal não sou assim tão passivo e indiferente. E nunca pensei que era corajoso, achando até que sou cobarde em várias situações que amedrontam (se bem que o medo é aquilo que nos permite sobreviver, quando não nos paralisa).
Mas desde que a guerra na Ucrânia começou que sinto uma impotência em mim, porque uma coisa que acho que sempre tive cá dentro do meu espírito é aquele sentimento de que chega uma altura em que é preciso fazer algo, é preciso fazer frente a alguém, é preciso levantar e estar disposto a levar mas a dar. E é assim que sinto desde o 24 de Fevereiro. Foi quase como uma revelação; aquilo que despertou em mim foi uma sensação que estaríamos perto de viver um momento crucial da nossa história, uma coisa muito similar à invasão da Polónia pela Alemanha Nazi, um momento que poderia significar o regresso de tempos negros aqui na Europa. E eu tenho 2 filhos pequenos, a última coisa que quero é que eles tenham de passar por uma fase, e viver num mundo, que seja pior daquele em que eu vivi até agora, pois se há coisa que eu realmente acredito é que temos sempre de ambicionar por mais e melhor.

segunda-feira, abril 04, 2022

Reflexões em tempos de Guerra #25 - Rendição não evitaria o sofrimento


Depois de finalmente escrever o meu texto longo sobre (um pouco mais de) 1 mês da Invasão do Putin à Ucrânia, eu estava preparado para começar a escrever menos sobre geopolítica e mais sobre o lado humanitário. Isso foi depois de uma conversa (via mensagens) com uma escritora e jornalista polaca que por acaso tem raízes familiares na Ucrânia, porque faz mais sentido falar sobre algo que realmente tem mais a ver connosco e nos afecta realmente, do que todas estas análises e reflexões sobre belicismo, política externa, sobre outros países regiões onde nunca sequer estive e quando não tenho experiência suficiente, nem a adequada, para ser um exemplo. Mas como já devem saber aqueles que me conhecem há algum tempo, eu dedico várias horas a estudando matérias e sempre tenho uma opinião forte que quero partilhar com os outros. E embora sejam poucos, sei que há também quem conte comigo para os manter a par destas questões complicadas, pelo que sinto a responsabilidade de continuar a escrever sobre o que se está a passar. Mas numa tentativa de evitar possíveis mal-entendidos, pois estes meus textos que são a minha, e somente minha, opinião e da minha exclusiva responsabilidade, e que na maioria das vezes são escritos ao longo do(s) dia(s) e publicados quando estou estendido no sofá ou deitado na cama, queria começar a focar a discussão naquilo que até o mais importante, o básico, aquilo com o qual todos nós podemos nos relacionar: o sofrimento humano.

Só que de repente o fim de semana chegou e com ele o diabo andou à solta! Os russos recuaram do noroeste e nordeste de Kyiv e para a maioria de nós foi como se levássemos um murro no estômago, quando nos apercebemos que o sofrimento humano era muito pior do que se pensava!

sexta-feira, março 25, 2022

Reflexões em tempos de Guerra #21 - Começou há 1 mês atrás


Apenas para vos confundir um bocado, quero que saibam que há (pelo menos) um vídeo no YouTube com "provas" de que os extraterrestres 👽 estão a apoiar a Ucrânia porque já atacaram veículos e tropas russas.
E se por ventura quiserem participar dessa discussão, ficam a saber que o termo OVNI, ou o inglês UFO, não é mais usado pelas autoridades competentes ou pela comunidade científica, agora é FANI (Fenómeno Aéreo Não Identificado), ou em inglês UAP (Unidentified Aerial Phenomena).
Como aparecia naquela série famosa de um par de agentes do FBI, transmitida nos anos 90: I want to believe...

sexta-feira, março 11, 2022

Reflexões em tempos de Guerra #15 - Lying Lavrov

Para resumir, e tentar perceber um pouco, algumas das coisas ditas oficialmente pela Rússia, em particular pelo Lying Lavrov, ou em português, Lavrov O Mentiroso, e a sua equipa de diplomatas espalhados pelo mundo.

A Rússia NÃO ATACOU a Ucrânia, pois afinal de contas é uma "operação militar especial", e "operou" pelos seguintes motivos:

sexta-feira, março 04, 2022

Reflexões em tempos de Guerra #8 - Um meme, um resumo e uma consideração pessoal


Consta que a imagem aqui em cima é um meme que anda a fazer as rondas em Moscovo. Parte de uma imagem amplamente divulgada por todo o mundo, do Putin a reunir-se com estes 2 generais, só que ele na ponta e eles longe como o camandro. A tradução para português do texto adicionado (traduzido por mim de outra tradução para inglês, uma vez que eu não sei cirílico nem russo) é:
- "Tás sentado mais perto dele. Acerta-lhe nas trombas com uma merda qualquer."
- "Acerto-lhe com quê, a 20 metros de distância?"

Mas hoje foi o 8º dia da invasão do Putin à Ucrânia e vou apenas partilhar alguns pensamentos antes de ir para a cama.

segunda-feira, maio 10, 2021

The Phantom Menace


Este historial que vocês vão ler a seguir era para ter sido um desabafo longo, e parte da minha terapia, em que abro o jogo e relato os momentos maus pelos quais passei nos 2 últimos anos. Mas ainda não  tinha planeado publicar agora, só que ao escrever a outra dissertação sobre o diagnóstico da minha psique comecei a fazer a contar a estória desde o principio e ja ia em vários parágrafos. Assim usando a técnica de Separate & Clarify e aproveitando que é o ultimo dia da Semana Star Wars (o dia 10 ainda conta) aqui vai:

domingo, abril 25, 2021

Indicadores do meu estado de espírito



O meu plano já desde o início de Marco passado era que iria começar finalmente o meu ciclo de disserto-crónicas (crónicas dissertativas) sobre os meses em que estive doente (burnout mas não só) falando da condição/perturbação/síndrome que me afetará desde sempre. Isto porque depois de uns meses de terapia ia finalmente fazer uma avaliação neuro-psicológica cujo objectivo seria confirmar as minhas suspeitas.
Mas a terapeuta responsável por isso, que posso dizer ser a minha terapeuta favorita, não exactamente por ser quem melhor me aconselha, mas porque ela tem menos de 30 anos e quem me conhece sabe que adoro falar com gente nova, sobretudo mulheres (e quando são bonitas então...), ainda não concluiu a discussão do relatório e por isso nem sei os próximos passos (até porque eu ainda a tenho de convencer que preciso de mais avaliações).
Assim sendo vai um outro texto que serve para demonstrar como é possível ver em que estado estou apenas acompanhando a minha actividade nas redes sociais (e quem contacta mais de perto comigo, pode confirmar um pouco melhor).

quinta-feira, abril 01, 2021

Estimo bem que vos fod...

É a segunda vez que utilizo esta imagem num texto aqui no blog. Desta vez é dedicada a um trio de pessoas que fizeram parte da minha vida (sobretudo profissional) em 2019-20. Esse trio já foi mencionado nos meus desabafos aqui (último parágrafo) e também aqui, e, como me acontece imensas vezes quando venho escrever, estava convencido de ter partilhado as minhas opiniões e frustrações de forma mais directa e completa, mas agora não encontro nada; ou fi-lo noutras redes sociais ou foi em conversas pessoais (e isso foi de certeza e com mais que um interlocutor).

Mas agora vou ser mesmo mais brusco: os manguitos são dedicados aqueles três estarolas que me rebaixaram com mentiras, me fizeram duvidar das minhas capacidades, e apesar de todo o paleio bonito e dos valores da empresa (que eu sei que eram seguidos pela grande maioria da malta que lá estava) nem uma chance me deram, quanto mais uma segunda oportunidade para mostrar o meu valor, apesar de já o ter feito na segunda metade do meu contrato...
Como me ensinou o meu antigo colega Xor Ventura: Estimo bem que vos fodais!

quinta-feira, maio 14, 2020

Dois apontamentos: pouco lixo e um erro a não repetir



Estou muito contente com a nossa produção de lixo aqui em casa. Mesmo estando todos em casa, na segunda-feira (dia em que vêm buscar o lixo normal, de 2 em 2 semanas) o meu caixote de lixo de 120 litros ia pouco mais de meio, pois tinha apenas lá dentro um saco de lixo de 60 litros (nós temos um balde de lixo fechado de 60L, dentro de casa) mais umas luvas, que ponho directo quando venho de fora, e um frasco com óleo alimentar, que aqui não conheço onde haja sítio para deixar o óleo usado. Já na sexta-feira (dia em que vêm buscar o lixo alimentar para ser usado para composto) da semana passada o caixote dos verdes, como o chamamos apesar do mesmo ser cinzento, foi quase vazio, mas foi na mesma para eles esvaziarem por causa agora do calor.
60L de lixo normal em 2 semanas e o caixote dos biológicos (onde pomos sobretudo restos de comida) quase vazio é para mim sinal de estarmos a fazer pouco lixo.

quinta-feira, março 12, 2020

Hoje vou ao médico

... mas porque preciso falar com ele de 2 assuntos, nada relacionados com a COVID-19. Já deveria ter ido há mais tempo aliás. Foi marcada a consulta para falar do meu joelho esquerdo, o que magoei aquando do meu acidente de mota mas que não foi detectado problema algum nas radiografias que fiz. Só que sei que algo não está bem e não posso continuar a adiar isto, pois é parvoíce.

terça-feira, fevereiro 25, 2020

Não preciso, obrigado...

Peço desculpa pelo erro ortográfico no texto da imagem, mas esta foi aquela que mais gostei na rápida pesquisa que fiz antes de publicar este texto.

Acho piada que certas pessoas que te andam a lixar o esquema venham dar conselhos sobre o que deves falar (ou escrever) e partilhar, porque querem te ajudar. Não precisei até agora de conselhos ou ajudas de tais iluminados (ou serão ratazanas?), não é agora que vou precisar. A idade ou o posto que agora ocupam não lhes confere nenhuma autoridade para saber o que é melhor para mim. Que peguem nos conselhos deles e os metam num sitio que a gente cá sabe.
Na verdade não gostam de ouvir ou ler certas verdades, porque existe uma imagem a manter, mas isso não ė nada comigo. Direi e escreverei sempre aquilo que bem me entender quando se trata da minha opinião ou assuntos que me dizem respeito. Mentiras e calúnias não espalho, a não ser quando as últimas são do conhecimento público, ou já estejam a ser discutidas na praça pública. Se não gostam do que escrevo/publico/partilho têm remédio santo...

quarta-feira, julho 03, 2019

Até sempre, Daniel


Conheci o Daniel em 1992, quando ambos entramos no curso Técnico-Profissional de Informática na Escola Secundária José Estevão em Aveiro. Depressa ficamos amigos, e continuamos amigos até segunda-feira, dia 1 de Julho de 2019. Foram quase 27 anos. Nessa manhã o meu grande amigo Daniel faleceu, repentinamente.

sábado, abril 20, 2019

A minha Festa da Libertação

Estamos no culminar da Semana Santa, tendo hoje (já estou a escrever depois da meia-noite mas ainda considero a noite de sexta) sido a Sexta-feira Santa, o dia em que se celebra a crucificação de Jesus Cristo.
Apesar da Páscoa, a festa maior do Cristianismo, ser sobre a morte e ressurreição de Cristo, o nome que usamos em Português provém do hebraico Pesach, que é o nome da Páscoa judaica, onde se faz a Festa da Libertação. E este mês de Abril de 2019 tem sido um mês da minha própria libertação. E agora, em vésperas da Páscoa vou também libertar-me de mais outra coisa: vou-me libertar da religião.

quarta-feira, março 27, 2019

A conjuntura da eléctrica (escova)


Eu e o meu grande amigo Daniel (já somos amigos desde 1992) costumávamos conversar todos os dias por IMs, sendo o Skype aquele que usávamos nos últimos anos. Curiosamente eu comecei a ter problemas em usar o Skype (normal) quando instalei um novo programa de segurança no portátil do trabalho e no último ano não temos falado quase nada, porque também não estamos sempre no Messenger (o do Facebook) e eu não tenho o habito de estar sempre no WhatsApp. Mas adiante...

domingo, abril 15, 2018

Fechei a loja ... por enquanto


No dia 1 de Agosto de 2012 escrevi aqui que o Facebook iria morrer, ou pelo menos deixar de ser tão relevante e importante para as pessoas como era na altura. Ainda não foi desta apesar de muitas pessoas pensarem seriamente em abandonar a rede sobretudo após a polémica da Cambrige Analytica.
Eu não pensei em abandonar por causa disso e não fechei a conta do Facebook mas desactivei ontem e vou deixar desactivada por uns tempos. Reparei que o Facebook estava-me a fazer mal e pior que isso estava a fazer mal às minhas relações importantes. Como parece que o meu comportamento se tornou uma palhaçada para alguma(s) pessoa(s) tenho de mudar alguma coisa e começo por mudar a minha relação com as redes sociais. Faço uma cura de desintoxicação do Facebook e logo se vê se fico melhor.

terça-feira, março 06, 2018

Desabafo de (um qualquer dia) à noite

Puta que pariu! Escrevi um desabafo pessoal e sentido, abri o meu coração como se diz pois precisava de tirar algo de dentro de mim. Era polémico, poderia dar merda porque fica na net, fica para sempre registado.
E não é que ao ir acrescentar uma quebra de página, para que o texto na página inicial do blog fosse mais curto, esta merda apaga o texto todo e não o consegui repor? Se calhar é por isso que há malta que escreve primeiro em processadores de texto que costumam guardar rascunhos ou onde o filho da puta do Ctrl+Z (Undo) funciona.

quinta-feira, fevereiro 22, 2018

Desabafo a meio da semana

Hoje não é o dia certo para estar a fazer este desabafo, já ultrapassamos o meio da semana e nos últimos 2 dias até tive descanso do responsável por este desabafo. Mas a oportunidade surge, e já me lembrei de vir fazer queixinhas antes, por isso cá vai.
Como existe um certo risco que o sujeito alvo desta reclamação possa cá vir ler, porque ele segue o meu Facebook, este desabafo vai ficar, tal como anterior, só por aqui, por isso sei que terá pouco mais de uma dezena de visitas e algumas delas serão repetidas.

domingo, fevereiro 04, 2018

Desabafo de Domingo de manhã


São 9:30 da manhã e eu acabei de tomar banho. Estava ainda a acabar de fazer a barba quando ouvi o barulho do ferro de engomar (caldeira a vapor). Passado pouco tempo oiço o aspirador. A Carolina aspira a cozinha e a minha mãe está a passar roupa a ferro...
Eu muitas vezes navegando pelas redes sociais vejo que muita malta ao domingo de manhã, até mesmo durante os fins-de-semana faz muitas coisas: vão correr, vão passear, desfrutam de um pequeno-almoço especial, estão em pijama a fazer ronha, muitos estão mesmo a dormir até pelo menos as 10:00. Aqui por casa raramente é assim. Aspira-se, limpa-se, arruma-se a casa, faz-se compras, leva-se lixo, esse tipo de coisas...