quarta-feira, junho 08, 2022

Tudo a mais



Eu tenho 2 textos em draft no meu outro blog e queria escrever a cogitaçãoreflexão sobre (já terem passado mais de) 100 dias de guerra total na Ucrânia (digo total porque a guerra entre a Rússia e a Ucrânia começou em 2014) mas tem-me dado muita preguiça para dedicar a esses temas, e tenho usado o tempo para outras coisas, como ver o Stranger Things (vou no 3) ou começar a ir ao ginásio porque fazer exercício em casa é fixe mas não dá para tudo. E também porque a minha amiga Andrada anda num e inscreveu-me para ir fazer uma sessão à experiência, e a instrutora era uma rapariga asiática a quem eu não consegui resistir quando, com um sorriso na cara, me pediu para inscrever.

terça-feira, maio 31, 2022

Maio será sempre o meu mês de repensar a Saúde Mental



Hoje é o último dia de Maio e este mês tornou-se um marco nos últimos tempos, mas sobretudo o ano passado quando abri o livro aqui no blog sobre a minha saúde mental. E porque foi neste mês que partilhei essa mesma parte da minha vida no meu blog internacional (sobretudo relacionado ao meu recente investimento no Twitter e querer partilhar a minha experiência com uma audiência alargada). Por este motivo estou agora a adaptar o texto que fez o apanhado dos outros (aqui entre nós o título que escolhi é fraquinho para o meu costume) para este meu blog mais pessoal e intimo, porque existe um outro motivo importante: depois do que relatei o ano passado eu continuei a enfrentar problemas com a minha saúde mental até há relativamente pouco tempo apesar de no ano passado achar que estava curado e de pensar que agora estava mais ciente desses problemas e que tinha as ferramentas necessárias para os enfrentar. Mas na verdade voltei a ter que encarar alguns demónios internos depois de umas semanas de férias em Portugal.

segunda-feira, maio 23, 2022

O EuroFestival - All about Ukraine (mas não só)



Acho que nunca antes o vencedor do EuroFestival, que na verdade é o EuroConcurso da Canção pois o nome oficial é Eurovision Song Contest, era sabido semanas antes como este ano; ao confirmar-se que a Ucrânia iria participar já se sabia quem ia ganhar e, como eu escrevi meia-dúzia de vezes, até podiam ter mandado a pequena Amelia a cantar a versão ucraniana do "Let It Go" ou esta moça refugiada na Lituânia que canta uma música que não sei qual é mas que repete as palavras que se tornaram o slogan da resistência à Invasão (Falhada) do Putin: "Slava Ukraini".
Como se pode ver pela imagem de cima, o apoio do público europeu foi por demais evidente, tendo a Ucrânia recebido a pontuação máxima em 28 dos 39 países (são 40 mas o próprio não conta), e um total de 439 pontos em 468 possíveis. A pontuação mais baixa que recebeu dos espectadores foi 7 pontos (4ª mais votada) e foi na Sérvia (eventualmente o país mais amistoso da Rússia de todos os participantes).

sábado, maio 14, 2022

A 13 de Maio...


... na Cova da Iria, apareceu brilhando a Virgem Maria.

Não, não vou falar da Nossa Senhora de Fátima, apesar de já ter falado. É só que sempre que chega este dia e se começa a dizer "a 13 de Maio" vem-me à ideia a música que se cantava sempre na Igreja por estas alturas, com o mesmo título mas também conhecida por "Avé Maria de Fátima" (e na minha cabeça oiço sempre vozes femininas esganiçadas a cantar em 1 ou 2 tons acima do que deviam).
Só que a 13 de Maio de 1975 nasceu o meu irmão Ricardo, e este ano achei escrever aqui umas curiosidades. É aqui e não directamente no Facebook porque o meu irmão não está lá e assim eu posso lhe mandar o link para aqui para ele ler por si próprio.

segunda-feira, maio 09, 2022

Reflexões em tempos de Guerra #30 - Dia da Vitória ou da Derrota?


No momento em que escrevo isto, nós aqui na Europa Ocidental e também nos EUA ainda estamos no dia 8 de Maio, o dia em que comemoramos a Vitória na Europa, quando foi anunciado que os alemães se renderam aos Aliados e, com isso, o fim oficial da guerra na Europa. Um dia antes, os alemães haviam assinado os Termos de Rendição, o documento legal em Reims onde se afirmava que os combates terminariam às 23:01 CET (hora da Europa Central) do dia 8. Esta é a principal razão pela qual o 8 de maio é considerado o dia para as pessoas que moram neste fuso horário e nos outros mais a Oeste, porque a guerra parou oficialmente nesse preciso dia. No entanto, já era 9 de maio na União Soviética quando isso ocorreu e, para além disso, o Alto Comando Soviético não concordou totalmente com a assinatura dos termos em Reims, pois alegava que a assinatura deveria acontecer na sede do governo da Alemanha, em Berlim. .Sendo assim, outra reunião ocorreu na noite do dia 8 e uma nova versão dos Termos de Rendição foi assinada, sendo a última assinatura colocada no papel no dia 9 de Maio, às 00:16 hora local. Estas são as principais razões pelas quais a Rússia comemora o Dia da Vitória da Grande Guerra Patriótica (é assim que eles chamam a Segunda Guerra Mundial) amanhã, segunda-feira, 9 de Maio, e não hoje com o resto dos Aliados (EUA, Reino Unido e França, os outros países que tal como a URSS assumiram o controlo duma parte da Alemanha depois da rendição).

domingo, maio 08, 2022

Novas Direcções

Agora que estou a escrever este texto, e acabei de escrever o título, lembrei-me de 2 bandas onde toquei, se bem que na verdade foram 3 e só me consigo lembrar de 2 nomes: Direcção Geral e NIB (que ao exemplo dos GNR e UHF é uma sigla conhecida mas nós, eu tenho 90% de certeza que fui eu, definimos como Nova Identidade da Banda). Uma mistura dos 2 nomes resulta quase neste título. Direcção Geral (ou talvez Direcção-Geral) era o nome de quando éramos 6 elementos com 2 vocalistas (eu na bateria, o meu irmão nas teclas, o Paulo na guitarra, o Cami no baixo e a Helena e a Cristina nas vozes) (Correcção a 12 de Maio: não, o nome era Impacto, a Cristina relembrou-me) e agora não me lembro se quando passamos a ser só 4 rapazes (sairam as vocalistas e o meu irmão e entrou o Zé Fernando que cantava e tocava guitarra ritmo) mantivemos o mesmo nome (Correcção a 12 de Maio: neste momento é que adoptamos o nome Direcção-Geral). NIB foi quando saiu o Zé Fernando e entrou a Maria Joana, que tocava guitarra electro-acústica e compôs uma série de músicas. Ela depois saiu e fizemos um casting para uma nova vocalista, cuja escolha, a Marlene, gerou a saída do Cami e entrou o Diogo como novo baixista. Voltamos a ter uns teclistas durante umas fases, o Fernando e o Énio. Eu e o Paulo fomos os únicos membros constantes de banda, o que não me admira porque tornamos-nos amigos muito próximos desde o meu 7° ano, quando fomos colegas de turma (apesar de ele ser 3~4 anos mais velho que eu). Acho que os NIB ainda continuaram um pouco quando eu desisti de vez, e o Paulo e o meu irmão voltaram a juntar-se numa outra banda (um projecto para fazer dinheiro, com músicas de baile, como se costuma dizer).
Mas eu não comecei a escrever este texto para falar da minha história de bandas, apenas aconteceu devido ao nome e calhou bem, porque essa minha história acabou quando eu decidi que era altura de enveredar por novas direcções...

segunda-feira, maio 02, 2022

Reflexões em tempos de Guerra #29 - Oeste e Leste


Já passaram (mais de) 7 dias desde a última reflexão e provavelmente mais de 7 dias passarão antes da próxima. Estamos na altura de férias primaveris (férias de Maio como eles chamam nos Países Baixos) e depois de 2 anos de movimentos restringidos (apesar de termos atravessado o oceano no final do Verão passado) estávamos a precisar de uma escapada em família, e fazer uma viagem mais longa de carro pois eu noutro dia reparei que fazer uma viagem de mais de 100 km de carro tornou-se uma raridade, quanto mais aquelas longas viagens de mais de 1000 km que fizemos tantas vezes antes de termos a criançada...
Mas enfim, passando à frente desta tirada mais pessoal, está na altura de reflectir um pouco sobre a Invasão (Falhada) do Putin à Ucrânia e como tem estado a decorrer. Apenas algumas ideias e não uma revisão completa dos últimos dias (semanas até).

quinta-feira, abril 28, 2022

Pais, esses maravilhosos seres



Sim, a foto de cima fui eu que tirei e são dos meus pais. Até parece uma montagem porque eu desfoquei as suas figuras e o fundo atrás (linha de comboio e postes, parecia mal). Desfoquei-os porque não lhes pedi autorização para publicar a foto muito menos neste texto que não é lá muito lisonjeiro.
Como escrevi no Twitter, os pais são aqueles seres maravilhosos que tanto nos exaltam como nos deprimem. É uma alternância de estados porque os pais são, como me dizem os meus filhos a mim muitas vezes, os melhores do mundo para pouco depois serem os piores do mundo. Faz parte da parentalidade e não nos podemos esquecer que mesmo depois de termos mais de 40 anos, para os nossos pais vamos continuar a ser miúdos, tal como os meus me vão continuar a parecer pequenitos mesmo quando já andarem sozinhos por esse mundo fora a fazer e a acontecer...
Tantas vezes me vem à ideia esta cena do filme "Father of the Bride" porque agora eu sei que é mesmo verdade (e vai-me acontecer igual quando a minha filha me anunciar algo parecido).

terça-feira, abril 26, 2022

E tu mãe, onde estavas no 25 de Abril?


Ontem acho que foi a primeira vez na minha vida que fiz esta pergunta, que se tornou numa tirada cómica, genuinamente. Fiz a pergunta à minha mãe, tal como está escrito, pois terá sido (também esta) a primeira vez (se não foi a primeira, houve poucas antes) que estava com os meus pais num 25 de Abril. Não perguntei ao meu pai porque eu sabia onde ele estava, estava em França, mas de repente lembrei-me que a minha mão deveria estar em casa, na Senhorinha (aldeia da freguesia de Sever do Vouga, mesmo concelho, distrito de Aveiro). E ela respondeu-me "Estava em casa, a dormir. Foi o Tio Mota que nos veio acordar a todos a dizer que tinha havido um golpe em Lisboa!". Quando lhe perguntei como tinham reagido e como tinha sido o resto do dia ela respondeu (mais palavra, menos palavra): "Ele acordou-nos e pus o rádio muito alto a dar as notícias. Depois fomos trabalhar na mesma, que o que estava a acontecer era longe em Lisboa, não mudava nada para a gente. Alguns estavam com medo que viesse uma guerra civil".

segunda-feira, abril 25, 2022

Grama a grama, esvazia o gordo o papo



Hoje é 25 de Abril, uma data sempre importante para mim e normalmente importante nas minhas redes sociais incluindo o blog. Este ano estou o mais internacional de sempre mas ainda não sei o que vou fazer ou escrever de especial para o 25 de Abril para além de mencionar ser este a primeira vez em que celebramos mais anos de 25 de Abril do que foram os anos de Estado Novo.
Ontem foi também o dia da segunda volta das eleições presidenciais em França, o país que considerei durante muitos anos a minha segunda pátria, e cujo resultado era importante para a liberdade, pois um dos candidatos traria muita instabilidade nessa componente, e mesmo que não afectasse tanto como eu suponha a nível europeu, iria sem qualquer dúvida causar perdas de liberdade religiosa e de movimentos (para a comunidade imigrante) na França. Ontem também se completaram 2 meses duma invasão que dizendo-se servir para desnazificar um país, é uma ameaça à liberdade dos ucranianos, mas não são só eles os ameaçados, por um grupo que parece mais fascista que outros que tiveram oficialmente esse título.

Mas eu venho agora escrever sobre outra coisa que mete perder peso e um problema de mentalidade à mistura, e eu acho que não é bem aquilo que vocês estarão a pensar.

sexta-feira, abril 22, 2022

Reflexões em tempos de Guerra #28 - Sobre os refugiados


Quando eu partilhei na Reflexão #26 que queria ajudar mais no lado humanitário, mais visível pelos refugiados que chegam aqui, fugindo da guerra, a Marisa mandou-me uma mensagem alertando que é preciso ter algum cuidado e senso comum. Ela conhece pessoalmente um caso em que deu confusão e acha desproporcional a ajuda que se está a dar agora comparando com outros refugiados de outros anos que enfrentam ainda diversos problemas e ninguém parece lhes ligar nenhuma. Sobre a situação que ela conhece não me posso pronunciar por não ter qualquer conhecimento de causa (só sei que aconteceu) mas não é de estranhar que tenha acontecido e continue a acontecer casos aqui e ali em que os refugiados vão abusar da boa vontade de quem os está a ajudar; estamos a falar de pessoas e por isso não são todos anjos. E também é mais que óbvio que existe uma boa vontade muito maior da parte dos restantes europeus em ajudar os ucranianos, quando comparado com outros, mas não só existe o factor da proximidade (física, étnica, cultural e religiosa pelo menos) como esta situação é diferente de outras crises que a Europa enfrentou antes.

sexta-feira, abril 15, 2022

Reflexões em tempos de Guerra #27 - O desenlace positivo a médio-longo prazo


Como já escrevi várias vezes, duas vezes aqui no blog (Reflexão #21 e Reflexão #24) mas julgo que fui dando indícios do mesmo no Facebook e/ou Twitter, desde relativamente cedo que pensei que o desenlace final da Invasão do Putin à Ucrânia seria bastante positivo a médio-longo prazo, ou seja não vai ser logo depois do conflito terminar, com melhorias a nível do futuro para todas as partes envolvidas, incluindo a Rússia.
Mas de vez em quando, e sobretudo derivado a certos desenvolvimentos que vão acontecendo, fico preocupado que a minha previsão positiva não aconteça e que o mundo recue umas décadas para uma nova guerra fria, ou ainda pior. Se bem que quando penso neste pior, regresso a um comentário do meu irmão de há umas semanas, que me dizia que achava que a variante omicron do SARS-CoV-2 era uma espécie de protecção natural que nos foi dada para ganharmos mais imunidade para uma nova super-pandemia que vai aparecer daqui a uns anos: ele pensar numa nova epidemia do género da COVID-19 quer dizer que a maioria de nós ainda aqui está e não fomos todos de vela num holocausto nuclear...

quarta-feira, abril 13, 2022

Eu fiz uma pergunta no Twitter...


Como escrevi algures noutro dia, eu há alguns anos atrás que raramente usava o Twitter, pois havia muita gente a dizer que o ambiente lá era bastante tóxico. Como nunca segui muitas pessoas/entidades lá, não via nenhuma valor acrescentado em andar por lá, mas desde a Invasão do Putin que voltei ao Twitter e rapidamente percebi que na verdade é a rede certa para receber em primeira mão notícias e le relatos sobre eventos desta natureza, se soubermos onde procurar. E ao contrário do que estava à espera, não nos deparamos com aquela toxicidade em tweets, partilhas e comentários/respostas que abordam tudo e mais alguma coisa, mesmo sem nexo nenhum; mas repito que isso depende de quem escolhemos seguir. Mas já estou a divagar...

Já há algum tempo que eu sigo o Justin King, supostamente um jornalista com experiência no sector militar privado (e se não me engano casou-se com uma mulher militar, das forças armadas norte-americanas), mas que agora se descreve apenas como "Um Gajo no YouTube". Eu já partilhei vários vídeos dele, em textos aqui no blog, mas também no Facebook. Vocês eventualmente conhecem-nos por Beau of the Fifth Column e ele obviamente também está no Twitter.
E foi no Twitter que fui encontrado várias referências de norte-americanos à Waffle House, sendo usadas quase como uma analogia ou metáfora para algumas situações ou reacções. Percebi que a Waffle House era uma cadeia de restaurantes (ou seja um lugar onde se come), mas não conseguia entender o motivo de todos os comentários com duplo significado e até cómicos sobre essa cadeia, então decidi perguntar directamente num tweet do Beau e foi então que a manada correu à solta...

sexta-feira, abril 08, 2022

Reflexões em tempos de Guerra #26 - Queria fazer mais


Eu nunca me considerei uma daquelas pessoas que estão prontas para agir, mas depois de ter participado em acções de voluntariado, depois de ter visto a minha reacção natural a pedidos de ajuda (às vezes de pessoas que mal conheço) acho que afinal não sou assim tão passivo e indiferente. E nunca pensei que era corajoso, achando até que sou cobarde em várias situações que amedrontam (se bem que o medo é aquilo que nos permite sobreviver, quando não nos paralisa).
Mas desde que a guerra na Ucrânia começou que sinto uma impotência em mim, porque uma coisa que acho que sempre tive cá dentro do meu espírito é aquele sentimento de que chega uma altura em que é preciso fazer algo, é preciso fazer frente a alguém, é preciso levantar e estar disposto a levar mas a dar. E é assim que sinto desde o 24 de Fevereiro. Foi quase como uma revelação; aquilo que despertou em mim foi uma sensação que estaríamos perto de viver um momento crucial da nossa história, uma coisa muito similar à invasão da Polónia pela Alemanha Nazi, um momento que poderia significar o regresso de tempos negros aqui na Europa. E eu tenho 2 filhos pequenos, a última coisa que quero é que eles tenham de passar por uma fase, e viver num mundo, que seja pior daquele em que eu vivi até agora, pois se há coisa que eu realmente acredito é que temos sempre de ambicionar por mais e melhor.

segunda-feira, abril 04, 2022

Reflexões em tempos de Guerra #25 - Rendição não evitaria o sofrimento


Depois de finalmente escrever o meu texto longo sobre (um pouco mais de) 1 mês da Invasão do Putin à Ucrânia, eu estava preparado para começar a escrever menos sobre geopolítica e mais sobre o lado humanitário. Isso foi depois de uma conversa (via mensagens) com uma escritora e jornalista polaca que por acaso tem raízes familiares na Ucrânia, porque faz mais sentido falar sobre algo que realmente tem mais a ver connosco e nos afecta realmente, do que todas estas análises e reflexões sobre belicismo, política externa, sobre outros países regiões onde nunca sequer estive e quando não tenho experiência suficiente, nem a adequada, para ser um exemplo. Mas como já devem saber aqueles que me conhecem há algum tempo, eu dedico várias horas a estudando matérias e sempre tenho uma opinião forte que quero partilhar com os outros. E embora sejam poucos, sei que há também quem conte comigo para os manter a par destas questões complicadas, pelo que sinto a responsabilidade de continuar a escrever sobre o que se está a passar. Mas numa tentativa de evitar possíveis mal-entendidos, pois estes meus textos que são a minha, e somente minha, opinião e da minha exclusiva responsabilidade, e que na maioria das vezes são escritos ao longo do(s) dia(s) e publicados quando estou estendido no sofá ou deitado na cama, queria começar a focar a discussão naquilo que até o mais importante, o básico, aquilo com o qual todos nós podemos nos relacionar: o sofrimento humano.

Só que de repente o fim de semana chegou e com ele o diabo andou à solta! Os russos recuaram do noroeste e nordeste de Kyiv e para a maioria de nós foi como se levássemos um murro no estômago, quando nos apercebemos que o sofrimento humano era muito pior do que se pensava!

quinta-feira, março 31, 2022

Reflexões em tempos de Guerra #24 - 34 dias depois


Não consegui fazer uma análise detalhada no dia 24 ou 25 de Março, pela altura em que fez 1 mês da Invasão do Putin à Ucránia. Mas como Fevereiro tem apenas 28 dias, hoje dia 30, é o 35º dia e por isso posso fazer agora uma retrospectiva dos anteriores 34 dias de uma guerra, apesar de haver gente que a queira chamar de outra coisa e o ex-espião formado em Direito Internacional virado comentador odiado diz que ao abrigo da Lei não é uma guerra porque não houve declaração de guerra formal de parte a parte. Como eu até à data de hoje escrevi 24 textos aqui (23 reflexões, como eu lhes chamei, e o texto introdutório sobre o conflito, fora mais comentários e posts no Facebook e Twitter, tenho muito material para me permitir para recapitular antes de fazer mais algumas previsões (fora as que já fiz antes).

quarta-feira, março 30, 2022

As medidas extremas que ajudam a explicar o passado recente


O MOGINCAPOM (MOvimento Geral de INdignação Com A POlémica do Momento) decretou que hoje em Portugal era suposto estar indignado com a impunidade da justiça portuguesa ao mesmo tempo que se alega que um crime de porte e uso de arma proibida mais outro crime de ofensa à integridade física qualificada passem impunes.
Mas eu não quero saber disso para nada até porque se o MOGINCAPOM existe tem outro nome que este fui eu que inventei (como se existisse uma entidade organizada por detrás das indignações das pessoas nas redes sociais).
Eu quero mesmo é falar um pouco sobre uma grande polémica mas de outro momento que já passou.

Reflexões em tempos de Guerra #23 - Sobre a recente ronda de negociacoes na Turquia


Antes de escrever minha longa dissertação sobre o (mais de) 1 mês da Invasão do Putin à Ucrânia (farei isso hoje, é uma promessa que não vou quebrar... Talvez... Espero que não...) deixem-me escrever alguns parágrafos sobre as recentes conversações de paz em Istambul entre a Ucrânia e a Rússia. Isto é basicamente o mesmo que escrevi ontem no Twitter, um pouco expandido, e baseado numa outra thread da Anastasiia Lapatina (uma jornalista ucraniana que se encontra actualmente em Lviv, salvo erro) onde ela destacou os pontos principais, pela perspectiva ucraniana.
Quero deixar o aviso prévio que não vi notícias hoje sobre as negociações, então tenham isso em consideração se notarem que algo que eu escrevi não corresponde aos desenvolvimentos mais recentes.

segunda-feira, março 28, 2022

Reflexões em tempos de Guerra #22 - Na guerra as pessoas fazem coisas más


O Will Smith decidiu sequestrar a atenção da diáspora que vive obcecada com a "controvérsia do momento", mas agora é hora de falar sobre crimes reais que causam danos reais.
Vou aqui copiar a tradução dum tweet meu de ontem (na verdade um retweet de outro retweet) mas podem abrir o link para verem o original, pois nele está um vídeo do que aparentam ser soldados ucranianos a disparar contra as pernas de prisioneiros russos:
Isso precisa ser investigado. Se houver mais relatos e testemunhos de prisioneiros de guerra de que as forças ucranianas estão a disparar nos prisioneiros após a captura, isto é um crime de guerra e precisa da punição adequada.

domingo, março 27, 2022

A constante da incerteza


A minha terapeuta I. já me tinha dito em tempos que se eu num debate/discussão não consigo convencer o outro lado é porque na realidade não estou convencido da minha opinião/posição e mais tarde esta questão voltou à tona ao falar com a minha actual terapeuta B., no contexto de eu acatar sugestões de outros mesmo quando estou convencido que não estão correctas. Tendo em conta que eu sou uma pessoa de opiniões fortes, como acho que é notório pelo que escrevo aqui, e muitas pessoas já me disseram que tenho grande capacidade de argumentação, porque motivo eu dou o braço a torcer ou aceito o que outros me dizem?
Eu pus-me a pensar, até mesmo derivado de situações mais recentes que envolvem as "grandes polémicas do momento" e cheguei a uma conclusão. Depois de expor essa conclusão com a B. ela também concordou. O que para mim nem era preciso, pois tal como é habitual em mim, eu já estava convencido que era mesmo isso. E a razão de eu "perder" argumentos mesmo quando tenho razão é devido à constante da incerteza. Passo a explicar.