terça-feira, maio 11, 2021

FOUReign Language


This is on purpose, this all post is in English and I decided to published it like this because the short stories I share here were written in English and the first three were shared in Facebook in February last year, and the fourth came to me in a moment, as all stories do, also in English.
I had a blog in English where I thought I would publish content (some original, other translated from this) but I put it offline after a while as it was too ambitious, but now, well, to be different here are four stories in a foreign language...

segunda-feira, maio 10, 2021

The Phantom Menace


Este historial que vocês vão ler a seguir era para ter sido um desabafo longo, e parte da minha terapia, em que abro o jogo e relato os momentos maus pelos quais passei nos 2 últimos anos. Mas ainda não  tinha planeado publicar agora, só que ao escrever a outra dissertação sobre o diagnóstico da minha psique comecei a fazer a contar a estória desde o principio e ja ia em vários parágrafos. Assim usando a técnica de Separate & Clarify e aproveitando que é o ultimo dia da Semana Star Wars (o dia 10 ainda conta) aqui vai:

quinta-feira, maio 06, 2021

Como fazem os outros pais?

 

A minha quarta terapeuta, a B., fez aquilo que muitos psicólogos fazem quando lhes colocamos uma espécie de dúvida existencial: virou a pergunta pra mim. Dizia-lhe eu noutro dia que não sabia como poderíamos gerir casa e cuidar das crianças caso eu e a Carolina tivéssemos os 2 actualmente um emprego dito "tradicional", em que estaríamos fora de casa a maioria do dia. E ela perguntou: e como fazem os outros pais?
Obviamente a pergunta era sobre outros pais que estão aqui e que tal como nós têm mais que um filho para cuidar e não têm apoio familiar. E nalguns casos eu não sei mesmo como fazem, mas abrangendo mais o critério eu sei o que fazem outros pais. E hoje que fui com eles ao parque depois de jantar, apesar de me sentir esgotado pois tinha estado 3 horas fora de casa para uma consulta com o Sebastião e são 3 horas que tenho de compensar no trabalho de alguma forma, ao ver outros miúdos a brincar veio-me a pergunta e várias respostas.

segunda-feira, abril 26, 2021

Naquela noite solene

 

Durante o dia de ontem, 25 de Abril, as primeiras 2 frases desta citação estiveram partilhadas no meu Facebook desde as 8:09 (daqui) até às 20:34, por isso mais de 12 horas. Para mim fez sentido, sobretudo depois do ano passado que tentei (quando me ia lembrando) de partilhar momentos da revolução à hora exacta que teriam acontecido (e que depois originaram o texto 25 momentos do 25 de Abril de 1974).
Mas também faz sentido porque esta frase deixa-me com lágrimas nos olhos quando a releio. De certa maneira esta frase, a verdadeira que Salgueiro Maia proferiu ainda era noite na praça do quartel da Escola Prática de Cavalaria, tem muito mais poder lida do que ouvida no filme "Capitães de Abril", pois nem sequer no filme a frase está correcta e tenho a certeza que o circo não foi tão grande como o filme adaptou. E de certa forma imaginar Salgueiro Maia dizer isto e ver a maioria dos praças, sargentos e outros oficiais formarem para sair como se fosse a coisa mais natural e simples do mundo, tem um outro poder.

domingo, abril 25, 2021

Indicadores do meu estado de espírito



O meu plano já desde o início de Marco passado era que iria começar finalmente o meu ciclo de disserto-crónicas (crónicas dissertativas) sobre os meses em que estive doente (burnout mas não só) falando da condição/perturbação/síndrome que me afetará desde sempre. Isto porque depois de uns meses de terapia ia finalmente fazer uma avaliação neuro-psicológica cujo objectivo seria confirmar as minhas suspeitas.
Mas a terapeuta responsável por isso, que posso dizer ser a minha terapeuta favorita, não exactamente por ser quem melhor me aconselha, mas porque ela tem menos de 30 anos e quem me conhece sabe que adoro falar com gente nova, sobretudo mulheres (e quando são bonitas então...), ainda não concluiu a discussão do relatório e por isso nem sei os próximos passos (até porque eu ainda a tenho de convencer que preciso de mais avaliações).
Assim sendo vai um outro texto que serve para demonstrar como é possível ver em que estado estou apenas acompanhando a minha actividade nas redes sociais (e quem contacta mais de perto comigo, pode confirmar um pouco melhor).

quinta-feira, abril 01, 2021

Estimo bem que vos fod...

É a segunda vez que utilizo esta imagem num texto aqui no blog. Desta vez é dedicada a um trio de pessoas que fizeram parte da minha vida (sobretudo profissional) em 2019-20. Esse trio já foi mencionado nos meus desabafos aqui (último parágrafo) e também aqui, e, como me acontece imensas vezes quando venho escrever, estava convencido de ter partilhado as minhas opiniões e frustrações de forma mais directa e completa, mas agora não encontro nada; ou fi-lo noutras redes sociais ou foi em conversas pessoais (e isso foi de certeza e com mais que um interlocutor).

Mas agora vou ser mesmo mais brusco: os manguitos são dedicados aqueles três estarolas que me rebaixaram com mentiras, me fizeram duvidar das minhas capacidades, e apesar de todo o paleio bonito e dos valores da empresa (que eu sei que eram seguidos pela grande maioria da malta que lá estava) nem uma chance me deram, quanto mais uma segunda oportunidade para mostrar o meu valor, apesar de já o ter feito na segunda metade do meu contrato...
Como me ensinou o meu antigo colega Xor Ventura: Estimo bem que vos fodais!

quarta-feira, março 31, 2021

Annus horribilis in XII imaginibus

2020 foi o ano indicado para usar a expressão em Latim annus horribilis, pois foi um ano de merda para quase toda a gente, uma coisa que há muitos anos não se via. Claro está que o júri ainda está a deliberar sobre 2021 mas também ainda só estamos a terminar o primeiro trimestre...
A verdade é que apesar da COVID-19 ter surgido em finais de 2019, o vírus SARS-CoV-2 só foi sequenciado em Janeiro de 2020, foi também em Janeiro que se espalhou pelo mundo e no final do mês chegou aqui à Europa (oficialmente pelo menos, consta que já antes teriam morrido pessoas da mesma doença mas só confirmado mais tarde quando analisaram colheitas guardadas). Em Fevereiro foi quando comecei a escrever sobre a epidemia (na altura não era ainda pandemia), quando começou a "rebentar" em Italia, quando morreu oficialmente a primeira pessoa na Europa de COVID e quando chegou aqui aos Países Baixos. E em Março foi quando chegou também a Portugal, morreu a primeira pessoa aqui e quando para mim começou realmente a sério a pandemia/confinamento/quarentena.

quinta-feira, março 11, 2021

Festival da Canção


Não me lembro a última vez que vi um Festival da Canção (o da RTP) completo. Nem tampouco um Eurofestival, que em 2017 segui com bastante interesse e havia uma thread no Facebook com tugas daqui da Holanda a comentar e eu participei nessa "conversa" mas nem sei se vi o festival completo.
Seja como for, nesta segunda-feira voltei a falar sobre o Festival da Canção com a terapeuta que me fez uma Avaliação (Neuro)Psicológica, pois na semana anterior tínhamos falado do tema devido a ela me ter dito a palavra Balada e eu associado logo à canção "Esta balada que te dou".
E porque tinha visto reações à vitória dos The Black Mamba e o facto da canção ser em inglês...

domingo, fevereiro 28, 2021

Se fosse só pelos parques...


Há coisa de um mês atrás partilhei estas duas fotos no Facebook, com um texto que explicava que uma das razões de não querer voltar a Portugal é o ter uma qualidade de vida muito melhor sobretudo quando pensamos em crianças e no crescimento das mesmas. Os parques serviram apenas como um simples exemplo, fácil de quantificar e qualificar ao comparar com a realidade em Portugal, em muitas terras (ou mesmo todas) de dimensão similar àquela onde moro actualmente.
Mas claro que não é só pelos parques...

sábado, fevereiro 20, 2021

A Whole New World

Hoje foi dia de Primavera aqui. Temperatura a atingir os 15°C, nada de casacos grossos, aliás muito tempo passado no pátio sem casaco algum. Fomos de bicicleta para os escuteiros, lavei a mota, tiramos as rodinhas da (agora) bicicleta da Amélia, apesar dela ter desistido rápido de tentar andar, limpou-se e brincou-se.

Como lavei a mota, fui pô-la a trabalhar e ainda bem que guardei a bateria antiga e carregada o ano passado. Foram muitos meses abandonada, e não só devido ao Inverno. Porque estava a trabalhar, pus a mota no estacionamento/rua (para não ficar o cheiro a gasolina no pátio). E como estava já na rua, com o tempo primaveril, ter andando de bicicleta de manhã, e ouvir motas a passar por todo o lado, tive de ir dar uma volta.

segunda-feira, janeiro 25, 2021

A Bisca dos Três (ou Adeus Avó Amélia)


É bastante curioso que na última semana tenhamos começado a jogar à Bisca dos Três aqui em casa. Ensinei as regras ao Sebastião e temos jogado regularmente. É curioso porque quem me ensinou a jogar à Bisca, e com quem jogava várias vezes em pequeno, foi a minha avó Amélia, com quem passei a maioria da minha infância.

sexta-feira, janeiro 22, 2021

Não paramos, estamos fucked!

 


Não tenho "dito" quase nada por aqui ou por outros meios nos últimos meses. Tendo em conta que fritei da mioleira, é normal. Bati mesmo mal e ainda não estou recuperado mas curiosamente escrever aqui faz parte do processo de recuperação e é, de acordo com a minha terapeuta, uma coisa que preciso.

Normalmente comentava tudo e mais alguma coisa mas na primavera passada o foco era obviamente a COVID-19 e passados estes meses todos, eu admito que me enganei em projecções que fiz, ou aqui pelo blog ou pelo Facebook quando achava que o regabofe de comportamento das pessoas quando se começou a desconfinar ia dar merda e da grossa. Enganei-me porque não deu merda umas semanas depois, deu merda uns meses depois.

quarta-feira, maio 20, 2020

Os prémios Nobel também se equivocam (ou como eu discordo de um Nobel da Química)


Ora bem, costuma-se dizer que um gajo deve escolher as suas lutas. Neste caso não vai ser luta nenhuma porque o senhor não vai de certeza saber sequer que o vou contrariar, e mesmo que soubesse deve-se preocupar pouco o que pensa um tal de BaKano às 00:24 duma quarta-feira, numa (relativamente) pequena cidade da Holanda, se calhar só conhecida por estar ao lado do aeroporto de Schiphol, que é o aeroporto de Amsterdam (não traduzir o nome é propositado). Mas quero eu dizer, eu não faço por menos: já disse (escrevi publicamente) que um doutorado da Universidade de Oslo é um idiota pois partilhou uma opinião mas com erros grosseiros e já antes também disse que este senhor de quem vou falar agora se enganou, mas agora escrevo mais sobre ele pois tenho visto novamente mais partilhas da sua opinião e eu não me sinto bem comigo mesmo não fazer uma refutação às mesmas e ao seu autor.

quinta-feira, maio 14, 2020

Dois apontamentos: pouco lixo e um erro a não repetir



Estou muito contente com a nossa produção de lixo aqui em casa. Mesmo estando todos em casa, na segunda-feira (dia em que vêm buscar o lixo normal, de 2 em 2 semanas) o meu caixote de lixo de 120 litros ia pouco mais de meio, pois tinha apenas lá dentro um saco de lixo de 60 litros (nós temos um balde de lixo fechado de 60L, dentro de casa) mais umas luvas, que ponho directo quando venho de fora, e um frasco com óleo alimentar, que aqui não conheço onde haja sítio para deixar o óleo usado. Já na sexta-feira (dia em que vêm buscar o lixo alimentar para ser usado para composto) da semana passada o caixote dos verdes, como o chamamos apesar do mesmo ser cinzento, foi quase vazio, mas foi na mesma para eles esvaziarem por causa agora do calor.
60L de lixo normal em 2 semanas e o caixote dos biológicos (onde pomos sobretudo restos de comida) quase vazio é para mim sinal de estarmos a fazer pouco lixo.

sábado, maio 09, 2020

Confinado há 66 dias


Esta crónico-dissertação vai ser um bocado atabalhoada. O título refere-se a um prazo, a primeira imagem é sobre a curva de novos casos diários de Covid-19 e os países que estão bem (verde), no bom caminho (laranja) e os que ainda estão numa fase "complicada" (vermelho) mas vou também falar de emprego. Aliás começo por aí com uma ligação a um texto do ano passado, especificamente às duas últimas frases; desta vez só estive 3 dias (de calendário, 1 dia útil) sem emprego e ainda não foi desta que me livrei duma sina nem tenho contrato de trabalho com uma empresa europeia.

terça-feira, abril 28, 2020

25 momentos do 25 de Abril de 1974


25 de Abril foi há 3 dias, O 25 de Abril que celebramos foi há 46 anos e 3 dias atrás. Mas como diz a imagem, 25 de Abril é sempre por isso aqui vai o meu texto/artigo dedicado a este evento tão importante no nosso Portugal.
Alguns destes momentos foram partilhados no Facebook, porque a data calhou num Sábado, que nestes tempos de quarentena/lockdown são dias de limpeza. Por isso os momentos que partilhei no Facebook não eram propriamente os mais importantes mas aqueles que aconteceram sensivelmente pela mesma hora a que eu tinha um momento para partilhar. Os 2 primeiros, as músicas que eram a senha para a "Operação Fim Regime", e os 2 finais listados na cronologia que está na Wikipedia (mas feita com base em outras fontes), foram escolhidos e escritos no momento desejado.
Contado com esses que os vou repetir aqui, aqui fica a minha lista de 25 momentos (a cada hora) do 25 de Abril de 1974 (e não só).

terça-feira, abril 21, 2020

Eu agora olho para a curva dos casos activos


Foi há 1 mês que escrevi aqui no blog sobre a COVID-19. Depois dessa altura já muito se discutiu; eu fiz 6 podcasts sobre o tema (uns mais detalhados que outros) e partilhei mais dados pelo Facebook. Hoje foi o dia em que o governo holandês anunciou a reabertura das escolas em Maio mas o alargar do prazo de outras medidas e eu pensei que era altura de novo podcast mas decidi escrever aqui. Até porque andava a preparar-me desde ontem para falar de como eu agora olho para o evoluir da situação: as curvas do total de casos continuarão sempre a subir e nem sempre é fácil de ver se estão a estagnar porque o prazo pode ser curto; os números de pessoas internadas por dia revela uma tendência, e é no que se focam muito as autoridades daqui, mas não tenho os mesmos detalhes de outros países para comparar; resta-me a curva dos casos activos.

quarta-feira, abril 15, 2020

Trilogia de merda

Tinha prometido no dia 1 de Abril uma review de merda à Rita Juliana e à Raquel, que chamei assim por ser uma review, ou comparativo, a 2 produtos diferentes de papel higiénico. Isso foi devido a ter sido nesse dia que partilhei a foto a estrear o último rolo de papel de 3 folhas Floralys (do Lidl) que é o que costumamos comprar e depois desse passarmos a usar o papel Page Aloe Vera que compramos já durante a quarentena. Curiosamente, hoje foi o dia que a Carolina comprou novamente uma embalagem de Floralys, por isso é mesmo a altura certa de escrever essa review e mostrar que apesar de ter prometido no dia 1, não era mentira e o prometido é devido.
Mas porquê então do título de trilogia (e é mesmo esta a palavra correcta apesar de eu próprio estar sempre a dizer triologia, está errado)? Porque me apercebi que havia mais 2 outros temas de merda e podia então misturar tudo numa só crónico-dissertação...

terça-feira, abril 14, 2020

Filosofia de WC - XIII

Curioso que por vezes nos encontramos num corredor, depois de termos sido postos porta fora de um compartimento, e todas as outras portas estão fechadas. Batemos em várias mas ou não recebemos resposta ou ouvimos um "não estou interessado, vá-se embora". Entretanto uma porta abre-se e quando vamos para entrar abrem-se outras duas. E ficamos assim sem saber se entramos no compartimento que se abriu para nós ou se vamos espreitar que segredos se escondem por detrás das outras portas...

Puxo o autoclismo, lavo as mãos (durante pelo menos 20 segundos) e penso se não é mais fácil ir pensar no próximo vídeo a gravar no TikTok...

sábado, abril 11, 2020

Levado pela torrente

Já viram em filmes aquelas personagens que por vezes aparecem na rua, com uns cartazes e a gritar que o fim está próximo e para nos prepararmos para o juízo final? E aqueles outros filmes em que o herói parece ser o único que vê o que se esta a passar e tentar abrir os olhos aos outros ou impedir que as pessoas caminhem para o seu fim?
Olhem eu tenho de dizer que me sinto um pouco assim. Sei que não sou o único, há muitos outros como eu, mas sinto-me que estou no meio de um rebanho que caminha para um precipício e grito ao vento a tentar que que parem ou mudem de rumo mas continuam. E o pior é que sinto que estou a ser levado pela torrente, mesmo sabendo o que me espera, é impossível fugir ao destino...