segunda-feira, março 07, 2011

The Chronicles of Paris - The Shower, the Internet and the Train

Não, não estou a pensar em escrever um épico com histórias do fantástico e de mundos incríveis. Se bem que tenho algumas estórias incríveis que poderão ser fantásticas. Simplesmente fui este fim-de-semana até Paris, melhor dizendo até Val-de-Marne, passar o mesmo com os meus pais. Mas vamos por partes, porque isto contado aos bocadinhos pode ter mais piada: Part One - The Shower Curiosamente a minha rapidinha anterior era sobre a temática da bosta, e assim quase como propositado esse tema continua no inicio desta aventura. Cronologicamente não será o inicio mas apetece-me que "crónicamente" o seja. Estava eu a mandar uma real cagada no WC dos meus pais, a pensar em sabe-se lá o quê (talvez em merda mesmo) e ouvia o vizinho de cima (julgo) a tomar um duche na sua casa de banho. Tem de compreender que é um prédio para aí com 200 anos com paredes de madeira por dentro portanto é normal que se oiça tudo muito bem. Toca um telefone e sem deixar de ouvir agua a correr oiço isto (em Francês): "Pode me ligar daqui a alguns minutos? Estou a tomar duche". Eu não sei como é que com vocês, mas um gajo levar o telemóvel para o duche e atender chamadas durante o mesmo é um conceito que me parece incrível. Se um gajo não pode falar tem algum problema deixar tocar? É que imagino que atendendo a chamada para dizer para ligar mais tarde acarreta em custos no originador. Se calhar era esse o plano, atender sempre e dizer que não pode e o gajo assim gasta alguns cobres em chamadas que para nada servem! E já agora que telemóvel será? Será resistente à agua?
Part Two - The Internet
O meu pai lá arranjou um computador e ao mesmo tempo internet lá para casa. Penso mesmo até que arranjou primeiro a net e só depois o computador. É um portátil. E obviamente cabe aqui ao je ensina-lo a mexer naquilo e criar contas e configurar programas, e o diabo a quatro. Coisa que faço de bom grado aliás. Ter os meus pais ligados ciberneticamente até me vai permitir reduzir custos e falar com eles de forma mais interactiva. O problema é que ainda é um pouco difícil para o meu pai, e a minha mãe, assimilarem todos os conceitos deste novo mundo. O meu pai inscreveu-se num curso de informática, mas basicamente só tem trabalhado no Office. Tinham um dia para iniciação à Internet e o formador faltou e esse sessão ficou por dar. E logo a que mais interesse teria de todas. Mas pronto, depois de um passeio no Sábado à tarde por terras de castelos e palácios, onde o que mais vi foi motas e motards, lá criei tudo ao meu pai. Google e Skype já estavam da anterior passagem por lá há 1 mês. Agora foi MSN e Facebook. Até compramos uma impressora e imprimiu-se logo umas fotos tiradas no próprio dia que também já foram parar ao Facebook. Pais, bem vindos à Internet!
Part Three - The Train Viajar no Thalys é sempre uma emoção. Ou por ser a primeira viagem e ficarmos admirados do tão relaxante que é e rápida apesar de tudo (já tinha andando há muitos anos e o Eurostar é praticamente igual), ou porque andam por lá trupes manhosa e somos roubados, ou porque nos divertimos a micar o resto do pessoal (e gajas também). Ainda temos a opção do comboio bater em blocos de gelo e ter de ir a metade da velocidade e termos um atraso brutal! Desta vez o comboio reservou-me 2 surpresas. E tudo na vinda para cá. Primeiro chegamos a Brochelas e o revisor anunciou que a composição estava com problemas técnicos e teríamos de sair todos na estação para mudarmos para um comboio de substituição parado logo à frente na mesma plataforma. Nada demais este percalço porque a operação foi rápida e simples, e sentou-se tudo nas mesmas carruagens e mesmo lugares. O que demorou mais foi o abastecimento do bar. Depois antes de Roterdão o comboio pára. As luzes apagam-se e diz o revisor que o comboio tinha sofrido um "problema engraçado" e que o maquinista ia reiniciar o mesmo para resolver. Dito e feito, depois de um reset ao TGV (os comboios do serviço Thalys são TGVs) lá voltamos a andar! Parece que o Thalys usa Windows! Microsoft: Where do you want to stop today!

sexta-feira, março 04, 2011

Full of shit

É uma expressão inglesa muitas vezes usada em sentido figurado, mais para dizer que um gajo está a dizer mentiras, ou só diz asneiras/bacoradas, ou ainda para dizer que um gajo só tem merda na cabeça (a tradução mais literal para português).

Para mim esta expressão por vezes é mesmo literal. Às vezes I'm so full of shit porque vou ao WC defecar e nunca mais acaba. Nesses casos estou mesmo cheio de merda...

quarta-feira, março 02, 2011

The Brazilian conection

Já tinha eu recebido 2 casos hoje para tratar, e o dia estando a chegar ao fim (o nosso horário acaba às 18:00) quando toca o telefone e eu lá tenho de atender um cliente.
Era um brasileiro. Veio parar a nós porque ele trabalha para uma empresa cuja sede é no UK e assim é a Europa (nós) que trata dos problemas deles.

E assim usei o Português pela primeira vez no trabalho propriamente dito! E o mais curioso disto é que devido a esse cliente brasileiro, entrei em contacto com a equipa de suporte lá (em São Paulo). Ora essa equipa é relativamente recente e gostaria de conhecer a equipa aqui da Europa e tratar de haver mais sinergia entre as 2. Eu sou o único daqui que fala Português para além do mais fui pelos vistos o primeiro elemento daqui a falar com eles.
Estarão abertas as portas a relação com a equipa de lá, desempenhando eu um papel principal nisso? Isso pode ser muito interessante para mim...

Interessante também é que hoje foi dia de eleições aqui nos Países Baixos. Foi para as províncias (aqui onde estou é a Noord-Holland, ou Holanda do Norte) e pelos vistos aqui vota-se em dia de semana e de trabalho. Tal como nos Estados Unidos, a malta faz a vida normal e vai votar ou de manhã, ou ao almoço ou no final do trabalho!

De resto estou muito distraído com o jogo da Taça da Liga que tou a ver que vai aos penaltis...

PS - Afinal não foi que o Javi Garcia marcou quase no final! Estava muito animado o final deste jogo :-)

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Faraway, so close!

Título de um filme do Wim Wenders, será por ventura mais conhecido por ser o sub-título duma música dos U2 (Stay).

Isto foi o termo que me veio à ideia quando decidi escrever sobre as minhas voltinhas aqui pelas redondezas. No entanto o termo é mais ao contrário: Close, so faraway!

Estando habituado a dar corda ao carro em Portugal e andar de Norte a Sul com alguma frequência e sem ter medo de fazer centenas de quilómetros mesmo quando era só para dar uma voltita num Domingo, aqui acho que é tudo muito perto, mesmo ir ao estrangeiro. Um gajo vai ao Google Maps, vê a distância e pensa "isto é perto; chega-se num instante; vou até lá".
O curioso é que ainda ontem, a ir para Maastricht (que era apenas um ponto de passagem da viagem planeada) ainda comecei a pensar que as distâncias nos sinais eram em milhas, pois nunca mais lá chegava.
É o problema da velocidade, ou falta dela.
Existem muitos quilómetros de auto-estrada que estão limitados a 100km/h, às vezes a 90 ou 80. E como pelos vistos a malta daqui gosta de cumprir e do que me disseram a polícia é rigorosa e pouco tolerante, um gajo não abusa. Ainda por cima ontem estava a conduzir um carro de matricula holandesa, e portanto de certeza que a ser apanhado a minha amiga Andorinha iria receber a multa em casa. Portanto ia quase sempre na velocidade máxima (ligeiramente acima considerando o erro do velocímetro).
No meu carro estava a usar uma prática que consistia ir à mesma velocidade do carro mais rápido que passava por mim que não fosse claramente depressa demais.
Ontem não , por isso que a modos que uma viagem de 225kms (ainda menos que Aveiro-Lisboa) nunca mais acabava.
Ou pelo menos assim parecia.
Admito que não me lembro a que horas saímos de Den Haag (Haia) mas eu pensava que era coisa para 2 horas no máximo e parece que demorou mais. às tantas foi mais impressão...

Bem a ideia é que apesar das coisas aqui estarem todas perto (de Maastricht, grande cidade mais a Sul, até Groningen, grande cidade mais a Norte, são apenas 330kms), demoramos um bocado mais de tempo do que estamos habituado, porque as velocidades são um bocado mais baixas; chegando a andar longos trajectos de auto-estrada a 40~50 km/h menos do costume em Portugal)

Portanto apesar de estar tudo perto, parece estar tudo mais longe.

E só para concluir, as Ardennes são uma zona altamente. É uma zona de floresta e montanha, que mesmo apesar de não ser alta é uma muita apreciada diferença das paisagens baixas e planas do resto do Norte de França, Belgica e Holanda.
Apanhar uma descida/subida com 12% de inclinação e umas estradinhas estreitas com sequências de curvas e contra-curvas serviu para pôr um sorriso parvo na minha cara.
Isso e ter estado na entrada de Spa-Francorchamps a ver a Raidillon ao fundo!

Passeamos por uma zona rica de história e estórias; cenário de vários confrontos militares, o mais famoso eventualmente a Batalha do Bulge, a última ofensiva alemã da Segunda Guerra Mundial e cujo fim deitou por terra as últimas esperanças de Hitler chegar a um acordo de paz na Frente Ocidental e assim poder dedicar todos os recursos alemães a combater o Exército Vermelho...
Mas deixando a História, sem dúvida que as localidades daquela região ficaram, "congeladas no tempo" como disse a minha companheira de viagem. Como se ainda estivéssemos no inicio do século 20 como acrescentei eu depois...

Voltando à temática do automobilismo: depois de ter passado em Assen, só falta numa próxima continuar pelas Ardenas fora e entrar na Eifel (Alemanha) e dar uma voltinha pelo "inferno verde" também conhecido pelo Nordschleife!


PS - O Le Bon Bassin em Maastricht, na/no Bassinkade, é um excelente restaurante, que se deve ir pelo menos uma vez ... por ano (não convém ir muitas vezes que sai caro) ;-)

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

A sentir a falta de...

Ontem a sair da IBM dei por mim a meter a mochila às costas e a pensar em ir para a paragem do autocarro. Estarei com saudades da espera e do tempo "perdido" no autocarro? Não, sinceramente parece que é mais sentir falta do caminhar, da simplicidade desse acto que fazemos isoladamente mesmo que tenhamos pessoas ao nosso lado.
Começo a temer que agora que deixei de fazer os mais de 2 kms a pé que fazia diariamente, volte aos velhos tempos em que não perco peso. Isso e associado ao facto de andar a inventar nos cozinhados pois parece-me que exagero nos ingredientes e por ventura na quantidade também. Esse pormenor requer um voltar ao básico... Mas voltemos agora é ao assunto inicial.

2 kms por dia pode não parecer muito, pode nem parecer nada, mas sempre é uma forma de exercício. É melhor do que não andar porra nenhuma. Que é o me acontece nas ultimas 3 semanas. Comer bem e nada fazer.

Então ontem lá estava a pensar em caminhar até ao autocarro. Tinha estado um bocado durante a tarde a falar sobre bicicletas e a pensar que poderia arranjar uma mesmo que não a usasse para ir para o trabalho (continuo a ter na ideia que se usar a bicicleta como meio de transporte normal, vou-me aleijar a sério um dia destes), pois podia dar umas voltas nem que fosse ao fim-de-semana, e ir mesmo até Amesterdão ou outro sítio nas redondezas para suar um bocado...
Esta manhã quando cheguei decidi subir até ao 9º pelas escadas (no 6º andar decidi apanhar o elevador que tava a ficar sem fôlego). Mas a vir embora, desci pelas mesmas (custa menos).
Até saí mais tarde porque estive a falar com a minha colega dinamarquesa sobre o ginásio que a IBM têm no outro edifício.
Até têm aulas de spin bike de manhãzinha e tudo, tal como aquelas que eu ia no Knock-Out!
E só custa €15 por mês...

Resultado, a verdade é que sinto mesmo necessidade de fazer qq coisa para queimar energias, para suar, para tentar voltar a perder peso, de maneira a que volte a ter de apertar mais os cintos e sentir as camisas, as camisolas, os casacos um pouco mais folgados.

Continuo a achar que não vou passar a andar de bicicleta para o escritório tão cedo. Isso ainda me parece um conceito demasiado holandês para mim, e até quero manter certos traços bem portugueses...

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Receitas BaKanas

Decidi começar uma nova rubrica aqui no blog. Tenho crónicas, dissertações, rapidinhas e imagens. Agora apetece-me começar a falar de receitas, ou cozinhados vá.
É o que dá um gajo ficar novamente solo, e não ter assim à mão de semear uma Telepizza, um McDrive, um Dom Rogério, e uma outra panóplia de restaurantes, nem todos com take-away...

Eu sinceramente até gosto de cozinhar, experimentar e tal. E posso afirmar que quase sempre o que gosto mais é mesmo de comer o que faço. Só não cozinho mais frequentemente porque sinto que muitas vezes o acto de preparação do prato é demasiado trabalhoso, and Lazy it's my middle name...

Aqui na Holanda começo a redescobrir o prazer de cozinhar. Sobretudo porque aqui tem muita coisa facilitada. Vai-se ao Albert Heijn e compra-se os diversos ingredientes, alguns deles mais exóticos, já completamente embalados e preparados para se usar em doses individuais ou para 2 pessoas.
É só comprar, desembalar e meter directo. Ainda para mais que aqui uso com frequência o estilo wok, de misturar as coisas, saltear tudo no wok (com um poquinho de azeite, ou mesmo só usando a gordura natural do produto) e depois pronto comer assim uma misturada...

Noutro dia já deixei uma receita original BaKana. Quer dizer, pode nem ser original, mas eu fiz as coisas de cabeça e instinto. Se por acaso recriei uma receita de alguém, olha, lá calhou.
E hoje voltei a inventar uma porcaria qualquer, por isso aqui vai:

Umas tiras de bacon, uns cogumelos quaisquer da família Pleurotus ou parecidos pelo menos, um bocado de natas, guacamole, um ovo e queijo Emmental ralado.
Mete-se o bacon no wok temperado com pimenta (variada), alho e umas gotas de limão. Deixa-se ganhar um pouco de cor e bota-se os cogumelos depois de cortados às tiras também. Assim mais ou menos a meio da cor desejada, 2 colheres de chá de guacamole lá para o meio. Deixar apurar mais um bocado, meter um bocado de salsa e as natas. Quando as mesmas engrossarem um bocadinho (sim porque comprei natas liquidas) desliga-se o gás, abre-se um ovo e deita-se tudo lá pra dentro (sim, gemas e claras), mexe-se tudo muito bem, e bota-se por cima da massa que se esteve a cozer só em agua e sal entretanto.

Arremata-se a coisa com o Emmental ralado e acompanha-se com um Côtes du Rhône tinto.

Faltou a salada que vai ficar para amanhã, que vai sair mais um novo prato salteado no wok, mas desta vez baseado em marisco e certamente mais simples.
Mas lá vou ver o que vou inventar desta vez...

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Business as usual

Well, actually not quite...

O que quero eu dizer com esta frase em inglês? É que as passadas 2 semanas não foram "normais". Normais no sentido da minha nova vida pelos Países Baixos.

Como poderão ter reparado pelo que escrevi no último dia de Janeiro, estive em casa (ainda aquela a que chamo da verdadeira casa) a semana toda. Ainda cheguei a trabalhar pois o plano inicial não era passar a semana completa em Portugal, mas acabou por assim ser.
Entre tratar dos diversos assuntos e encontrar-me com alguns amigos, mais as visitas à família mais próxima, a semana passou-se que foi um instante.
E depois porque o fim-de-semana foi feito a viajar entre Aveiro e Badhoevedorp (arredores de Amesterdão) de carro, com passagem e paragem pelos arredores de Paris onde pernoitei em casa dos pápás.
Cumpri assim um velho desejo que era fazer a viagem Portugal-França de carro, seguindo o exemplo dos meus pais.
Admito que depois de a fazer, achei que o feito é coisa pequena. Mas também nos dias de hoje, dispondo de navegação por GPS, carros confortáveis e com cruise-control, e com auto-estradas por todo o lado e estações de serviço nas mesmas, a coisa está muito facilitada em relação aos anos 70 e 80 e quiçá mesmo 90 onde estas viagens seriam mesmo uma mini-odisseia!
A viagem em si, foi muito rápida. Qualquer coisa como 14 horas e meia. Claro está que a família imagina que fui sempre de gás, tendo eu aliás fama de street-racer (como gosto mesmo até de espalhar), mas a verdade é que fui sempre apenas 10 km/h acima do limite máximo imposto pela sinalização, e nas zonas com radares frequentes ia mesmo dentro do limite. Apenas uma ou outra vez deixei o carro ir a 150 km/h quase sempre devido a deixar embalar numa descida antes de corrigir a velocidade!
A explicação para fazer a viagem nesse tempo é simples: paragens sempre curtas, não mais de 10~15 mins apesar de frequentes.
É preciso ver que saí cedo de Aveiro para tentar viajar o máximo possível de dia, e só apanhamos a noite já estávamos bem dentro de França.

Depois do descanso, no Domingo viemos então para aqui, que é a coisa mais banal de todas, pois é ainda menos que ir até ao Algarve. E paga-se também menos de portagens, pois apenas paguei menos de 15 euros entre Paris e Lille, ou seja menos do que Aveiro-Lisboa para uma distância semelhante.
E ainda eu pensava que as portagens em França eram carotes!

Depois, esta semana anterior, a Carolina esteve comigo. E como agora tenho o carro, os meus hábitos mudaram. Assim como fomos a um hiper ao bom estilo português fazer compras em maior escala (onde a Carolina constatou que muitas coisas são mais baratas que aí) e até fomos ao IKEA e tudo!

Este sábado fomos dar um giro pelo Norte da Holanda, que eventualmente descreverei melhor em post próprio.
Posso apenas adiantar que o nome Países Baixos é apropriado, mas se fosse Países Planos não era mal aplicado, não senhor...

E ontem lá fui levar a mulher a Eindhoven, ao mini-aeroporto que lá têm, pq ela foi na Ryanair (a companhia supostamente mais barata, mas que muitas vezes quando comparamos o nosso caso específico até sai mais caro do que numa regular).
Dessa viagem apenas posso dizer que ir a 100 km/h numa auto-estrada com 5 faixas é muito frustrante pois parece que vamos parados, sobretudo porque o transito não era nada de especial.
Mas ao menos as 2 faixas da esquerda vão quase sempre livres e anda tudo certinho parece que vamos todos num funeral.

E assim que chegamos a uma segunda-feira, fim do dia já, e estou de novo sozinho e de volta À rotina do costume, ou como se diz em inglês business as usual...
Só que agora não vou apanhar o 145 para casa. Nem sequer vou já para casa. Vou pegar no Laguna e dar um salto até ao centro comercial Vier Meren (Quatro Lagos) em Hoofddorp para trocar uma peça da máquina de café (modelo errado) e comprar um cartão de memória para o GPS (ao mesmo tempo dar uma olhada nas máquinas fotográficas pois ainda não tenho uma nova nem tampouco me decidi sobre o que vou comprar)

Tot ziens

segunda-feira, janeiro 31, 2011

Esta semana não...

... vou escrever muito, ou mesmo nada (para além disto que escrevo agora) porque a semana passa depressa e há assuntos de maior importância a resolver.
Eles são documentos a tirar, divergências a esclarecer, contratos a renegociar, cenas para comprar, enfim, coisas para fazer!

Até está a correr bem, os assuntos mais urgentes, já foram tratados e as compras estão a 50% mais coisa menos coisa. Mas quando reparo no que ainda falta para fazer, vejo que apesar de tudo, os dias são poucos. É que conciliar tudo com a vontade de ir tomar uns copos e uns jantares com a malta, mais passar algum tempo de qualidade com a mulher (nem que seja sozinhos os 2 em casa a "gozar" o sofá) parece algo complicado!

O que vale é que me levanto por horas holandesas, ou seja super-cedo e posso tratar das cenas da net, logo a começar o dia...

quinta-feira, janeiro 27, 2011

Fim de ciclo

Amanhã é um dia importante. É um dia com algum significado. Vão-se completar 2 meses que vim para Amesterdão ao mesmo tempo que representa o dia em que volto a casa para passar uns dias a tratar de assuntos importantes e espero eu aproveitar as coisas boas que a minha terra tem para oferecer.
Mas sobretudo o dia da amanhã representa o fim de um ciclo, ou pelo menos assim eu espero.

O ciclo de integração ou habituação sinto que está a terminar desde o último fim-de-semana. Converso mais com a malta do trabalho, trabalho esse que me parece já surgir mais natural. Começo a parecer mais eu também, mandando umas bocas aqui e ali, e já começando a mostrar sinais de "dominar o esquema". Hoje até tive um colega meu a dizer "you're good!" depois de eu ter atendido um telefonema sobre um problema de alta prioridade que o cliente estava a pedir o suporte por telefone (eu estou mais habituado a receber os pedidos de suporte por e-mail).

Também espero que o ciclo da espera também termine amanhã. Nada tenho contra andar de transportes públicos, e no centro de Amesterdão é praticamente a única forma racional de um gajo se deslocar. Quer dizer a bicicleta ainda é mais racional, mas adiante. Mas só o tempo de ir para a paragem será o tempo que demoro a chegar de carro à IBM. Portanto quando voltar na outra semana, trazendo o carro para usar aqui, vou conseguir aproveitar mais meia-horita de sono, ou nem que seja na ronha. Assim como poderei sair do trabalho à hora que quiser, sem precisar de ficar mais um bocado porque não vale a pena ir esperar o autocarro para o frio.
Ao todo conto ganhar mais de 1 hora por dia para fazer o que me apetecer.

Portanto espere que ao final do dia de amanhã, me possa despedir definitivamente do BaKano mais tristonho e desmotivado, e abarque definitivamente o BaKano à moda antiga, em versão Holandesa.

E para já me despeço que tenho de ir acabar de arranjar a mala para amanhã. Até para mais que apanhei o turno da manhã, logo tenho de estar na empresa às 8:00 e quem me conhece sabe que ir trabalhar às 8:00 é cedo demais!

Até à proxima, já por terras lusitanas (I hope!)

terça-feira, janeiro 25, 2011

Diário de um BaKano

Meu querido diário,

Hoje fiquei muito contente. Saí de casa já em pleno dia, e quando saí do trabalho ainda se via um resquício de azul no céu. Já andava um bocadinho farto de passar a maior tempo no escuro, ou fechado em 4 paredes quando havia luz.

O dia não correu mal, já vou a 130% de produtividade para o mês de Janeiro e já estou mais à vontade com o mesmo, com os clientes, e com os colegas. Até já falei de motas com um alemão com quem ainda não tinha trocado 2 dedos de conversa... Ainda por cima ele é músico e toca numa banda qualquer, portanto mais uma razão para confraternizar com ele. E ainda, a mulher dele vende vinhos e faz umas provas volta e meia, e isso sem dúvida nenhuma que é coisa em que estou interessado, vinho!

Continuo sem entender muito bem porque caraças demora tanto tempo a mandar um cartão bancário de substituição. Pedido há quase 3 semanas e nada de cartão! Isso deixa-me frustrado porque não posso confirmar a recepção do maior salário que recebi até hoje, assim como tenho de andar a levantar dinheiro a crédito (pagando as comissões)...

E pelos vistos é mesmo verdade que eu transmito uma imagem de gajo simpático, boa pessoa e prestável, porque novamente fui abordado por turistas a pedir informações, mas deste vez em plena "terreola" (Badhoevedorp) e por uns alemães de carro que andavam à procura de um Hotel. E mesmo só aqui estando há umas semanas, lá os mandei para o sítio certo. Quer dizer, espero eu!

E hoje comi uns bifes de porco, com massa com o formato de perceves, e uma saladinha mais à portuguesa (acrescentei uns tomatinhos cortados) e kitada com queijo de cabra.

Por isso, feitas as contas, hoje estou contente

Estivesse a cena das portagens nas ex-SCUT resolvida (ando a pagar portagens a outro gajo que ficou com o antigo carro e a Via Verde diz que tenho de esperar) e estaria muito contente...

Até amanhã meu querido diário!

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Análise numérica


A análise numérica é um ramo da matemática que estuda métodos construtivos (na forma de algoritmos) que convergem para entidades matemáticas cuja existência foi demonstrada. Mas não é isso que eu vou fazer.
Hoje decidi falar das eleições de ontem, mas olhando quase em exclusivo para os números, e ignorar as análises políticas que muitos gostam de fazer e devem ter feito desde o fecho das urnas e ainda as farão durante alguns dias vindouros.

Cavaco Silva ganhou com 52,91% dos votos, uma margem ainda maior que na eleição anterior. Isto é um facto inegável. Assim como é inegável que Cavaco ganhou em todos os distritos e nas Regiões Autónomas. Até mesmo nos redutos da esquerda, e apesar de resultados mais renhidos, Cavaco ganhou.
Assim à primeira diria-se que foi mesmo uma vitória a todos os níveis.

Mas por acaso daquilo que li pelo menos nos títulos (admito que não segui esta eleição com atenção até porque sou da opinião que ela tem pouca importância para o futuro de Portugal a curto prazo) a malta não deixou de notar que Cavaco teve muitos menos votos. Uma abstenção de praticamente 52,5% não pode ser tratada com leviandade. Sobretudo qd há 5 anos ela foi de 38,4%.
E para mim olhando para os números completos, é ainda mais grave quando havia praticamente mais 600000 eleitores inscritos este ano que há 5 anos atrás.
E mesmo assim foram votar aproximadamente menos 110000 de pessoas. Sim, quase um milhão e cem mil pessoas votaram este ano, existindo mais de meio milhão de eleitores novos.

E se considerarmos os votos à luz da totalidade de eleitores, vemos que o Presidente da República, a figura mais elevada do Estado, foi escolhido por 23,5% das pessoas inscritas para votar em Portugal, ou seja apenas 23,5% da população adulta de Portugal escolheu o nosso Chefe de Estado.
Há 5 anos atrás, e apesar duma menor percentagem de votos no final, o Cavaco foi escolhido por 31% da população adulta de Portugal.
Para mim é curioso, agora o que realmente significa não sei ao certo.
Como disse inicialmente não quero fazer desta crónica uma análise política.

No entanto, depois de ter lido um comentário num fórum de discussão dirigido a quem foi votar em branco, e que também se aplica a quem se absteve, fiquei com uma frase para dizer.

Na realidade Cavaco apesar de ter tido apenas 2.223.269 votos, foi eleito por 7.444.374! Na realidade todos os votos em branco, nulos e quem se absteve, só contribuem para a eleição de quem tem mais votos.
E isso é triste porque estes números (e estão todos a aumentar, o número de votos em branco e nulos) revelam claramente que as pessoas estão desiludidas, já não se revêm nos políticos e não encontram ninguém (ou muito poucos) nessa classe que valham alguma coisa.
E se eu dantes não achava bem que as pessoas não fossem votar, e que não votar era pura e simplesmente um "não quero saber", agora estou convencido que é realmente a única forma de protesto que temos.
Se calhar em próximas eleições, se votarem apenas 25% dos eleitores registados pode ser que as eleições sejam impugnadas e a corja que lá está seja obrigada a dar lugar a uma outra vaga que talvez traga alguma coisa de novo e de bom... Talvez...

E pronto e afinal sempre acabei com uma espécie de análise política, mas é mais a minha opinião

PS - Eu também foi um dos que se absteve, mas admito que foi sem querer, porque na altura de marcar a viagem a Portugal não me lembrei de ir ver a data das eleições e sendo assim não tinha viagem a tempo para o fazer.

domingo, janeiro 23, 2011

Alguns apontamentos


- Pelos vistos eu tenho cara de gajo simpático e de boa pessoa. Fiquei a saber isso ao almoço com 2 colegas de trabalho (1 galês e 1 italiano) quando lhes dizia que até era bastante abordado por pessoas aqui que se punham a falar comigo (ou perguntar coisas) e em Holandês. Eles disseram que eu parecia um nice guy e que eles provavelmente se me vissem na rua e precisassem de fazer alguma pergunta também se dirigiriam a mim porque pareço uma boa pessoa.

- Acho que os gajos aqui conduzem um bocado mal. Em montes de cruzamentos entram logo pelo lado mais perto, ou seja, pela outra faixa de rodagem às vezes com carros lá e tudo. Os gajos das scooters (que podem andar nas vias das biclas e sem capacete) acham que é boa ideia ultrapassar pela direita um carro que está a virar à direita e pelos vistos ficam surpreendidos por não terem espaço para passar depois. Pode ser uma impressão precipitada por apenas reparar nos maus exemplos (que me parecem ser frequentes)...

- Uma noite de sexta-feira passada num bar a beber cerveja e a falar (e conhecer) vários portugueses, seguido de um sábado passado fora de casa mesmo ressacado, a falar com outros portugueses também, serviu bastante para levantar a moral. E sim foi só a moral que levantou mesmo (não passei no Red Light District)...

- Ando indeciso entre comprar novamente uma compacta (do tipo super-zoom como a que tinha), uma Digital SLR de baixa gama (entry level), ou uma "híbrida". As híbridas ainda não tem um nome definitivo, há quem chame de Mirrorless (proveniente de MILC - Mirrorless Interchangeable Lens Camera), EVIL (Electronic Viewfinder Interchangeable Lenses) ou Micro 4/3 como a Panasonic e Olympus chamam, aliás os primeiros fabricantes deste tipo de câmaras.
Como teoricamente as híbridas combinam o melhor dos 2 mundos (das compactas e das SLR) começou a crescer na minha cabeça que era uma destas. E quando vi as funcionalidades e aparente qualidade (por reviews em sites da especialidade) da Panasonic GH2, achei que era mesmo esta que ia comprar. O problema foi quando vi o preço, que chega a ser bem superior a muitas dSLR (e as lentes então como são sistemas diferentes, ainda fazem piorar a figura!).

- Decidi no entanto que vou comprar um GPS. Agora resta saber qual. Estava tentado a comprar um N-Drive (sempre é produto nacional em teoria pelo menos) mas tenho de ter uma versão com mapa da Europa (ou permitir meter) porque ele é mesmo para isso, servir quando andar a passear por esta Europa fora, que é o que conto fazer a partir de inícios de Fevereiro.

- Esperava eu o 145 na Museumplein às 23:30 depois de ter vindo da casa de um conterrâneo pelo 12, quando se aproxima um gajo com a cara manchada que ao ficar à luz da paragem do autocarro consigo perceber tratar-se de sangue. O homem encosta-se à paragem e calmamente saca de tabaco de enrolar e começa a preparar um. Não sabendo bem o motivo das feridas na cara, decido que se calhar é melhor esperar o autocarro um pouco mais à frente e não estar ao lado dele...

- Um bocado antes de ter começado a escrever isto, tinha mais 1 ou 2 apontamentos curiosos a fazer, mas o avançado da noite acho que me fez esquecer o que queria dizer. Também fiquei um bocado desconcertado depois de ter estado a ver a Caroline Wozniacki a apurar-se para os quartos-de-final do Australian Open...

quinta-feira, janeiro 20, 2011

Tem sido muito diferente.

Para a semana vai fazer 2 meses que vim para cá. Vai ser na sexta, dia 28 e curiosamente vai ser o dia de um regresso a Portugal. Regresso com data marcada de volta, obviamente, mas pronto. Não foi intencional, lá calhou. Aliás se me tivesse lembrado das eleições presidenciais teria marcado para este fim de semana que aqui vem, e assim lá iria depositar o meu voto. Quer dizer, se calhar não, porque com o roubo dos documentos não sei se a mesa aceitaria o meu voto... Adiante...

O que acontece é que claramente esta estadia no estrangeiro teve um efeito muito diferente em mim do que as anteriores.

No Japão estive "apenas" 2 meses, mas no entanto tinha crónicas diárias carregadas de conteúdo. Aliás basta ver o blog do Japão e os posts, para notar que vários dias chegam a estar dividos em Manhã e Tarde. Alguns até em 3 partes!
No Japão todos os dias era uma aventura. Não propriamente aventura, mas o ritmo das coisas, fazia com que eu tivesse vários apontamentos a fazer.
Aqui o mesmo podia acontecer, mas simplesmente os apontamentos não me surgem.
Certo que volta e meia vejo coisas que são curiosas e merecedoras de serem escritas tipo crónica, ou verdadeiras "dissertações" ao bom estilo BaKanal. Mas não...
Mesmo comparando com os 3 meses que passei em 2006 no UK, onde escrevia neste mesmo blog, a coisa é muito diferente.

Mas o que aconteceu comigo? Sinceramente não sei. Uma coisa é certa, não tenho andando a passear ou à descoberta como antes. A minha estadia aqui também não é como as outras coisas, claramente temporárias e com viagens regulares para Portugal e tudo pago.
Aqui é uma mudança. Emigrei. E ainda não me consegui adaptar a esta nova realidade.
Da mesma forma que não gosto de estar aqui sozinho, de ter deixado a minha casa, as minhas coisas e a minha mulher em Portugal. Deixado mesmo (não abandonado), sem saber quando volto e pensando que se calhar o futuro é aqui. E pensar num futuro aqui para já deixa-me triste.

Isso associado à aventura de começar numa nova empresa, uma nova carreira (ainda técnica mas diferente) e ter uma série de coisas a aprender e outras tantas a que me habituar, e o ainda me faltar uma série de coisas, como o carro (que virá qd eu voltar da visita a casa) e o que me roubaram na época natalícia, deixou-me num espírito bem diferente.

Portanto, nem disserto, nem faço crónicas sobre como a Holanda tem tratado o BaKano.

Vamos lá ver se recupero o estilo do costume, e as ideias e as palavras fluem com mais regularidade e qualidade

Mas sem dúvida que a minha vida para já tem sido muito diferente das experiências passadas...

quinta-feira, janeiro 06, 2011

Continuando na mesma onda...

Da última vez que aqui escrevi foi para contar a minha má sorte e um dia em que fiquei bastante lixado com isto tudo.
A verdade é que tenho continuado mais ou menos pela mesma onda.

O mau tempo e o estar agora a morar numa terra pequena trouxe alguns contratempos. Assim como exacerbou um problema que já tinha experimentado antes: a pouca certeza nos horários nos autocarros.
Basicamente e para resumir porque não estou muito inspirado para escrever, se vou em cima da hora prevista para o autocarro, o gajo vem uns minutos adiantados (já vi o autocarro passar mais de 7 mins antes da hora); se eu vou 5~10 mins antes para acautelar o chegar antes, o mesmo autocarro vem atrasado.
Ou seja, estou a 4 kms da empresa, uma viagem de 10mins de carro, e chego a demorar 45 mins qd tudo corre bem, sendo que muito tempo estou à espera. Se tenho o azar de me atrasar 1~2 mins a sair de casa, e grande o risco de perder o autocarro e ficar mais meia-hora à espera do próximo.
Espero que tudo melhore e deixe de ter tantos "tempos mortos" assim que tiver o carro cá, mas para já é mais 3 semanas nisto.

Mas esta má onda, não é nada comparado com o que me aconteceu a meio duma semana de festas e que estava a correr muito bem com uns dias de descanso em família e com a companhia da minha querida mulher.
A "regressar" a França para a passagem-de-ano, fui assaltado em pleno comboio, sem saber ainda muito bem ao certo como, mas a verdade é que praticamente tudo de importante (algumas coisas com valor sentimental) foram-se.
Ainda tive a sorte de ter deixado o passaporte aqui na Holanda, senão tinha mesmo ficado na merda.

Portanto agora preciso de uma máquina fotográfica nova, um novo leitor MP3, uma nova mochila, um novo necessaire, um novo Cartão de Cidadão e uma nova carta de condução, fora outras coisas menores.
Algumas das coisas que me roubaram já tenho substitutas...

O que posso dizer é que estatisticamente, algum dia tinha de acontecer, ser roubado, ao menos não tive sequelas fisicas nem foi uma experiência traumática.

Vamos a ver se a má onda desaparece depressa...

É que ainda por cima ando a pagar as portagens na A25 e A17 a alguém que ficou com o antigo carro da mulher ... apesar de termos o identificador na nossa posse!
Enfim, é só mais uma para juntar à onda...

sábado, dezembro 18, 2010

E tudo a neve parou

Ontem foi o dia em que me mudei para o meu novo apartamento alugado, que será a minha casa durante o próximo ano se tudo correr como planeado. E escolhi um belo dia para me mudar, sem dúvida nenhuma.
Na quinta-feira à noite estava tudo normal. Na sexta-feira quando vou espreitar pela janela do quarto do hotel, vejo que está tudo branco, tudo coberto com um enorme manto de neve.
Como seria de esperar, até porque já tinha passado por uma situação similar no primeiro sábado pensei logo que ia haver problemas. E assim foi, esperar bastante tempo pelo táxi no hotel; demorar bastante tempo a chegar a Badhoevedorp por causa do trânsito e de um taxista burro que decide ir pelas principais vias de trânsito, quando podia ir pelo caminho do autocarro que é um tiro e menos confuso; e esperar pelo gajo da agência que também estava atrasado.
Felizmente não tive de esperar na rua, pq a minha senhoria já aqui estava e ao menos já estava a ver as coisas quando ele chegou.

Mais sobre o apartamento um outro dia, porque agora realmente não consigo falar disso.

Passando à frente, ora toca de ir para o trabalho. Lá vou para a paragem onde já estavam pessoas à espera, e pronto, primeiro tempo morto, com 1 hora de espera para que viesse o autocarro, que já nem sei qual deles era, se o das 11:07, se o das 11:37, ou se outro qualquer que teoricamente deveria ter chegado mais cedo!
Entretanto o meu sapato do lado direito decide se auto-destruir, começando a descoser-se de um lado. Lindo, não bastava estes sapatos, comprados propositadamente a pensar no tempo de Inverno, magoarem na parte de trás do pé, ainda por cima, duram pouco! Tenho mesmo jeito para comprar sapatos, não?
Chegado ao trabalho, logo reparo que a grande maioria das pessoas decidiu ficar por casa e trabalhar de lá. Espertos, não?
O dia continua, sempre a nevar, uma quantidade muito grande de neve, mas durante a tarde, a coisa estabiliza e para mim até parece estar melhor. Vou vendo o tram e o metro a andar, e como a outra vez tinham sido os primeiros a parar, achei que estava tudo bem.
Mas na mesma vou consultando o site dos transportes daqui, que dizia que tinha notícias sobre problemas e atrasos nas linhas. Lá clicando para ver o que se passa com a 145, diz-me o site que está tudo normal e continua a dar os horários dos próximos autocarros.
Só que os autocarros tinham parado. Às 15:00. E podiam ter uma espécie de aviso a vermelho no site dos transportes não? Se calhar até tinha mas não da forma mais óbvia que eu não consegui ver nada mesmo procurando
Depois de muito tempo à espera na paragem, e de começar a pensar que deveriam ter parado mesmo, pq não via nenhum a passar, alguém lá me veio dizer que eles tinham mesmo parado tudo o que era autocarro em Amesterdão.
Excelente, pensei eu, a única forma que sei ir para casa é de autocarro, mesmo que fosse outro, era sempre autocarro!
Bem, vou até ao Artemis e chamo um taxi de lá. Ou não, pq dizem-me que os taxis já tiveram muitos acidentes não querem andar.
Eu até já tinha pensado alugar um carro em Schiphol para os dias antes do Natal, para andar com as malas para trás e para a frente e para não ter de aturar os caprichos dos taxistas que levam fortunas porque lhes apetece. É que o dinheiro que gasto em táxis para me levar a mim e às malas quase que dá para pagar o aluguer de um carro, que depois me dá a vantagem de não ter de esperar (se esperar nas bichas ao menos estou dentro do carro ao quentinho).
Decido então ir apanhar o metro, para ir ter a uma estação de comboios, para ver se lá havia táxis ou ir então para Schiphol e alugar já um carro e resolvia logo o assunto (e até podia depois ir às compras para casa pois teria como trazer as coisas).
Mas na estação de comboios, nem táxis nem comboios. Depois de ouvir anunciar que não haviam comboios a ir para Amesterdão Central e ver passar 4 nesse sentido, e estar quase a morrer de frio, com dores no pé e o mesmo gelado devido ao sapato todo descosido, lá decido apanhar um t que sempre ia para os meus lados, a 2 kms ou assim.
Obviamente que enquanto esperava pelo tram, deve ter passado o comboio para Schiphol que esperava...
A tremer de frio, enervado com tudo, lá saio eu na ultima paragem do tram, para ver que estava numa zona de nada, aparte de casas, como seria de esperar, e lá decido fazer-me ao caminho, para sul, fosse dar onde fosse!
Mas vendo uma estacão de servico e pensei que devia ir perguntar pelo menos a melhor forma de ir a pé. Entretanto ao chegar vejo um taxi a meter combustível e vou perguntar se ele me podia levar a casa que eu não fazia a minima ideia de como ir. Ele, um turco, disse que sim, mas pediu logo 20 euros à cabeça (obviamente). Ainda foi dar uma volta grande (mas isso nem interessava pq ele não pôs o taxímetro a andar), mas eu na altura até 50 euros lhe pagava, pq queria era ir no quentinho e ir ter a casa, e no GPS ela lá estava bem assinalada, pelo menos
E foi assim que 4 horas depois de ter saído do trabalho, cheguei a casa, apesar de apenas 20 mins dessas 4 horas ter realmente andado de transportes.
E o melhor de tudo, é que dá paragem de autocarro onde estava, são apenas 4 kms para minha casa! O tempo que esperei apenas na paragem dava para ir a pé.
Só que quem não sabe é como quem não vê, e como nunca tinha ido ver a distância pelo Google Maps, o autocarro ainda demorava um bocado (porque dá umas voltas) e eu na altura não queria tentar devido ao sapato e desconhecer o caminho, acabei por fazer muito pior!

E agora poderão pensar vocês como isto pode acontecer? É que pelo que já li noutros blogs, o nevão foi mesmo anormal, e o país ficou mergulhado num caos no que toca a transportes.
Pior que eu ficaram as pessoas que iam viajar para o estrangeiro, porque os aviões também pararam.

Para mim serviu de lição: Tenho que saber rapidamente os locais certos para estar a par destas notícias, tenho que comprar calcado em condições para poder caminhar em alturas de problemas, e sem dúvida nenhuma que, pelo menos para ir de um lado para o outro sem me chatear nem preocupar (só tenho de ser cuidadoso), tenho de ter transporte próprio o mais rápido possível!

terça-feira, dezembro 14, 2010

Espera-se e muda-se

O que leva um gajo que vai a pensar em comer um dos mega-hiper-carrochos que se vendem na Leidseplein a mudar de ideias e sentar-se num restaurante argentino (sim, são muitos) e comer um belo dum bife, com salada, uma jacket potato (batata grande assada com casca) e ainda malhar uma margarita, um copo de tinto (que era muito fraquinho) e uma sobremesa? Provavelmente o facto de estar um bocado frustrado com o esperar pelo autocarro que nunca mais vinha até apanhar outro que permitia, com as devidas mudanças, chegar ao mesmo sítio.

O problema de um gajo andar anos a fio com transporte próprio é que quando tem de andar ao sabor dos transportes públicos falha um bocado. Como por 2 ou 3 vezes já, via o autocarro ou o Tram a sair quando estava a chegar à paragem, e porque depois para a IBM não há autocarros a cada 5~10 minutos como nos outros sítios mais centrais, perder o transporte "certo" pode significar ter de esperar até meia-hora (o que para aqui parece uma eternidade). Aliás nessas alturas sigo a pé, porque acabo por gastar menos tempo...
Portanto agora vou um pouco mais cedo para ter a certeza que não perco o autocarro "certo". E até porque já vi que o autocarro pode passar mais cedo que o previsto (no caso de estar tudo calmo) como por exemplo aconteceu no fim-de-semana, ou agora mesmo no regresso ao HEM Hotel que o autocarro veio 2 mins (pelo meu relógio que é suposto estar certinho quase ao segundo) mais cedo! E hoje, como distraí-me e deixei passar a hora para sair a tempo do 145 das 18:53, fui a tempo para ir nas calmas apanhar o das 19:20. Só que mesmo chegando 5 mins mais cedo, às 19:35 nada de autocarro, então apanhei o 195 não fosse o outro ter passado um bom bocado mais cedo e ter de esperar mais 15 mins ao frio pelo próximo!

Mas se a malta pode já estar a pensar que estou-me a queixar de barriga cheia (e literalmente ainda estou de barriga cheia) e que os transportes aqui são óptimos (comparados com Aveiro são ... nem tem comparação sequer!), posso já vos dizer que nem tudo é maravilhas, porque fui à Leidseplein para comprar um crédito de €10 para o meu "fabulástico" cartão pré-pago da Lebara (bela merda que arranjei, assim que puder mudo para uma assinatura).
É que aqui na Holanda não existe Multibanco, aliás como em todo o resto do Mundo cada banco tem a sua máquina que serve apenas para levantar dinheiro, e portanto pagar qualquer coisa pelas máquinas ATM é uma "coisa do outro mundo" para estes gajos aqui, quanto mais carregar os telemóveis...

Mas tenho que me pôr fino com os autocarros. É que se daqui do HEM Hotel posso ir pelo 145 (o mais perto), ou através do Tram 2 e 195 (o indicado aos turistas) ou a pé, quando me mudar para a minha nova casa, só vou ter o 145 (em sentido contrário). Que só passa de meia em meia hora e ficar meia-hora à espera na paragem ao frio é de deixar um gajo um bocado para o lixado, para não dizer a bater o dente.
E ainda terei mais de 1 mês nesse esquema, porque só trarei carro em final de Janeiro.

Ah pois é, tinha-me esquecido de dizer que arranjei uma casa. No sábado pouco depois de ter deixado a anterior crónica, fui ver um apartamento numa zona mais assim para o chique ("it's very poshy", disse a minha Team Leader irlandesa) e gostei tanto que fiquei com ele.
Mudo-me esta sexta.
E apesar de tudo o preço nem é muito elevado comparado com os outros anúncios que vi em relação ao que oferece...
Mais sobre o mesmo um outro dia, mas posso adiantar que vou para a terra do Marco Van Basten!

Nesse mesmo sábado, quase em jeito de comemoração sem o ter sido, acabei por me juntar a um casal de tugas (onde o rapaz é meu conterrâneo) para ir jantar com um outro casal a Haarlem, num restaurante português chamado Azul.
Antes disso, e depois também, fizemos uma paragem num bar muito catita, a fazer lembrar os bares do tempo da WWII com montes de referência à aviação e uma velhota a tocar piano e tudo.
Disse-me o colega holandês que nos acompanhava que este bar tinha sido eleito o melhor da Holanda há pouco tempo. E depois o meu conterrâneo explicou-me a decoração e o próprio nome, que senão me engano (e depois de ir ver uma olhada na Wikipédia) é Spin, porque esse é o nome do primeiro avião construído pelo Fokker, que era de Haarlem!
O que sei é que Haarlem merece uma nova visita mas com luz do Sol, porque como fomos para jantar (mesmo tendo ido pelas 4 e tal da tarde) já chegamos com noite...

E pronto, estão assim mais alguns dados e facto cronicados; a ver se na próxima disserto aí sobre qualquer porcaria estúpida!

sábado, dezembro 11, 2010

1 semana mais tarde...

Vamos fazer uma coisa diferente. Vamos começar pelo fim. Hoje acaba a primeira semana completa de trabalho na Holanda, semana essa em que fiquei sozinho e noutro hotel. Por isso mesmo é o início duma rotina. Não será esta a rotina até ao fim desta estadia (consideremos o 1º ano como uma estadia per si) mas eventualmente será esta até ao Natal.

Mas comecemos pelo fim, então.
Ontem jantei uma dourada grelhada, com batatas a murro e uma salada mista com alface, tomate, cebola, cenoura e um pouco de couve roxa. Isto regado com um tinto alentejano (da Carmim) e arrematado com uma mousse de chocolate, um café Chave de Ouro e uma CR&F (que infelizmente estava mal servida).
Isto tudo ao som de fado, quer dizer, só consegui ouvir mais no final da refeição.
Numa das vindas pelo Tram 2, quando fui abrir a conta no banco na Singel (ao pé do Flower Market) tinha reparado num outdoor de um restaurante português e ontem, depois da frustração de ter ido ver um apartamento que não vi (ah e tal íamos ligar a confirmar a data, ninguém lhe disse nada?), decidi que ia ver o que o tal português tinha para oferecer.
Apesar de ter pago um bocado (sobretudo por causa das bebidas, que a comida parece ser o preço normal para Amesterdão) está descoberto um sítio para voltar de vez em quando...

Antes disso, já tive uma festa de aniversário lá no trabalho, basicamente consiste em o aniversariante levar uns bolos e a malta juntar-se para comer umas fatias. E tive também um jantar de equipa, que foi num restaurante asiático, onde o sushi sabia mal para caraças mas valeu pelo Mestre do Wok. Parece que é normal aqui em restaurantes asiáticos existir uma modalidade que é pegares no prato, escolher os ingredientes do que queres comer (que está tudo cru), levas ao Mestre do Wok, que primeiro cozinha a tua mistura numa panela, e depois mete a saltear num wok com o molho à tua escolha.
E o fantástico deste sistema foi mesmo ver o mestre a trabalhar, pois ele tomava conta de 3 ou 4 pratos duma só vez, enquanto cozia uns nas panelas (sempre cheias e sempre a transbordar) e salteava outras nos wok. E pelo meio abria e fechava a torneira da agua e alternava a mesma entre a panela da esquerda e a da direita.
Fantástico, digno de fazer um filme para mostrar à malta. Mas como isso não foi feito, resta-vos imaginar pela descrição ou depois vir até aqui que eu levo lá a malta.
Nesse mesmo jantar fiquei a saber que aqui uma cerveja de malte é uma cerveja sem álcool!
Já não me enganam mais.
O que vale é que depois da primeira, pedi uma(s) Palm belga(s) que compensou a primeira (que não bastar ser sem álcool, tinha um sabor horrível).

O meu estimado MuVo2 que andava triste e abandonado nos últimos tempos, volta a ser meu companheiro de viagem. Agora que volto a ser utilizador dos transportes públicos, lá volto a ter os auscultadores nas orelhas e o MuVo2 a tocar os MP3. E parece mesmo um regresso ao passado, pq os MP3 que tenho são os mesmos de há uns anos.
Bem, não são bem os mesmos, que acrescentei aqui uns álbuns de música portuguesa, que é o que tenho ouvido.
Estou fora de Portugal há 2 semanas, e já pareço aquela malta de há uns anos sempre a ouvir música do seu país para matar as saudades.
Mas tenho que admitir que a ouvir Amália Hoje enquanto regressava no 172 de Amstelveen, fiquei com pele de galinha!
E a utilização da playlist que já estava no leitor, relembrou-me do quanto eu gosto desta música.

E pronto. Mais a dizer é que já tenho conta bancária aqui, já fui ver 2 apartamentos (deveriam ter sido 4 mas entalaram-me) e estou neste momento à espera de um contacto para ir ver um que pelas fotos e descrição parece-me mesmo muito bem...

No trabalho nada de especial a dizer, pelo menos por aqui, a não ser que continuo a minha integração assim nas calmas e o ambiente é muito porreiro.

And last but not least, já conheci mais compatriotas aqui localizados, sendo 2 deles lá da terriola (Sever do Vouga ou arredores) e uma terceira que trabalha no banco onde abri conta!
Não fossem os chineses e o mundo era dos Portugueses...

sexta-feira, dezembro 03, 2010

E mais um(a) ... mês, ano, emprego, cidade, país, vida

Pois é, tanta coisa no título né? É uma espécie de escolha múltipla, pode ser qualquer uma destas coisas, é a que preferirem...

Mas também acaba por ser uma escala, que reflecte o que se passou, neste mês que separa esta dissertação, da anterior.

Pode-se dizer que as pianadas e o fumo incomodaram-me tanto que acabei por arranjar um novo emprego, numa nova cidade, num novo país! Portanto, uma nova vida!
Assim que de um modo que As Dissertações do BaKano, durante o próximo ano serão uma espécie de Amsterdam Meets BaKano ou Holanda Meets BaKano, dependendo do quanto andarei a passear por este país dos moinhos e das tulipas. E dos tamancos também...

Muito haverá a dizer, aliás já há coisas curiosas a dizer, mas ainda não estou muito bem ambientado e ao contrário das experiências passadas, ainda tenho de tratar das minhas coisas, pq desta vez venho por minha conta e vou-me estabelecer por aqui.

Para esclarecer que ainda não sabe mesmo o que se passa, arranjei emprego na IBM em Amesterdão (o grande edifício da foto) e estarei aqui por 1 ano. Entretanto tenho de arranjar casa e outras coisas mais, para poder trazer o carro, e para poder andar aqui a fazer rally pela neve, pois isto está uma maravilha com máximas de -6°...
Vi nas notícias da net que existem muitas estradas por aí fechadas, mas não acredito que esteja o mesmo frio daqui. Se bem que aqui vai melhorar e deveremos ter no fim-de-semana uma máxima de 4° e mínima de apenas -1° (acredito que muitos sítios daí serão piores, se tiverem a onda de frio que julgo que têm)

Dito isto, aguardem mais novidades, que espero que saiam com regularidade.

Dou já uma dica: se vierem passear a Amesterdão, não fiquem no hotel Artemis (Dutch Design). Parece uma alternativa boa, pois nem é muito caro e tem muito bom aspecto, mas o serviço sobretudo a nível de limpeza é cá uma coisa de extraordinário, que chega a ter mais pó no quarto do que tem em minha ao fim de 2 semanas!

Até à proxima; vou ali a uma cofee shop no Red Light District.
(digo isto só para inglês ver pois ainda não vi quase nada disto)


ADENDA: Para quem quiser ver umas crónicas desta primeira semana em Amesterdão dêm uma saltada ao blog da respectiva que ela tem feito aquilo que eu fazia no País do Sol Nascente (Japão)

segunda-feira, novembro 01, 2010

Tabaco, pianadas e Maré Cheia

Isto de viver em apartamentos tem, como é óbvio, as suas desvantagens. Uma delas é as relações ou interacções com os vizinhos, que até poderia ser vantagem dependendo das relações e das vizinhas, mais especificamente os inconvenientes que os vizinhos nos possam causar.
Ora o dia de ontem, foi um dos dias em que mais pensei em morar numa moradia, ou num apartamento único de um andar superior.

Eu comprei este apartamento onde vivo em 2001, tendo vindo morar para o mesmo em 2002. Isto mais ano menos ano... Mas continuando... Tive quase sempre uma relação cordial e livre de quaisquer problemas com os restantes vizinhos. A minha vizinha da frente (2º esquerdo) é a mesma desde sempre, mas já o apartamento ao lado (2º frente) tem tido diversos ocupantes.
A dona foi (ou ainda é) uma rapariga chamada Magda que também veio morar quase ao mesmo tempo que eu; rapariga bem parecida que ainda me fez pensar numa confraternização mais profunda entre a vizinhança, mas que acabou por ir para Lisboa tendo desde então alugado o apartamento (um T1). Durante muito tempo foi ocupado por raparigas igualmente sós, que mantinham o meu interesse em "boa vizinhança" elevado, mas há uns meses foi ocupado por um casal, um pouco estranho.

Não vou entrar em grandes discussões do mesmo, mas apenas posso dizer que eles fumam em casa. Isto porque meus amigos, tem dias que é um cheiro a tabaco no meu apartamento que não se pode, mesmo!
Já tive aqui pessoas em casa que fumam, eu inclusivamente fumo ocasionalmente, mas nem quando temos fumadores cheira tanto. E a verdade é que tem dias que acordo com o cheiro a tabaco dentro do meu quarto!
Para não dizer que durante a maior parte do tempo, é um cheiro horrível no hall do andar.
No meu entender, eles fuma dentro de casa, que não tem varandas e como o apartamento é relativamente pequeno, seja em que divisão for o fumo acaba por sair para fora. Ora a minha porta é mesmo ao lado da deles. E como devem abrir a janela ou assim para arejar, acredito que entre vento que empurra o ar infestado directamente pela minha porta dentro.

Este Domingo foi do camandro. Depois de uma tarde e noite de sábado em que já cheirava imenso a tabaco mesmo usando ambientador e velas de cheiro, o dia de Domingo foi impressionante, porque para além de ter acordado ao som de pianadas vindas do apartamento de cima e que duraram umas boas 3 horas, tive que aguentar o dia todo com o cheiro a tabaco como se tivesse um fumador ao meu lado. Aliás, se tivesse um fumador dentro de casa acredito que nem cheirava tanto.
A continuar assim não ganho para velas de cheiro e ambientadores...

Ah e sobre as pianadas vindas do andar de cima. Por alguma razão de há uns tempos para cá (últimos 2 anos) que oiço cada vez mais o barulho dos vizinhos de cima. Oiço eles de noite ou de manhã na casa de banho; oiço a mulher a andar de saltos-altos; oiço cadeiras ou móveis a arrastar pelo chão; oiço barulho da criançada a correr de um lado para o outro; e oiço a malta nas festas que a vizinha (só conheço a vizinha) dá volta e meia, que é um chinfrim do camandro.
E o curioso é que essa mesma vizinha foi a única pessoa a vir uma vez bater à porta a dizer que estávamos a falar muito alto!
Quer dizer, ela e "o velho" (como assim chamamos) que não joga com o baralho todo e veio várias vezes aqui bater-me à porta a queixar-se do barulho e que tinha de ser daqui, quando eu estava sozinho no sofá a ver televisão!

Mas as pianadas de cima (coisa recente) ainda é o menos, agora o cheiro a tabaco dos últimos dias é que é insuportável, e terei de fazer alguma coisa sobre isso.
Falar com eles não me parece viável, pois para além de estranhos e hábitos estranhos, a mulher nem me respondeu "bom dia" uma vez e ontem nem me abriu a porta quando toquei para avisar que tinham deixado uma luz interior do carro acesa...
Eventualmente não querem nada comigo, porque já terão ouvido os insultos que profiro aqui em casa, nomeadamente quando chegamos e está aquele horrível odor a tabaco abafado...

Para concluir, o dia de ontem testou mesmo a minha paciência e estive perto de sair de casa em pijama e tudo para ir insultar alto e bom som os vizinhos do lado e de cima. Começar o dia com cheiro a tabaco, acordar ao som de pianadas, bah...

Só o robalo grelhado no Maré Cheia com migas e arroz do mar, regado com o verde da casa, é que nos deixou bem dispostos.

quarta-feira, outubro 27, 2010

E lá acabou a negociação

Ou a fantochada como alguns diriam (ou pensam).

Esta malta da política não me quer deixar acabar de escrever em condições sobre outros temas, dando-me muitas outras razões para pensar e falar mal.

Tal como já disse no Facebook, o meio por onde agora mais rapidamente reajo a estas coisas, mesmo que na realidade o PSD pactue com certos gastos na politica, as declarações de Catroga e as medidas de cortes que de acordo com eles foram apresentadas pelo PSD iam no caminho certo. Se o Governo acha que não há mais para cortar, então aplaudo que tenham acabado com a "fantochada" e mesmo que com desvantagens e riscos a curto prazo, que caia o Governo o mais rápido possível para que se evite a continuação duma despesa absurda que levaria ao rombo mais tarde, qd já não houvesse mais dinheiro para buscar aos contribuintes.

Algumas reacções já falam que o FMI vem aí, meter mão nisto tudo, e eu não sou contra que venham e acredito (ou espero) que possam vir introduzir alterações do fundo que nos coloquem definitivamente no bom caminho, e não apenas na ilusão que está tudo bem como em anos passados. Mas receio que as primeiras medidas que vão tomar para segurar o barco são precisamente de aumento das receitas, através de aumento de impostos, o que vai prejudicar os portugueses. E penso assim porque esse tipo de medidas é o que tem mais impacto a curto prazo e resultados garantidos. A questão é que já se devia ter andado a cortar em certas despesas há uns anos; para o Governo do Socrates tava tudo ok que até aumentaram o défice o ano passado porque queriam (palavras do próprio Socrates); agora que estamos perto da ruptura ainda pensei que os governantes lá pensassem em mudar alguma coisa de fundo que traga reais melhorias para o futuro.

Afinal parece que não, que venham os mauzões de fora...

terça-feira, outubro 19, 2010

Redução da despesa!?!?

Bem, as (más) notícias são tantas nos últimos dias que eu nem sequer tive tempo de publicar os meus restantes pensamentos sobre as portagens electronicas, se calhar por falar tanto delas no dia-a-dia com outras pessoas. Mas agora tenho que deixar umas palavras depois do que vi no Facebook da minha esposa (sim, agora é esposa).

Então diz ela que de acordo com as notícias que foi ouvindo durante a tarde de hoje (eu estou no meu computador do escritório a tratar do meu futuro emprego), o Orçamento de Estado de 2011 contempla uma verba superior à deste ano para a decoração dos ministérios!

O que é que podemos dizer a isto? Eu digo aquilo que disse lá no Facebook.

É completamente inadmissível que com um orçamento que asfixia a economia das pessoas do país, e que o próprio (des)Governo diz que é o da salvação nacional, se entre em despesas do género!
Já eu achei "caricato" para não dizer uma parvoíce, a proposta do OE de 2011 ter sido entregue em belos livros a cores com capas todas pipi e até as pen USB entregues aos jornalistas estarem todas etiquetadas com desenho próprio a cores e tudo (imagem igual à que Jaime Gama ostenta na foto acima). É só (mais) um pequeno exemplo de como se gasta dinheiro em merdas desnecessárias em tempos de (muita) contenção.

Temos de vir para a rua malta, mas também não é em greves marcadas por inter-sindicais com agendas políticas. É tempo da sociedade civil se revoltar e partir a loiça toda.

Só por causa disso vou ali à cozinha partir uns pratos...

sexta-feira, outubro 15, 2010

PSD e o Orçamento de Estado de 2011

Permitam-me uma rápida nota aqui no blog, a fazer futurologia, para tentar vos mostrar que até eu podia ser comentador político e ganhar uns cobres à custa da opinião.

De acordo com o que acabei de ouvir num noticiário da TVI24, Pedro Passos Coelho afirma que é importante que o país não fique sem Orçamento, mas que o PSD não pactua com os aumentos de impostos - Está portanto confirmado (e fica aqui guardado para a posteridade esta minha futurologia) que o PSD vai se abster na votação do OE2011, permitindo assim conciliar as 2 coisas: O PSD permite que o OE passe na AR e ao mesmo tempo como não vota a favor, mostram todos contentes que são contra.
A abstenção é uma coisa maravilhosa e serve para tudo; não percebo porque é que criticam quando os portugueses fazem a mesma coisa nas eleições...

domingo, outubro 10, 2010

Um(ns) pensamento(s) sobre as portagens nas ex-SCUT - Parte 1

Apesar de ser um assunto talvez muito debatido, e sobre o qual eu pessoalmente falo bastante quando ele aparece (devido à minha fixação pelo tema), como já estamos a menos de 1 semana no início da cobrança de portagens, vou começar agora uma série de dissertações dedicada ao tema, que serve apenas para reflexão, até porque sinceramente vos digo, depois desta sexta-feira, dia 8 de Outubro, onde supostamente iram haver grandes manifestações contra as portagens, e eu até tentei me juntar à de Aveiro, mas à hora marcada e no local marcado não havia ninguém, mas continuando depois disso já "desisti" de achar que conseguimos evitar que esta estupidez avance e tenhamos de andar até ao resto das nossas vidas a pagar para podermos circular. Mas como vão ver pelo que escreverei em seguida, eu acho que isto é só o começo e muito pior vamos ficar.

O texto que vos deixo de seguida escrevi há coisa de 1 mês, quando estava de férias, num fórum de discussão. Este texto obviamente originou algumas respostas que me trouxeram mais informação. Curiosamente não trouxe grande contestação, imagino eu porque também não há muito a contrapor ao que eu disse. Mas as tais respostas, junto com outra informação que obtive permitiu ter mais coisas para dizer (Parte 2) e depois de ter ido (e vindo) até Salamanca, até me lembrei duma medida em que mesmo pagando seria muito justo e até acho que a malta pagaria sem grande contestação permitindo ao estado encaixar dinheiro (que realmente necessita) sem prejudicar injustamente as pessoas.

Mas por enquanto aqui vai o primeiro pensamento, tal e qual escrevi no dito cujo fórum:

Ora bem malta queria apenas partilhar aqui só um pequeno pensamento no meio desta trapalhada toda que são as portagens nas SCUT.

Para além de todos os argumentos já expostos, nos quais destaco o facto de muitas SCUT (ou troços de SCUT) antes de o serem, eram IC's e IP's e passaram a chamar-se A sem que qualquer obra tenha sido feita, a falácia das alternativas (em 2006 alguém disse que fazer Aveiro-Vilar Formoso pela N16 demorava mais 30mins do que pela A25, mas viu-se o que aconteceu quando a A25 esteve fechada pelo acidente de início de Setembro, em que um troço de não mais que 12 kms que a malta faz em 15mins, demoraram perto de hora e meia a fazer devido ao trânsito), e alguns sítios, Aveiro especificamente vai ser a primeira cidade de Portugal em que se paga para entrar (excepto se considerarem zonas industriais como vias de acesso a uma cidade) e nem é preciso ser de outro concelho pois a malta de Taboeira (junto ao estádio) terá de pagar 50 cêntimos para fazer pouco mais de 1km de auto-estrada, em que quase metade é feito em 1 faixa apenas e com limite de 60 km/h, para além disso tudo esta semana fiquei a saber duma coisa ainda mais hilariante no meio disto tudo.

Tinha eu até pensado que uma forma de luta seria a malta deixar de passar nos pórticos (eu sei que dificilmente resultaria, mas pronto), resultando em que as concessionárias não iriam cobrar, não receberiam dinheiro e aquilo dava molho lá entre eles. Isto um pouco ao exemplo do que fizeram há uns anos largos num troço qualquer da A3 ou A4 para os lados do Porto quando puseram portagem e a malta fez algo do género até eles tirarem a portagem.
Mas enganei-me redondamente, porque quem cobra as portagens é a Estradas de Portugal que desta forma financia-se para pagar as rendas das concessionárias, que, vejam lá bem, ainda aumentaram com a introdução de portagens! Ou seja, se a malta deixar de andar, a Estradas de Portugal não recebe o dinheiro, mas tem de pagar na mesma a renda à concessionária. E curioso é que tem de pagar mais agora do que pagava há uns meses atrás! Não sei porque razão o têm de fazer, até porque a larga maioria das pseudo auto-estradas, sim e digo pseudo pois muitas não têm perfil disso são inclusivamente limitadas a 100 km/h (e um gajo vai pagar por isso), não receberam qualquer obra de melhoramento desde o alargamento, outras até não tem obras desde que foram feitas (o troço da A25 que faz parte da Costa de Prata está agora como estava há coisa de 20 anos quando foi construído)...

Portanto, já se está a ver o que vai acontecer. Seja por protesto, seja para poupar, a malta vai fugir das SCUT (o caso da A29 para o Porto vai deixar de ser usada para quem faz viagens mais longas porque é melhor ir pela A1 que se paga menos, a velocidade é sempre 120 e brevemente será quase sempre 3 faixas), a Estradas de Portugal vai buscar menos financiamento que o previsto, mas vai ter que pagar ainda mais às concessionárias, logo não vai haver poupança de impostos ou de despesas nenhumas.

Para além disso, tendo em conta que qualquer nova estrada que está prevista construir é uma auto-estrada concessionada (mesmo que tenha apenas 10 kms e passe por 2 ou 3 terras relativamente pequenas), está claro meus amigos que Portugal será um país de estradas urbanas e municipais, e auto-estradas a pagar, deixando de existir eixos rodoviários que fazem ligações entre pontos importantes gratuitos e fornecidos pelo estado às pessoas e empresas.
Ou seja estradas é mais um serviço que o Estado abdica de fornecer.

E já agora, para a malta da região da Grande Lisboa que eventualmente acha que isto não os afecta, eu deixa as seguintes questões:
- É ou não verdade que o IC19 neste momento tem neste momento 3 faixas de rodagem para cada lado e separador central?
- Muitas pessoas têm de pagar a CREL (A9) para fugir às bichas de trânsito nos outros IC, mas é verdade que têm os outros IC, e julgo que aos fins-de-semana e à noite, alturas de menos trânsito, possam viajar nesses mesmo IC sem pagar, certo?
- O que é achariam se daqui a uns tempitos, o IP7 (Eixo Norte-Sul), o IC19 (ambos já concessionados à Ascendi tal como as nossas SCUT), o IC20 (via rápida da Caparica que também tem perfil de auto-estrada), mudassem de nome para AXX e um gajo tivesse de pagar portagens? Mesmo sem obras?

É que este ultimo exemplo foi precisamente o que aconteceu na grande maioria das actuais SCUT que eu conheço (conheço quase todas antes e depois de serem SCUT) e nós não temos hipótese de escolher um IC ou um IP mesmo que cheio de transito para não pagar. É que esses deixaram de existir e nunca mais teremos nenhuns...

Mas queria realçar novamente o ponto principal:
Mesmo que deixemos de andar nas únicas vias principais que temos para não pagar, o estado vai continuar a ter que dar ainda mais dinheiro às concessionárias, portanto, estamos todos fodidos porque vão-nos sacar ao bolso directa ou indirectamente...

Ai Jorge Coelho que belo negócio arranjaste tu há uns anos, se calhar por isso é que agora estas a receber os frutos do teu trabalho enquanto ministro... Se calhar...

domingo, outubro 03, 2010

Merda à vista

Conseguem ver o aviso à vossa esquerda? Já certamente encontraram coisas similares, alguns com desenhos todos pipi, certo?
Pois eu digo-vos que isto é das coisas que eu menos compreendo que se peçam para fazer. Eu até consigo entender porque se pede isto; porque ao fazerem as tubagens, algum cromo meteu umas curvas apertadas ou pôs um tubo fininho, mas se há coisa que a mim me mete nojo é entrar num WC e ver merda o caixote cheio de papel borrado.

Eu sinceramente não consigo entender como é possível alguém achar que é melhor ter um caixote cheio de merda, mesmo que disfarçada em papel, à vista e ao odor de quem lá entra, do que despachar tudinho pela sanita abaixo.

Para mim, as sanitas foram feitas precisamente para levarem com tudo. Para levarem com a merda que cagamos, e o papel que usamos para limpar o rabo. Se por ventura aquilo entope é porque alguma coisa está errada.
E é giro que locais publicos ficam preocupados com uma sanita entupida, mas não ficam preocupados em ter uma caixote, muitas vezes pequeno, cheio de papel borrado, muitas vezes com o papel já pelo chão.

O curioso não é só os sítios que têm o aviso, que até o podem ter posto depois de grandes inundações merdosas após entupimento da sanita (mas que deviam ser resolvidos com obras, não caixotes do lixo). Aí até se espera que apareçam os papeis. Mas o mais curioso é a malta que mesmo sem avisos, mesmo sem entupimentos, limpam o seu rabinho e metem o papelinho agora acastanhado e perfumado, num caixote à vista de todos. Eu sei que o fazem, porque eu já tive de conviver com essa vista e odor maravilhosos em WC que usava regularmente, e pasmem-se, não entupiam mesmo depois de muita "obra" e papel metidos duma só vez.
Nestes casos, só me resta assumir que as pessoas preferem ter a merda à vista do que despacha-la convenientemente pela sanita abaixo...

PS - Este título daria para comentar o estado actual do país, mas acabou por ser mesmo um título literal :-)

quinta-feira, setembro 09, 2010

São todos inocentes...

Não podia deixar de partilhar algumas palavras e pensamentos meus sobre todo este caso. O Caso Casa Pia que tanta polémica deu, tanta agua fez correr e mais ainda irá fazer infelizmente, teve na semana passada um importante semi-desfecho. Pelo menos deu desfecho à primeira situação e trouxe uma alteração grande ao estatuto dos arguidos. Antes eles poderiam clamar inocência em alta-voz, pois existe a presunção da inocência, ou seja, eles eram inocentes até prova do contrário. Mas na semana passada ouvimos um colectivo de juízes, juízes esses que leram e analisaram tudo o que havia de provas e factos, afirmar que foi dado como provado os crimes.

É certo que agora vão começar os recursos e o mais certo é que estes marmanjos não irão muito provavelmente passar 1 semana que seja nos calabouços duma prisão (onde poderíamos esperar uma espécie de justiça popular servida através de sodomias daquilo que eles gostavam de sodomizar) , mas agora para mim a coisa mudou, porque agora posso dizer, eu daqueles que acreditava que não podia haver tanto fumo sem fogo, que a justiça os considera pedófilos!

É lógico que este tema, este caso, é polémico e eventualmente alguns que leiam o blog (se é que ainda haja quem o leia) poderão pensar o oposto de mim, e são livres de o pensar, mas eu admito que a minha cabeça já estava feita há uns tempos.
Mas é curioso mesmo o país que temos, pois eu li e ouvi pessoas a dizer que os miúdos (na altura eram miúdos) aceitavam de bom grado o dinheiro e prendas que estes pedófilos lhes davam, logo não eram forçados a nada. Pergunto-me se quem afirma isto achará então que estes gajos não deviam ser culpados do que fizeram? Se eu violar uma mulher e no final lhe deixar dinheiro, não devo ser acusado porque como paguei foi como se tivesse ido a uma prostituta?
Será que as pessoas também pensavam que estes anos de abuso continuo poderiam ser mantidos à base de violência e forçar? Ao fim de algum tempo começava a ficar claro os abusos. É lógico que esta seita de facínoras, escolhem miúdos com problemas vários e atraem-nos com promessas de bens materiais. Também muitos raptores e assassinos de crianças, atraem as mesmas com prendinhas até elas estarem em sítio vulnerável para poder depois leva-las...

Outra coisa que tenho de dizer é que toda a gente, ou melhor, não ouvi ninguém dizer que era mentira o que o Bibi disse, ou melhor, toda a gente admite os crimes do Bibi. E então o Bibi abusou durante anos de miúdos, fartou-se de levar miúdos para outros "maiorais" e afinal ninguém abusou? Mas é possível sequer um cenário desses?

E depois desde sempre achei engraçado como eles clamavam a sua inocência e no entanto os próprios actos dos seus advogados pareciam tentar abusar de esquemas e subterfúgios para que a coisa se arrastasse.
Eu não sei, mas no meu caso, se estivesse a ser acusado de um crime que eu sabia não ter cometido, o que queria era que a coisa se resolvesse o mais rápido possível, não andar anos e a atrapalhar o desenrolar do caso.
Assim como quando saísse a sentença, é certo que ficaria chocado como eles pelos vistos ficaram, mas também acho que não ia ter logo um site pronto para mandar cá para fora nas poucas horas seguintes, com toneladas de informação para tentar mostrar que afinal era inocente. Aliás, acho que isso mesmo é um indicio que eles esperariam a sentença de acusados e já estavam prontos para contra-atacar. Não me parece que seja isso o acto normal de alguém que é 100% inocente e não está a contar, como eles o afirmavam, ser acusado..

Mas numa coisa dou uma certa razão ao Carlos Cruz; ele que me recorde, disse na televisão depois da leitura do acórdão, que estava a ser acusado para proteger outros. Não tenho a mínima dúvida que o Carlos Cruz é um dos que será queimado para que outros se possam safar.
Eu afirmo mesmo, que vão (será que vão?) estes 6 presos para que centenas se possam safar!

quinta-feira, setembro 02, 2010

Não perca nos próximos dias - Grande Reabertura

Estava eu a ver os meus mails no G-Mail quando me aparece um aqui do blog. Novo comentário, dizia o e-mail. Foi então que me recordei que realmente eu tinha este blog aqui, onde durante uns tempos dizia umas bacoradas e parvoíces. Foi então que tive uma ideia (boa ou má isso ficará para segundas núpcias):
- "Vou reabrir o blog", disse eu para a Maggie que olhou para mim com ar curioso e virou-me o cu e levantou o rabo enquanto mandava um mio de mimo, a pedir festinhas...

Com tantas mudanças que têm acontecido e até quase de catadupa diga-se de passagem, será uma boa altura para voltar às escritas regulares, até porque eu gosto mesmo de escrever, e às vezes escrevo coisas de jeito.

Mas agora são quase 9:30 da noite, ou seja, quase 21:30 e tenho de ir fazer a paparoca, pois nestes dias tenho estado novamente solteiro. Ah sim, novamente porque entretanto casei-me (daí o segundas núpcias dito ali em cima)...

Enquanto isso, passem pela minha página do Picasa e vejam novos álbuns que coloquei, especificamente da viagem a Marrocos (uma espécie de Lua-de-Mel) e do casamento propriamente dito.

Ou então esperem uns segundos que vou trocar estas fotos aqui do lado direito (já andam aqui a rodar há anos) já de seguida.