sábado, junho 04, 2016

Aldrabões e indecorsos há em todo o lado


Se há uma coisa que o escândalo das emissões dos veículos automóveis nos mostrou é que que afinal aqueles povos que dizemos que são os mais sérios e fazem tudo sempre bem e correctamente são afinal os que oficialmente mais aldrabaram.
Tivemos os alemães da VW mas este ano os japoneses da Mitsubishi e depois da Suzuki admitiram também falhas e (possível) fraude.
É natural que daqui a uns tempos se descubra que toda a gente fazia a mesma coisa, uns mais que outros, mas até agora e já depois de mais investigações levadas a cabo em vários países, ainda não houve mais nenhuma acusação de fraude e até houve um construtor (a Renault) ilibado de possível fraude, para já pelo menos, depois de suspeitas que vieram a público devido a essas mesmas investigações.

Nós sendo Portugueses sempre fomos habituados a ouvir dizer que a malta mais do Sul da Europa é toda uma cambada de aldrabões, preguiçosos e sem brio. Os gajos mais do Norte é que são muito sérios e fazem sempre tudo muito bem feito.
Para quem não sai do Sul da Europa pode realmente acreditar nessa lenga-lenga. Afinal de contas os países do Norte são mais civilizados, mais ricos e têm mais qualidade de vida.
Mas isso é apenas uma simplificação das diferenças e arranjar uma causa básica: os problemas dos países do Sul é por causa das pessoas que são piores.

Mas final sempre vamos vendo destes exemplos, como os das emissões que mostram que afinal somos mais iguais do que nos querem vender.
Ali na imagem está também um juiz norueguês que jogava ao solitário durante o julgamento do Breivik, portanto muita seriedade e profissionalismo como seria de esperar...

Eu aqui já escrevi sobre um colega holandês que afirmando ser um exemplo em teoria não é na prática. Eu considero-me globalmente o melhor membro da equipa e os números confirmam isso mas sei que não sou o melhor profissional ou o mais rigoroso. Cometo erros e por vezes deixo os meus clientes à espera mais tempo do que deviam. Mas sempre que eu penso que fiz asneiras encontro logo exemplos bem piores. A minha colega dinamarquesa (que está a viver na Alemanha) muitas vezes desaparece sem avisar por onde anda; o meu colega alemão é bom tipo mas acha sempre que os clientes não cooperam e são demasiado exigentes (para além de estar sempre a pedir ajuda para quase tudo); o meu colega chino-holandês também é bom tipo mas nunca faz aquilo que lhe pedem e deve fazer a tempo e horas; o meu colega dos Camarões passa metade do tempo no Skype a falar com amigos e família e e na net a ver notícias de África; o tal holandês que já falei é capaz de ignorar um cliente por mais de 2 meses e depois nem desculpa pede nem nada...
Na realidade na minha equipa o gajo que me parece mais sério e profissional e não me lembro de alguma vez ter feito algo de errado é o espanhol da Galiza.
Um outro que também é um funcionário exemplar e até faz mais do que devia é um marroquino.

Mas não sou só eu. A Vera ainda há dias escreveu no seu blog sobre comportamentos incorrectos e nada profissionais de colegas de laboratório e são os 2 holandeses (ela confirmou quando eu perguntei a nacionalidade).
Certamente para quem já trabalhou ou trabalha com pessoas de várias nacionalidades confirma que aldrabões, mentirosos, indecorosos, preguiçosos e palermas existem por todo o lado.

É uma característica humana transversal a latitudes, longitudes, credos, raças, etnias e nacionalidades.
Existem alguns povos que têm uma percentagem maior destes exemplos, outros que enganam melhor, e outros que comportando-se mal igualmente apenas sabem-no fazer com mais arte e não parece tão mal...

Nota: Isto tudo foi apenas (mais) um pretexto para dizer que eu sou o maior!

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