quarta-feira, abril 30, 2014

É espontâneo - I

Por vezes sai-me cada resposta ou tirada tão espontânea que me surpreendo a mim próprio.
Vou tentar guardar registo das mesmas e publicando volta e meia.

Ela: Sabes o que é que podíamos experimentar?
Eu: Sexo anal?

Eu: Ela chama-se Natércia?
Ela: Não, Nazaré é a mais nova, ela chama-se Anita.
Eu: É linda de blue-jeans e blusão de cetim, Anita, Anita
Doce tormento, de cabelos ao vento, mais livre que ninguém

Eu a refilar com o computador e a dizer asneiras, e passa um colega.
Ming: What are you doing? (O que tás a fazer?)
Eu: Cursing; fuck fuck fuck, fuck fuck, fuck fuck. (Praguejar; foda-se foda-se foda-se, foda-se foda-se, foda-se foda-se.)

Na TV passa um spot ao Tonight Show com o Jimmy Fallon e eu explico à Carolina a história dos 3 talk-shows e a confusão com o Conan e até o Colbert substituir o Letterman na CBS.
Ela: Como é que tu sabes estas merdas todas?
Eu: Porque eu tenho um chip implantado no cérebro onde guardo cópias da Wikipédia, e quando ligo a net no telemóvel, pinto um dente de azul e acedo via bluetooth.

Ela: Eles são irmãos.
Eu: Ai sim!? Mas o loiro então é o irmão mais barato.

Ela: Onde é que ela vai dormir?
Eu: A nossa cama é grande, pode dormir connosco. Vocês são tão amigas que certamente não se vão chatear por causa disso.

A caminhar pela rua no Koningsdag.
Ela: Tens noção de quantas vezes já me disseste isso?
Eu com o dedo em riste e a declamar: CALAR-ME-EI A PARTIR DE AGORA. NÃO MAIS OUVIRÁS A MINHA VOZ!

domingo, abril 27, 2014

José Rentes de Carvalho

Pelos vistos na Holanda editam-se 4 escritores portugueses (presumo que traduzidos em holandês): Pessoa, Eça de Queiroz, Saramago e ... José Rentes de Carvalho. Ainda por cima Eça só é editado porque foi José Rentes de Carvalho que pediu ao seu editor (que lhe queria oferecer um presente).

Imagino que pouca gente conheça este escritor pois só há 3 anos ele começou a ser editado em Portugal, mas atrevo-me a dizer que é o escritor português vivo mais internacional.
Figura máxima da comunidade portuguesa na Holanda, este escritor já cá mora há mais de 50 anos, tendo chegado quase por acidente.
É bastante conhecido na Holanda por ter escrito um livro sobre o país e os holandeses que já foi citado pela família real e pelo actual primeiro-ministro, "Com os holandeses".
Admito que é o único livro que tenho dele e que comprei porque me disseram que era óptimo para se conhecer melhor este país e esta gente.
Curiosamente não gostei muito. O modo como ele salta entre temas e cronologias confunde um pouco, uma vez que o livro não é um romance, e não consegui rever na minha experiência o que ele retrata. É normal, o livro foi escrito há mais de 40 anos, e tal como o Portugal e os portugueses de hoje mudaram bastante, também a Holanda e os holandeses (apesar de certos comportamentos culturais manterem-se).

Mas isso não me impede de querer ler a última obra editada em Portugal, "A Flor e a Foice" sobre o 25 de Abril de 1974, mas escrita logo em 1975 (e mais uma vez a demorar quase 40 anos para ser editado no país de origem).
A propósito da edição deste livro, Rentes de Carvalho deu uma entrevista ao jornal Sol, que é muito interessante e onde ele relata episódios caricatos, como o ser condecorado por Mário Soares por ter ouvido falar dele pela Rainha Beatrix, ou Jorge Sampaio e Jaime Gama ficarem admirados da Rainha o conhecer pessoalmente.
Leiam que vale a pena: http://sol.sapo.pt/inicio/Cultura/Interior.aspx?content_id=104315

sexta-feira, abril 25, 2014

40 anos depois

É hábito escrever umas palavras a 25 de Abril. Fiz em anos anteriores e muitos outros escrevem coisas bonitas.
Este ano vou deixar apenas uma pergunta no ar.

Como é que em 40 anos passamos disto:

Para isto?

Já alguém imaginou uma revolução ser iniciada ao som do "uauaué, uaué"?

quinta-feira, abril 24, 2014

Ainda há muita água para correr debaixo da ponte

Há várias semanas que já não escrevo nada sobe a situação da Ucrânia. Nem no blog nem pelas outras redes sociais (Facebook, Twitter) isto apesar de ter havido evoluções.
Volta e meia dou comigo a pensar "mas afinal o que aconteceu?" pois apesar da anexação da Crimeia ser um fait accompli, muitas perguntas ficaram no ar, e para as quais não encontrei facilmente uma resposta. O que aconteceu aos soldados da Ucrânia que lá estavam estacionados e aos navios da Marinha? Houve êxodo, que chegou a ser anunciado, de população não-russa para fora da Crimeia? Com a mudança de direcção, os pagamentos continuam a ser feitos vindo agora o dinheiro de Moscovo? Anda tudo feliz e contente e ficaram logo todos mais ricos e a ganhar mais uma vez que são russos agora?

Só que entretanto a atenção foi desviada da Crimeia para as regiões de Donestk e Luhansk onde o cenário da Geórgia (2008) e da Crimeia se repete. Milícias pro-russas, oficialmente de locais mas equipadas de igual como as forças da Crimeia, ocupam edifícios chave e as regiões pedem autonomia, ou mesmo a secessão da Ucrânia.
Desta vez Kiev tentou evitar o mesmo desenlace e, correndo o risco de dar justificação à Rússia de intervir em larga escala e oficialmente, lançou operações, inteligentemente denominadas anti-terroristas, para retomar o controlo.
Mas esta acção mostrou que Kiev é impotente nesta matéria. Apesar de a maioria dos militares parecerem obedecer às ordens e terem realmente se deslocado para a região, os mesmos não querem, e com razão, agir contra civis, que (ainda) são seus compatriotas. Muitos não querem também combater os russos que vêm como "primos" e amigos, para não dizer que têm receio de o fazer, pois os russos têm claramente mais e melhores meios.

Mas todo o cenário chega a roçar o ridículo. Grande parte das forças para-militares em acção têm equipamento similar e agem da mesma forma que na Crimeia. Não são simples forças populares, pois são muito profissionais e tacticamente disciplinados. No entanto desta vez o Kremlin foi mais esperto e não enviou os veículos com matrículas militares russas. Os soldados, que para mim são russos sem qualquer dúvida, andam a pé. Ou então usam equipamento ucraniano, das forças que foram enviadas para os expulsar! A muita publicitada tomada de 6 blindados ucranianos pelas forças para-militares no leste da Ucrânia é outra palhaçada. Não é mentira, pois Kiev confirmou, mas também não se sabe o que realmente aconteceu. Os soldados ucranianos desertaram? Foram emboscados e renderam-se (parece ser esta a versão oficial de Kiev)? Foram todos mortos pelas forças especiais (não-)Russas?
E porque é que a forças para-militares, que são oficialmente locais lá das terras, entram por um teatro na vez da sede do município, pois confundem os edifícios? Será porque vêm todos das aldeias e conhecem mal a cidade, ou essas "aldeias" de onde eles vêm são bases militares do outro lado da fronteira?

Enfim, é uma situação caricata, cheia de situações insólitas de parte a parte. Mas isto não vai ter solução simples. Apesar de continuar a crer que a Rússia vai perder bastante com isto tudo, tal como já se tem visto a nível económico, e as sanções directas do ocidente são apenas uma brincadeira de crianças, Putin tem ganho claramente no terreno. A táctica de desestabilização funciona às mil maravilhas e estão perto de obter o que querem, que uma acção de Kiev resulte na morte de alguns cidadãos russos, justificando uma invasão em força do leste (pelo menos) da Ucrânia. Kiev não consegue agir devido aos muitos problemas que afectam o país (divisões internas, falta de dinheiro, múltiplos interesses contraditórios, os fascistas que realmente estão no activo apesar de ainda estar longe de mandarem na Ucrânia). E a Europa e ocidente (sobretudo os EUA) apenas vão mandando recados. A China deve estar a assistir isto esfregando as mãos pois só tem a ganhar, tanto a nível económico como a nível geo-político.

Queria terminar só com uma questão que faço tantas vezes e para a qual também não encontro resposta. Muita gente diz que a Europa não pode fazer nada porque está dependente do gás russo. Não é só uma questão de gás, é toda uma panóplia de relações comerciais pois a Europa é o maior parceiro de negócios da Rússia, mas de longe. Só que existem 2 lados dessa moeda. Se a Europa não recebe os produtos (e dinheiro) se quebrar os negócios, também a Rússia não receberá dinheiro (nem produtos) vindos da Europa! E quem é que aguenta mais essa quebra brutal de trocas comerciais? Eu acho que a desvalorização do rublo e fuga de capitais da Rússia que se tem assistido respondem a essa questão...

terça-feira, abril 22, 2014

Nem de propósito

Há 5 dias atrás falei sobre custos de produção, focando-me na parte dos custos da energia e como isso tem um impacto negativo na economia, para além do impacto no bolso das famílias. Escrevi eu que apesar de apenas encontrar referências mais gerais nesse sentido no memorando da troika, que me lembrava que os parceiros internacionais já tinham falado diversas vezes que era preciso baixar esses custos.

Nem de propósito, o relatório do FMI sobre a 11a revisão do programa de ajuda a Portugal fala mesmo nisso duma forma bem mais clara:
Product market rigidities. Despite past reforms, evidence suggests that excessive rents in the non-tradable sector, particularly network industries, continue to weigh on input prices for the tradable sector. For example, guaranteed returns in the electricity sector irrespective of demand conditions generate upward pressure on electricity prices.

E ainda:
Electricity. The government has already taken significant measures in order to facilitate the elimination of tariff debt by 2020. However, to achieve this objective, annual real electricity-price increases of some 1.9 percent will still be necessary. The authorities are developing specific additional measures to reduce costs and further reduce rents in the electricity sector, hence limiting future price increases, to be presented by the time of the twelfth review (end-April structural benchmark).

 Certamente os outros relatórios anteriores falam da mesma coisa, mas admito que esta é a primeira vez que me dediquei a ler um dos relatórios do FMI, que são aliás bem interessantes e falam de (muitas) mais coisas que aquelas focadas pelos media...

segunda-feira, abril 21, 2014

Trabalho pesado

Tem alturas que acontece. Ou porque participamos numa grande comesaina, ou porque estamos uns dias sem fazer, mas ficamos com os intestinos tão cheios que quando vamos evacuar, fazemos aquilo que alguns, como eu, designam por A Real Cagada.
E cagamos tanto que sentimos um alívio enorme e ficamos até com um buraco na barriga,

Admito que nessas alturas, quando faço uma real cagada, sinto curiosidade em saber quantos quilos de merda evacuei. Uma vez, depois duma grande almoçarada, cheguei mesmo a pesar-me antes e depois do acto, e era gajo para jurar que fiquei quase 2 quilos mais leve. Mas pode ter sido do vinho que me confundiu os sentidos.

De qualquer forma a ciência pode sempre esclarecer estas questões essenciais.
De acordo com vários estudos, ou pelo alguns que encontrei na net, em média um adulto defeca por dia quase 480 gramas. Os estudos mostram que os homens cagam mais que as mulheres, e quanto mais pesados e mais velhos também se caga mais.
Mas e no meu caso em particular, quando faço a real cagada, que é claramente bem maior que o normal quanto pesará?
Outros estudos da Internet mostram que um homem adulto da minha idade pesa em média 81 quilos. Portanto jogando nas médias, 81 quilos resultam numa cagada normal de 480 gramas. Eu como tenho mais ou menos 114 quilos, que são 40,5% a mais da média, cagarei 674,5 gramas por cagada normal.
Como a Real Cagada está entre o dobro e o triplo duma normal, serão qualquer coisa como 1,7Kg.

Portanto, com a ajuda da ciência e umas contas de merceeiro, concluo que a minha típica afirmação após uma real cagada, que estou 2 kg mais leve não é de todo exagerada e poderá mesmo corresponder à verdade pois nunca se pode subestimar a minha capacidade em fazer merda...

sábado, abril 19, 2014

Almoço de Páscoa

Bem, comecei a escrever isto na Sexta, depois meti-me no paleio com o meu irmão que veio aqui passar a Páscoa ca gente e agora já é Sábado.
Aqui não foi feriado, trabalhou-se na Sexta mas como muita gente já não vem ao escritório às Sextas, foi na Quinta que o departamento decidiu fazer o almoço de Páscoa, oferta dos managers...

Chamar almoço é uma coisa curiosa, pois basta abrir aqui a foto da esquerda para ver o tipo de comida. Croissants, pão (mas de forma), ovos cozidos, um bolo qualquer que presumo seja tradicional aqui da época, muitas "saladas", algumas que nós chamamos de paté (ou pasta), alguma proteína sob a forma de salsicha e fiambre, e claro queixo.
Estas fotos não são minhas, foram tiradas por quem organizou e falta a parte dos bebes, mas essa era composta por uns jarros de sumo e leite.
Muito fraquinho para um almoço, mas é o que havia e eu não me importei de petiscar. Mas como começou às 11:30 e no departamento a maioria da malta é estrangeira, as pessoas depressa renomearam de almoço para brunch.
Assim por alturas em que o e-mail com as fotos foi enviado, o título já realmente dizia "Easter Brunch"...

Já agora deixo-vos 2 desafios, chamados "Identifica o Holandês":



quinta-feira, abril 17, 2014

Baixar custos de produção

Ler o infame Memorando de Entendimento, de 17 de Maio de 2011, não é muito complicado e até fácil de perceber, pois agora até já temos a versão traduzida em Português e são apenas 35 páginas. Mas no meu entendimento nem tem muitas medidas concretas, tem mais é linhas de orientação.
Mas um problema é que este Memorando não é o único e existem muitos outros para além deste, pois associados temos 2 outros, o das políticas económicas e financeiras e o memorando técnico; e a cada revisão sai um novo conjunto de memorandos (baseados no original mas com novos textos).

Portanto fica difícil saber realmente se os políticos, do Governo mas não só, têm (tecnicamente) razão ou mentem descaradamente quando dizem que certa medida tem de se fazer porque está no memorando. Para mim, e julgo que para a maioria dos Portugueses, quando se diz O Memorando, pensamos no original, mas os políticos sabem jogar com as palavras e podem estar a falar de um dos outros 32 que foram publicados até agora.

Mas queria falar agora sobre os custos na energia. E no memorando original, e sendo repetido o mesmo texto ou novo relacionado a cada revisão, estão traçadas algumas medidas a tomar no sector energético, nomeadamente o avançar para um verdadeiro mercado liberalizado, limitar os sobrecustos associados à produção de electricidade e evitar tomar medidas que tenham consequências negativas nos preços da energia. Tentei pesquisar sem sucesso por notícias que confirmem a minha ideia que por estas alturas e durante pelo menos 2012, foi bastante falado até por elementos da troika a necessidade de baixar os custos da energia, fundamental para permitir reduzir os custos de produção, que não estão apenas dependentes dos custos laborais (que andam muito pelas bocas do povo agora).
Tentei também pesquisar pelos outros 32 memorandos publicado até agora (10 revisões com 3 cada uma, mais os 2 de anexo de Maio de 2011) se havia mais detalhes sobre isto mas ao fim de algumas pesquisas a encontrar quase sempre os mesmos textos (porque as medidas não são implementadas e têm portanto de ser adiadas) desisti.
De qualquer forma, continuo com a ideia que existiu pelo menos em determinado momento indicações claras de que o preço da energia em Portugal deveria descer (como aconteceu por exemplo em Espanha).

É que como referi antes, os preços da energia não pesam só na conta das famílias portuguesas. Pesam sobretudo nas contas da economia, pois a factura energética é uma das despesas operacionais, assim como os gastos em telecomunicações, transportes, coisas assim, tudo custos que em Portugal são mais caros que na maioria da Europa. Mas como isto tudo é considerado OPEX (Operational Expense) onde entra também o custo laboral (as despesas com o pessoal) fica tudo diluído no mesmo pote. Isto também justifica o porquê do discurso constante de reduzir os custos laborais. Não é só um problema da Troika ou Governantes. Existe a ideia, demasiado simplista no meu entender, em termos de gestão e finanças empresariais, que OPEX é mau e tem de ser sempre reduzido (por oposto a CAPEX, Capital Expenditure, que pode aumentar porque não tem mal nenhum). Como a fatia maior da OPEX é os salários e é o único que as empresas podem controlar quase na totalidade, fala-se sempre disto. Mas todas as despesas com infra-estrutura, onde eu incluo a energia, são também OPEX.

E aqui é que assistimos uma coisa curiosa. Em termos salariais, o valor médio de Portugal é na ordem dos 50% da média europeia, portanto seguindo a ideia geral que os custos laborais é que interessam, em Portugal custaria metade produzir algo do que na média Europeia. Mas a verdade é que não assistimos a isso, precisamente porque a OPEX engloba mais do que os custos laborais. E neste caso, apesar das indicações de diversas entidades internacionais, e contrário aos objectivos das gestões empresariais, os custos de energia em Portugal continuam a aumentar.
O gás natural por exemplo, aumentou 19% desde que a troika chegou. Não encontrei valores concretos, mas a electricidade também aumentou com um aumento na casa dos 6% no preço por kW/H e certamente aumento no preço da potência contratada também. Os gajos do Bloco dizem que os custos de energia para os portugueses (e empresas deve ser igual) aumentou 30% desde 2011!
E o curioso é que estamos a falar de preços definidos pela ERSE, portanto não é aumentos como os dos produtos petrolíferos, sempre ao sabor dos mercados (e como é habito sempre a subir também pois tudo serve para fazer subir o preço dos combustíveis, até quando o preço do barril baixa).

Este aqui é um dos casos em que o Estado (Governo) demora a tomar medidas que curiosamente até estão previstas no(s) memorando(s). É curioso que eles gostam de usar a troika como a responsável por certas medidas más, servindo por isso de escapatória. Também se usam factores externos, como a crise da dívida europeia, as agências de rating, e por aí fora, para se justificar o mau estado das contas.
Mas quando toca a fazer alterações sérias, que entram em conflito com interesses de muita gente, e muita gente dos 3 partidos do chamado bloco central tem interesses neste sector, aí nem se fala em orientações da troika, nem no memorando. Isso é esquecido ou posto de parte, mesmo apesar das 10 revisões que já se fizeram...

terça-feira, abril 15, 2014

Corte caseiro

Depois de vários anos na indecisão se comprava ou não, lá me decidi e comprei mesmo. Um aparador de cabelo ou de pêlos, depois de ver uma promoção num folheto do MediaMarkt. Não comprei lá, quer dizer comprei, mas nunca mais enviavam o produto (apesar de nas condições dizerem que enviavam no dia seguinte) portanto cancelei e comprei noutra loja (mesmo uns euritos mais caro).
É um espectáculo, tem 5 cabeças de corte diferente e vários pentes. Serve para aparar e estilizar barba, bigode, pêlos do nariz e das orelhas, as sobrancelhas e a nuca. Tem até uma cabeça para aparar (e com diferentes "alturas") os pêlos do corpo, e julgo que servirá também para aparar os pêlos da gaita e dos tomates, quiçá mesmo os do cu também!

Mas uma coisa o aparador não faz. Não corta o cabelo. Mas, como seria de esperar, foi para isso mesmo que o comprei e foi para isso mesmo que o usei! Aliás não fazia sentido ter aqueles pentes todos e não aparar o cabelo. E digo-vos, ficou que foi um espectáculo. Grande parte do mérito vai para a Carolina que acabou por fazer de cabeleireira e usar ela o aparador, pois eu estava com algumas dificuldades em saber como cortar a parte não visível. O único problema é que não sendo feito para aparar cabelo, a cabeça é mais pequena e demora um pouco mais, mas com os acessórios todos que tem, o resultado final é o mesmo.
E não vai haver grandes riscos de "abusar" da máquina pois agora tendo, posso aparar, ou ela pode aparar-me, o cabelo muito mais vezes, cortando pouco de cada vez.

Agora só me falta descobrir como usar para os efeitos que foi concebido...

quinta-feira, abril 10, 2014

Todos os dias é dia de algo

Navegando pelo Facebook hoje, comecei a ver publicações referentes ao Dia do Irmão. Admito que era coisa que desconhecia e fiquei a pensar se era mais um movimento cibernético ou na realidade existe um Dia Internacional designado por alguma entidade tipo ONU ou assim como existem tantos outros.

Fui investigar e comecei por encontrar logo no Ask.com uma resposta que é celebrado no último Sábado de Março. E havia uma referência ao site brotherandsisterday.com e tudo.

Mas a data não coincide! Como podem estar tantas pessoas no Facebook enganadas? Será que para os portugueses isto é outro dia?
Continuei a investigar...

O cute calendar fala do mesmo dia com o mesmo nome, diz que é celebrado internacionalmente, mas é apenas a 2 de Maio de 2014, ou seja, falam ainda 22 dias!
Mau, assim não pode ser. Um site diz que já foi, outro diz que falta. E a malta do Facebook continua enganada? Hummm...

Toca a ir ver o que diz a my beloved Wikipédia. E aqui está a prova que faltava! Afinal no dia 10 de Abril celebra-se mesmo nos States o Sibling Day, que traduzido dá no Dia do Irmão.
Curiosamente tanto este como o Brother & Sister Day foram criados há poucos anos e por mulheres para homenagear os irmãos que morreram.
Mas uma coisa parece-me clara. Dia 10 de Abril é dia nacional do irmão nos States. Portanto a malta não norte-americana celebrar no Facebook parece-me um pouco precipitado.

E resta saber quando é que é realmente o Dia Internacional. Tem de existir porque todos os dias é dia de alguma coisa.
Tentei encontrar rapidamente mas não me apareceu logo, mas haverá certamente também o Dia Internacional da Merda e o Dia Internacional do Esgalhanço do Pessegueiro. Este último, tal como o Dia do Irmão, pelo menos já existe nos States...

Oportunismo, o denominador comum

Não serei certamente o primeiro a dizer isto pois já muita gente iluminada há muito terá chegado à mesma conclusão mas acreditem em mim quando digo que o que vou escrever aqui é 100% fruto da minha capacidade dissertiva e uma conclusão a que cheguei por mim mesmo.

Um dos maiores representantes da extrema-direita, ou fascismo, é o Partido Nazi de Adolf Hitler. O termo Nazi surge do seu nome Nationalsozialistische, ou seja Nacional-Socialista e ainda tinha o título de trabalhista no nome também. À primeira vista até parecia ser um partido de esquerdo e por isso chegou a ser considerado no início um partido "irmão" do Comunismo Soviético de Estaline.
Na verdade Hitler achava que o seu partido abrangia todas as classes e servia todas as ideologias e quando estava preso criticava de igual modo a esquerda e a direita. Foi muito influenciado por um dos indiscutíveis pais do Fascismo, Mussolini, por isso não se pode dizer que os Nazis eram socialistas.

Mas na verdade muitos daqueles que mais tarde se revelam verdadeiros fascistas ora flutuam entre a extrema-direita, com noções nacionalistas, promessas de combate ao crime e xenofobismo, ora entre ideias extremistas socialistas (esquerda) como o garantir apoio a todos os cidadãos (mas só os que merecem), proteger os pobres, garantir trabalho para todos, etc...
Curiosamente os partidos comunistas (os que seguiram ou ainda seguem as antigas ideias Soviéticas) partilham quase os mesmos ideias, como um forte fervor nacionalista (como no caso do PCP que é basicamente anti-europeu) e também são xenófobos sem o admitir (basta olhar para o caso da Rússia Soviética e como trataram as minorias, sobretudo no tempo do Estaline).
Ambos os sistemas são pela sua própria ideologia totalitários, sem grande "amor" pela liberdade sobretudo de opinião.
Existe uma grande diferença que se comprova pela história: o comunismo destrói a economia, o fascismo destrói a educação. Ambos destroem a sociedade excepto quem pertença à maquina do partido.

Mas se são 2 ideologias opostas como podem ser 2 lados da mesma moeda? Porque na realidade partilham o mesmo sistema: o oportunismo.
Jogam com o medo das pessoas, prometem segurança,trabalho e bem estar para todos.
Quando a vida corre bem à maioria das pessoas, eles passam despercebidos e ninguém lhes liga mas quando a vida está dura, o discurso começa a soar bem.

Para mim está mais que provado e confirmado que os 2 sistemas falham redondamente e já nem deviam ter lugar na sociedade de hoje.
A questão é que ainda têm pois aparecem disfarçados de outra coisa.
Os comunistas transfiguraram-se em ecologistas e humanistas (já existem poucos Partidos Comunistas por essa Europa fora) que defendem os fracos e oprimidos e combatem os "novos fascistas" que eles consideram serem os neo-liberais que querem subjugar a sociedade a uma ditadura da economia.
Os fascistas admito que ainda não sei que novos nomes usam, mas muitos continuam a usar termos como Liberdade e Nova Democracia e nem todos assumem o Nacionalismo no seu título. Na verdade os fascistas transfiguram-se em diversas coisas defendendo a moral e os bons costumes, mas têm ganho cada vez mais expressão conforme na Europa de hoje são notórias as falhas de ideias de esquerda teoricamente bons, mas que resultam numa má aplicação.
Mas mesmo com novas caras, os 2 sistemas mantêm os mesmos hábitos e comportamentos de antes. Sabem apontar muito bem os problemas, arranjam sempre culpados externos (outros países, o sistema capitalista, os imigrantes) e poucas ou nenhumas vezes conseguem propor soluções.

Termino com uma reflexão. Se vivemos numa sociedade democrata e livre, devemos permitir que existem partidos fascistas e comunistas. Julgo no entanto que em muitos países europeus o fascismo é ilegal (daí eles usarem outros nomes). Compreendo porquê. Apesar de vivermos numa sociedade livre não se pode permitir que hajam grupos que defendam o fim da liberalidade porque esse é até um crime contra a humanidade. Mas não consigo perceber como é que o comunismo, sobretudo o marxismo-leninismo, nunca foi igualmente proibido. Como se vê pela história, sempre que um Partido Comunista chegou ao poder (sem ser por coligação), acabou com a liberdade e criou um regime totalitário.

sexta-feira, abril 04, 2014

Quem sai aos seus não degenera

Não é toda a gente (e ainda bem), mas muitas pessoas dizem que o meu puto está está cada vez mais parecido comigo. Já li mesmo um comentário a uma foto, que ele está uma cópia minha. Não me chateia, isso é sempre bom de ouvir ou ler, porque é uma confirmação que seremos mesmo os pais. Não que eu precisasse mas há sempre quem gosta de picar a dizer que só a mãe é que não se tem dúvidas, o pai é naquela..

Mas o melhor de tudo é ouvir constantemente, para mim é mais ler, que ele está muito lindo. Eu também acho mas eu sou suspeito. Mas de qualquer maneira, se ele está uma cópia minha e é muito lindo, isso quer dizer que eu também sou muito lindo. Então mas porque é que a mim ninguém diz que sou lindo? Está mal!

Mas isto de ter um bebé, e muito lindo por sinal, é óptimo. Ainda a Carolina estava no início do gravidez e eu já via o potencial futuro de ter um filho. Uma pessoa vai a um evento com muito gaijedo, a mulher vai fazer umas coisitas, tipo falar com os amigos e tal, e eu fico uns tempos sozinhos com o miúdo. As gajas vão chegando e falando, porque um bebé lindo é um chick magnet (um íman para gajas) e a maioria das raparigas gostam de ir ver e fazer festas.
Elas: Ah e tal ele é tão giro, que fofo!
Eu: Se quiseres faço-te um igual.

segunda-feira, março 31, 2014

Ao invés do bom, celebramos o mau

)
É assim um bocado na vida, mas sobretudo no desporto, sendo o futebol a maior evidência deste comportamento.

Muito mais que celebrar as vitórias ou as coisas boas, as pessoas celebram as derrotas (dos adversários) e os infortúnios. Até quando se celebra coisas boas (golos da nossa equipa) reagimos de forma má, eu falo por mim também, pois a atitude do puto aqui da foto (que deve ser holandês tanto pelo aspecto como pela camisola do Feyenoord) é muito normal. Admito que quando estou estusiasmado a ver um jogo e existe um golo da minha equipa uma das reacções é insultar o adversário normalmente com um manguito acompanhado com um "mama aí oh puta! Toma, cabrão!".
É estúpido mas é a minha reacção inconsciente, oriunda talvez de estar habituado a este tipo de comportamentos desde novo.

Mas se estes insulto e negativismo são coisas do momento, e explicado em parte pelo próprio comportamento humano, já me custa mais a entender as reacções tomadas mais tarde, já quando os jogos acabaram e o ser humano normal já se (deveria ao menos) desligou.
E agora com as redes sociais notamos isto facilmente: as pessoas adoram comentar e celebrar a derrota do adversário, atirando muitas vezes sal para a ferida.

Por ser benfiquista, notei mais depressa que havia imensos comentários por adeptos de outros clubes sobre jogos do SLB. E quando o SLB era beneficiado ou perdia pontos, então era uma festa. E por curiosidade abria as páginas das pessoas mais interventivas e via que nem sequer tinham comentado o jogo do seu próprio clube! Fazia-me impressão, e ainda faz.
E da mesma forma, faz-me impressão ver benfiquistas "perderem" tempo a fazerem vários comentários sobre as derrotas do FCP e do SCP. Sobetudo quando festejam as desgraças desses clubes.
Obviamente que os desaires dos adversários são motivo de contentamento, pois significam que o nosso clube ganhou vantagem (ou não perdeu), e que uma pessoa a ver o jogo se ria e festeja tudo bem, mas acho desnecessário vir publicamente demonstrar isso.
Atenção que eu não quero dizer que um adepto de futebol não pode falar do que lhe apetecer. Pode sim, comentar jogos e lances e tudo o mais. E tem direito a demonstrar a sua opinião. Só que me custa um pouco a aceitar quando as opiniões limitam-se a insultar os adversários, celebrar as derrotas dos mesmos e fazer-se queixa generalizada da arbitragem ou corrupção.
Porque são apenas comentários negativos sobre a coisa.

Existe uma razão para escrever isto hoje. O FCP perdeu ontem e ficou a 15 pontos do 1° lugar quando existem apenas 15 pontos disponíveis até ao final do campeonato. E vi pelo Facebook vários comentários de benfiquistas a "gozarem" com a derrota do clube. Do mesmo modo que me causava comichão os portistas a "gozarem" com as derrotas do SLB, isto também me causou.
Acompanhei o resultado do jogo e vi, e com algum contentamento, que o FCP tinha perdido, mas não vou andar para aí a bater palmas até porque tenho amigos portistas e é, para mim, uma falta de respeito para com a possível tristeza/descontentamento deles.

Noutros tempos era capaz, e às vezes apetecia-me ir mandar a umas bocas aqueles que também mandam bocas na situação inversa, mas isso são reacções de canalha, e apesar de por vezes ainda parecer uma criança, já é mais que tempo de reagir como um adulto crescido e ser superior a essas mesquinhices...

domingo, março 30, 2014

Fim da relação

Foram perto de 18 anos. Não sei se chegou a fazer mesmo os 18 porque estamos em Março e eu só tenho a certeza de já estar comprometido em 1996. Falo do meu primeiro telemóvel. Mais importante que o telemóvel (quantos já foram desde essa altura!) é o número, ainda na altura 936. Portanto não posso realmente dizer que mantive sempre o mesmo número estes anos todos, porque o 3 desapareceu e passou a ser obrigatório a certa altura marcar sempre os 9 algarismos. mas os últimos 7, aqueles que definiam o meu número foram sempre os mesmos.

Mas ao fim deste tempo todo acabei com esta relação. Depois de no final de 2013 ter deixado de ser cliente da EDP, agora deixei de ser cliente da PT. Mas sempre fui cliente da PT estes anos todos porque era da TMN. Eles quiseram-me fazer cliente do(a) MEO, até me chegaram a dizer por telefone "você é cliente MEO há tantos anos", mas tal como respondi à moça, eu nunca fui cliente MEO, fui por muitos anos cliente TMN.
E o terem mudado de marca não foi o que me fez sair, mas admito ter ficado um pouco chateado com a mudança. Certo que MEO é agora sinónimo de tecnologia, é a aposta total da PT pois junta todos os serviços, e tem os Gato Fedorento a fazer publicidade.
Só que acabaram com uma marca histórica, e que foi a primeira operadora em todo o mundo a lançar um serviço pré-pago (mais uma inovação portuguesa na área dos serviços de pagamentos).
E sinceramente eu nunca fui atraído para ser cliente MEO e só apreciava mesmo o facto de me permitir baixar os preços e melhorar os serviços na TV-Cabo, agora ZON, por causa da ameaça da mudança.

Há 4 dias atrás quando recebi a SMS que a portabilidade do número tinha sido efectuada e guardei o SIM da TMN (que nunca mais usarei) até me senti um pouco comovido. Foram muitos anos sempre na mesma operadora, deixa marcas. Eles mudaram o nome por uns meses, mas para mim ainda era TMN. Agora estou noutra e não acredito que diga um (anterior slogan) "até já". Fiquei-me pelo último: "vamos lá" mudar...

sexta-feira, março 28, 2014

Embaraçados com as pensões

Então os membros do Governo estão chateados porque saíram notícias a falar sobre cortes permanentes nas pensões para substituir a CES, que pelo próprio nome, era uma medida Extraordinária.
Coitadinhos, têm mesmo razão para ficarem embaraçados. É mais uma prova que não existe seriedade, honestidade nem coragem para fazer o que é necessário. Ao invés de se reformar o sistema de pensões, continua-se a ir pelo caminho de se cortar apenas. A CES vai-se transformar na CPS. E do mesmo modo volta-se a assumir que quem ganha mais de €1000 euros é rico, pois será a partir daí que haverá cortes. Isto até se aperceberem que a nível de salários cortaram acima de €650 e mais uma vez corta-se mais em quem trabalha do quem já trabalhou... Ou não...

Eu já defendo há muitos anos uma grande alteração no sistema de cálculo das reformas. Mas há quem sempre diga que mexer nas reformas é atacar uma classe desfavorecida e desprotegida. Que precisam para ajudar os filhos e netos (que pagam elevados impostos em parte para manter as reformas actuais). Que os reformados têm direito à sua reforma porque descontaram para ela. E em linha com o anterior, que os reformados são credores do Estado e a reforma é apenas o receber do empréstimo (descontos) que fizeram quando trabalhavam!

Isso é tudo muito lindo fosse verdade. Na verdade a nossa Segurança Social não funciona como um vulgar Fundo de Pensões em que a nossa contribuição é colocada de parte a capitalizar e depois quando nos reformamos vamos recebê-la. Poderia ser assim, é verdade, mas aí as pessoas iriam notar que não receberiam tanto como com as actuais regras.
Na verdade a SS é um sistema solidário de transferência inter-gerações em que o que é descontado hoje serve para pagar as pensões de quem está reformado hoje. Não existe capitalização dos descontos porque são imediatamente entregues aos actuais reformados.
E foram decididas regras de cálculo das reformas para as quais se sabia que os descontos não eram suficientes. Mas funcionava porque na altura havia poucos reformados e muitos contribuintes, assim como descontava-se 45 anos e só se recebia reforma uns 15 (o que permitia que a reforma fosse 3x superior aos descontos sem o sistema entrar em falência). Mas de há uns anos para cá existem cada vez mais reformados, e com o aumento da esperança média de vida, estão muitos mais anos a receber. E como as pessoas começam a trabalhar (com descontos) cada vez mais tarde estamos numa situação em que financia-se a SS durante menos anos, mas recebe-se dela mais. Isto é insustentável digam o que disserem!

E ainda pior quando temos casos como a Assunção Esteves. Ela, que não é caso único, consegue ser um exemplo para várias coisas erradas com as regras das pensões (algumas corrigidas entretanto).
Trabalhou mais ou menos 10 anos (pois só concluiu a carreira académica em 1989), reformou-se aos 42 (em 1998) e está este tempo todo a receber uma reforma que agora é de €7255! Admito que me custa a entender como chegou a este valor, porque quando se reformou (como na notícia abaixo) "só" tinha uma reforma de pouco mais de €2300 (em escudos na altura):

Mas aqui temos um caso de alguém que descontou menos de uma dúzia de anos, e depois estará pelo menos 50 anos (ela está bem estimada, chega claramente aos 90) a receber. Mas alguém pode dizer que ela descontou na sua curta carreira contributiva dinheiro para receber os mais de €7000? Nem para receber os €2300 quanto mais...

E a Assunção Esteves não é caso único. Muitas outras pessoas beneficiaram das regras que lhes permitiram aferir uma pensão de valor equivalente (alguns casos superior até) ao seu salário, quando o desconto desse salário seria sempre na ordem dos 34%. Eu conheço pessoalmente várias pessoas que recebem actualmente de reforma mais do que alguma vez ganharam por mês quando trabalhavam. E estão para durar uns largos anos, tal como a Assunção Esteves...

Se eu ganhasse uma média de 1000 euros mensais durante 30 anos, descontaria por mês na ordem dos €345 euros para SS (que serve para tudo não é só reforma). Se me quisesse reformar com 80% do meu salário, €800, os meus descontos dariam só para 13 anos. Se o dinheiro fosse colocado num fundo de pensões, a render juros a uma taxa média de 5%, então daria para receber 80% do meu anterior vencimento durante 30 anos também.
Isto se a SS funcionasse como uma vulgar fundo de pensões, mas não funciona até porque a TSU serve para pagar todos os apoios sociais, não é só para as reformas.
Mas nenhum sistema do mundo permite que se receba mais durante mais anos, a não ser que se consiga taxas de juro elevadas, mas essas nunca são garantidas e pode-se mesmo perder dinheiro em certos anos.

Com tudo isto quero dizer que os governantes têm de sentir embaraçados sim. Embaraçados porque não conseguem mais uma vez alterar um sistema que é deficitário e insustentável pelas actuais regras mas ao invés de se reformar esse sistema com novas regras e novos métodos, apenas usa-se um corte em cima do que já existe. Não é nenhuma medida estrutural nem sequer é a mais justa, mas é a única que estes gajos sabem implementar...

quarta-feira, março 26, 2014

Não DE mesmo

O meu amigo Cravo, que anda sempre em cima do acontecimento, reparou que tenho andado numa fase de estupidez, pois classifico muita coisa, e gente também, de estúpida. Ele mostrou-me que existem mais razões para os comportamentos para além da estupidez. Ele tem razão, nem toda a gente ou atitude é estúpida; a pessoa pode ter a cabeça cheia de merda ou ser completamente marada dos cornos. E sem dúvida nenhuma que existe quem corresponda aos 3 "atributos"...

Mas fica-me difícil evitar que o termo estúpido venha-me à mente, sobretudo quando tento seguir as notícias através de órgãos de comunicação social. Há uns tempos nem sei bem quando, decidi seguir a página do Diário Económico no Facebook. O porquê deste jornal nem sei bem, acho que na altura gostava das notícias que abordavam um pouco de tudo sobretudo de um prisma económico que eu acho sempre interessante. Ao seguir no FB recebia as notificações na minha página inicial.
De há uns tempos para cá, comecei a ver mais coisas e então entornou-se o caldo.

Por alguma razão o DE publica a mesma notícia, por vezes com título ligeiramente diferente e outra imagem associada, diversas vezes por dia. Começa a parecer spam. Depois é uma consistência editorial fantástica, pois tão depressa diz que Wall Street está a sofrer com a situação da Rússia e Crimeia para logo a seguir dizer que Wall Street está em alta. Ainda sobre a Rússia, ora o rublo está a cair, ora momentos a seguir está em máximos históricos.
Mas ainda conseguem ser pior que isto, ao colocarem certas notícias de cariz claramente económico e parecerem um qualquer pasquim que limita-se a referir as coisas por alto e até a lançar sugestões quando já existem dados em concreto.

Tenho dois exemplos em que tive de comentar.
Primeiro uma peça intitulada O perigoso fenómeno dos novos pobres que fazendo jus ao título é muito pobre. Aborda o assunto por alto, apresenta uma ou outra teoria mas nada de números estatísticos nem explicar o que se considera limiar da pobreza dentro da UE e mesmo OCDE pois com esses números e comparando com os rendimentos declarados, ver-se-ia que Portugal sempre teve uma enorme fatia de população no limiar da pobreza.
Depois outra, Uma execução suportada pelos contribuintes, uma das muitas que publicaram sobre últimos dados de execução orçamenta, em que mais uma vez lançam suposições, sendo para mim a mais "brilhante" é esta: pode ainda ser por uma retoma de consumo! Quer dizer, isto é um jornal económico e lançam esta teoria quando os dados recolhidos do INE mostram que o consumo privado das famílias tem aumentado? Não existe a possibilidade de uma retoma de consumo, isso é uma realidade, daí as receitas do IVA terem aumentado!
E dizem-se estes gajos jornalistas...

Eu bem que posso tentar não usar o termo estúpido, mas não dá mesmo. Mas posso sempre dizer neste caso que são burros e malandros...

PS - Para não me "chatear" sozinho, vou ter de deixar de seguir a página do DE para não ver tanta idiotice partilhada n vezes...

segunda-feira, março 24, 2014

Segunda-feira agitada

Nos próprios Países Baixos não se param as coisas pelo Rei (antes Rainha) apesar de gostarem da família real, mas existe uma realeza mais importante, que curiosamente vem de uma República e que se chama Presidente dos Estados Unidos. Aí quando ele chega num sítio tudo para e tudo é diferente.
Museus fechados, pessoas obrigadas a sair e tirar os carros da sua própria rua, helicópteros (não é um, foram vários, no mínimo 8) a aterrar em plena Museumplein, enfim... Até o espaço aéreo no aeroporto de Schiphol ficou interdito para Sua Excelência passar.
A A4, autoestrada que vai de Amesterdão a Haia (e depois para Roterdão) estava cortada ao transito e tudo.

Tudo isso fez com que o inicio da manhã fosse diferente. Começou logo por ver um Citröen C3 de matrícula portuguesa estacionado no parque da IBM, mas na zona VIP (o mais perto do edifício e que dizem que é só para estacionamento de curta duração). Depois foi mais de 1 hora a aturar um gajo de Singapura que insistia que o produto não o deixa trabalhar, quando ele o está usar de maneira errada.
Entretanto lá começaram o desfilo de esquadrões de UH60 Blackhawk, o tipo de helicóptero usado nestas coisas. Deu-me logo vontade de subir ao telhado (o que é fácil pois estou praticamente no ultimo andar) com um RPG e fazer um remake do Black Hawk Down, mas não consegui uma aberta ... nem tinha nenhum RPG!
Ao menos posso dizer que o Obama já passou a uns 500 metros de mim (sorte a dele já viram?).

Depois foi o aperceber que tinha saído no jornal e logo a encher uma página completa do Diário de Aveiro:
Posso dizer que não foi esta a primeira vez que apareci no jornal, e já tinha também falado aqui no blog aquando da outra vez.
O título é uma das minhas frases à maneira, daquelas mesmo inteligentes que resultam em títulos porreiros, tal como "Ui que cena gay!".

Ao almoço chateei-me com um gajo por causa da situação da Crimeia porque veio com aquele paleio estragado, muito habitual aliás na sociedade, de que as pessoas culpam a Rússia mas a culpa é do Ocidente, e eu esta não podia deixar passar. Isso fez-me lembrar que já há bastante tempo que não faço previsões para esta situação. Bem, já deixou de ser tema quente, né? Ainda para mais que a Crimeia é fait accompli para Moscovo que agora prepara-se para avançar até à Transnístria (ou Trans-Dniestr). Se não sabem onde ou o que é, vejam na Wikipédia.

E entretanto lá apareceu, ou melhor, julga-se que já se sabe onde caiu o Boeing 777-200 do voo MH370. Parece quase uma spin-off do Lost (o avião também era um 777-200) onde o avião desaparece, depois aparece mais tarde noutro sítio e vai-se a ver os passageiros andam a viajar entre décadas diferentes conforme a Ilha salta no tempo e espaço...
Outra teoria que tenho, uma vez que haviam russos naquele avião, é que eles durante o tempo que andaram desaparecidos terão feito um referendo para ingressarem na Federação Russa, mas antes de serem anexados acabou-se o combustível porque os aviões ainda não andam a gás natural da Gazprom...

Entretanto fico a saber que um gajo lá da equipa vai cus porcos e é por essa razão que estão a tentar convencer um gajo (que pelos vistos é muito bom tecnicamente) a regressar. E eu que andava a ficar preocupado com o regresso desse gajo que iria dificultar os meus planos de world domination (ao estilo Putin). Pelo menos terei a vantagem dele ser um gajo que se caga para o processo e a empresa está agora "pior" nesse sentido do que quando ele cá esteve. E ainda para mais agora que já consegui controlar certas coisas de gestão, como por exemplo organizar o calendário, o que me vai permitir aprovar o meu próprio pedido de férias...

domingo, março 23, 2014

As pessoas são estupidas

Eu sei que tenho a mania que sou inteligente. Neste caso não vou ser modesto, eu sei que o sou e já tive durante a minha vida imensas provas disso mesmo. E para alem do mais costumo ter facilidade em discutir sobre quase tudo pois consigo entender a maioria dos assuntos rapidamente e tenho imensa facilidade em encontrar fontes de informação válidas (então agora com a net é uma maravilha, mas é preciso saber filtrar o lixo), e consigo reter muita coisa de assuntos variados.

Acredito plenamente que em conversas, sobretudo com pessoas que me conhecem pouco, darei a imagem de ser arrogante, convencido e outras adjectivos similares que significam basicamente "um mete-nojo".

E portanto vai sair muito mal o que vou dizer a seguir, pois vou ser completamente honesto cagando no chamado "politicamente correcto":
Ao longo dos dias, vendo diversas situações, tendo várias discussões em pessoa ou cibernéticas, chego à conclusão que muitas pessoas, bem mais do que deveria ser normal, nos tempos recentes agem de maneira estúpida. E cada vez mais!
Mas é curioso que muitas vezes não é por não terem inteligência, é porque decidem ser malandras e consumir a propaganda que lhes é metida debaixo dos olhos sem sequer reflectir ou pensar nas coisas.

Vê-se isso conforme as pessoas reagem à actualidade e como de repente uma pessoa segue a tendência de criticar fulano e logo a seguir como a tendência muda, já se critica sicrano.
Partilha-se todo o tipo de noticias e opiniões, as vezes copia-se o que se vê noutro sitio, porque agora toda a gente tem uma opinião formada sobre tudo, mas nem se apercebem que o que dizem são barbaridades.
As pessoas abdicam de ler, pensar, estudar e formar a sua própria opinião. Ainda para mais na era da informação as pessoas apenas caem na propaganda que soa melhor, seja dos media, dos "textos bonitos" que abundam nas redes sociais, ou a propaganda populista de muitos partidos políticos.

Para mim é claro que muitas pessoas apenas lêem títulos e cabeçalhos de notícias, acreditam no diz-que-disse, e limitam-se a usar a sua percepção do estado das coisas para atingir as suas conclusões. E como disse atrás, abdicam de ver, analisar, reflectir e criticar (não no sentido de falar mal) e finalmente entender.

Só isto explica que veja pessoas cheias de razão a dizer que 24 mil milhões é mais que 90 mil milhões:
Só isto explica que veja no Facebook alguém indignado por ter comprado uma coisa nos States e ter sido obrigado a pagar custos alfandegários;
Só isto explica que as pessoas constantemente digam que tudo é mau (saúde, crime, economia) mas quando se pergunta da sua própria experiência digam que nunca tiveram problemas até à data;
Só isto explica como podem pessoas de bicicleta jogarem-se para a frente de um tram que vem depressa, porque nesta cidade toda a gente diz que as bicicletas é que têm prioridade;
Só isto explica que pessoas que trabalham comigo há (muitos) mais anos que eu, continuam a repetir os mesmos erros e a fazer as mesmas perguntas de sempre;
Só isto explica porque quando alguém na net recebe o site de um local público de encontro com morada e detalhes, pergunte "mas como é que se vai para lá?";
Só isto explica que um gajo que ande sempre a dizer que é o que mais trabalha, consegue incutir essa ideia nos outros, chegando-se ao cúmulo do chefe, a mostrar estatísticas que provam o oposto, dizer "como vêm ele é o que trabalha mais";
Só isto explica que tu digas uma coisa e logo a seguir vem alguém que diz "não" mas repete precisamente aquilo que acabaste de dizer;
Mas nada disto explica que as pessoas deixem sacos do lixo no passeio ao lado de um contentor que está cheio, mas com um contentor vazio 10 metros ao lado.

E quanto mais vou vendo estes tipo de comportamento, este agir de forma estúpida, acabo por pensar cada vez mais para mim: as pessoas estão (são) estúpidas!

sábado, março 22, 2014

Não me chateies que eu aprendo bem sozinho

Para quem ainda não sabe eu sou um gajo que prefere fazer as coisas por mim mesmo. Ao estilo desta imagem ao lado com o lugar comum bonitinho, eu acredito que temos de errar e bater com os cornos na parede para apreender realmente a fazer as coisas e bem, e assim chegarmos ao sucesso profissional e pessoal e coisas assim.

Apesar de gostar de trabalhar em equipa sempre fui individualista nesse ponto, do querer a todo o custo saber fazer as coisas sozinho e sem pedir muitas ajudas. Agora lembrei-me duma frase dita por um colega meu bem mais velho e uns anos mais tarde: "tu sempre foste um caso curioso porque tu nunca fazias perguntas, não tinhas dúvidas".

Aqui no meu novo trabalho acontece o mesmo, tendo já tido os meus colegas seniores dizerem-me que eu não lhes pergunta coisas repetidas e nem costumo ocupar muito do tempo deles.

Faz parte desta minha vontade de querer fazer por mim para aprender a faze-lo da melhor maneira que me convém. E faço isto em muitas coisas, até quando vim para aqui apesar de fazer perguntas e aceitar ajuda, acabo por fazer as coisas à minha maneira.

Voltando ao trabalho, apesar de alguns dos seniores já me tratarem como semelhante e até recorrerem à minha ajuda de vez em quando, ainda existe lá um que não me parece considerar da mesma forma.
Ainda por cima é um dos mestres dos procedimentos, nomeadamente o que seguimos agora que são as 13 Melhores Práticas, para as quais ele contribui imenso.
Primeiro sempre que recorria à sua ajuda num caso ou noutro parecia que ele complicava mais do que ajudava, fazendo quase sempre duvidar de mim mesmo. Depois ele foi meu coach durante um ano, onde novamente me fazia duvidar, não parecia aceitar os meus argumentos e pretendia que eu mudasse a minha forma de trabalhar.
No entanto eu sempre fui relutante a acatar os conselhos dele, sobretudo porque duvidava do real valor dos mesmos e acima de tudo, ao ver as estatísticas que servem para avaliar o nosso trabalho, ele sempre foi dos piores em quase todas. A cada trimestre que passava eu ficava mais confiante e mais convencido que não precisava de fazer o que ele me dizia porque só tinha a perder. Tendo recorrido cada vez menos à sua ajuda e agora nem lhe faço perguntas nenhumas a não ser se for estritamente necessário (e felizmente arranjaram-me um outro coach com a qual posso conversar).

Hoje tive a prova que o meu pressentimento era o correcto, pois tive de tomar conta de casos dele devido à sua ausencia (e de muitos outros colegas também).
Constatei que ele não faz praticamente nada daquilo que advoga nas Melhores Práticas. Além do mais, como é fraquinho tecnicamente, faz perder muito tempo ao cliente com perguntas de relevo muito discutível. Mas o pior mesmo é não seguir os próprios processos que tenta impor aos outros.
Portanto ele a mim tentava que eu mudasse a forma de trabalhar porque é boa mas longe de ser a melhor, mas ele, tal como as estatísticas mostravam, trabalha pior e nem seugue as próprias regras que criou.
Um verdadeiro caso do "faz o que te digo e não olhes para o que eu faço".
Depois não admira que os clientes lhe dêem fraca pontuação nos questionários de satisfação.

Existem pessoas melhores que eu, das quais aceito conselhos e guardo as dicas, mesmo que no final faça da minha maneira (como desrevi em cima), mas a este gajo não reconheço autoridade, capacidade e agora nem moral para vir mandar bitaites da maneira como eu trabalho.
Mesmo a fazer errado e a partir pedra até aprender, agora não tenho dúvidas que trabalho bem melhor e muito mais em prol do cliente, que ele.

Exerci o meu dever cívico

Ao fim de quase 3 anos e 4 meses fiz neste meu novo país uma das coisas que pretendo continuar a fazer sempre: votar em eleições.
Sou um acérrimo defensor do direito, ou dever, de voto, pois é a única forma que temos de manter a democracia, por si já cheia de defeitos, a funcionar o melhor possível.
E acredito sempre que o nosso voto pode fazer a diferença, mesmo que se ache que vá tudo dar ao mesmo.

Ora aqui na Holanda um cidadão da UE registado pode votar imediatamente para as eleições municipais onde reside. Os outros estrangeiros têm de esperar 5 anos, mas os da UE não e acho que está muito bem.
Tal como já mencionei noutro dia, recebi em casa uma carta com 2 coisas chamadas stempas, que traduzido dá em passe de voto. Ora portanto o eleitor não precisa de se recensear, ao estar registado num município está automaticamente recenseado no mesmo. Mas é necessário usar o stempas para poder votar, pois ele é que é a prova que estamos autorizados para votar.
Para estas eleições recebemos 2, um para a Gemeente (Câmara) e outro para o Stadsdeel (Freguesia).

O curioso é que com o stempas podemos ir votar onde bem quisermos. Para a Gemeente pode ser em qualquer assembleia de voto na cidade, mas para o Stadsdeel tem de ser num local dentro do próprio.
E também podemos delegar o voto noutra pessoa, ao assinarmos o stempas e especificarmos quem vai votar por nós.

Quando fui ver no mapa reparei que existiam imensos locais de voto espalhados pela cidade. Tinha um aqui mesmo no edifício ao lado, a 200 metros ou assim. Julgo que isso é assim para facilitar uma vez que o dia das eleições é sempre a uma quarta-feira daquilo que me disseram os meus colegas. Por essa razão é que os locais de voto abrem das 7:30 até às 21:00.
E aqui vota-se com um lápis vermelho e não se faz cruz. Enche-se um circulo que corresponda ao nosso voto, daí o símbolo das eleições ser precisamente o lápis vermelho.
Dizia um colega meu ontem ao almoço que o lápis vermelho é o melhor método para impedir falcatruas...

Como já tinha dito, já sabia o partido em que iria votar, mas não contava ter um boletim de voto do tamanho de um lençol!



É que aqui na Holanda existe um conceito de eleição directa. Para além de escolhermos o partido, escolhemos também quem queremos que tenha assento na assembleia desse partido. Por isso os boletins trazem as listas completas dos partidos e podemos escolher qualquer um dos candidatos.
No mesmo voto dizemos que partido queremos (portanto a percentagem dos votos totais) mais o nosso candidato escolhido dentro do partido.
Imaginando que um partido recebe votos para eleger 4 deputados municipais, os 4 mais votados da lista desse partido são os que irão ocupar o cargo, e não os 4 primeiros da lista ou os 4 que o partido decida eleger entretanto.

Eu fiquei um bocado confundido; tinha-me preparado para o partido mas agora escolher quem? Acabei por seguir uma regra, a primeira gaja que aparecesse na lista para o partido em questão, porque gosto de gajas.
Se as gajas que escolhi chegaram a ser eleitas ou não, não sei, mas o meu voto contribuiu para acabar com 66 anos de domínio do partido PvdA (Socialistas) em Amesterdão, chegando agora ao poder os sociais-liberais do centro (pois não são esquerda nem direita) do D66.
Eu portanto estou do lado dos vencedores...