segunda-feira, abril 30, 2012

BaKano en de Koningin


Pois como já tinha dito ontem, hoje foi a grande festa aqui da terra das tulipas, o Koninginnedag (Dia da Rainha) onde se festeja oficialmente o aniversário da mesma, apesar dela ter nascido em Janeiro. Mas como em Janeiro não faz bom tempo, a Rainha Beatrix manteve a data da sua mãe, a Rainha Juliana, para que as pessoas pudessem vir para a rua festejar como senão houvesse amanhã, ou então fazerem do país um gigantesco vrijmarkt (feira da ladra).

O ano passado foi num Sábado, só que eu estava de cama (entre a cama e o sofá) doente com gripe e não tinha muitas forças para ir festejar (ou ver as modas). Este ano tive de trabalhar, porque temos de garantir "serviços mínimos" no nosso departamento.
No entanto estava decidido a participar dalguma maneira.

Começou de manhã ao cumprir com a regra de vestir laranja, mesmo estando fechado em casa. Na hora de almoço fomos fazer uma compra rápida. Não numa das muitas feiras ladras que existem pelas ruas fora, apesar de as termos visto, mas ao Ikea (what else?) comprar umas Billy a 1/3 do preço.
E como tinha turno até às 18:00, e depois ainda fechar as coisas e tal, só deu para sair de casa pouco antes das 18:30, rumo ao centro para tentar ver qualquer coisita.
No entanto eu tinha um plano, talvez um pouco imprudente tendo em conta o dia, mas que eu achei que funcionaria: pegar no carro e ir até onde não podia ir mais, estacionar onde desse e ter sorte em experimentar um pouquinho do que é este dia.

Funcionou em pleno. Com os transportes a ir por percursos diferentes do normal e com a maioria dos foliantes já mais para lá do que para cá, chegamos bem perto do centro e tentando a minha sorte, estaciono mesmo ao lado da Leidseplein. E a cereja no topo do bolo é que hoje o estacionamento em Amesterdão é gratuito.
Foi mais rápido e mais barato do que se fosse de transporte público e fiquei mais perto da acção.

Sobre a festa, já vimos o rescaldo, mas ainda muita gente na loucura. Alguns barcos também ainda andavam com musica aos berros e malta a abanar o capacete.
Uma espécie de cortejo de Queima das Fitas, mas sem cortejo e com toda uma cidade a participar por todo o lado. É mais ou menos assim o cenário com que nos deparamos.
Fica-se com uma enorme vontade de aproveitar o próximo em pleno.

Dentro de algum tempo (pouco ou muito não sei ao certo) podereis ver aqui ao lado o álbum das (poucas) fotografias que tirei nesta hora e pouco que andamos na rua...

domingo, abril 29, 2012

Rei Pinto

Amanhã festeja-se aqui nos Países Baixos o Dia da Rainha (Koninginnedag) que é a maior festa aqui do burgo e arredores, toda a gente sai à rua vestida numa cor (laranja) e festejam o que bem entenderem.

No Porto, e um pouco por todo o país digo eu, já se começou a festejar o Rei Pinto, que também é um bocado parecido com a festa daqui, pois a malta sai à rua vestida numa cor (azul e branco) e festejam um pouco à semelhança dos holandeses ;-)

Parabéns ao FC Porto pelo 26º título de campeão nacional. Admito que estava a contar que podia ir até à ultima e o Porto vencer com 1 ponto de vantagem, mas o Benfica nem teve capacidade para isso.

E o Porto vence a 2 jornadas do fim com um Vítor Pereira a treinador, muito criticado pelo menos na primeira metade do campeonato e que parecia não ter o nível necessário para uma equipa com o pedigree do Porto. Acho que muita gente não acreditaria ser possível (eu um deles durante uns tempos) mas foi!
Mas não tenho a certeza que ele fique. Mas já tem um título no currículo (tantos quanto o JJ) e isso ninguém lhe tira.

Agora é só ver como fica "oficialmente", ver quem ganha a Taça e esperar pelo Euro 2012.

quinta-feira, abril 26, 2012

Método Holandês VS Método Português

Agora que "A Crise" também chegou aqui, o Governo caiu e discute-se medidas de austeridade, a malta já começa a falar de exemplos de dinheiro mal gasto.
Então queixava-se uma colega que aqui haviam vários exemplos de maus gastos com as estradas, como no caso onde ela vive onde não construiram correctamente uma e todos os anos fazem obras de reparação mas nunca o fazem bem (obrigando a voltar no ano a seguir).

Ora eu disse que mais valia então usar o método português: Nunca acabas realmente uma estrada, mas também nunca fazes obras porque os carros podem passar por isso serve! Assim gastas menos dinheiro em tudo.

Dito isto, fiquei a pensar que apesar de não se acabar nem reparar as coisas, o Método Português deve sair mais caro aos contribuintes que o Método Holandès, certamente...

quarta-feira, abril 25, 2012

25 de Abril, Sempre!


Qualquer que seja a ideologia, qualquer que seja a educação, qualquer que seja a origem ou o sítio onde estamos, este é e será sempre O Dia da Liberdade para todos os portugueses recordar e celebrar (mesmo que sem grandes manifestações públicas).
Lembro-me de há uns anos estar muito em voga este dizer (ver mais abaixo), mas continua a fazer todo o sentido e a aplicar-se aos dias de hoje e certamente ao futuro. Faz certamente mais sentido do que o saudosismo de uma determinada pessoa e regresso a esses tempos (que eu não experienciei por mim mesmo):

O que precisamos é de mais 25 de Abril!

terça-feira, abril 24, 2012

Flatulências

Tinha algumas dúvidas de como titular esta dissertação, mas decidi ir com a definição médica deste fenómeno tão comum em todos os animais, mas que nós os humanos podemos transformar em verdadeiros fenómenos.
Diz-nos a Porto Editora que a Medicina define flatulência como "expulsão mais ou menos ruidosa de gases acumulados nos intestinos pelo ânus". Ou seja, estou a falar de peidos (que o meu corrector com Acordo Ortográfico diz ser uma palavra incorrecta!).

A inspiração para este tema pode-se dizer que vem do dia-a-dia pois um gajo peida-se a toda a hora e instante, por assim dizer, mas admito que hoje tive mais vontade de escrever pois de manhã no elevador um gajo bufou-se alto e bom som.
É sempre constrangedor o peido público não é? Para alguns mais desenvergonhados as tantas é como outra coisa qualquer e não estão minimamente preocupados, mas julgo que a maioria das pessoas tem alguma vergonha deste acto.

Eu por mim sou fã do fenómeno. Tem alturas que sabe tão bem, mas mesmo tão bem que parece que um gajo tem um orgasmo. Já ouvi alguém dizer, na primeira pessoa, que tinha tido orgasmos a beber café ou mesmo a cagar, mas a peidar não tenho a certeza!
O que acho que curioso no peido, é que existe tipos pré-definidos para o mesmo, desde os nomes que descrevem a intensidade, como os que descrevem a circunstância.
Curioso também é a definição da palavra pela mesma Porto Editora: "ventosidade, ruidosa ou não, expelida pelo ânus".
Que máximo, se há coisa que eu nunca me lembraria de chamar a um peido era ventosidade!

O peido é um dos actos renegados do ser humano. Passado muitas vezes para segundo ou terceiro plano a malta tende a esquecer a sua importância. Até mesmo como facto de divertimento. Quando não estamos presos pelas regras da sociedade, toda a gente se diverte com os seus ou os peidos dos outros. Quem nunca se meteu debaixo dos lençóis depois de um peido mais inesperado para sentir o seu odor?
Admito que não é das coisas mais favoritas, mas curiosamente com os peidos aplica-se o provérbio "Os filhos nunca cheiram mal aos pais". Quando por acaso um peidos que damos até para nós é insuportável, imagino como será para os outros que o sentem.
Tem peidos que deveriam ser considerados uma arma química de destruição maciça, se bem que às vezes tem o efeito desejado, de fazer dispersas a malta que nos rodeia.
E quando se reprime os peidos, costuma-se sofrer bastante, e depois custa solta-los, sendo necessário diversas técnicas especiais, diferentes de pessoa para pessoa.

Não neguem o poder que advém do peido, e como diz a imagem, peide feliz!

Confuso, não?

Ora bem, por causa de eu ter estado no Japão, arranjo um negócio de venda de um autocarro usado em Portugal para ir para os Camarões. Isto, estando na Holanda e a falar em francês com um camaronês que tem passaporte britânico, que depois telefonou para Portugal a falar em inglês.
Confuso não?

Tudo tem uma explicação. O irmão do meu colega camaronês quer comprar 1 ou 2 mini-bus (de aproximadamente 20 lugares) usados para iniciar um negócio lá em África. Eles queria comprar um modelo Toyota por causa da fama dos mesmos, mas o que eles procuram é fabricado no Japão e China e não se vende normalmente na Europa. Ele sabia que eu tinha estado no Japão e veio-me perguntar se tinha conhecidos para ajudar a procurar. Isto fez-me lembrar que a Salvador Caetano fabrica mini-buses com chassis e motor Toyota e depois duma pesquisa lá lhe mostrei o modelo da Caetano é que é "igual" ao tal Toyota que eles procuravam. Segunda pesquisa por usados e encontro um à venda, o gajo fica todo entusiasmado com o preço e liga logo para o vendedor, uma empresa de venda de veículos de trabalho usados. E ficou felicíssimo e muito entusiasmado com o possível negocio.

E tudo veio de eu ter falado sobre o Japão durante um almoço...

sexta-feira, abril 20, 2012

A Múmia no museu

Davido ao choque da exibição erótica-pornográfica da Oude Kerk, nem sequer me lembrei de comentar outro fenómeno que vi no mesmo num outro museu.

Ao reflectir sobre 2 coisas fico a pensar se estamos a assistir a toques de ironia dos Holandeses, se é derivado ao curioso sentido de humor destes gajos, ou se simplesmente uma pequena estupidez sem muito sentido.

Dos quadros já falei, falta falar do outro fenómeno. Ora bem esse está no Allard Pierson Museum, que é o Museu de Arqueologia da Universidade de Amesterdão, mais especificamente na exposição dedicada ao Egipto. Lá pelo meio da desorganizada e confusa visita, havia um grande cartaz do filme A Múmia, tal como este da imagem.
Eu tenho de dizer que para mim parece um bocado ridículo numa exposição histórica de um museu, fazer-se referência a ficção cinematográfica que ainda por cima não tem ponta de rigor histórico!
Pode ser só de mim, mas eu acho que associar uma exposição sobre o Antigo Egipto ao filme A Múmia, tem ares de piada de mal gosto.
É aquilo que na internet se chama de um FAIL!

segunda-feira, abril 16, 2012

À volta da velha igreja

Sempre que passo por aqueles lados, e não vou esclarecer se é muitas vezes ou poucas, o mesmo pensamento vem-me à ideia. Julgo mesmo que partilho em voz alta este pensamento com a pessoas que me acompanha.

É curioso como o Red Light District, a prostituição, surgiu à volta da Oude Kerk (Velha Igreja) que é a mais velha igreja paroquial de Amesterdão. É que as vitrines das meninas estão mesmo ao lado da Igreja. Não estão todas lá, mas as primeiras montras que aparecem aos visitantes que vêm da Dam (talvez o sentido por onde vêm mais pessoas) estão logo ali ao lado e literalmente à volta da Igreja.

Ainda mais curioso é que a Oude Kerk ainda é lugar dalgumas celebrações e eventos famosos como a entrega dos prémios do World Press Photo!
Neste domingo passado fomos visitar o interior da Oude Kerk e lá dentro estava a cereja no topo do bolo: uma exposição de quadros onde a pornografia reinava!

Pensando melhor, isto é do mais simbólico que pode existir; a prova viva de que o profano e o sagrado andam de mão dada, ou ainda melhor, o pecado mora mesmo ao lado!

Pelos vistos as autoridades ao fim destes anos todos lá acharam que situação era um bocado estranha, o sexo e as drogas à porta de um dos mais antigos símbolos religiosos da cidade, e existe o plano de retirar toda a prostituição e cofeeshops da zona em redor, para substituir por restaurantes, lojas e ateliers de arte. Se bem que esse plano já data de 2007 e para já poucas mudanças são visíveis.

No entanto presumo que arte de teor menos sagrado como quadros pornográficos possam continuar a ser exibidos no interior da velha igreja.

quinta-feira, janeiro 26, 2012

De vez em quando acontece

Estava eu aqui sentado ao computador a trabalhar a pensar nos dias tristes que temos tido, cinzentos, enublados, molhados e olho para Oeste, o meu lado esquerdo que é também a direcção de Schiphol e vejo uma bola laranja a tocar o chão entre 2 edificios mais altos de Schiphol. Incrível como o sol decidiu aparecer mesmo no final depois de todo o dia (e os anteriores também) escondido.
Que bela imagem me proporcionou e aos colegas com quem partilhei o momento.
Agora já se foi, foi mesmo só aparecer no momento do pôr-de-sol. Ainda se vê uma cor rosada por trás de Schiphol mas tudo está cinzento e triste em todo os outros lados.
Não tenho imagem para este post. Ou tirava uma foto do momento, ou usar uma qualquer imagem parecida sacada da net seria insuficiente.
De vez em quando estes momentos de rara beleza acontecem e eu assisto e ao contrário de outras pessoas não saco logo do telemóvel para os registar, ficando apenas a contemplar em interna satisfação...

quarta-feira, janeiro 11, 2012

Eu Chupo

É o que diz a Rosinha, que pelos vistos admite sem pudor que chupa. Certamente ela estaria a responder ao comportamento de uma certa pessoa durante uma noite da Semana do Enterro em Aveiro que andava pela Praça do Peixe com o respectivo órgão de fora a dizer "Elas não chupam".
Não, essa pessoa não fui eu mas fiquei a conhecer esta estória por quem viu em pessoalmente (ou assim me venderam) e nunca mais esqueci tal feito (assim como outros da mesma noite e pessoa).

Voltando à Rosinha, na primeira semana de 2012 de viagem para o extremo sul de Portugal Continental, ali para os lados de Salvaterra de Magos deparei-me com esta preciosidade. A Rosinha não me era desconhecida pois já tinha tido outro trabalho antes igualmente com título sugestivo. Eu até pensava que este era o tal que tinha visto da primeira vez, mas não, este foi o trabalho dela de 2010. O tal que tinha ouvido falar antes era o "Eu levo no pacote" de 2009. E pelos vistos em 2011 deveria ter saído outra obra prima, de seu nome "Quem põe a minhoca (sou eu)".
Pelos vistos e olhando para a falta de datas e locais no site oficial da artista para espectáculos, a coisa não tem corrido muito bem para a Rosinha e ela não deve ter posto a minhoca muitas vezes por aí...

E custa-me a crer como isso acontece. Quer dizer eu nem sei como é a música dela (se bem que imagino) mas eu teria muito interesse em ir ver a Rosinha cantar (e tocar) temas tão sugestivos como "O gato lambe-me a passarinha", "Ele faz-me vir", Sempre a levar com ele" ou "Passa o dia a encavar". Estes são os nomes mais sugestivos da parte de trás do CD que vi enquanto bebia um cafézito na estação de serviço.

Espero que a Rosinha não fique em publico e não tenha de passar das palavras aos actos. Bem, se ela passar já se sabe que ela chupa ... falta saber se engole

sexta-feira, dezembro 30, 2011

Para a passagem de ano

Aconselho a jogarem este jogo com um grupo misto de rapazes e raparigas.
Será certamente uma passagem de ano em cheio, isto se aguentarem até à mesma:


FELIZ ANO NOVO!!!

terça-feira, dezembro 27, 2011

Short story I

Já era noite e ele num movimento mais decisivo tirou-a para fora num ápice que até soou um estalo. E assim ficou firme e hirta, inclinada para cima. Durante uns instantes nada se passou até que o líquido espumoso começou a subir e jorrou.
"Mete no cu, mete no cu!" berrou ela, mas já era tarde e o líquido escorria para cima da toalha, tudo manchando.
A assembleia especou por momentos, com alguma surpresa para o que se tinha passado e como ele tinha feito tal coisa ali no meio de todos. Depois caíram todos em riso com a reacção dela.

E assim se manchou uma toalha de mesa, verteu-se parte duma garrafa de espumante tinto e alguém gritou uma frase mítica que ficará para os anais da história deste grupo.

sexta-feira, dezembro 23, 2011

FELIZ NATAL

Ainda falta um dia para a noite de consoada que é o momento de excelencia para a reunião de familia e amigos. No entanto é hoje que vou deixar a minha mensagem para estes dias que se seguem:

FELIZ NATAL
MERRY CHRISTMAS
GELUKKIG KERSTFEEST


terça-feira, dezembro 20, 2011

Muito ocupado

Vim para Portugal e fiquei logo muito ocupado.
Assuntos a tratar, família e amigos a visitar, jantares e festas a comparecer. É a vida de um recém-emigrante que já tinha uma vida feita num sítio e abalou para outro.

De modos que quem "sofre" é estas coisas da net, blogs, twiters e Facebooks...
Não tenho tempo para essas coisas, sobretudo porque as uso mais para manter uma conexão com as pessoas que deixei. A verdade é que também deixei algumas pessoas noutros sítios, mas como quase toda a gente vai para as suas terras, ninguém quer realmente saber das minhas desventuras...

E agora vou tratar de mais umas coisas, a primeira delas tratar da constipação que apanhei, pois como seria de esperar, depois de um ano por terras mais a norte, venho para este inverno e fico logo doente...

quinta-feira, dezembro 08, 2011

Rumo ao sul


Voltei a Portugal. Não foi para Portugal, porque continuarei na Holanda quiçá muitos anos mas rumei a sul para cá passar 4 semanas. Ainda cá tinha estado em Outubro, e finais de Agosto, e em Julho, e em Junho, e na Pascoa, e em Fevereiro... Sim, passei 1 ano na Holanda e vim a Portugal 6 vezes, parece incrível! Incrível é também as vezes que fiz a viagem de carro: ao todo foram 5 viagens ida e volta em pouco mais de 1 ano. Alguns dirão que é uma burrice, mas eu adoro viajar de carro. Primeiro porque as faço por etapas, uma vez que paro em casa dos meus Pais em França e sempre passo um tempinho com eles, e isso permite fazer parte da viagem de noite (Amesterdão-Paris), dormir numa cama a sério e fazer o grosso da viagem durante o dia. Só uma vez fiz a viagem de seguida e foram umas 18 horas um bocado para o cansativas. Era para fazer o regresso também de rajada, mas o carro decidiu avariar, felizmente ainda no início da mesma portanto essa foi abortada.

Nem todas as viagens estavam planeadas. Pelo menos 3 vindas a Portugal foram por motivos extraordinários todos relacionados com carros. Enfim, os carros são sem dúvida uma fonte de despesa, mas eu gosto deles, de conduzir e acho que dão imenso jeito nestas idas e voltas. Nem que seja para levar caixas de vinho para a Holanda...

Naquela que se espera ser a ultima viagem do "podre" Laguna, não resisti a deixar um marco e demorei 13h de Paris a Viseu. Também tinha hora de chegada, mas felizmente não precisei de fazer nenhuma aventura. Apenas 5 km/h a mais na velocidade de cruzeiro e ganha-se muito nos ~1500kms da viagem. Também não foi o "poupar" nas paragens pois parei 4 vezes (era para ser de 3 em 3 horas mas não fui tão metódico) e nenhuma delas foi curta.

É a pressa de chegar, para não chegar tarde ;-)

E agora, depois de rumar a sul, aqui estou a tratar de coisas várias, várias coisas e esperar que consiga dar um "fechamento" a todos os assuntos em aberto que por aqui deixei...

Entretanto verifiquei que ninguém se pode queixar de entrar em Portugal por Vilar Formoso e não saber que existem portagens electrónicas logo ali na primeira (e praticamente única) estrada que se apanha, porque se apesar de em Portugal não existir quase nada a não ser uma barraquinha da Estradas de Portugal que mal se vê, os nuestros hermanos passam a mensagem nos painéis informativos que solo telepeaje, em todas as auto-vias (gratuitas para eles) de Portugal ... desde os 200kms até à fronteira!

terça-feira, dezembro 06, 2011

Red Riding Hood

Vi este filme no domingo à noite, aliás acabei de ve-lo ontem de manhã pois tinha adormecido nos ultimos 20 mins (já não agoira nada de bom, né?).
Sem entrar em muitos detalhes para não estragar quem o quererá ver, apenas posso dizer que o filme estava a acabar e eu a pensar que esta adaptação do conto de fadas francês era mesmo o que se podia chamar de "Capuchinho Vermelho encontra A Saga Twilight". A história centrada numa jovem alvo do afecto de 2 jovens, narrada por uma das personagens, a fotografia, os angulos de camara e a banda sonora. O Twilight estava lá. Até o pai da personagem central é o mesmo actor e tudo!
Não é de admirar que assim seja pois os filmes foram realizados pela mesma pessoa.
Uma vantagem do Red Riding Hood é que a Amanda Seyfried apesar de loira é bem mais convincente que a Kristen Stewart.

E uma vez que falamos em capas vermelhas, um pouco de cultura e costume aqui dos Países Baixos: ontem foi dia de Sinterklaas que é como quem diz, Dia de São Nicolau, patrono das crianças, marinheiros e de Amesterdão.
O curioso é que aqui o Sinterklaas é que traz as prendas (e vem de Espanha!) acompanhado com o Zwarte Piet (ou vários) que é o seu ajudante que desce pelas chaminés para deixar as prendas. Originalmente um ajudante mouro espanhol (daí ser Pedro Preto), agora dizem que é negro da felugem das chaminés.
É neste dia que se distribuem os presentes por aqui, sobretudo para as crianças. É bom de ver que a Holanda ainda resiste ao Pai Natal da Coca-Cola e não se converteu ainda em definitivo ao frenesim da Véspera de Natal.


quinta-feira, dezembro 01, 2011

Trinta e quatro

Muitos factos curiosos sobre o número 34 podem ser ditos, eu vou apenas dizer alguns.

Matematicamente falando, 34 é um número de Fibonacci e um número de Markov. É também a constante mágica de um quadrado mágico 4x4. Para além disso é um número heptagonal.
34 é também o número atómico do Selénio, que é um elemento essencial para muitas formas de vida e os seus sulfuretos servem para combater a caspa.

A Rule 34 (regra 34) da Internet diz que "“If it exists, there is porn of it.” (se algo existe então há pornografia disso). 34 é o indicativo internacional de Espanha e é também o número do departamento francês de Hérault.
#34 é também uma musica da Dave Mathews Band.

Na Formula 1, 34 foram os anos que Patrick Head esteve ligado à Williams e foi com essa idade que Ayrton Senna perdeu a vida ao volante do Williams FW16. Foi com essa idade também que 9 anos mais tarde Michael Schumacher conquistou o seu 6º título de campeão, batendo o recorde histórico de Juan Manuel Fangio. Alain Prost, ainda o meu piloto favorito da F1, conquistou o seu 3º título mundial com 34 anos.

Noutros desportos, 34 será sempre recordado como o número da Suzuki 500 de Kevin Schwantz e da camisola do basquetebolista da NBA Hakeem Olajuwon.
É também os títulos de campeão do Sport Lisboa e Benfica se considerarmos campeão nacional (32) + campeão europeu (2).

Em termos cronológicos e uma vez que ainda não chegamos a 2034, falo do último ano 34, o do século passado: Alcatraz tornou-se uma prisão, o Japão invadiu a Manchúria e foi também neste ano que mataram Bonnie & Clyde. É também neste ano que acontece a "Noite das Facas Longas" e mais tarde, agora livre de oposição interna, Hitler torna-se o Führer. Foi também neste ano que começou a Grande Marcha do Partido Comunista Chinês (durou mais de um ano) e a Pérsia tornou-se o Irão.

Há 34 anos atrás, por esta altura (Novembro e Dezembro) é descoberto o túmulo de Filipe II da Macedónia, pai de Alexandre Magno (ou O Grande), os Bee Gees lançam a banda sonora de Saturday Night Fever (o filme estreia 1 mês depois), a British Airways inaugura os voos regulares supersónicos entre Londres e Nova Iorque e testes de TCP/IP conseguem  interligar com sucesso 3 nodulos da ARPANET nos EUA, Reino Unido e Noruega.

E também há 34 anos atrás, sensivelmente por esta hora, foi quando eu vim a este mundo.

quarta-feira, novembro 30, 2011

Está fraquinho

Não há duvida que há coisas positivas em usarmos o mundo cibernético para relatar coisas e afins. Desde os blogs a redes sociais ou sites de partilha de fotos, nos dias de hoje é fácil nos lembrarmos do que se passou há uns tempos. Está escrito (nem tudo, como é óbvio) e é só ir ler. Muitas vezes digo isso quando relembro histórias do Japão, porque como relatei exaustivamente o dia-a-dia, na altura através de crónicas enviadas por e-mail, mais tarde transformadas em blog, basta lá ir comprovar ou verificar.

Mas finda esta introdução, este post é mais sobre a meteorologia de agora. Eu tinha ouvido dizer dalguns colegas que este ano o inverno ia ser mais rigoroso. Até agora está muito fraquinho, mas a bem da verdade ainda não oficialmente Inverno. O que sei é que há 1 ano atrás tínhamos temperaturas na ordem dos -6ºC (e com uma sensação térmica de -15ºC) e havia neve nas ruas. No primeiro fim-de-semana que aqui estivemos, apanhamos um grande nevão que até o metro deixou de andar e tivemos de caminhar até um autocarro em Amstelveen com neve quase até meio das canelas (está tudo publicado na blog da esposa).

A foto deste post mostra a estrada pela qual passo todos os dias e que por agora mostra ainda muito verde e folhas pelo chão (estamos no Outono né?).
Portanto até ver este ano o frio do "inverno" está muito fraquinho! Vamos a ver como será durante os próximos dias, mas também não vou estar por aqui muito mais tempo para saber se o Inverno quando oficialmente chegar, atacará em força (vou acompanhar a situação à distancia).

segunda-feira, novembro 28, 2011

Holandês por 1 ano

Se isto correr como programado, esta dissertação será publicada muito perto da hora exacta em que fará 1 ano desde que aterrei na Holanda pela primeira vez e para cá ficar.
Vinha com a esposa (a gata veio depois), 2 malas cheias de roupa e algum nervosismo em começar esta etapa nova da nossa vida que inicialmente era para ser mais comigo apenas.

Não posso dizer que tenha visto Amesterdão pois apanhamos um táxi em Schiphol que nos trouxe ao hotel que fica perto da IBM, à entrada da cidade para quem vem de Sudoeste.

Conhecer a Holanda e os Holandeses é, o que se costuma dizer, um work in progress, ou trabalho em andamento para quem não conhece esta expressão. Não tenho muitos colegas holandeses e apesar de já ter passado praticamente pelos 4 cantos da Holanda, ainda há muito que conhecer.
Às vezes penso que desperdicei muito tempo. Ao fim e ao cabo este foi o período maior que estive fora de Portugal e nos anteriores fartei-me de passear. Mas a bem da verdade, as minhas temporadas noutros países sempre foram temporárias e tendo alojamento e transportes pagos, era só passear quando não se trabalhava.
Eu mudei-me para aqui. Deixei Portugal e vim para aqui e olhando bem para as coisas, já passei por 4 alojamentos diferentes (2 hotéis e 2 apartamentos alugados), onde estou agora foi começar duma folha em branco (nem chão tinha) e em menos de 6 meses equipei-o com as mesmas ou mais coisas do que tenho em Portugal (que demorei anos)!

Balanço do primeiro ano? É-me difícil fazer um, pois o ano que se passou foi o que teve mais altos e baixos que alguma vez me lembro. Passei por muitas experiências novas e admito que as más me deixaram em baixo durante uns tempos. Mas sem dúvida que somando tudo o balanço é muito positivo. As más coisas que aconteceram não são associadas a ter vindo para cá e, como me disse o meu amigo Daniel, as merdas teriam acontecido na mesma e caso estivesse em Portugal estava, infelizmente, muito pior do que estando aqui.

Conforme este primeiro ano holandês se completa, e o ano civil aproxima-se do seu fim, só vejo céu azul à minha frente. Se este 1º ano foi bom, o próximo será uma maravilha e mesmo que não fique por aqui muito para além de 2012, planeio aproveitá-lo em cheio.

Hoera voor Nederland

domingo, novembro 27, 2011

Porsche é Porsche

Já foi mais especial, mas para mim, Porsche continua a ser uma marca única no mundo automóvel. E sobretudo graças a um modelo, o 911 que simboliza a própria marca e é, e sempre será, o Porsche.

É certo que este carro não foi o primeiro modelo de sucesso da Porsche, nem tão pouco estreou o conceito mecânico que o torna único (esse vem do VW Carocha) mas nenhum outro carro consegue juntar todas as peças do puzzle e gerar este resultado.
Era para se chamar 901, e ainda foram vendidos alguns carros com esse nome, mas quando a Peugeot protestou por deter o direito em França a todos os nomes de carros com três dígitos e o zero no meio, a Porsche decidiu mudar o nome do modelo para 911 ao invés de o renomear somente no mercado francês.

Passados quase 50 anos, as linhas do carro mantêm-se. O conceito original também, mesmo que tenha evoluído como tudo nesta vida. Motor boxer de 6 cilindros, também conhecido por flat-6, montado em cima do eixo traseiro, o que parece ser errado, pois o motor actua com pêndulo levando a traseira para todo o lado. Igual a um Porsche 911 só outro 911.
É incrível como ainda mantiveram motores refrigerados a ar (outro conceito errado) até 1997!

O 911 foi o que permitiu à Porsche manter-se em activo estes anos todos, alguns deles, ou muitos mesmo, este era o único modelo da gama da marca.
Agora temos muitos mais. E a Porsche finalmente juntou-se à sua marca "irmã" (foi Ferdinand Porsche quem criou o Volkswagen) e portanto é uma marca com quase todo o tipo de carros, se bem que especiais, desde pequenos cabrios para os playboys irem ao engate, acabando em enormes SUVs para os chefes de família enfrentarem a selva urbana, subir passeios e ocupar 2 ou 3 lugares de estacionamento...

Todos especiais e diferentes de modelos de outras marcas da mesma categoria, e todos partilhando as mesmas linhas gerais arredondas da Porsche, mas nenhum tão especial como o 911.

Espero um dia ter um 911. Usado será o mais certo, se bem que alguns modelos antigos já são clássicos e serão mais caros ainda do que modelos novos. E o mais certo é só ter um quando já não tiver idade ou saúde para o aproveitar em todo o seu potencial e esplendor.
Pode ser um igual a este, que vi ontem no stand da Porsche em Amsterdam-Zuidoost e me deu a inspiração para esta dissertação automobilística: