quinta-feira, fevereiro 21, 2013

O povo sairá à rua

Não sou nem nunca fui um dos fãs incondicionais do 25 de Abril nem tampouco um esquerdista revolucionário. Não me interpretem mal, o golpe que acabou com a ditadura foi lindo e fantástico mas o PREC cujo nome para mim já tem algo de ridículo, revolução em curso, não foi o melhor seguimento à revolução dos cravos, bem mas isso são outras conversas.

Voltando ao tema, sendo um gajo nascido no pós-revolução e não sendo um esquerdista por convicção, nunca me senti verdadeiramente tocado pelas lembranças dessa altura, e por exemplo apesar de sentir o poder emocional e simbólico da canção "Grândola, Vila Morena" nunca a considerei um hino meu.

Mas apesar de não ser revolucionário e ver com sentimento misto certas manifestações e movimentações contra a ordem estabelecida, sou 100% a favor da cidadania e do direito à indignação e consequente acção por parte do povo. E já o escrevi até aqui no blog algumas vezes, nunca o "precisamos de um novo 25 de Abril" foi tão apropriado como agora nestes momentos conturbados que se vivem (já vem dantes não é exclusivo do Governo do Passos Coelho). E é apropriado sobretudo pela lata e mau carácter de alguns (não todos, admito) dos nossos governantes e dirigentes económicos e financeiros.

Portanto é preciso desafiar a ordem estabelecida.
É preciso o povo sair à rua.
E como é bonito ver que isso está (finalmente) a acontecer.
Começamos brandos, tão típico dos nossos costumes, mas a canção pegou e mais vozes juntam-se ao coro. "Grândola, Vila Morena" renasce como o hino da luta de agora e, apesar de eu ser agora um expatriado, já posso dizer que é meu hino também.

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