terça-feira, dezembro 02, 2014

Tese da teoria da orientação aplicada ao papel higiénico

O meu amigo Daniel mandou-me esta manhã um post noutro blog (ou site) sobre a orientação do papel higiénico. Como esse post tem esse título, eu senti-me obrigado a arranjar um título algo diferente, ate porque o foco deste meu texto não é a orientação em si (eu uso o "por cima" se ficaram curiosos), mas sim o artigo da Wikipédia (em Inglês) referido no post. Esse artigo sim é que é uma coisa simplesmente fantástica.
Eu acho que há teses de fim de curso ou de pós-graduação menos completas que este artigo.
Reparem bem nos números avassaladores:
- Está organizado em 13 secções, 2 delas com sub-secções;
- Contém um total de 130 anotações;
- Tem mais de 100 (não contei ao certo mas parecem que ultrapassa claramente esse valor) referências bibliográficas;
- Apresenta valores de um estudo feito sobre o assunto, dividido por temas como Idade e Género, Classes e Política, e Carácter;
- Menciona outras controvérsias similares;
- Apresenta soluções, tanto mecânicas como comportamentais;
- Lista preferências de pessoas famosas;
- Tem versão em 10 outras línguas, apesar de duvidar que esses artigos sejam de igual calibre ao em inglês.

Não contei o número de palavras mas deve ser igualmente impressionante.
E eu que pensava que gostava de dissertar sobre a merda, descubro agora que gostam de fazer autênticos trabalhos académicos, e dos bons, sobre o papel que a limpa.

Mais do que curioso sobre as vossas preferências, eu estou curioso sobre as reacções a tal preciosidade.

sexta-feira, novembro 28, 2014

Triste constatação

Trabalhei  mais de 14 anos para uma multinacional, e gigante, japonesa. Trabalho praticamente há 4 anos para uma multinacional norte-americana, ainda maior (mais empregados, representada em mais países e maior volume de negócios). Curiosamente antes disso estagiei numa empresa grande de Portugal (que agora nem sei se é ainda grande ou se é de Portugal).
Esta minha experiência profissional de grandes (e pesadas) empresas já me permitiu tirar umas conclusões engraçadas e fazer uns paralelismos com a chamada Função Pública e Maquina Burocrática dos Estados. Mas não é disso que quero falar.

O que quero dizer é uma triste constatação que tive noutro dia. Mais de 18 anos a trabalhar para gigantes que facturam imenso e apenas 1 vez recebi um bónus ou prémio. Até mesmo presentes pelo Natal foi apenas nos 2 ou 3 primeiros anos.
Eu sei que nem toda a gente recebe, mas também sei que dar prémios monetários ou bónus em certas alturas do ano (ou certos anos) é pratica corrente em muitas empresas, algumas delas até relativamente pequenas. Até nas empresas por onde passei, sempre houve bónus, prémios e presentes. Para mim, e para outros que trabalharam comigo é que não. Mesmo que ultrapassássemos os objectivos...

E curiosamente a única vez que recebi, e outros colegas do mesmo departamento, um prémio foi pelas razões erradas: tinham despedido metade da malta e acharam bem dar um amuse-bouche aos "desgraçados" que ficaram.
Até na IBM, onde sendo um trabalhador externo é normal que fique de fora de prémios anuais, só no meu primeiro ano, e quando trabalhava há pouco mais de 2 semanas, é que tivemos um jantar de Natal oferecido pela empresa.
É caso para dizer que o tempo das vacas gordas nunca é o meu...

Curiosidade 1: consegui encontrar na net a imagem com o logo das 2 empresas, não precisei de fazer uma de propósito.
Curiosidade 2: As 2 empresas onde trabalhei, para além de multinacionais, têm um nome que é uma sigla de 3 letras, a cor é azul e usam uma fonte própria para escrever o mesmo.
Curiosidade 3: O sítio onde estagiei, apesar de agora ser PT Inovação, chamava-se na altura CET (outra sigla de 3 letras) e a cor das letras era ... o azul, claro está!

quarta-feira, novembro 26, 2014

Rapidinha da manhã - II

Costuma-se dizer que não se pode agradar a Gregos e Troianos e é verdade, é tarefa muito complicada de se fazer. Mas torna-se mesmo tarefa impossível quando de repente os Gregos viram Troianos e vice-versa, só porque mudou o lado de onde sopra o vento.

segunda-feira, novembro 24, 2014

Dias agitados, ou animados

Escrevo isto enquanto espero pelo anúncio que todos os media em Portugal devem estar com o pito aos saltos, desde há mais de 2 horas. Se calhar quando chegar ao fim deste texto, que já estava destinado ao tema uma vez que escrevi antes um rascunho, já se sabe onde passará a noite o ex-PM. Porreiro, pá.

Prossigamos então:
Na quarta não tinha assunto para escrever, então fiz uma dissertação fraquita sobre um banco que não de jardim, e não é o que foi do Jardim, e agora aconteceram várias coisas e arranjei diversos temas para escrever, cronicar e dissertar.
O primeiro foi logo na quinta, em que um colega meu explicava porque tinha deixado de tomar café. A minha resposta imediata a ele "então mas porque não tomar café porque se gosta do sabor?" despoletou logo um processo de expansão deste tema. Portanto a ver se disserto mesmo em redor desta pergunta: gostar não é razão suficiente para se tomar, ou fazer, algo?

Depois veio o fim-de-semana e para além de ter os meus pais aqui, que tornam sempre os dias diferentes e deixam o miúdo mais animado e agitado, disputou-se o último Grande Prémio de Formula 1 desta época. O final da época foi recheado de notícias e acontecimentos, uns bons, outros engraçados e alguns maus e feios. Mas lá tivemos mais uma vez, como em anos recentes, o campeonato decidido na ultima prova, apesar de não ter havido surpresa e ter ganho o piloto que mais ganhou e mais merecia.
A F1 merece também uma analise mais profunda com a minha visão da coisa.

Até o tempo, a meteorologia, tem andado animado, alternando entre dias de sol e dias encobertos. O frio parece que veio para ficar mas ainda não chegamos a temperaturas negativas (pelo menos que eu tenha experimentado). Há 4 anos quando aqui aterrei pela primeira vez andei à neve e com temperaturas na casa dos -10°C (e sensação térmica de -17°C). Nunca mais apanhamos aqui tanto frio, e duvido que seja este ano que se repita algo do género. Mas com a volatilidade climática que temos tido, já espero de tudo.

Outra agitação que houve aqui em casa foi a minha tentativa de me tornar no BaKaMo (BaKano + Movember) mas não passou disso. Até planeei a coisa atempadamente, com o design do bigode já estudado e decidido. Mas a minha barba, que até cresce relativamente depressa, não tem volume que chegue. E não adianta esperar muito porque ao fim de 3 semanas está quase igual às 2 semanas. Quando cortei a barba e deixei o bigode original, tinha um aspecto cómico-trágico. Estava para ir tirar foto, mas recebi logo ameaças de morte, tão sérias e em tom tão grave que nem tive tempo. Fiz uma segunda tentativa, com um bigode mais convencional mas aí o aspecto passou a ser mais estúpido, e as ameaças subiram de tom
Portanto nem uma foto tirei para meter na net e simular que também fazia parte do movimento. É que na realidade eu falo, falo, falo e critico as tendências, mas no fundo só quero ser como os outros todos.

Chegamos então à detenção do Sócrates. 1 hora e meia depois de ter ido ver as notícias ainda os sites dos media anunciam o directo, mas ainda não sei o que lhe vai acontecer.
O que sei é que isto é uma coisa nunca vista em Portugal, por ser quem foi, ou seja, por ser um ex-Primeiro Ministro. É a primeira vez que se detêm uma figura tão alta, mas parece ser um sinal dos últimos tempos, pois apesar da nossa justiça ser uma merda, o juiz Carlos Alexandre tem remado contra a maré e movido processos contra pessoas poderosas.
Muitos deles, assim como este do Sócrates, pode não dar em nada assim que transitarem para instâncias superiores, como tem acontecido já, pois foi Carlos Alexandre que também deteve inicialmente Isaltino Morais, mas outros juízes mais tarde meteram-no cá fora. Destino semelhante deverá ter José Sócrates, isto se chegar mesmo a passar algum tempo na cadeia, pois para já tem apenas passado noites numa esquadra da PSP.
No entanto, se voltar a acontecer isto, assim como aos outros casos recentes como do BES e dos vistos gold, a justiça só vai cair na desgraça total. Primeiro porque faz um grande espectáculo com detenções iniciais para interrogatório e segundo porque nunca realmente prende ninguém. Vai se tornar uma chacota, maior do que já é.
Deixa lá ver se já temos medidas de coação...
E já temos sim, vai mesmo ficar preso, preventivamente obviamente. Como disse um gajo qualquer, esta malta de Mação não perdoa...
Posso assim terminar com a pergunta que tinha escrito em rascunho: Agora que vai ser um preso, será que o Sócrates ainda vai a tempo de participar no Movember?

quarta-feira, novembro 19, 2014

O banco é caro e está cheio, mas serve para pouco

Tem gente que gosta de comprar um peça de mobiliário que é mais uma peça de arte do que algo para ser realmente usado. É um artigo de decoração. E existem bancos assim, todos pintarolas e estranhos, caros como tudo, mas na prática para pouco ou nada servem.

E o Banco de Portugal é assim, como uma peça de arte, sobretudo desde que estamos na Zona Euro, onde a maioria das funções, como a Política Monetária e e Estabilidade Financeira, são agora geridas pelo BCE.
Ao BdP cabe ainda uma função muito importante, se calhar aquela que é mais relevante nos dias de hoje para os portugueses, a da Supervisão.
Mas a esse nível nota-se que algo não está bem (ou nunca esteve) com o BdP.

Não li a Lei Orgânica, mas o site do Banco diz que:
O Banco de Portugal exerce a função de supervisão – prudencial e comportamental – das instituições de crédito, das sociedades financeiras e das instituições de pagamento, tendo em vista assegurar a estabilidade, eficiência e solidez do sistema financeiro, o cumprimento de regras de conduta e de prestação de informação aos clientes bancários, bem como garantir a segurança dos depósitos e dos depositantes e a protecção dos interesses dos clientes.

Depois de não saberem de nada da situação e problemas do BPN, veio a derrocada do BES que pelos vistos também ocorreu em apenas 3 semanas em que para o BdP estaria tudo bem e também não podiam "adivinhar" o que ia acontecer. E nem sequer falo de outros casos manhosos com bancos, como o BCP e o Totta (onde a actuação do BdP também foi questionada).
Pergunto-me então (e já não é de agora) o que raio andam lá a fazer aqueles gajos todos, que não devem ser tão poucos quanto isso, pois pela imagem a sede parece ser bem grande e ainda tem agências espalhadas pelo país mais as delegações regionais.


Tal como os bancos artísticos, o BdP parece ser uma coisa cara demais para a função que tem.
Será que serve de pouco mais que arranjar tachos e reformas a figuras conhecidas ligadas sobretudo à vida política, como o nosso Presidente que também é reformado deste Banco?

Muitas vezes se questiona a perda de soberania dos nossos órgãos mas este é um daqueles que acho que não se perdia nada se simplesmente desaparecesse. É que quase nem precisamos que outra entidade substitua as suas funções, pois pelos vistos estes gajos não conseguem fazer nada nos últimos anos e a vida tem continuado, com mais ou menos vicissitudes.

Nota: decidi escrever isto hoje (ontem) porque li mais uma notícia em que o Governador do BdP teria dito que estava tudo bem dias antes do colapso e o BdP não tinha formas de saber. Apareceu-me no Google News de manhã e depois já não a consegui encontrar, mas julgo que o que escrevi acima não está muito longe da verdade.

terça-feira, novembro 18, 2014

Zwarte Piet e suor de preto

Hoje (ou ontem, vá) debateu-se ao almoço o Zwarte Piet. Já falei dele há quase 3 anos mas este ano há uma grande polémica em redor desta figura, como podem ver pela imagem ao lado (que aborda o tema e não é necessariamente a minha opinião da coisa).
Tal como uma colega holandês, que se mostrou bastante indignado pelas queixas, também me pergunto do porquê agora a discussão ter chegado a nível nacional e não antes.

Bem, adiante, o que realmente acho estranho nisto tudo é a justificação que alguns sectores querem dar a esta figura. Como querem desviar do tema racismo, dizem que o Zwarte Piet é preto por causa de passar pelas chaminés para distribuir presentes. Pelos vistos as autoridades de Amesterdão pensaram este ano em mudar a tradicional pintura para parecer menos um gajo preto e mais um gajo sujo de preto. E para mim é precisamente esta tentativa de inocentar a coisa que mostra que afinal é mesmo sobre o racismo. É que o Zwarte Piet não está só pintado de preto; tem cabelo encaracolado (estilo carapinha) e os lábios bem realçados. É sem dúvida uma caricatura de um individuo preto, tal como o Blackface (também usada por brancos) era na América do século 19.

E a minha pergunta é, porque é que o Zwarte Piet não é assumidamente um gajo de raça negra? Uma das teorias é que ele era um escravo da Etiópia que o São Nicolau (a base do Sinterklaas) libertou e empregou como ajudante, ou um mouro que estava em Espanha e que decidiu seguir o São Nicolau (presumo que por se ter convertido). E mesmo sendo um mouro podia ser um preto, pois também num filme do Robin Hood ele é ajudado por um mouro que estava preso com ele em Jerusalém e esse mouro era interpretado pelo Morgan Freeman...

Mas durante o debate, disseram que o problema era porque o Zwarte Piet era representado como um escravo e isso é errado. Como eu disse, eu não sabia dessa parte da história, mas a bem da verdade, a Europa teve muitos escravos e sendo isto baseado em tempos antigos, também faz sentido. Não devemos reescrever a história e se ele era mesmo escravo, pois que se admita que sim, mas realmente nas canções e histórias infantis, não se faça grande caso disso.
Mas curiosamente, muitos holandeses parecem não perceber que o problema de muita gente (não nativos) é que o Zwarte Piet é uma representação cómica de um negro, quase nunca interpretado por um verdadeiro negro e é isso que ofende algumas pessoas. Justificarem-se que é um gajo sujo das chaminés é uma prova que eles sabem que é um pouco, para não dizer de todo, racista.
Tal como usarem um termo que ouvi hoje pela primeira vez: Nigger Sweat, ou seja, Suor de Preto, que é um nome que pelos vistos davam ao café (eu acho que só podia ser usado por quem não gosta, porque independentemente de ser de preto, branco ou amarelo, uma bebida que é comparada a suor só pode ser fraca).
O gajo que estava indignado com a polémica também parecia chateado de não se poder dizer nigger sweat nos dias de hoje. Acho que ele tem graves problemas em topar discriminação, como racismo e xenofobia, sobretudo nele próprio.

E na realidade eu também um pouco. Porque para mim a revolta de algumas pessoas com o Zwarte Piet é um pouco exagerada. Sim, é uma representação estúpida de um preto, e pode ser ofensiva para os mesmos, mas também não acho que os putos ficam todos racistas só porque estão habituados a esta tradição.
Mas entendo e compreendo que se existem grupos que manifestam o seu desagrado, tem de haver discussão publica sobre o tema, de forma a chegar-se a um consenso e se minimize as ofensas.
Mas enquanto pensava nisto reparei que muitas vezes considero exageradas as opiniões das ditas minorias sobre problemas raciais ou xenofobia, ou outro tipo de descriminação.
Como para mim as diferenças (raça, etnia, orientação sexual) são só uma curiosidade, custa-me a perceber a extensão da discriminação. Mas eu, tirando o facto de ser estrangeiro e imigrante aqui, estou quase sempre do lado do ofensor, ou seja faço parto de grupo social que discrimina. E isso será um dos maiores problemas que existe na nossa sociedade, nós pensarmos que não há problema.
Fazer uma caricatura de um preto não tem mal porque é tradição e feito a brincar.
Mandar piropos e bocas a gajas desconhecidas não tem mal porque não estamos a ofender ninguém e é apenas comportamento normal.
Chamar todos os jovens marroquinos delinquentes não está errado porque temos a estatística do nosso lado.
Tal como no caso do Zwarte Piet, provavelmente a maior indignação das ditas minorias é porque a dita maioria, nós os brancos europeus, nega que tem comportamentos discriminatórios, e como não fazemos nada de mal, não gostamos das queixas.

Temos de ser como a malta do filme que acabei de ver. Ele era gente azul, rosa, verde, amarela, um racoon e até uma árvore, todos juntos e em harmonia aos tiros e à porrada.

sexta-feira, novembro 14, 2014

Foram 700 (e souberam a pouco)

Eu gosto de anime e manga japoneses. Os anime têm a vantagem de ser mais fácil de acompanhar e dar mais acção mas por outro lado às vezes enchem chouriço e mudam certas coisas em relação à história original. As manga são mais puras e fieis ao seu criador mas para mim obrigam a ler versões traduzidas.

Ao contrário do Dragon Ball que conheci primeiro em versão francesa e depois em versão portuguesa (que julgo ser baseada na francesa e não na original japonesa), o Naruto foi um anime que comecei a ver em versão original. Eu adoro ouvir gente a falar japonês e então nos anime tem aquele exagero de expressões e sons que tornam a coisa bem mais divertida.
O Naruto parecia-me ser um anime um pouco ao estilo do Dragon Ball, com lutas e cenas cómicas. Do anime (que não vi desde o início) passei para a manga (traduzida em inglês) como forma de acompanhar a história e escapar aos inúmeros fillers (tramas intermédios que adicionam para encher chouriço e sobretudo garantir que o anime não apanhe a história actual da manga).
E assim na semana passada li o capitulo 700, o ultimo desta saga. A imagem ali no canto é da primeira de sempre e da ultima pagina de sempre, um verdadeiro fechar de ciclo.
Curiosamente falta-me esperar por um filme que vão fazer, que é considerado o capítulo 699,5 e que tem mão do criador e terá uma aventura que acontece cronologicamente entre o 699 e o 700.

E agora vou ter que arranjar outra aventura qualquer japonesa para seguir. Se calhar é altura de ir reler Akira (baseado no filme que é das melhores coisas já feitas) que já não me lembro se cheguei a acabar.

E só para que fique claro, pretendo que o meu filho (e os próximos que venham) veja todos os filmes do Miyazaki e veja anime de topo como Neon Genesis Evangelion, Cowboy BeBop, Ghost in the Shell e Initial-D... E Dragon Ball, se eu conseguir sacar (novamente) todos os episódios, mas esse será a versão portuguesa, pois claro...

sexta-feira, novembro 07, 2014

E lá morreu um dos malucos

Pois de acordo com os órgãos de comunicação social, tivemos a morte de um dos (poucos, felizmente) tugas que foram objecto duma espécie de lavagem cerebral e andavam a combater pelo ISIS. Chamam-no jihadista e pelos vistos era o "famoso" Sandro, aquele de quem mais detalhes se conheciam. Eu prefiro não chamar jihadista, pois de acordo com lideres da comunidade muçulmana em Portugal, a palavra não tem o significado que é dado pelos próprios malucos do ISIS (ou ISIL) nem pelos media de há muitos anos para cá.

Compreendo que se noticie porque isto é um caso raro e nós os Portugueses já não estamos habituados a isto (tempos houve que éramos um povo beligerante, mas agora nem por isso). Mas nem sequer foi o primeiro a morrer. Em Maio já um tinha morrido. Portanto, porquê dar destaque a isto?
Ainda para mais, tendo o gajo tomado a estúpida decisão de virar extremista com o objectivo de converter pela espada todos os não seguem a mesma bitola, deveria levar apenas com uma nota de rodapé e pouco mais.
Só como referência,em 2013 morreram em Portugal mais de 106000 pessoas. 244 das quais eram bebés com menos de 1 ano! Isto dá em média mais de 290 óbitos por dia no país. São quase 5 bebés com menos de 1 ano a morrer a cada semana. E vamos agora dar destaque à morte de um gajo que virou terrorista? Caguem lá nisso!
E isto escrito por um gajo que usa esta notícia para escrever um post e ainda dar mais relevância ao assunto ao mesmo tempo que se queixa do próprio. Olhem (leiam) para o que eu digo (escrevo) não olhem (leiam) para o que eu faço (escrevo)...

Obviamente para a família e amigos (antes de se passar dos cornos) é um fim triste mas o drama já tinha começado quando ele se tornou extremista (não ele se ter convertido ao Islamismo, isso por si só deveria ser apenas uma questão de fé). E depois ele foi combater. Morre gente em combates, senão não era uma guerra.
Mas tendo em conta o historial recente de fatalidades de portugueses em teatros de operações, nem me admira nada que o gajo tenha morrido num qualquer acidente de viação e não por ter levado uma, ou mais, bala 7,62mm oriunda de uma AK-47 manuseada por um curdo do IPK...

Que aproveite agora as 72 virgens a que tem direito, isto se não foi morto por uma curda porque neste caso acho que ele não tem direito às virgens. Mas nem sei o que é melhor. Se são virgens é porque ou morreram novas demais ou eram tão feias e mal-asadas que ninguém as quis desflorar, por isso até um regressar do "paraíso" ainda estamos para saber se é recompensa ou punição.

Daqui a uns dias vamos ouvir Rui Machete dizer que com a morte do Sandro, só temos agora 0 ou 1 português, sobretudo raparigas, a querer regressar a Portugal.

quinta-feira, novembro 06, 2014

Um (pequeno) exemplo deste ser um país (mais) desenvolvido

Esta manhã tivemos 2 novas experiências, mas em comum apenas uma.
Fomos ate à Câmara do Comércio (Kamer van Koophandel) aqui em Amesterdão. A experiência antes de lá ir já tinha sido boa, ao encontrarmos o formulário em PDF necessário em Inglês e Holandês, e preenchendo as páginas em Inglês, as em Holandês serem automaticamente preenchidas com as mesmas respostas. E depois ao imprimir sermos notificados que só as páginas em Holandês são necessárias (guardar as em Inglês para nossa própria referência) e ainda permitir fazer o download de outro formulário que é necessária (relacionado com os Impostos).

Mas o que curti mesmo foi lá ir. Primeiro porque se estaciona nas traseiras do edifício à borlix, o que é óptimo pois fica no centro onde estacionar na rua custa €5 por hora 24h por dia, 7 dias por semana.
E depois a sala onde se faz o atendimento. A foto do canto (que podem abrir em tamanho maior clicando na mesma) é da sala. Nos só lá vamos com marcação prévia, como é normal aqui na Holanda, mas ao chegar é-nos dado uma senha com um número e temos de esperar. Mas na vez de nos deslocar-mos a um balcão ou guichet ou whatever, quando é a nossa vez, o ecrã apenas aponta para que candeeiro (aqueles candeeiros que se vêm têm números) devemos nos deslocar e o empregado que nos vai atender vai-nos buscar lá.
Antes disso podemos tirar uma bebida quente (café, capuccino, chocolate, chá) na máquina também à borlix (outra coisa relativamente comum aqui na Holanda) e usar computadores para aceder à net.
Mais do que um serviço, parece que vamos para uma reunião de negócios. Mas nem sequer tivemos tempo para tomar o café. A marcação era para as 9:40 mas ainda antes das 9:35 o senhor veio ter connosco, mesmo sem estarmos no meeting point correcto.

Não vou entrar em muitos mais detalhes, apenas posso dizer que ia-mos fazer uma coisa e eles (estava um supervisor, que por acaso passaria bem por um qualquer chefe de secção em Portugal pela postura) disseram que melhor fazer outra, deram-nos o formulário correcto para os Impostos e preencheram-no e no final nem foi precisado fazer nada. Portanto foi tudo à borlix.

Saímos a pensar como seria se fosse em Portugal. Não sabemos mesmo porque nunca lidamos com uma Câmara de Comércio, mas seja como for, não acredito que fosse tudo tão profissional nem tivéssemos a mesma qualidade de ajuda. Se nem quando vamos a um banco (somos clientes) temos um tratamento similar!
Mas foi mais um caso onde nos apercebemos que as coisas aqui nem funcionam tão mal assim, apesar de ser um país extremamente burocrático. Mas se mesmo cidadãos estrangeiros que compreendem mal o holandês e cometem equívocos, conseguem safar-se bem nestes meandros (formulários, impostos, leis) e sem grande complicação, é porque o sistema apesar de assustador à primeira vista, não é um bicho de sete cabeças (como alguns pintam curiosamente).
Isto não quer dizer que isto é uma maravilha e é tudo melhor, longe disso, mas conforme vamos lidando com novos assuntos e com novas entidades, apercebo-me do porquê deste país ser mais desenvolvido e estar melhor do que Portugal.

Sobre as outras 2 novas experiências conto noutro dia, pois tenho de confirmar se a minha foi mesmo real ou um equívoco (o que no caso de ser um equívoco vou ter uma desilusão).

terça-feira, novembro 04, 2014

O mundo vai acabar à cornada, por isso...

Não posso falar por todos, mas posso falar por mim, mais especificamente daquilo que conheço de amigos, familiares e conhecidos.
Dizia um tio meu (já falecido, paz à sua alma) que o mundo ia acabar à cornada e por isso um gajo tinha de arranjar cornos. Esta tirada era muita vez o seu comentário quando nas conversas de Domingo à tarde em família lá se falava de sicrano ou beltrano que andavam a comer fora de casa.

Ao longo dos anos, com aquilo a que assisti, casos que foram acontecendo e mesmo histórias de tempos idos, formei a opinião que existe muita "putaria" neste mundo. E por putaria não quero dizer gajas que são oferecidas e envolvem-se com terceiros, quero dizer gajos e gajas que quase parecem que andam à procura da próxima pinocada com outrem (que não o parceiro).
Muito se fala da infidelidade, mas são tantos os casos que dou por mim a pensar se na realidade não será esse o comportamento normal das pessoas.
Isto é de tudo e é transversal às classes sociais e educação ou formação das pessoas.

De gente rica e famosa é mais que sabido os muitos casos de traição. Nas universidades, em todo o tipo de cursos, há sempre aquele e aquela que metem os cornos à namorada e namorado à força grande.
Em empresas fabris, tem malta que foge para os armazéns para mandar uma rapidinha às escondidas, no meio das caixas, com uma colega que é casada (e depois mais tarde vem o marido armar um banzé na entrada da fábrica).
No meio artístico são muitas as histórias dos amassos nos camarins e dos bacanais em quartos de hotel durante as digressões.
No sector de vendas e negócios é normal os jantares que são de negócios acabarem num clube de strip ou mesmo bordel. Ou então mandarem profissionais do sexo para os hotéis onde estão hospedados os clientes.
Até na agricultura existem histórias de trancadas no meio dos campos de milho ou de encontro a um pinheiro que estragam a roupa obrigando a arranjar desculpas quando se chega a casa.
Ou a senhora casada, que trabalha na farmácia, que tem 2 amigos (também eles em relações) à espera no final do turno e a levam para o meio dos canaviais para experimentar quantas posições conseguem fazer dentro de um Alfa Romeo.
E obviamente a malta que trabalha na construção e viaja por todo o país, e que têm sempre de ir noite sim noite não a um clube qualquer, ou a um apartamento que vem listado nas páginas dos contactos dos jornais, porque um homem trabalha no duro durante o dia e precisar de dar no duro à noite e a mulher ou namorada estão longe.

Enfim, uma pessoa repara que o meu tio é que sabia bem como rolava a febra, e por isso dava esse conselho estranho.
Mas o que realmente fica a bater na minha cabeça é que no universo de conhecidos, apercebemos-nos que existe uma grande percentagem, quase 50%, de pessoas que não são fieis nas suas relações.
Mas por outro lado pensamos que isso são só mesmo conhecidos, que os nossos amigos e colegas, as pessoas com quem nos damos mais frequentemente, são diferentes. Como é habitual em nós seres humanos, supomos que é só com os outros e não connosco (neste caso o connosco engloba o circulo mais próximo de amizades).
Mas será que é mesmo assim? Se pensarmos bem, será que todos os nossos amigos, ou mesmo nós próprios somos assim tão melhores que os outros?
Mais uma vez, não gosto de falar por quem não conheço, mas estatisticamente é impossível. Estatisticamente temos de ter gente próxima que é precisamente como os outros, e se mete ou gosta da putaria (rever o meu conceito deste termo ali em cima).
E ao pensarmos bem, vemos que afinal somos todos iguais. Também temos alguém que é muito amigo ou amiga, mas que gosta de "mijar fora do penico". Conheceremos também amigos próximos que até já se terão divorciado oficialmente por diversas razões mas infidelidade será muito provável. Até conheceremos alguém na família que gosta de ser moralista mas mantém uma relação extra-conjugal de longa data.
E isto sem falar daquilo que garanto toda a gente ter, um amigo/a que foi traído/a pelo parceiro.

E nestas alturas, quando faço estas contas e chego a estas conclusões, começo a traçar cenários curiosos. Naquela malta impecável que vamos conhecendo, estatisticamente existe uma forte probabilidade de encontrarmos pessoas dispostas a trair o parceiro. Aquele gajo que trabalha alguns dias até mais tarde, se calhar anda a malhar numa colega de trabalho. Aquela rapariga que fica em casa porque ainda não encontrou emprego, se calhar recebe visitas de um moço que conheceu há pouco tempo, enquanto a mulher desse mesmo moço tem uma relação homossexual com a professora de música da filha deles, porque o marido da professora é um frouxo e não lhe dá o que ela precisa. Aqueles 2 colegas de trabalho que vão sempre tomar café juntos e têm uma certa cumplicidade, se calhar não são apenas bons amigos mas na verdade andam-se a comer enquanto os seus conjugues combinam jantares e saídas para os fins-de-semana pelo Facebook.
Enfim, um sem fim de cenários que me deixa as vezes a olhar de forma curiosa, e por vezes mesmo assustadora, para os conhecidos que vou encontrando.
E se calhar agora, vocês também vão olhar para os vossos da mesma forma.


Só para terminar, um apontamento completamente diferente, mas deixo agora para não ficar atrasado como da outra vez.
Falei aqui há dias do aparente desfasamento entre as más notícias sobre o Ébola e os dados positivos.
Pois eu também estava desfasado. Comentei que tinham aparecido as notícias da redução da taxa de contágio e já ela estava em queda há umas semanas, mas afinal os dados mostraram um novo aumento dos novos contágios. Repetiu-se o que tinha acontecido em Maio e tivemos nova inflexão na taxa de crescimento. Será que apenas tivemos a ilusão que o surto estava controlado? Ou estava mesmo mas mais uma vez perdeu-se o controlo? E perdeu-se por falhas nas medidas de contenção, desleixo ou o vírus terá mudado? Volto a esperar que as autoridades continuem atentas e actuem devidamente. E não andem ao sabor da opinião publica e dos media, porque parece que a percepção geral é sempre ao contrário da realidade.
Espero não ter que escrever daqui a uns tempos a tal dissertação "A morte que virá de África".

sexta-feira, outubro 31, 2014

Já não há paciência pra este gajo

Muitos de nós cultivamos ódios de estimação, para com certas pessoas ou figuras públicas.
Eu até tenho vários e um deles desde há uns tempos é o Paulo Portas. A única coisa boa dele é mesmo esta imagem fantástica dele a tocar pandeireta e que serve para muita coisa.

Este senhor que consegue estar agarrado ao poder há já vários anos, mas sempre agarrado a outros porque sozinho não vai lá, fala bem e tal mas é cheio de vento naquela cabeça e é directamente responsável por muito porcaria da política nacional.

Como já escrevi várias vezes, não sei se sempre no blog, este gajo anda por este Executivo a passar tempo e a boicotar trabalho de outros. Como li uma vez e cada vez mais me convenço que é a verdade, provado pelo que aconteceu sobre esse dossier, todo aquele espectáculo que ele montou com a sua decisão irreversível de sair do Governo e tal, nada teve a ver com a troca do Ministro das Finanças, mas tudo a ver com o dossier Reforma do Estado, que sempre foi da sua responsabilidade.
Como ficou provado, o Portas nunca fez nada sobre isso. Não que ele directamente tivesse que o fazer, mas tinha de garantir que a sua equipa e adjuntos apresentassem uma Reforma. Mas como este assunto é polémico e o resultado mais certo é quem estiver por trás da Reforma do Estado saia queimado (a curto prazo), ele preferiu nada fazer. Assim, quando chegou a hora de apresentar qualquer coisa, ele aproveitou a saída do Gaspar (que saiu certamente por causa dos boicotes do Portas) para fazer aquela triste manobra de diversão.
Com isso ganhou mais tempo e passados uns meses lá apresentou um documento da Reforma de Estado, mas que não é nenhuma reforma, é apenas uma lista de objectivos. Ou seja é pouco mais que ZERO.

E agora fica provado que Portas não quer de forma alguma esta responsabilidade, ao me deparar com esta notícia (eu sei que é do Económico e eu "prometi" deixar de ler, mas o titulo apareceu-me a ver o Google News): "Portas empurra responsabilidade da Reforma do Estado para ministros"
Diz o homem que o seu trabalho acabou, já fez a tal listinha dos objectivos e agora os ministérios é que têm de implementar a reforma.
Este Portas tem uma puta duma lata filha da puta! Sim, repeti o mesmo palavrão porque fico mesmo revoltado com este caralho.
E o melhor, ou pior depende do ponto de vista, é que o gajo vai-se continuar a safar, sair mais ou menos incólume deste Governo porque o Passos Coelho e o Gaspar (e o Crato também, mas esse está a merecer todos os insultos) é que são os maus. E como as próximas eleições vão ser mais disputadas do que se previa há uns tempos, não me admirará nada ver Portas novamente no Governo ao lado do António "Salvador" Costa. E às tantas novamente com o dossier Reforma do Estado, mas neste caso cheira-me que o objectivo será mesmo nada fazer...

quinta-feira, outubro 30, 2014

E foi quando "toda" a gente começou a ficar histérica...

... que a a luz ao fim do túnel surgiu.

É curioso que quando começaram a aparecer novos contágios de Ébola fora de África (Europa e América) e os media do dito mundo ocidental começaram a reportar à doida, foi precisamente quando os primeiros dados positivos sobre este surto surgiram.
Apesar de apenas agora aparecer na discussão publica as notícias que a taxa de crescimento do contágio está a reduzir, de acordo com alguns dados a taxa de crescimento começou a reduzir a partir de 15 de Setembro (há mais de 1 mês).
Nos inícios de Outubro, quando o resto do mundo que parecia desinteressado pelo Ébola porque não se transmite facilmente (mas afinal o suficiente para profissionais de saúde teoricamente com os métodos e cuidados correctos apanharem, e depois sem saber, poderiam obviamente contaminar as pessoas próximas) ficou em alerta, já havia quem achasse que estávamos finalmente safos.

Curiosamente foi através do blogue do Prof. Cosme Vieira que fiquei mais atento a este surto, pois sendo ele um professor de Economia olha para os números e factos. Este surto do Ébola parecia que estava controlado mas de repente descontrolou-se (devido sobretudo ao aperceber da realidade no terreno). E um surto epidémico é considerado descontrolado quando a taxa de crescimento, o aumento do número de novos contágios, aumenta. Do mesmo modo está controlado quando essa taxa começa a diminuir.
Vamos lá clarificar uma coisa: a taxa de crescimento reduzir não quer dizer que não há novos infectados, apenas que de um dia para outro, ou de uma semana para outra, o numero de novos infectados não aumenta tanto como no período anterior.

Uma da coisas que me preocupava no Ébola é que se não conseguíamos controlar a coisa com milhares de infectados (depois dezenas de milhar), como é que se iria conseguir quando esse número chegasse às centenas de milhar? Aquele aviso da ONU e da OMS que arriscávamos-nos a chegar ao final do ano com 1 milhão de infectados não era descabido; era um cenário possível substanciado pelos números
De notar que este surto apareceu em Dezembro de 2013 e andou-se uns meses em que nada ou pouco se fez e permitiu-se que se espalhasse e ficasse fora de controlo.
Felizmente as medidas parecem que começaram a surtir efeito ainda antes da "histeria" pública ocidental.
E apesar de concordar com opiniões que surgiram que as pessoas estavam a fazer uma tempestade em copo de água, combater este surto tinha e tem de ser feito de forma séria e aplicada pelas autoridades mundiais. Deixar andar porque é lá em África e o risco de contágio é reduzido resultou num risco maior do que alguma vez deveria ter sido. Ao mesmo tempo permitiu-se depois o aparecimento de interesses como a industria farmacêutica a falar de vacinas, e nessa altura interessa então deixar toda a gente com medo, tal como aconteceu com a Gripe das Aves.

Mas agora vou confiar nas notícias positivas e achar que o surto está no caminho de ser contido e em breve não há novos contágios. Assim safamos-nos de mais uma "ameaça", esta que vinha de África.

Nos inícios de Setembro tinha começado a escrever esta dissertação sobre o tema. Era na altura em que estava mesmo preocupado, até porque para a Europa haviam várias ameaças. a vários níveis.
Só escrevi o paragrafo seguinte:
Estava eu aqui a pensar em cenários apocalípticos sobretudo para o Continente Europeu, pois vários acontecimentos parecem ser um repetir da História e temos outras ameaças internas a aparecerem.
ara além dos problemas típicos da Europa, com as quezílias internas e problemas económicos, ainda temos a ameaça Russa a Leste e a ameaça dos fundamentalistas islâmicos dentro da próprio território e a Sul e Sudeste (Líbia e Tunísia ficam mesmo a Sul).
E para juntar à festa temos a epidemia do Ébola.


O título era para ser "A morte que vem de África" e ia abordar também um ponto interessante: que a taxa de morte e de contágio entre não-africanos era muito reduzida, o que podai ter a haver com a natureza do vírus, para alem de todas as outras condicionantes, como os não-africanos estarem por regra melhor nutridos e ter acessos a melhores cuidados de saúde. A ideia seria terminar a dizer que como de costume os desgraçados dos africanos é que estavam fodidos.
E na verdade mesmo agora com as boas notícias, eles é que continuam a estar fodidos, como de costume, porque se não é o Ébola é outra doença, é a fome, a pobreza ou um qualquer conflito...

Quanto a nós aqui na Europa, continuamos a ter "muitos" problemas, mas como dizia uma colega meu, é problemas de rico. Um gajo queixa-se porque há crise económica; porque o miúdo anda mal e não deixa dormir há várias semanas; porque precisa de desanuviar a cabeça do stress do trabalho; porque desde o ultimo update do tablet que o Facebook não funciona; porque não se encontra tanta variedade de cerveja no super-mercado como no Luxemburgo, etc...
Bem, de volta ao trabalho que já desanuviei que chegue.

quarta-feira, outubro 29, 2014

A grande questão da juventude em tempos de escuridão

Com a mudança de hora no fim-de-semana, que na realidade é o retomar ao horário "normal" pois o horário de Verão é que é um adiantar de 1 hora, é que uma pessoa tem um choque que os tempos são outros, e vem aí os dias de escuridão e o tempo frio.
Hoje foi o dia em que eu tive esse impacto maior. Ao sair do trabalho já noite cerrada, chegar ao carro e vê-lo coberto por aquela camada de humidade da condensação, causada pela diferença de temperatura. A necessidade de ligar escovas e abrir vidros, assim como ligar o aquecimento para poder ver para fora. E aperceber-se que a partir de agora vai ser sempre assim durante quase 5 meses, se não for mais.

Para mim foi hoje e não ontem, pois ontem tive de trabalhar de casa e o dia até esteve muito bom e soalheiro. Mas hoje não. As temperaturas já ficam-se abaixo da dezena, apesar das máximas ainda ultrapassarem um pouco e pelas regras normais, vai ser sempre a descer ainda mais.
Esta é a altura em que aparecem as (mini-)depressões do Inverno, causadas por andarmos sempre de noite (só está de dia enquanto estamos no local de trabalho) e com frio. Ou por outro ponto de vista, causadas pela falta de sol e calor. Isto é mais um auto-aviso que outra coisa, pois eu até costumo cair nesses momentos de depressão casuais a ver se este ano me aguento mais ou menos.

Entretanto nestes dias descobri que a resposta para um das grandes perguntas da juventude é variável por andar até no mesmo edifício. Esta pergunta da juventude, ainda é capaz de ser usada por muita gente hoje, mas há uns anos era quase apanágio sempre que alguém ia ao WC fazer uma mijinha. "Quantos buracos tem o urinol?", "Não sabes é porque estás sempre a olhar para as pilas dos outros". Era uma forma indirecta de chamar rabeta a um colega.
No outro dia, e porque não tinha ninguém a mijar ao lado para olhar-lhe para a pila, contei os buracos do urinol no WC do 9° andar. São 13, dispostos em 3 fileiras com 4-5-4. Mas curiosamente no 8° andar é diferente. Não fui de propósito ao 8° andar para ver pilas ou contar buracos, mas sim porque o nosso WC estava fora de serviço. Para além do mesmo parecer maior, ter azulejos diferentes, as sanitas (pelo menos uma) estarem mais baixas, e os dispensadores de papel serem mais redondos, os urinóis têm 17 buracos, dispostos em 3 fileiras com 5-7-5.
Curiosamente não me recordo dos buracos do WC do rés-do-chão, esse que é mais high-tech e com leds coloridos, certamente por ser usado por visitantes.
Mas seja como for, achei que era do interesse geral, saber-se a resposta, neste caso específico, para essa grande questão da (minha) juventude.

domingo, outubro 26, 2014

Dodging bullets & Preliminares

Tem havido uma série de situações em que eu penso para mim mesmo "Dodging bullets, Bruno; dodging bullets". Penso mesmo em inglês e não em Português e na verdade não me lembro da expressão equivalente (e que signifique o mesmo em sentido figurado e não apenas similar). Se alguém me elucidar da mesma, fico agradecido.

Hoje passei novamente por uma dessas situações. Fomos almoçar fora, e já tínhamos planos para ir fazer umas compras num shopping (é que shoppings aqui é coisa rara ainda para mais abertos ao Domingo) e depois íamos a uma festa de aniversário. À saída do restaurante as tripas começaram às voltas e pareceu-me que algo não estava bem. No carro parecia que entrar em trabalhos, mas a coisa acalmou e seguimos caminho. Durante as compras voltei a ter ataques e digo-vos que a um determinado momento pensei que ia borrar-me todo em pleno shopping. Mas segurei e passado pouco tempo encontrei o único WC do shopping (olha que sorte, um shopping com WC!) e mesmo tendo de esperar por um gajo com um miúdo e ter de meter 50 cêntimos para passar no torniquete, consegui sentar o cu na sanita antes de começar a cagada. Safei-me...

Mas não me fico por aqui. Quer dizer em termos de problemas com a tripa sim, porque não passei por mais nenhum aperto durante o resto do dia, mas não me fico por esta estória.
Mudo de tema, para outro também interessante e polémico, a pornografia.
Como já escrevi publicamente, volta e meia passo algum tempo a ver os canais pornô incluídos no meu pacote (de televisão) e a maioria dos filmes, pelo menos aquele horário são produções holandeses. Eu quase nunca consigo ver um filme do inicio, fazendo sempre zapping entre outros canais até apanhar um a meio. É que a maioria dos filmes são feitos em estilo real, onde os gajos encontram gajas ou falam com um casal. E passam entre 15 a 20 minutos nisso. Tendo em conta que os filmes duram no máximo 35 minutos, é mais de metade do filme em que os intervenientes falam para o(s) gajo(s) da(s) câmara(s). Ainda por cima falam em holandês portanto nem chego a perceber se é conversa picante ou simplesmente de chacha. Não há pachorra. Pergunto-me se os holandeses acham que a conversa são os preliminares...

quinta-feira, outubro 23, 2014

Oh Machete, you've done it again!

O Rui Machete parece ser o Mr. Magoo deste Governo. Não parece saber o que anda a fazer e volta e meia "does it again". Eu já nem sei quantas foram, mas desde reformas estranhas, afirmações falsas a pedidos de desculpas a Angola, este ministro vai acumulando um rol de gaffes.
Deixa-me a pensar que está precisamente no Governo para desempenhar as funções de Bobo da Corte.

Agora veio dar uma entrevista onde terá revelado dados considerados confidenciais sobre Portugal e o Estado Islâmico. Concorde-se ou não com a confidencialidade dos mesmos, a verdade é que são classificados como tal, as pessoas que lidam com eles têm de respeitar o protocolo. Mas uma das figuras do topo da hierarquia pelos vistos acha que não.
Já parece o outro ministro que divulgou lista dos espiões...

Mas nas declarações de Rui Machete vê-se que o homem não sabe mesmo do que fala e parece apenas querer dizer coisas. Tenho visto a frase muito repetida em notícias em vários órgãos hoje: "Há 2 ou 3, sobretudo raparigas, que querem voltar".
Vejam bem o quão estúpido é esta afirmação e que demonstra que é mais uma ideia do que um facto.
São 2 ou 3 pessoas, nem sabem quantas são, isto apesar de falarmos de um número muito reduzido. ao menos parece que sabe que é mais que um. E depois vem a pérola do "sobretudo raparigas". É que reparem, se forem só 2 pessoas que querem voltar, não pode haver o "sobretudo raparigas". Ou são 2 raparigas, ou é uma rapariga e um rapaz, logo não há "sobretudo raparigas". Se forem 3, 2 podem ser raparigas, sem dúvida, mas num grupo tão reduzido a utilização do termo continua a ser ridícula.

Isto para mim só mostra que Rui Machete deve ter passado os olhos sobre um relatório qualquer, ou ter estado presente numa reunião, ouviu umas coisas e depois decidiu mostrar que sabia coisas numa entrevista.
Como não estava a prestar atenção, porque na verdade é um palhacito, não sabe quantas pessoas são, tem ideia que eram sobretudo raparigas porque alguém deve ter falado em 1 ou 2, e obviamente não ouviu/leu a parte a dizer que era informação confidencial.
A seguir vamos ter o Rui Machete a fazer um pedido de desculpas ao Estado Islâmico...

segunda-feira, outubro 13, 2014

Eu já nem ando a ver bem

Isto é que são tempos de experimentação. Um dia publico a partir do tablet, noutro é a partir do telemóvel. Eu que sempre considerei esses dispositivos para aceder a contéudos estou agora a produzir neles. Mas isso resulta novamente na falta da imagem do canto, apanágio das minhas escritas.

Está a terminar uma semana que foi uma estreia em vários sentidos e por isso mesmo já devo estar com os olhos trocados. Então não é que tava a ver as actualizações no Facebook e li "Fulano e Cicrano são agora parecidos"! E até eram mesmo, apesar de um ser gajo e outro ser gaja...

Esta semana que agora começa deverá ser fértil em equívocos similares enquanto fico a pensar na boa vida que deixo nesta ilha (curioso que tanta gente tem ido nestes dias para ilhas). Gostava de levar a Shirley comigo mas não devo ter quilos de reserva e voando low-cost ia dar muita confusão. Não quero é levar as armas químicas comigo mas como a água é diferente e faltarão outros liquidos devo estar safo.

quarta-feira, outubro 08, 2014

Um gajo esquece-se das coisas

Não há imagem aqui no canto que tou a escrever no tablet (sim, também já tenho um e não é um iPad).

Passando um tempo noutro país com outros hábitos vamos-nos esquecendo dalgumas coisas como por exemplo para que serve um bidé e por isso quando reencontramos um confundimos seu verdadeiro uso.

Também já não estava habituado a ver programas desportivos portugueses por isso soou-me estranho ouvir o termo "grande cavalgada" (e não era uma prova de hipismo), assim como nomes de atletas "André André", "Minhoca" ou "Zé Pendi".

Falar em Português todo o dia com as pessoas é bom e não requer habituação alguma, felizmente. Mas já não estava habituado a tanta simpatia se bem que o puto, tal como no sítio do costume, continua a ser o principal alvo da atenção e simpatia!

Termino só com apontamentos:
O Ébola só se pega por contacto directo mas já chegou a Espanha sem a pessoa ter estado em África (este surto está longe de estar controlado e quando chegar ao milhão de infectados entã é que vai ser bonito!);
Aqui neste quarto vai uma total guerra química com o uso de poderosas armas de destruição maciça! Deve ser da água...

domingo, outubro 05, 2014

Estava meio que prometido

Há uma semana atrás tinha dito que devia dissertar sobre um tema estúpido, e se 2 dias depois dissertei sobre filmes simples, deixem-me lá agora falar (acho que não vou dissertar muito) sobre a estupidez dos condutores daqui.

Uma coisa que me apercebi quando vim para cá é que os condutores não são muito bons. Fazem aliás muitas avarias e são burros em muitas coisas. É mais seguro andar aqui porque as estradas tem poucas armadilhas, ao contrário de em Portugal que são imensas, e porque apesar da burrice deles ao menos são mais permissivos para com os outros, logo evitando acidentes.
Mas eu tive que mudar de hábitos desde que vim para cá, como ao abordar os cruzamentos, porque ao contrário de Portugal eles não fazem os 90° (como até é de lei por defeito) e cortam logo a directo, portanto cortando a nossa trajectória (lá está uma das estupidezes).

E depois tem uns que acham que devem refilar quando vêm qualquer coisa que não gostam. Eu por exemplo acho que aqui buzinam bem mais que em Aveiro (não sei ao certo como é no dia-a-dia em Lisboa ou Porto). E a mim já me buzinaram algumas vezes, 2 delas por parvoíce e outra era desnecessária. O engraçado é das vezes que me buzinaram para protestar, os estúpidos dos condutores mais preocupados comigo quase que se espetavam no carro da frente (que não era eu que já estava noutra faixa). Numa delas eu ainda estava a fazer o sinal de maluco (dedo na cabeça acompanhado de um manguito) pois o gajo queria entrar na via onde eu seguia, e que tem prioridade devidamente assinalada, e como eu estava ao lado deles começou a buzinar à maluca, ao que eu não pude ignorar por tão estúpido que era. Entretanto ele e o passageiro não gostaram e puseram-se ao meu lado com o vidro baixado, e obviamente eu fiquei para ver "o espectáculo" que era espetarem-se no carro da frente por irem a olhar para mim...
E pronto é assim, lembrei-me de escrever isto hoje porque um gajo ao meu lado que ia na faixa da esquerda e queria vir para a direita buzinou porque eu meti o pisca para a esquerda ao mesmo tempo que ele...

Entretanto e porque este texto não teve piada nenhuma, deixo-vos um diálogo que não foi real, mas quase:
Eu: Tenho aqui uma borbulha muito grande?
Ela: Onde?
Eu: No c...ralho.
Ela: Oh! Diz lá onde!
Eu: Já disse, no c...ralho.
Ela: O quê?
Eu: Tenho uma borbulha grande na pila.

E para terminar de vez, tenho de me levantar daqui a menos de 4 horas e por isso estou a pensar que mais vale nem ir deitar!

terça-feira, setembro 30, 2014

Às vezes o que precisamos é coisas simples

Hoje nos canais daqui o único filme de jeito que tava a dar era o American Reunion, o último filme da saga "American Pie", que começou em 1999.
Estive a rever o filme e até passei um bom bocado, rindo-me das piadas simples e relembrado tempos idos, pois é sobretudo para isso que o filme serve, malta que agora está mais velha a lembrar-se de tempos de adolescência ou ainda jovens adultos, tanto as personagens no filme como nós, pois é isso que os filmes dessa época, assim como a música, nos fazem. Uma viagem aos tempos em que tudo era simples e haviam sempre aventuras mesmo que só ao fim-de-semana...

O "American Reunion", assim como muitas comédias do género, não é nenhum filme extraordinário. É até um filme bem simples, mas por vezes é mesmo disso que precisamos. Uma comédia leve que não obriga a pensar muito nem exige total atenção. Nem sempre precisamos de ver aqueles filmes mesmo intensos e bons, candidatos a Óscares e outros prémios em festivais famosos com Cannes, Berlim e Sundance. Filmes bons exigem atenção e prendem-nos mesmo. Os dramas chegam a deixar-nos alterados de espírito e aqueles filmes com factor "UAU" até nos deixam completamente extasiados e passados dos cornos.
Mas tem dias, ou noites, que o que precisamos apenas é de um "American Pie", para deixar metade do cérebro desligado e ficarmos satisfeitos sem grande esforço mental ou emocional.
Mas apesar de gostar de ver estes filmes simplórios de vez em quando, ainda tenho alguns valores por isso mudei de canal quando começou o outro filme, o "Deuce Bigalow: Male Gigalo"!
Para isso mais vale ver um canal pornô onde também não preciso pensar muito e ... EI CA P...TA DE MAMAS, OUBE LÁ!

domingo, setembro 28, 2014

Estou derreado, mas nunca pior

Há mais de 3 semanas que não disserto, não cronico nem tampouco dou (escrevo) uma rapidinha. Estou derreado, que é como quem diz, ando cansado, ou mesmo exausto vá.

Estava para escrever uma dissertação séria sobre as ameaças à Europa, sobretudo Ocidental, focando-me no perigo maior que é o que vem debaixo, de Africa. Mas depois não tive cabeça para aprofundar esse tema. Mas o Ébola é foda, amigos, e isto está pior, ou mais perigoso, do que muita gente pensa. Como escreveu alguém, noutro blog, a malta prefere não falar das coisas mesmo perigosas e más e por isso o assunto cai para segundo ou terceiro plano à face de outros perigos ou situações voláteis (como o Estado Islâmico e o urso Russo) mas tendo em conta que esta epdiemia ainda está descontrolada (o crescimento continua a crescer) de repente no final do ano podemos-nos deparar com mais de 1 milhão de infectados e a continuar assim vai haver uma razia.
Unica facto curioso e que pode salvar a Europa, ou parte da população da Europa, é que até agora só 2 brancos morreram e há casos de cura comprovados nos ocidentais. Ou seja é possível que o vírus seja menos perigoso para os não-africanos (caucasianos, asiáticos, etc) mas isso é até uma próxima mutação.

Mas não vou falar muito mais, pois estou cansado.
Há uns tempos largos escrevi que cuidar do filhote era relativamente fácil tirando uma coisa ou outra, mas a partir daí, só para mostrar que eu estava enganado, ou então porque alguém meteu inveja, o sacana do puto mudou um bocado.
É uma fase, diz quase toda a gente, mas salta-se de uma fase para outra! Mas algum dia isto volta aos bons tempos, digo eu...

Entretanto lá vou andando, derreado, mas nunca pior.
Tenho de ver se disserto sobre um tema qualquer estúpido, pode ser sobre os condutores parvos daqui que me buzinam porque não gostam de algo que fiz e na ânsia de barafustar comigo tiram os olhos da estrada e quase se espetam noutro carro. Ou então falar de telemóveis que se dobram, ou assim...

sábado, setembro 06, 2014

Olha, é novamente Dia do Irmão!

Depois de a 10 de Abril muita gente pelas redes sociais, Facebook sobretudo, ter andando a desejar feliz Dia do Irmão, hoje volta-se a ter a mesma febre e lá se vêm imagens e mensagens a desejar feliz Dia do Irmão.
Em Abril foi porque era a data celebrada nos EUA. Hoje é porque é a data celebrada no Brasil.
Na verdade a malta tem memória curta e gosta de ter sempre alguma razão para celebrar qualquer coisa, por isso aproveita-se a data dos outros mesmo que para eventos repetidos.
Como faltam quase 4 meses até final do ano, ainda dará para celebrar o Dia do Irmão mais uma vez.
Por mim hoje vou celebrar o Natal, porque Natal é quando um homem quiser...

Ou melhor ainda, celebro o Dia do Atrasado, pois só publiquei isto a 6 de Setembro :-D*

* frase adicionada após primeira publicação.

segunda-feira, setembro 01, 2014

A minha primeira vez

Apesar de ser um grande fã da Formula 1 e acompanhar quase sempre com muito detalhe os acontecimentos e novidades, apenas há pouco mais de 1 semana assisti a um Grande Prémio in loco pela primeira vez.
Foi o Grande Prémio da Bélgica, num dos circuitos mais carismáticos do calendário, Spa-Francorchamps.

É a escolha ideal para quem mora na Holanda, pois é o que fica mais perto (por estrada) calha normalmente em pleno Verão e o traçado é dos melhores.

Infelizmente não consegui ficar satisfeito em pleno sobretudo devido às condições meteorológicos. A chuva é boa para tornar as provas mais imprevisíveis, e estava a contar com ela, mas a minha ignorância no tipo de terreno nas áreas Bronze (as mais baratas) naquele circuito em particular fez com que não estivesse preparado para assistir às corridas.
Em Spa-Francorchamps, os bilhetes Bronze permitem aceder a muitas zonas distintas e têm a vantagem que permitem ir passeando por quase todo o circuito, dando para ver as diferentes corridas e sessões em zonas diferentes e escolher a que mais nos agrada. Mas a chuva e depois as muitas pessoas, deixaram as zonas cheias de lama e ainda por cima as veredas têm um declive brutal, ou seja, era difícil chegar a um spot decente nas encostas e depois ainda mais aguentar-se lá. Quem já conhece ou preparou-se correctamente, ia bem preparado com calçado apropriado e quase a casa às costas. Certamente também entravam bem cedinho e montavam logo a "barraca" num sítio, e lá ficavam com as cervejas e morfes debaixo da cadeira e o impermeável à mão para se tapar quando as nuvens descarregavam.
Eu e o meu parceiro de Grande Prémio, estávamos à mercê das intempéries.

No Sábado até granizo caiu, pedras grandes como dados! Apanhou-nos na bicha para a barraca dos hambúrgueres e lá ficámos meio-abrigados na pala da barraca. Tarde nos apercebemos que debaixo das árvores estava-se melhor. E o que não falta lá são árvores, pois o circuito está no meio da mata.
No Domingo havia ainda mais gente e era mais difícil chegar aos locais com vista mais alargada sobre a pista. Tentamos nos meter num espaço livre, junto da recta Kemmel mas eu estava em constante estado de desequilibro e durante a corrida de GP2 reparei que não ia aguentar muito mais ali. Ao tentar sair patinei e mandei 2 tombos seguidos na lama, ficando todo cagado do lado direito.
Entretanto tinha visto que havia malta que conseguia ir para o lado oposto da recta, numa zona com erva mas plana (e pouca lama) só que não era uma zona de espectadores. Mas todas as outras zonas porreiras estavam cheias de gente e cheias de lama e aquela tinha pouca gente. E assim foi, metemos pelo meio da mata à descoberta da passagem para o sítio, até que lá demos com ela (seguindo outros pequenos grupos de adeptos com a mesma ideia). Víamos o ecrã gigante e os carros passavam mesmo em frente, mas por estarmos ao nível da pista, numa zona em que passam a 330km/h, pouco se conseguia ver. Ao menos estávamos a nêdio e podendo abrigar nas árvores. Durante a parada, alguns pilotos pararam mesmo à nossa frente, mas para se dirigir ao público que estava no lado oposto e dar uma entrevista a um repórter oficial. A corrida foi seguida sobretudo pelo ecrã gigante pois só dava para ver pouco mais de 1 segundo os carros a passar em frente ao nosso nariz.
Dou um pequeno cheirinho do meu ponto de vista para a corrida:


A chuva, granizo, lama e as 2 quedas tiraram-me um bocado do espírito de corridas em circuito mas na mesma foi excelente e quando voltar já irei preparado de outra maneira.
É curioso que apesar de ter sido uma corrida de F1, todo o ambiente era mais parecido a ir ver ralis, por estarmos no meio da mata, à lama e a maioria das pessoas estarem todas equipadas com farnéis, tendas, cadeiras, geleiras e até CampingGaz para aquecer o café! Malta a dormir lá pelo meio e as caminhadas pelo meio da mata sempre ao sobe e desce, não é nada de F1.
Mais uma particularidade de Spa-Francorchamps.

Fomos ver a corrida na Bélgica mas passamos a noite na Holanda e jantamos na Alemanha. É uma daquelas cenas de estarmos mais no centro da Europa ao invés de num extremo...

Contas à holandesa

Não será só aqui, em tempos publiquei a minha carta à Galp por contas muito criativas (chamemos assim), mas parece-me que as empresas holandesas têm problemas a processar as contas finais do período de 1 ano, quando o cliente (eu) pagou mais do que o consumido.

Cobrar a mais do que se consome é uma prática comum em empresas de energia ou água, aquelas em que temos de enviar os valores do contador. Ou estimam por alto, ou então paga-se por modalidade de conta certa (o mesmo todos os meses) e depois ajusta-se no final do ano.

Aqui nos Países Baixos pago 3 fornecimentos indispensáveis: água, electricidade e aquecimento. Digo aquecimento porque não pago gás; toda a água quente vem de um sistema centralizado, que eles chamam aqui de stadswarmte e em inglês é chamado de distric heating. Pelos vistos não existe termo definido em Português, provavelmente por isto não existir em Portugal nem Brasil, mas para quem não ler o artigo da Wikipédia, o stadswarmte é um sistema de aquecimento central mas duma cidade inteira. Em casa tenho um contador de calor, que basicamente mede a diferença entre a água quente que entra e a água fria que sai (quando sai como no caso do aquecimento) e depois pago os kJ (quilojoules) de calor que consumo. Não preciso portanto de outra fonte de energia para o aquecimento (normalmente gás). A electricidade e o aquecimento são pagos à mesma fornecedora, neste caso a Nuon.
A água é paga a uma empresa municipal, a WaterNet.
No caso das 2 a modalidade de pagamento é conta certa, ou seja, pago sempre o mesmo todos os meses, e no final do período são feitas as contas e definido a mensalidade do próximo período anual.

Este ano, tanto numa como noutra paguei a mais e tenho dinheiro a receber.

A WaterNet (água) mandou-me as contas e tinha pago perto de €55 a mais. A nova factura mensal é €33 logo ainda me sobravam €22. Não devolviam em conta pois desconhecem a minha (não activei o débito directo). Até aqui tudo bem; pensei que tal como indicado no documento, que usariam do excedente de €55 para pagar a primeira factura, e ainda me sobrariam €22 para o mês seguinte o que resultaria numa factura de apenas €11.
Pelos vistos eles funcionam de maneira diferente pois recebi uma carta a dizer que não tinha pago a factura anterior e tinha de pagar os €33, que por acaso nem podia pois para além de na pratica ainda ter dinheiro a receber, não havia referência para pagamento (aqui chama-se Acceptgiro). Não havia menção aos €55 de excedente.

O caso da Nuon (electricidade e aquecimento) é algo diferente. Feitas as contas tinha pago quase €250 a mais e por isso devolveram-me o dinheiro (neste serviço está activado o débito directo). Mas curiosamente tendo pago por mês o ano passado aproximadamente €20 a mais por mês, estava eu a contar que a nova mensalidade baixasse nesse valor. Mas não, apesar de já ter pago a mais do que consumi, a Nuon achou que me devia aumentar a mensalidade em quase €5. Portanto para eles quando se cobra a mais, aumenta-se para se cobrar ainda mais! Logo arriscam-se a ter de me devolver €310 para o ano. A sorte deles é que este ano gastarei mais de certeza (por causa do miúdo) mas será que eles sabem disso? Ficaria muito admirado que seja esse o caso (foram notificados que estão mais pessoas registadas nesta habitação)...

quinta-feira, agosto 28, 2014

Afinal ainda há quem faça pior

Pensava eu que as duas raparigas que levam a scooter para a entrada do apartamento no 3° andar pelo elevador, e com a scooter a trabalhar, seriam os nossos vizinhos com menos juízo, mas afinal não, há ainda pior.

À falta de outras provas, elas apenas levam 1 scooter para dentro do prédio e pelo elevador, mas há uns tempos topei 2 gajos a entrar dentro do prédio com 2 KTM supermoto! Eu vinha a chegar ao prédio de carro e não deu para reparar se entraram com elas a trabalhar ou não. Também entraram na outra porta logo não deu para analisar pelo cheiro, mas as motas não ficaram estacionadas no lobby!
Alguém me consegue dar uma razão qualquer para justificar que é melhor levar as motos para dentro da área habitacional comum, em vez de as deixarem na garagem, que é o sítio para veículos automóveis? Excepto um cenário que inclua a prática de Indoor Supermoto...
As gajas da scooter ainda têm a desculpa de pensarem que a scooter delas é equiparada a uma bicicleta (pois é daquelas que só pode andar nas ciclovias e não usar capacete).

E o palerma do vizinho com o jipe de matrícula francesa (mas que eu duvido que seja cidadão francês) não fica muito atrás, com a sua ideia que pode fumar o charuto à vontade no piso -1 (garagem e arrumos) e que pode deixar o atrelado estacionado no seu lugar reservado na garagem (até aqui tudo bem) e o jipe estacionado à frente do atrelado, fora do lugar e a tapar metade do caminho a quase toda a gente (e dificultar em muito a manobra de estacionamento para 2 vizinhos em particular).

É com cada uma...

segunda-feira, agosto 18, 2014

Tudo bons rapazes

Há quem diga que estes gajos, do Estado Islâmico (do Iraque e Levante) antes conhecidos por ISIS, são apenas uns fantoches de Israel e dos EUA. não é de todo descabido pois a própria Al-Qaeda foi assistida/formada pela CIA para enfraquecer regimes opositores à agenda própria desa entidade norte-americana. Parece mesmo que o Snowden disse que o Califa Abu Bakr al-Baghdadi, o misterioso líder da torcida, é na realidade um agente da Mossad.

Até pode ser que sim, que o ISIS tenha sido formado para combater o regime do al-Assad, e tal como aconteceu com o Bin Laden e a Al-Qaeda, o cão ficou raivoso e virou-se contra os donos.
Haverá quem diga que é tudo parte de um plano maior, destas forças que controlam o nosso mundo e provocam todos os conflitos que temos actualmente para fazer dinheiro ou obter ainda mais poder.
Até pode ser que sim, não digo que não, mas a única coisa que me parece clara nisto tudo é que estes gajos do Estado Islâmico são uns malucos do caralho e não trazem nada de bom a este mundo:


terça-feira, agosto 12, 2014

São parecidos, mas tão diferentes ao mesmo tempo

A navegar pelas notícias do dia, deparei-me com esta reportagem que me despertou a curiosidade para comparar com a minha experiência, uma vez que faço também esta viagem (apesar de me parecer que usam um trajecto diferente já em Espanha).

Aqui na peça temos uma família emigrada há relativamente pouco tempo. Pai com 37 anos, como eu (quase). Mãe com 32 anos ,como a Carolina. 1 filho e 1 gato, como nós, apesar do nosso ser filho ser bem mais novo e termos uma gata.
Em verdade, também nunca fizemos esta viagem os 4, pois é muito dura para o bebé.

Mas a curiosidade para mim foi muito mais além da viagem. Temos um casal com a mesma idade que também não cresceu numa cidade, mas acabam aí as semelhanças. curiosamente olhando para as fotos do artigo vejo-os bem mais velhos do que nós. eles aparentam a idade que têm, da forma como eu via as pessoas com mais de 30 anos quando era novo. Eu não nos revejo naquele casal.

Mas passando essa parte das imagens, há algumas semelhanças. Vamos de carro para Portugal. Levamos GPS e temos ambos Renault. Eu até tive um Laguna que fez várias vezes esta mesma viagem!
Algumas diferenças é que eu raramente sintonizo a estação 107.7, pois de nada me serve saber que vamos demorar X horas a passar um determinado ponto do trajecto, pois não há grandes alternativas...
Também não me rio a ouvir GPS (ouvir GPS, que raio de coisa), mas é verdade que se leva um farnel para comer pelo caminho.

Tenho é a certeza que a família, Maggie incluída, não aguentaria quase 20 horas de viagem...

quinta-feira, julho 24, 2014

Air Algérie AH5017

Mais um, o terceiro em 2 semanas.

Apesar de serem casos diferentes, e tem de se fazer a devida distinção, pergunto-me quantos notícias, relatórios, comentários, partilhas, teorias e manifestações (de diversos teores) vão aparecer sobre este desastre em comparação com as do voo MH17. Eu diria que serão substancialmente menos.

Afinal de contas é um voo em África, com menos de metade das pessoas, de um país, apesar de igualmente muçulmano, menos "interessante" e muito menos hipóteses de teorias da conspiração.

Eu também faço mea culpa e admito que ligarei muito menos a este acidente que ao outro...

PS - Não se surpreendam se virem fotos de um avião de uma outra companhia nas notícias. Este voo era da Air Algérie era na realidade operado pela companhia espanhola Swiftair pelo menos nos últimos 2 dias de acordo com FlightRadar24.com

sábado, julho 19, 2014

Desastre do voo MH17 - Só umas notas

Antes de mais um aviso que a imagem é apenas sobre a teoria actual que parece ser a mais correcta, uma vez que quase toda a gente admite que foi um míssil que abateu o avião. Até o Putin, que disse que se houvesse paz na Ucrânia o "acidente" não teria acontecido. A única dúvida é quem realmente abateu o avião.

Como é natural a maioria dos ocidentais pensará que foi o lado (pró-)Russo e do lado Russo pensam que foi os Ucranianos.
Existem outras teorias no entanto, uma vez que é o segundo acidente estranho com a Malaysian Airlines e já vi até ligações a Israel...

Depois, uma outra versão de teorias da conspiração é terem sido os ucranianos, a mando dos EUA, para meter as culpas nos russos, porque os EUA (e outros países da UE) são maus. Isto será a opinião do lado Russo mas com (nem tão poucos quanto isso) apoiantes no mundo ocidental, como em Portugal.

A minha opinião é a seguinte: acredito que foram as milícias pró-russas que abateram o avião com o apoio dos Russos, por engano, na ânsia de abaterem mais um avião ucraniano. A gravação de comunicações reveladas pelos ucranianos, onde as milícias em comunicação com os Russos revelam que tinham abatido um Antonov An-26 até chegarem ao local dos destroços, são bastante realistas e para é um cenário verosímil-
Para mais existem outras "provas" circunstanciais, como revelações na net (Twitter ou redes similares russas) sobre o abater do avião assim como fotos de um sistema Buk em posso das milícias. Isso foi apagado posteriormente mas muitos media viram e reportaram isso.
E depois todo o comportamento das milícias (assim como dos Russos) desde o inicio do conflito revelam que não são pessoas de bem e nada transparentes.
Agora com o acidente acontece o mesmo. Impedem o acesso de observadores da OCDE, que apesar de serem ocidentais são o mais parecido com uma terceira entidade imparcial que se pode arranjar, assim como a muitos jornalistas. E deixam locais e qualquer um (menos observadores e investigadores estrangeiros) andar pela cena do crime, sem qualquer restrições nem sequer protegerem os corpos nem dizer para onde levaram aqueles que retiraram de lá!
Dizem que os Russos vão investigar tudo, mas se a OCDE e outros são parciais, os Russos são quê?

O pior disto tudo é que 283 pessoas morreram, por causa de um conflito que não deveria existir e um dos lados (para mais o mais responsável por tudo) não vai permitir investigar decentemente, e ainda pior, não vão respeitar as vitimas e os seus familiares...

quarta-feira, julho 16, 2014

E de repente saiu-me isto


As coisas que à noite me fazem andar
Sempre de dia me impedem de correr
As voltas que o Mundo não para de dar
Só hoje reparo que me levam a morrer

Não pares, continua, segue
A algum lado chegarás por fim
Se pelo caminho houver quem te renegue
Diz-lhe que a morte não espera por mim

O vento sopra, a terra estremece
O sono vem e entorpece
Dentro do abismo tudo se esquece
O fim chega e nada mais acontece

segunda-feira, julho 14, 2014

Já estava escrito nas cartas

Tanta antecipação, dúvidas e surpresas e afinal já estava escrito quem seria campeão. Não ouvi falar muito disto excepto por um colega alemão mas está provado. E só havia mesmo uma hipótese este ano.
Uma equipa que seja tri-campeã mundial de futebol, ganha o tetra 24 anos depois.
Foi assim com o Brasil (tri em 1970, tetra em 1994), Itália (tri em 1982, tetra em 2006) e agora com a Alemanha (tri em 1990, tetra em 2014).
Como só a Alemanha era tri-campeã, só eles poderiam ter ganho, para se cumprir com a regra dos 24 anos. Nem sei porque vi os jogos a ver o que dava, a única duvida era quem derrotava e por quantos, e quem ficaria nos outros lugares...

De resto o Mundial que começou muito bem com grandes jogos na fase de grupos, desiludiu um pouco na fase final de eliminatórias. Os 7-1 na meia-final foi uma anormalidade, mas esperava um pouco mais.

O que ficou provado foi, mais uma vez, que aquilo que muitos "especialistas" vaticinaram não se cumpriu. Falou-se antes de começar e ao final das primeiras 2 jornadas que o futebol europeu estava morto. Ainda por cima a jogar em território americano... Pois, mas afinal quem ganhou foi uma selecção europeia...
É verdade que assistimos a quedas de potências europeias, Espanha, Portugal, Itália e Inglaterra, mas sinceramente a Inglaterra fazer pouco ou nada estava previsto. Mas tivemos uma Suíça, Bélgica e França a mostrar mais garra. E no final, ganharam os do costume...



Mas eu ainda estou para ver o que vai acontecer nos próximos meses. Este Mundial teve coisas estranhas, como por exemplo erros grosseiros, muito maus mesmo, da arbitragem, como golos anulados ao México num jogo sem qualquer cabimento, e agora mesmo na final, marcar-se falta de um jogador que seguia a trajectória da bola e leva uma joelhada do guarda-redes... Coisas estranhas mesmo.
Mas do que estou mesmo à espera é vir a público escândalos dentro de (várias) equipas, relacionados com resultados combinados, sobretudo por causa das apostas. Nos últimos anos tem-se assistido a coisas impressionantes no futebol tudo ligado a apostas. Os Camarões já estão envolvidos, mas eu acho que vão aparecer outras coisas. O desempenho de alguns jogadores, coisas esquisitas em alguns jogos, deixaram-me com essa ideia...

Agora, acabou o Mundial em boa altura, quando o Tour de France está em altas, com uma etapa de montanha amanhã para baralhar outra vez as coisas para as próximas 2 semanas (e um Português, não o Rui Costa, em 3° da geral hoje).

domingo, julho 13, 2014

É espontâneo - III

Ela: Se tiver azeitonas pretas às rodelas traz também. Ia fazer o teu bacalhau.
Eu: Sou um gajo importante que até tenho um bacalhau só meu.

Amiga: Noutro dia almocei com um colega daqui, que é Brasileiro e achei que vocês se iam dar mesmo bem! Ele gosta muito de política e notícias.
Eu: Não vamos dar. Ele é brasileiro! Se fosse brasileira, ainda era naquela...

Ao juntar-me a uma reunião de equipa feita por audio-conferência:
Chefe: Hello, who has joined? (Olá, quem se juntou?)
Eu: Chuck Norris.

Eu: Vou beber outra cerveja.
Ela: E o que teremos para o jantar?
Eu: Cerveja!

Durante a conversa de almoço falou-se que na Roménia havia politicos que recebiam porcos como luvas. Pouco depois no regresso ao 9° andar:
Colega: O meu chefe chmou.me ao gabinete e disse "tens aqui uma prenda" e deu-me um envelope.
Eu: E lá dentro vinha um porco.

Em holandês frango diz-se kip e estava eu com uma embalagem na mão.
Eu (com sotaque brasileiro): Kip kip, vem-me buscar ... ... ... cócórócó cócórócó

A ver uma gaja na TV
Ela: Ela está tão magra e feia na TV, imagina então como será ao vivo!
Eu: Foda-se! Há judeus que saíram dos campos de concentração com mais carne do que ela!

sexta-feira, junho 20, 2014

Este mar está flat, mas tem motivos

Para a malta que gosta de surfar aqui pelo blog a coisa está parada desde que falei das viagens de carro e o motivo é simples e lógico. Estou de férias e há outras coisas a fazer.
Para compensar deixo-vos esta linda foto que já partilhei no Facebook, para vos encher a vista. O motivo de ter um regador deste tamanho é também ele mais que óbvio: coisas da parentalidade...

Entretanto posso vos dizer que me tenho divertido um pouco com o Mundial, onde parece que a coisa tá preta para algumas equipas europeias (continente dominador do futebol, junto com Brasil e uma ou outra de vez em quando). Espero que Portugal não siga pelo mesmo caminho da Espanha, mas às tantas é o que nos espera...

Deixo-vos só uns apontamentos soltos, lembrados nestes dias:
- Os bebés num instante estão aqui ao pé de nós, no seguinte já estão a rebolar pro chão;
- Ainda bem que não tentamos fazer a viagem Holanda-Portugal com o miúdo de carro (ele aguenta bem uns 250 kms, mas depois é complicado);
- Visitar Lisboa ao fim-de-semana é bom e calmo, mas acertar nos dias de maior calor (quase 38°C) e em dia de concerto da Miley Cyrus é que era escusado;
- O Castelo de S. Jorge, o Elevador de Santa Justa e o Oceanário já justificam por si só uma visita à capital;
- O Algarve continua a ser um espectáculo quando tem poucos turistas;
- A China é passado e presente e é definitivamente (o) futuro!

domingo, junho 08, 2014

Incoêrencias duma viagem

Esqueci-me desta na crónica anterior, pois é mesmo 100% garantido: A empresa de transportes espanhola, cujos camiões (tractor) são todos portugueses,.

Uma das viagens que pareceu correr melhor foi a que demorou mais tempo (trajecto Paris-Aveiro) de casa a casa: 16 horas.

16 horas a viajar, tirando as pausas sempre a conduzir, mas não foi a que fiquei mais partido (estava cansado mas já fiquei pior).

Carro mais leve, média de velocidade mais baixa, mas média de consumo 0,6l mais elevada que na viagem em Janeiro. E durante a própria viagem, gastar menos em França (a andar na casa dos 130 km/h, e temperaturas perto dos 30°C) do que em Espanha (a andar na casa dos 125 km/h e com temperaturas mais perto dos 20°C).

O trajecto é cheio de veículos com destino a Portugal, sobretudo camiões, mas é precisamente no troço final (a partir de Valladolid) que a estrada fica quase deserta (esta associo ao horário porque é quase sempre assim).

Tantas cidades e tantos pontos de congestionamento que se atravessa e o único sítio onde estive mesmo parado foi na bicha para o McDrive já em Aveiro...

sexta-feira, junho 06, 2014

Coisas garantidas

Em 1789, numa carta escrita para Jean-Baptiste Leroy, Benjamin Franklin escreveu uma coisa que se tornou numa das citações mais populares (traduzo para português): neste mundo nada se pode dizer que é garantido, excepto a morte e impostos.

É uma frase brilhante e muitos até dirão que é uma verdade universal. Do mundo não sei se há outras coisas garantidas, mas nas minhas viagens para Portugal de carro tem algumas coisas garantidas.
Cruzar-me com um camião dos camarões como o da imagem é garantido. Seja ainda na Holanda, na Bélgica, em França ou já em Espanha, em quase todas as viagens, senão mesmo todas, que fiz de carro entre Holanda e Portugal cruzei-me sempre com um destes. Hoje não foi excepção e vamos a ver se volto a cruzar com mais na segunda etapa.

Outra coisa garantida é apanhar obras em França, a maioria das vezes na zona de Paris que atrasam sempre a vida. E como chegam na fase final da primeira etapa da viagem, com quase 500kms feitos, muitas vezes com congestionamentos em Amesterdão, Utreque (sim, é este o nome em Português da cidade), Breda, Antuérpia e Lille, não há paciência. E depois de meses a conduzir na Holanda onde é tudo muito mais pacífico, um gajo está destreinado para a agressividade do transito parisiense, sobretudo com o congestionamento por causa das obras...

Para quem ficou curioso sobre isto da primeira etapa e segunda, eu faço as viagens entre Holanda e Portugal em 2 etapas. Imaginando a viagem para Portugal, a primeira etapa é Amesterdão-Paris onde fico em casa dos meus pais 1 ou 2 noites (e até costumo trabalhar um dia remotamente). É a etapa mais curta de distância, mas não necessariamente a mais rápida, pois em termos unitários costumo demorar mais tempo por km do que a outra, Paris-Aveiro que é o triplo da distância mas raras vezes demora o triplo do tempo.
Hoje fiz a primeira etapa e no Sábado de manhã arranco para a segunda. Depois é férias em Portugal...

domingo, junho 01, 2014

É espontâneo - II

GNR: O Sr. Bruno bebeu esta noite?
Eu (depois de uns largos minutos a pensar qual a resposta mais conveniente): Bebi vinho ao jantar.
GNR: E bebeu quanto?
Eu: Bebi só um copo. (tecnicamente correcto foi sempre o mesmo)
GNR: Mas um copo pode ser grande pequeno, cheio, vazio, foi quanto?
Eu: Foi um daqueles copos de 20cl e nunca é cheio. (novamente correcto pois o copo nunca foi cheio até à borda)
GNR: OK, pode seguir.

Vizinha (que é portuguesa): É tão bom termos pessoas porreiras como vizinhos de quem gostamos.
Eu: Eu não gosto nada de vocês mas pronto, dá algum jeito ter-vos como vizinhos.

Eu: Então o teu namorado?
Ela: Acabamos.
Eu: O que aconteceu?
Ela faz o gesto de cornos na cabeça.
Eu: Meteste-lhe os cornos, foi?

Ela: Tens de dizer mais vezes que gostas de mim.
Eu: Eu gosto de ti mas agora queria mesmo era foder-te.

Nos meus tempos de subchefe.
Equipa: Bruno, achas que vai mesmo haver aumentos?
Eu: Aumentos vai haver sempre, mesmo que os vossos sejam de 0%.

Algum tempo depois do duche, ainda nu e com a toalha laranja presa ao pescoço tipo capa, entro pela cozinha, pontapeio o ar e digo:
Eu: THIS IS SPARTAAAAAA!!!
Ela: Mas que raio?!?!
Eu: Eles tinham barba e capa vermelha!

Esta repete-se de vez em quando.
Alguém: Muito falas tu de merda!
Outrem:  Só fazes merda...
Eu: Cagar é um dos meus prazeres favoritos.

sexta-feira, maio 30, 2014

Também em pimbeiro dá 15 a 0

Por alturas de um Mundial ou Europeu os países participantes costumam encher-se de um espírito pimbeiro, típico para estes ambientes de festa onde se gostam de coisas animadas. Isto nota-se muito nas decorações e nas canções que invadem as TVs e as rádios.

Em Portugal depois de uma "Dança do Campeão" com ritmos africanos, temos a música oficial "Vai Portugal" feita por um estrangeiro e também a lembrar ritmos de World Music fundido com Pimba e onde até a Kika nem parece estar a cantar normalmente (nem tom nem sotaque). As músicas parecem ser fraquinhas, mas a do Unas ainda tem a desculpa de (poder) ser uma piada.

Mas se há coisa que nunca podemos subestimar é o nível pimbeiro deste povo aqui dos Países Baixos. Não sei o quão oficial é este tema, é pelo menos um usado por uma cadeia de supermercados também chamada Jumbo mas nada a ver com o Jumbo de Portugal:


Isto deixa-me a pensar que a música do Festival Eurovisão que eles mandaram, que dava 15 a 0 à da Susy, terá sido uma anormalidade.

Já agora só mais alguns exemplos do que aparece por aqui, em termos de músicas para o Brasil 2014.
Do mesmo género da de cima mas filmado no Brasil: https://www.youtube.com/watch?v=WoarNtKdg1k
Uma bem ao estilo de balada épica pimbeira de outros tempos:  https://www.youtube.com/watch?v=mDSMut-rUyM
Ou ainda pior, usar-se uma música em espanhol, pois Brasil, América do Sul é tudo igual: https://www.youtube.com/watch?v=HeopBeuX6Zk

Pensando melhor as músicas de Portugal nem são tão más assim...