domingo, novembro 27, 2011

Porsche é Porsche

Já foi mais especial, mas para mim, Porsche continua a ser uma marca única no mundo automóvel. E sobretudo graças a um modelo, o 911 que simboliza a própria marca e é, e sempre será, o Porsche.

É certo que este carro não foi o primeiro modelo de sucesso da Porsche, nem tão pouco estreou o conceito mecânico que o torna único (esse vem do VW Carocha) mas nenhum outro carro consegue juntar todas as peças do puzzle e gerar este resultado.
Era para se chamar 901, e ainda foram vendidos alguns carros com esse nome, mas quando a Peugeot protestou por deter o direito em França a todos os nomes de carros com três dígitos e o zero no meio, a Porsche decidiu mudar o nome do modelo para 911 ao invés de o renomear somente no mercado francês.

Passados quase 50 anos, as linhas do carro mantêm-se. O conceito original também, mesmo que tenha evoluído como tudo nesta vida. Motor boxer de 6 cilindros, também conhecido por flat-6, montado em cima do eixo traseiro, o que parece ser errado, pois o motor actua com pêndulo levando a traseira para todo o lado. Igual a um Porsche 911 só outro 911.
É incrível como ainda mantiveram motores refrigerados a ar (outro conceito errado) até 1997!

O 911 foi o que permitiu à Porsche manter-se em activo estes anos todos, alguns deles, ou muitos mesmo, este era o único modelo da gama da marca.
Agora temos muitos mais. E a Porsche finalmente juntou-se à sua marca "irmã" (foi Ferdinand Porsche quem criou o Volkswagen) e portanto é uma marca com quase todo o tipo de carros, se bem que especiais, desde pequenos cabrios para os playboys irem ao engate, acabando em enormes SUVs para os chefes de família enfrentarem a selva urbana, subir passeios e ocupar 2 ou 3 lugares de estacionamento...

Todos especiais e diferentes de modelos de outras marcas da mesma categoria, e todos partilhando as mesmas linhas gerais arredondas da Porsche, mas nenhum tão especial como o 911.

Espero um dia ter um 911. Usado será o mais certo, se bem que alguns modelos antigos já são clássicos e serão mais caros ainda do que modelos novos. E o mais certo é só ter um quando já não tiver idade ou saúde para o aproveitar em todo o seu potencial e esplendor.
Pode ser um igual a este, que vi ontem no stand da Porsche em Amsterdam-Zuidoost e me deu a inspiração para esta dissertação automobilística:


sexta-feira, novembro 25, 2011

Em terra de cegos...

... quem tem um olho é rei.
Este ditado parece ser uma verdade universal. E levado mais à letra é-lo sem dúvida. Em termos de capacidades quem tem algo a mais que os outros, tem um grande, enorme mesmo, trunfo para se erguer sobre os demais.

Mas se estivermos a falar de capacidade cognitiva e intelecto e para Portugal, que está repleto de analfabetos funcionais (desculpem a frontalidade mas é verdade), ou outro país que partilhe com Portugal esta sina, este ditado está errado.

Em terra de cegos, quem tem um olho é deficiente!

quinta-feira, novembro 24, 2011

Ideias para presentes

Daqui a uma semana irei completar mais um aniversário. Como eu sei que vocês todos gostam muito de mim, deixo aqui já as minha sugestões de presentes, em diferentes categorias e por ordem decrescente de preço e apreço.

Já agora eu quero mesmo um presente e não uma prenda. Em tempos, no curso para padrinho (sim, porque tem de se fazer um curso e conversar com os padres antes de assumir essa responsabilidade, sim eu sei que se calhar eu não fui grande escolha nesse capítulo, religiosa), foi-me ensinada a diferença entre os 2 termos, que é facilmente perceptível ao vermos  a etimologia das 2 palavras.
Eu prefiro dar e receber sinais de presença, algo que simbolize a minha presença ou de quem me ofereceu o presente.
Não gosto de receber algo que me prenda a uma pessoa ou obrigação, muito menos prender alguém ao mesmo.

Mas voltando ao tema, aqui ficam então as minhas sugestões. A vós de escolher e me oferecer uma destas opções, de preferência uma por cada categoria:

1. 4 rodas


2. Viagens

3. 2 rodas

4. Sensações



5. Mais realista

terça-feira, novembro 22, 2011

Tá um grosso noboeiro

A foto não é de hoje (ainda está muito escuro a esta hora) mas serve para passar a imagem desejada. Se bem que estou convencido que pelo menos no Domingo e ontem nem se conseguia ver as árvores da mesma janela de onde tirei esta.
Está mesmo um nevoeiro cerrado, salvo erro, desde quinta-feira ou ainda antes. Hoje o dia ainda não clareou mas olho lá para fora e só se nota bem as luzes dos candeeiros junto ao Brandweer (quartel dos bombeiros) assim com o símbolo deles que é luminoso.

Lembro-me perfeitamente de estar assim na quinta-feira passada, pois trabalhei de casa e nem me apercebi que já era hora de almoço pois o dia visto da janela do escritório estava exactamente igual desde as 8 e pouco. Admito que não me lembro bem de sexta, mas tem sido sempre assim.

A grande pause de nevoeiro que tivemos foi no domingo quando eu e a Carolina rumamos a Maastricht, pois eu queria leva-la a comer ostras no mesmo restaurante onde já tinha estado em Fevereiro. Saímos de Amesterdão pouco antes das 11:00 debaixo duma camada espessa que pouco deixava ver e lá fomos sempre assim na A2 até perto duma localidade chamada Best, pouco antes de Eindhoven. Aí o sol começou a aparecer e pouco depois viajávamos debaixo de um belo sol e num dia descoberto cheio de luz e azul. No entanto no regresso já pelas 17:00 praticamente no mesmo ponto da auto-estrada voltamos a entrar no manto de neblina. Ontem confirmei com os colegas que foi o dia todo assim para estes lados.

Estava viagem permitiu retirar algumas ilações curiosas, que ao bom estilo bakanoide partilho com vocês:

- Os holandeses conduzem mais depressa do que eu alguma vez imaginava (até agora) mesmo com este nevoeiro todo. Quer dizer, os holandeses ou aqueles que vão para sul na A2, pois estava mesmo muito fechado e no entanto muita gente rolava nas calmas na velocidade máxima permitida com alguns a viajar um pouco acima dela (eu incluído pois desde há uns tempos que o meu lema é andar à velocidade dos carros mais velozes, desde que não seja um "maluco" a 200). Considerando que tem um troço com limite de 130 km/h já não é nada mau e Maastricht desta vez pareceu-me muito mais perto do que da primeira (ver post acima referenciado);
- Em Maastricht come-se bem. Só lá comi 2 vezes e era para ter repetido o restaurante mas o mesmo estava fechado (não houve ostras para ninguém) mas escolhi um chinês com um nome apropriado de "La Chine" que nos serviu um bom almoço com pratos diferentes do habitual. Só a cerveja Tsing Tao é que é a mesma em todo o lado;
- Maastricht parece ser pequena e não faço a mínima ideia onde estava escondida aquela gente toda em Fevereiro passado quando estive na mesma praça por volta da mesma hora. Se calhar o estar solinho agora (e anteriormente estava de chuva) é que fez a malta abandonar as suas tocas;
- Liège é muito maior do que eu pensava e mais confusa também;
- O Luxemburgo é logo ali ao lado. E a Alemanha ainda mais. Depois de estar em Maastricht, uma pequena voltinha de carro dá para visitar 3 outros países e juntar França à lista também não custa muito. Que diferença para quando se está em Portugal que só se pode ir visitar os nuestros hermanos.

domingo, novembro 20, 2011

Tudo depende das expectativas

Nesta sexta-feira passada vimos "A Ressaca Parte II", que aproveita bem as piadas e peripécias introduzidas no primeiro filme e mantém o bom nível. Como a esposa ia dizendo que não se lembrava muito do primeiro, lá fomos revisitá-lo no dia a seguir durante o almoço.

Rever "A Ressaca" não tem o mesmo impacto que ver pela primeira vez mas o filme foi, e continua ser, uma das maiores surpresas que tive. Admito que em 2009 não tinha grande vontade de o ver. Apesar de várias pessoas me dizerem que era altamente, o tema, o elenco de segunda linha e até o cartaz do filme faziam-me pensar naqueles filmes de comédia barata. Não tinha grandes expectativas, ou nenhumas, e depois adorei o filme. Está bem escrito, bem realizado, a banda sonora assenta que nem uma luva e o Alan (Zach Galifianakis) é um gajo que simplesmente não existe! O filme consegue nos surpreender a cada reviravolta e manter-nos interessados em saber como vai acabar a coisa. E acaba excelentemente!

E isto leva-me a falar de outro filme, o "Inception (A Origem)" do ano seguinte. Para este filme eu tinha grandes expectativas. Se calhar muitas delas criadas pela própria industria e pelos media pois eu lembro-me de pensar que isto era a melhor coisa de sempre. E não fui só eu, que até já discuti este assunto com outros colegas que partilham a mesma opinião.
Estava à espera de uma experiência avassaladora e quando acabei de o ver estava um pouco desiludido. E é curioso porque o filme é mesmo muito bom! Para quem não gosta do estilo, ou dos estilos pois ele mistura ficção científica com acção pura e dura e os meandros de um filme de assalto, pode não concordar comigo, mas ao analisarmos o filme repara-se que ele é mesmo um dos melhores, sem dúvida.
Mas então porque ficamos com a sensação que a montanha pariu um rato? Por causa das expectativas geradas em redor do mesmo. Como disse, esperava ser "assombrado" e ficar extasiado, e "simplesmente" assisti a um excelente filme.

Portanto estamos a falar de dois filmes, ambos grandes sucessos e merecidos no meu entender, em que um deixou-me maravilhado (o mais simples e "básico") e o outro deixou-me desapontado (o evoluído e avançado). Tudo depende das expectativas. Se elas são sempre grandes, maior é o risco de ficares desiludido. Por outro lado quando tens poucas ou nenhumas, no pior dos casos confirmas o teu pressentimento e ficas agradado na mesma.

Esta coisa das expectativas e como geri-las é importante no meu trabalho de agora, sobretudo nos casos em que o cliente está com um problema grave e precisa mesmo que o ajudemos para recuperar dados perdidos, por exemplo. Logo no início o meu primeiro objectivo é gerir correctamente as expectativas do cliente. Se lhe digo para não se preocupar que tudo vai ser resolvido e passado uns dias tenho de lhe ligar para dizer "eh pá, isto afinal está mau e só deu para recuperar 1/3 dos dados perdidos" vou ter um cliente lixado que não vai ficar muito satisfeito com o resultado nem comigo. Se por outro lado na mesma situação lhe digo inicialmente que os riscos são elevados, que não há garantias de nada e que pode demorar muito tempo, ao fim dos mesmos dias quando lhe digo que afinal deu para recuperar 1/3 dos dados perdidos, o cliente vai ficar contente e satisfeito com o resultado e comigo.
O mesmo resultado, 1/3 de dados recuperados, mas uma opinião completamente diferente.
Isto não quer dizer obviamente que devemos sempre criar expectativas baixas ao cliente para depois o surpreender. Isso é fazer batota e um cliente inteligente vai-se aperceber disso. O "truque" é atribuir as expectativas correctamente, pensando no pior cenário e preparar a outra pessoa para o mesmo, sendo no entanto positivo quanto ao resultado final quando há probabilidades de sucesso.

Entretanto vou aqui gerir as minhas próprias expectativas de que estou a passar pelo último cio da bicha (fica assim um bocadinho pró chata).

sexta-feira, novembro 18, 2011

Já foste

Pois foi, mandei um tralho. Não como este da foto, nem tão pouco a andar de bicicleta, se bem que envolveu outro veículo de 2 rodas.
Resumindo, um colega ficou sem bateria na mota, e eu fui ajudar a pegar de empurrão ... hummmm ... dito assim até tem umas conotações algo larilas.
Vamos recomeçar: Um colega ficou sem bateria na sua mota e eu fui ajuda-lo, empurrando a mota para que ela pegasse. Depois de 2 tentativas goradas, e já na estrada de acesso ao estacionamento, empenho-me um pouco mais no empurranço e conforme a mota pega e ele vai em frente, eu vou quase directo ao chão, pois não me lembrei de planear o momento em que iria perder o apoio dos braços e estando demasiado inclinado para a frente não consegui parar.

Quem viu diz que foi muito cómico e devia ter sido filmado. Acredito que daria um daqueles vídeos engraçados que a gente vê pela net e se ri da desgraça alheia.

A paga que tive por ir ajudar alguém foi: óculos danificados (nem sei se têm arranjo), relógio todo riscado, calças ligeiramente rasgadas e um casaco também com uns buraquitos; no corpo: esmurradelas nas mãos, braço e ombro esquerdos, e cara, um corte no sobrolho, 2 grandes pisaduras, ou hematomas para ser mais giro, na perna esquerda e zona das costelas inferiores do lado direito.
Ferido no orgulho? Não, acho que foi uma situação perfeitamente normal e passível de acontecer a qualquer um, tendo em conta o empenho que tive (devido ao meu colega ser ainda maior que eu, logo ter muitos quilos para empurrar).

Tenho pena por 2 coisas:
- os óculos, não pelo valor mas porque gostava mesmo deles e não sei se têm arranjo;
- Não ter um vídeo do sucedido para partilhar...

Entretanto, devido às minhas mazelas, a esposa pôs-me um bocado do medicamento com um dos nomes mais curiosos que eu conheço: o Trombocid!
Sempre que oiço esse nome fico na dúvida se estão a dizer que o José Cid teve uma trombose especial qualquer ou se estão a falar do medicamento para a trombose do José Cid...

segunda-feira, novembro 14, 2011

Liga Política - Época 2011/12


Nos últimos tempos, por diversas vezes pensei em vir arrotar umas postas de pescada sobre os acontecimentos políticos e governativos em Portugal, mas muitas vezes senti-me esmagado pela magnitude das cosias, e noutras simplesmente não dava para escrever quando os pensamentos me surgiam e depois perdia a inspiração (um próximo gadget a ter, um equipamento que converte para formato texto o que lhe ditamos, para que possa depois já ter as dissertações praticamente escritas quando me vêm as ditas “diarreias mentais”).

Não vou fazer deste post, uma mega-dissertação que abranja tudo que já pensei sobre a governação e debate político dos últimos meses. Até porque quanto mais longo vejo o meu futuro aqui, menos vontade tenho de discutir acontecimento daí.

Quase todos os dias, sobretudo da semana, vou comentado e opinando sobre as várias noticias e artigos de opinião que surgem na praça pública com o meu amigo Daniel (via G-Talk). Também vejo muitas opiniões e comentários feitos pelas redes sociais (a minha blogosfera é muito limitada).
Acho que devo deixar umas palavras sobre o assunto, sobretudo até porque fui publicamente bastante crítico do anterior executivo nomeadamente no pouco ou nada que faziam para controlar as contas públicas.

Não podíamos ter muitas ilusões, o novo governo tinha de tomar medidas duras para tentar controlar o défice. E quando se confirmou que o estado era pior do que ainda se pensava, medidas injustas mas de efeito rápido tinham de ser feitas. Também eu não acho piada a muitas delas, mas fosse PSD, fosse outros tenho poucas dúvidas que muitas delas seriam necessárias, a título provisório. Eu afirmei em 2010 por diversas vezes que não me importava de dar 50~100 euros por mês para o Estado durante 1 ano, se isso significa um verdadeiro equilíbrio das contas. Falava a sério nessa altura e acho que muito boa gente faria o mesmo.
O problema é que as medidas provisórias começam a soar mais como permanentes, até pelo que se ouve de determinados sectores, sempre à procura de formas de obterem mais por menos. E também porque um dos grandes males do anterior executivo parecem continuar neste.
Continua-se a mentir às pessoas, continua-se a tentar jogar com as palavras para passar certas mensagens e continua-se a fazer pressupostos muito simplistas e a tomar decisões importantes com base neles.
O que foi dito sobre os feriados, sobre o aumento do horário de trabalho (para aumentar a produtividade) e as conclusões que se tiram que isso tudo significa que de certeza a economia cresce é um chorrilho de mentiras. E isso é perigoso.

Ainda mais grave que isso é que o regabofe político do fazer toda a gente apertar o cinto menos eles parece continuar neste novo regime laranja-azulado.
Coisas boas têm também aparecido e aqui e ali surgem notícias do corte de regalias (chama-lhes direitos mas isso não impede de os retirar ... aos outros) nesse sector.
No entanto eu continuo na dúvida. Também antes o governo PS fez “cortes” no sector político para passado 1 ano a despesa da AR e de outros organismos ter aumentado.

Para já, continuo a dar benefício da dúvida ao actual governo. Os tempos são realmente muito complicados e o trabalho de tentar baixar o défice em tão pouco tempo (a meio do ano era superior aos 8%) é colossal (como o PPC disse).
Espero que as gafes e os erros até agora, sejam sobretudo  fruto do stress e o não conseguir fazer tudo de uma só vez.
No entanto eles não tem muita margem de manobra. No próximo ano, se as medidas de grande impacto tomadas realmente servirem para alguma coisa, têm de apresentar trabalho decente no corte estrutural de despesismo público (diferente de despesa publica) e um corte com as políticas de compadrio como se tem assistido nos últimos anos.
De qualquer forma, não tenho muitas expectativas, por isso Portugal parece-me cada vez mais um passado que vivi, do que um futuro que terei...

domingo, novembro 13, 2011

The Chipkaart Job (ou como dar o golpe nos transportes)

Eventualmente a maioria de nós pensamos que nós, os tugas, é que somos os xico-espertos, os maiorais e aproveitamos sempre qualquer esquema para proveito próprio ou enganar o sistema.
O andar nos transportes públicos aqui pela Holanda, sobretudo em Amesterdão e arredores, tem-me mostrado que o "xico-espertismo" existe em todas as culturas e nacionalidades. E se este povo "nortenho" é mais sério que os malandrecos dos primos do sul, não deixam de ter o seu lado "marginal".

Isto deve-se a como funciona os bilhetes para os transportes. Eles usam o que chama de OV Chipkaart, que é um cartão e não bilhete e no qual se tem de marcar a entrada e a saída. É equivalente ao Andante usado no Porto (para quem conhece).
Existem em diversos formatos, com validade temporal (1 hora, 1 dia, 1 semana) e os que funcionam por saldo (pagos pela distância). Eu uso os chamados cartões anónimos, e carrego para lá dinheiro (se bem que se quiser posso carregar um bilhete de dia ou semana no cartão). O sistema funciona registando a entrada e a saída, e ele calcula o preço da viagem. Se não marcar saída perco €4 (ou coisa parecida).
Se no metro marca-se obrigatoriamente à entrada e saída nas estações para poder passar as portas (ou torniquetes), nos trams e autocarros o check-in e check-out fazem-se em leitores como o da foto que estão junto às portas do veículo.

Aqui se calhar o vosso lado xico-esperto já pode estar a pensar que se nós marcamos já dentro do veículo se calhar podemos enganar o sistema de vez em quando. Pois é isso precisamente que vejo acontecer diversas vezes, sobretudo na saída, pois a entrada costuma ser feita perto do condutor (e do vendedor nos casos dos trams mais recentes) e eles costumam controlar. No entanto na saída, sobretudo quando vai muita gente, um gajo pode-se aproveitar. O aproveitar não é o não validar o cartão, pois como disse perdemos €4, mas sim validar mais cedo.
Aqui vê-se muita gente validar a saída na paragem imediatamente anterior aquela onde vão sair. Poupam uns cêntimos apenas por viagem, mas em muitas viagens todos os dias, já dá qualquer coisa.
Ou então fazem o que eu vi um gajo fazer ontem e que foi o maior golpe que assisti. Ele entrou pela porta da frente do tram (junto ao condutor) e marcou a entrada, e foi até ao meio do tram onde passou o cartão outra vez, fazendo uma saída. Como ainda estávamos parados, "saiu" no mesmo sítio logo não pagou nada (eu vi que nenhum valor tinha sido cobrado). Ele ainda estava no tram quando nós saímos, varias paragens após ele ter entrado, portanto o gajo deu um ganda golpe e fez uma viagem à borlix.

A questão será se quem faz isso são holandeses também ou só estrangeiros. O gajo parecia-me holandês e do que tenho visto no golpe mais habitual do marcar 1 ou 2 paragens mais cedo, todo o tipo de pessoas fazem isso. Todos menos aqui o tuga xico-esperto e a mulher.
Mas pronto em Portugal também não fugia aos impostos (seja lá o que isso for exactamente) portanto já era lorpa também...

quarta-feira, novembro 02, 2011

A Thousand Bikes


Bicicletas são como as mulheres. Belas e com curvas, diferentes, subtis. Algumas com mudanças complicadas, outras simples, pegar e andar. Umas belas e únicas. Outras produzidas em série. Umas dos mais nobres e caros materiais, outras do mais simples que aparece. Umas por quem vale a pena lutar, outras que deixamos por ai...

É assim que está descrito no novo blog, recentemente criado, do qual sou co-editor.
A missão: 1000 bicicletas... Uma por dia!!!

Da minha parte contribuirei com as estrangeiras, maioritariamente Holandesas, mas tentando arranjar exemplares de outros sítios que visite (ou tenha visitado).



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segunda-feira, outubro 31, 2011

Há dias assim

Depois de um fim de semana bem sucedido, especialmente o Sábado onde fiz a minha Housewarming Party daqui pois no Domingo foi dia de fazer ronha no sofá, acho que a semana não podia ter começado melhor como no dia de hoje.

Este dia foi para mim um dia em cheio. Em termos de trabalho a meio da tarde já tinha despachado o que havia para processar; estive a falar de carros e gajas com um colega, e do Matrix com outra moça; o meu manager até me veio apertar a mão por ter gostado tanto do dueto entre a Carminho & Moonspell.
O almoço apesar de nada especial foi calmo e ainda tomei café cá fora a aproveitar um pouco de sol que espreitou aqui por estes lados. Durante esse momento passou um Douglas DC-3 na aproximação à pista de Schipool, tendo sido a primeira vez que vi um ao vivo e logo a voar!
Ajudei uns colegas que vieram de outras IBMs, dando-lhes instrucções de como e onde apanhar o tram para o centro, assim da forma (que eu conheço pelo menos) de comprar um bilhete para quem só tem cartão bancário (sueco).
A isto tudo deu ainda para ser relativamente activo no mundo cibernético e ainda ser convidado para um projecto novo que será certamente interessante.

Admito que no final do dia (de trabalho) estava contente e sentia-me realizado, um sentimento de missão cumprida (daí a imagem do post). Sendo já noite cerrada (horário de Inverno oblige) deu para ir até aos extremos do 9º andar e contemplar a bonita vista que se tem (quando a noite está limpa) dos edificios de Amsterdam Zuid (a nascente) e das luzes de Schipool (a poente).
Amanhã levarei a máquina fotográfica para ver se tiro umas fotos das vistas (espero que consiga algo de jeito pois serão tiradas através de janelas e com luzes acesas no interior).

Um arroz de marisco (o prato principal planeado para a festa de Sábado mas que não foi necessário) acompanhado duma mini Super-Bock e agora estou pronto para tomar um cafézinho e ir ver o Carros 2.

E não, não estou particularmente contente por ser noite de Halloween, porque acho isso uma grande treta (para quem tem Facebook e está na minha rede, pode ir ver o que escrevi).

Espero que este dia seja um tónico para a(s) semana(s) que aí vêm. 

PS - Ainda deu para estar a bater uns coiros a uma Polaca e uma Alemã durante as 8,5h que estive pelo trabalho ;-P

sexta-feira, outubro 28, 2011

Fun at work

Workshop de salsa e merengue, corrida de cadeiras, concurso de construcção de robots e um gajo com um traje do Tirol a servir raclette.
O que isto tudo tem em comum? É um resumo desta semana lá no trabalho que tem um nome pomposo de Customer Service Week mas é mais uma semana de actividades para a malta do departamento do que para os clientes.

Pelos vistos é uma tradicção anual e o principal objectivo é a malta divertir-se e integrar-se melhor. Isto porque há sempre pessoas novas a conhecer, coisas a praticar.

Para mim o mais interessante até acaba por ser mesmo os Comes & Bebes, não por poder comer e beber muito, mas porque como somos nós mesmos que levamos a comida para todos, em dias especificos (a divisão é feita por equipa), permite ficar a conhecer coisas novas pois como já falei antes, temos aqui pessoas de todo o lado.

Desde os queijos, como a raclette (que já conhecia mas não usando o mesmo equipamento) ou um queijo castanho (é caramelizado!) noruegês, passando pelo chã de menta de Marrocos, uma variedade grande de comidas que não deu para identificar a usa origem, e acabando em sobremesas variadas como a crema catalana ou tiramisu feito por italianos.

No que me toca tentei dar um pouco de Portugal. Pão com chouriço caseiro (é preciso lembrar que levávamos a comida de manhã, por isso pensei numa coisa "simples" que se comesse bem frio), tarde de maça, talvez não tipicamente português mas carregada de canela sempre dá um traço mais típico, e uma garrafa de Marquês da Marialva Reserva 2007 que caiu muito bem nos apreciadores de vinho.
Muitas outras coisas podia e teria levado, mas foi-me pedido de véspera e aqui não se pode ir ao hiper-mercado ou Pingo Doce da esquina comprar produtos tipicos assim num repente.

Nota: A foto é mesmo do meu colega Bart (que não é do Tirol) enquanto preparava mais uma dose de raclette.

terça-feira, outubro 25, 2011

Eu não era capaz...


Tão a ver as calças que o jogador de golfe está a usar? Pois esta manhã entrou comigo um gajo que usava umas iguais, apenas um pouco mais escuras. Um casaco por cima da camisola sem alças de malha e a falta do boné eram as principais diferenças para esta imagem. Até os sapatos eram bastante parecidos (num castanho for que não parecia condizer com o resto da roupa visível, mas talvez combinasse com o cinto, pois pelos vistos isso é correcto de acordo com o que me disse a mulher).

Eu não era capaz de usar umas calças tartan (ou xadrez), sobretudo para ir para o trabalho. Por outro lado eu também não jogo golfe, nem tenho um porte semelhante ao do Ian Poulter (o golfista), se calhar é por isso que não posso usar destas coisas.

Alguns holandeses no entanto vestem-se assim do género volta e meia (ou regularmente). Este foi apenas mais um exemplo pois é normal encontrar-se uns trajes menos ortodoxos aqui por este edifico, tanto deles como delas.
Por um lado até deve ser bom, sinal de que não somos todos obrigados a seguir as mesmas regras e sermos todos "parecidos".

Mas as calças tartan continuam sem me convencer! A não ser se for para jogar Golfe!

sexta-feira, outubro 21, 2011

Biclas para todos os gostos

Uma das coisas que surpreende mesmo aqui na Holanda, nem é tanto o número de bicicletas que se vêm todos os dias, mas mais a ampla variedade das mesmas. Sobretudo porque aqui tenho visto coisas que nunca vi em mais lado nenhum.
No Japão eu passava por estacionamentos enormes de bicicletas, sobretudo junto às estações de comboio, diria mesmo que maiores dos que vi até agora aqui, mas nunca vi tantos modelos com tantas aplicações como aqui.

A imagem que escolhi para o post, é uma amostra (roubada) disso mesmo. É das coisas mais frequentes que se vê, a bicicleta de familia, cheia de cadeirinhas (atrás e à frente) para levar os miúdos.
Outra alternativa aos bancos é usar-se a bicicleta de carga, como eu lhes chamo, equipada com uma caixa aberta para transporte, quase ao género das pick-ups.
E popular é também a opção de equipar a bicla com uma caixa de fruta à frente, para diversos usos.


A isto tudo temos de juntar um sem fim de tipos de atrelados e outros acessórios, as bicicletas mais convencionais como as que vemos pelos outros países, e aqueles modelos mais escanifóbéticos como aquela versão onde se vai deitado como a que falei noutro dia.
Tenho pena de não poder tirar fotos instantâneas com os olhos quando me deparo com os modelos curiosos e também não sou muito de tirar fotos aos ciclistas assim do nada quando ando pela rua de máquina em punho porque daria para fazer um belo album das excentricidades a pedais (é que nem se pode falar em 2 rodas pois algumas têm mais) que se encontra por aqui.


Mas o que me fez mesmo escrever hoje sobre as biclas, foi ter me cruzado de manhã com outro modelo com aplicação especifica. Uma bicicleta para transportar alguém que use cadeira-de-rodas. Algo do género disto (são 2 modelos diferentes, mas servem para exemplificar o tipo):

quarta-feira, outubro 19, 2011

Esta manhã foi assim

Acordar de manhã e ir fazer a rotina de verificar se os radiadores estão todos quentes (tinha dúvidas que estavam todos a funcionar pois uns estavam sempre frios) e se o parquet do corredor está-se a aguentar ou vai levantar pela 3a vez.

Depois da higiene diária, comer o pão que a esposa fez na véspera e ver que está ainda muito bom apesar de ser pão da véspera. Isto enquanto acabo de ver o episódio do Chuck que estamos a ver ontem à noite antes de adormecer no sofá.

Na vinda para o trabalho ouvir isto:
seguido disto:
e finalmente isto:

E as musicas servem de banda sonora para o "filme" que é ver gajos a andar de bicicleta deitados completamente. E portanto penso e peço se alguém é capaz de me explicar porque é que alguém vai para o trabalho deitado nisto (é a foto mais parecida com o que vejo de vez em quando que arranjei assim num instante):

Depois chega-se ao trabalho e começam outro tipo de filmes...

quarta-feira, outubro 12, 2011

Fria escuridão

Hoje ao sair do trabalho, mais propriamente do edifício, deparei-me com o escuro da noite e um ar bem frio, quase gélido, na cara. E assim apercebi-me que já estamos nessa fase do ano...
Apenas um pensamento me ocorreu nessa altura:
Ohhhh ... foda-se

terça-feira, outubro 11, 2011

Vinho .com

Sim é isso mesmo. Não é um site vinho.com, é um vinho denominado .com. E é bem bom por sinal.
Na semana passada, em terras Lusitanas, provei este vinho pela primeira vez. Razão da escolha foi simples, um misto de curiosidade e economia, pois era dos tintos a melhor preço na lista do Solar O Condado, e o nome despertou-me o interesse.

Este vinho é um produto do Tiago Cabaço, um produtor da nova geração, natural de Estremoz e que escolheu nomes interessantes para os seus vinhos, como sms, .beb e blog para além do já referido .com.
O blog 2009 foi vencedor da talha de ouro, e considerado como o melhor vinho tinto alentejano da colheita de 2009.

Eu fiquei-me pelo mais simples (e barato) .com. Apesar de apreciar vinho, não consigo ser grande caracterizador dos mesmos. Gosto ou não gosto, sei distinguir algumas coisas, mas nunca posso verdadeiramente descrever um. A melhor coisa que posso fazer é aconselhar a malta a beber, e acho que, considerando que é um vinho acessível, vão gostar.

segunda-feira, outubro 03, 2011

Duas de seguida

Não uma, mas duas rapidinhas de seguida, porque parece que estou em modo de secas, ou diarreias mentais como diz a esposa.
Durante (mais) uma road-trip, que começam a ser cada vez mais uma coisa rotineira, de +2000 kms, cruzo-me com um camião da Renova, e apercebendo-me que o mesmo não apresentava slogan algum para além da marca, pensei logo em soluções para colmatar esse problema.

E assim em menos de 2 segundos, após um período intenso de pesquisa e discussão interna, com brainstormings (ou braincrappings) à mistura e tudo, lá arranhei 2 slogans para meter nos atrelados da Renova:
Renova, limpamos o cu a meio mundo
ou
Renova, a limpar a merda dos outros desde 1943

sábado, outubro 01, 2011

De repente lembrei-me disto

Estava eu a conversar com um amigo meu sobre a sua viagem actual a Madrid quando ele começa a contar uma estória passada no Metro de Madrid. Ora ele começou a dizer "Por falar em Metro" e de repente vem-me esta verborreia à ideia:

Nos States ou no UK o Metro devia chamar-se Jardapolitano, pois eles não usam o sistema métrico!

sexta-feira, setembro 30, 2011

Voltinha pelo parque

Faz 1 semana que tivemos o Equinócio de Setembro, que marca oficialmente o início do Outono, e curiosamente depois desse dia temos tido um tempo porreiro com mais sol e calor que a maioria das semanas do Verão, pelo menos que eu me consiga lembrar. Lembro-me que a Primavera aqui na Holanda foi globalmente boa, muito boa mesmo, no que toca a tempo. E depois de um Verão ranhoso, o Outono promete.

Por isso não é de estranhar que tenha esperado este tempo todo para ir dar uma voltinha pelo Sloterpark, um parque de dimensões consideráveis que fica aqui na zona Oeste de Amesterdão, onde moro desde Julho.
Primeiro tenho de dizer que este parque é excelente para ir dar umas caminhadas, corridinhas e mesmo fazer algo mais, pois não faltam aparelhos ao longo dos bem delineados trilhos que compõem o chamado "circuito de manutenção" do parque. E sendo na Holanda não é de admirar que exista uma via para as bicicletas e outra para os peões, se bem que nalgumas a malta se misture (pelo que me pareceu neste passeio inaugural).

Mas o que nos chamou mesmo a atenção foi a quantidade de malta que vimos numa das extremidades do parque, precisamente junto à estrada que passa aqui em frente ao prédio, a fazer churrascadas com a família.
Já no Vondelpark (centro de Amesterdão) achamos curioso no mapa do mesmo à entrada estarem bem definidas as zonas de barbecue (e as mesmas estavam depois cheias de gente a fazer churrascos) mas sempre era um Domingo à tarde com um sol glorioso, portanto algo esperado.
Mas numa quinta-feira ao final do dia ver assim tanta gente que (imagino eu) sai do trabalho, pega na família, no grelhador e no carvão e vão até ao parque comer umas febras e beber umas bejecas enquanto os miúdos brincam no relvado, é realmente outro nível.

Eu não sei se algum dia farei o mesmo, mas dar mais umas voltinhas pelo parque ao final da tarde, isso sim pretendo fazer mais vezes, pois nessa voltinha dá para fazer um bocado de exercício e bem que nós precisamos dele.

terça-feira, setembro 27, 2011

Cavaco e as Ilhas

Admito que nunca entendi muito bem aquela "confusão" do Cavaco Silva sobre o Novo (na altura) Estatuto dos Açores de há 3 anos. O homem parecia estar muito preocupado com a coisa que até fez uma comunicação ao país em directo na TV a meio das suas férias. Como era coisa que eu não percebia muito bem, nunca liguei muito.

Curiosamente agora penso mais nesse acontecimento. Ainda sem entender muito bem todo o espalhafato do nosso Presidente esse acontecimento merece mais atenção devido à nova versão do Bailinho da Madeira, que seguindo os bons exemplos de Portugal, envolve muita despesa e nenhum controlo (ou seja é uma versão muita cara e que basicamente é cada um a bailar para o seu lado aproveitando o máximo que puder).

Ora o nosso Presidente há uns 3 anos estava preocupado com os Açores, andava preocupado com as contas publicas e o futuro do país, mas pelos vistos os problemas da Madeira (que nos afectam a todos) não merecem grande atenção. Ou pelo menos o máximo que o nosso Presidente consegue dizer é uma qualquer afirmação enigmática que envolve a felicidade das vacas ... açorianas imagino eu (tendo em conta o contexto).

Existe algo de errado na relação de Cavaco Silva com as ilhas. Provavelmente porque o próprio se assemelha cada vez mais a uma ilha. O Cavaco é como a Ilha do Lost. Só falta a espécie de magia que existia, porque o mistério e os desaparecimentos (no tempo e espaço) lá estão...

segunda-feira, maio 16, 2011

Mudança de linha

Que me desculpem aqueles que gostavam de seguir as crónicas que ia escrevendo, para saber coisas sobre a Holanda ou o como me correm as coisas, mas a partir de agora pretendo não mais fazer o mesmo.

O blog era para dissertar sobre banalidades ou temáticas algo parvas. Poderei continuar a dissertar sobre curiosidades holandesas, mas crónicas sobre mim ou os meus, não creio.

E a ver se deixo de fazer o mesmo com twiters ou Facebooks. O excesso de informação parece ser prejudicial, e qualquer dia corre mal a sério, portanto para já fecho a torneira.

sexta-feira, maio 06, 2011

A 1 mês de desistir?

Estamos já a menos de 1 mês das eleições legislativas. Pelos vistos as sondagens mostram que o PS está em recuperação e será por ventura mesmo o vencedor das eleições, portanto o José Sócrates, a pessoa que disse que não estava disposta a governar com o FMI, será novamente primeiro-ministro de Portugal.

Toda esta confusão com o PEC IV e depois a necessidade do pedido de ajuda, que mete a famosa troika, caiu no colo do PS e do Sócrates que foi uma maravilha. Alias para mim está mais que claro que não caiu no colo. Toda esta situação desde há uns meses atrás, decorreu como decorreu por vontade expressa e planeada pelo Eng. José Sócrates. Só não vê quem não quer. O PEC IV negociado à revelia de todos os outros, que como já foi noticiado e nunca negado, já previa um pedido de ajuda de financiamento externo, a demissão do Governo, a vinda da troika e finalmente um novo pacote de medidas que é mais penalizador e a oposição tem de aceitar quando chumbou um PEC IV menos doloroso. Tudo feito para sacudir a água do capote.
E pelos vistos resulta. Resulta porque imagino que a maralha só se interessa pelos cabeçalhos das notícias e o que transparece que a oposição recusou um PEC IV e depois aceita um pacote "pior" dos estrangeiros, e que ainda por cima o Sócrates conseguiu um bom acordo pois nem mexem em salários nem subsídios nem nada, ou seja "menos mau" (isto no geral obviamente) do que se anunciava. E ainda mais bem jogado, todas as piores notícias serão faladas pela oposição e associadas a esses partidos.

Tudo o resto é ignorado, os sucessivos erros do Governo; PECs atrás de PECs que nunca mudaram nada; esta manipulação que está clara até noticiada e nunca negada; até as recentes declarações de que se o pedido de ajuda tivesse sido feito mais cedo, não era preciso tanta "dureza" agora...
Até se esquece que este senhor disse que não podia governar com o FMI e agora vem todo contente e feliz sorrir para as câmaras porque conseguiu um bom acordo.

As pessoas pelos vistos só olham para estes cabeçalhos. Pelos vistos o que percebem é que a oposição chumbou um PEC IV, por causa disso veio o FMI que é ainda pior, o Sócrates apesar de tudo conseguiu um bom acordo, e como até foi ele que negociou, deve ser ele a continuar a governar.
Junta-se a isso o afastamento do Teixeira dos Santos (do que tenho lido pelo menos), e pronto, o "burro" foi posto fora, e está tudo bem.

Fico chocado, realmente chocado como o país não se apercebeu todo que fomos manipulados pelos governantes para chegar a esta situação e com o único objectivo de garantir que se mantinham no poder mais alguns anos. Preocupação com o estado da nação? ZERO!!!

A 5 de Junho vou a Portugal para tentar contrariar esta situação e manter a esperança que as sondagens estão erradas e uma mudança acontecerá.
Mais uma vez, como tenho dito a tanta gente desde há muitos meses (aliás acho que já tinha vaticinado o que aconteceu aqui no blog, não acertei em cheio, mas estive perto), não é por achar que os outros são melhores ou farão melhor, mas depois deste descalabro e desta manipulação e falta de carácter como nunca antes vi é que não. Tudo, menos o PS.
As pessoas podem votar em qualquer um dos partidos; existem tantos outros para além dos que têm assento, alguns até nunca lá estiveram portanto gozam do benefício da dúvida, portanto não votem PS apenas porque acham que o PSD não serve e escolhem o mal menor, aquele que já é conhecido.

E acabo com o título da dissertação. Estamos a 1 mês das eleições, eu ainda não desisti, mas se obtivermos resultados semelhantes às sondagens, eu desisto de vez de Portugal, e faço o resto da minha vida aqui por esta Europa fora. Com tristeza, mas é o que garanto que faço.

quinta-feira, maio 05, 2011

Holandesices

Hoje é o 25 Abril aqui do sítio. Ou melhor, é mais como um 1 de Dezembro, pois comemora-se o Dia da Libertação (fez-me lembrar o Dia da Liberdade, daí a referência ao 25 de Abril). O Bevrijdingsdag celebra o fim da ocupação Nazi da Holanda e apesar de ser agora comemorado todos os anos, pleo que me disseram só um verdadeiro feriado (não se trabalha) de 5 em 5 anos.
Neste dia normalmente existem muitos concertos de musica, e em Amesterdão existe um concerto especial na Museumplein que a família real assiste e depois muita gente anda de barco pelas redondezas e até é transmitido na televisão e tudo.
Eu não vou ver porque à mesma hora é o jogo Braga-Benfica, a 2ª-mão da meia-final da Liga Europa e quero mesmo ver esse jogo. Falta-me é a cerveja que ela já acabou e estou proibido de beber mais que 1 por semana, não por ser um borracholas, mas por estar o mais gordo que eventualmente alguma vez estive!

Também estou a acordar duma espécie de cyber-coma em que andei nos últimos tempos. Digo cyber-coma porque estive afastado da net, por diversas razões, como um trabalho mais puxado, Páscoa em Portugal, uma gripe que me meteu no estaleiro por 3 dias...
Nem fui aproveitar um dos dias mais marcantes da Holanda, o Koninginnedag, o Dia da Rainha, que é um dia para vestir cor-de-laranja e passear pelos muitos mercados de rua que aparecem nesse dia e beber cerveja, muita cerveja.
O meu chefe por exemplo ainda estava de ressaca na segunda (o
koninginnedag foi no Sábado).

Uma outra coisa que me tem tomado algum tempo é uma procura por nova casa. Apesar de pensar que tinha de ficar aqui por Badhoevedorp até ao final do contrato, a minha senhoria precisa de voltar para este apartamento o mais rápido possível, e assim começou a minha procura por um novo poiso.
Depois da relativa facilidade com que encontrei este apartamento e da anterior pesquisa em Dezembro ter-se passado duma forma normal, no meu entender, agora as coisas tem sido uma bocado para o estranhas.
Basicamente o que vos posso dizer é que se pensam que um gajo aqui contacta uma agência a dizer o tipo de casa que procura e onde, e eles dão-nos uma lista de várias hipóteses e marca-se visitas, esqueçam! Pelo menos agora não tenho tido nada disso. As respostas têm sido sempre "veja no nosso site o que existe disponível e depois preencha o formulário para ver um apartamento específico".
Parece impossível conseguir marcar com a mesma pessoa uma visita a mais que um apartamento, excepto se eles ficarem no mesmo prédio.
A juntar a outras dificuldades no contacto com os agentes, cheguei a conclusão que encontrar casa, pelo menos para alugar aqui na Holanda funciona de uma forma muito diferente, e requer muito mais trabalho da parte de quem procura.
Só para que vejam tive de enviar 2 e-mails e telefonar 3 vezes para conseguir marcar uma visita a uns apartamentos num prédio que gostei. Pelo menos sei que estão disponíveis e sei o preço, se não me desiludirem (como já aconteceu com outros) quando for ver, posso fazer logo apalavrar a coisa.
Fingers crossed (façam fisgas)!

E mais? Por hoje já chega que tou com fome, vou aquecer os restos de ontem, e preparar-me para a bola...

sexta-feira, abril 15, 2011

Em estreia esta semana

Um pouco atrasado pois era para escrever isto no fim-de-semana, mas como andei meio despistado durante o mesmo, acabou por ficar apenas a marinar, sem ter ido para o forno. Entretanto lá meti no forno e aqui vai sair a crónica desta semana (a passada) de estreias.

Fui ver o meu primeiro jogo de futebol aqui na Holanda. E foi logo um jogo do Benfica, sendo portanto também o meu primeiro jogo duma equipa portuguesa no estrangeiro. Não foi o meu primeiro jogo duma competição europeia, pois já tinha visto um Porto-Olympiacos (com o Mourinho) para a UEFA, assim como jogos do Euro 2004, mas isso sempre em Portugal.
O jogo em si não me pareceu ter sido muito bom do ponto de vista técnico mas valeu pelo bom ambiente no estádio, pois os adeptos do Benfica eram em número significativo e havia gente do Luxemburgo, da Alemanha, da Bélgica, da França, de Inglaterra, da Irlanda e obviamente de Portugal e Holanda. Como o Benfica confirmou a passagem para as meias-finais, foi bom

A ida para o estádio também foi uma estreia na medida que fui com um grupo de portugueses, alguns luso-holandeses que até nasceram cá, e que ainda por cima não conhecia ninguém até minutos antes de abalar para Eindhoven. Mas tudo malta porreira, que já aqui estão há alguns anos (os luso-holandeses estão cá desde sempre) e que têm um conhecimento diferente do nosso (expats mais novos como eu). Pelo menos a conversa foi boa, pois discutiu-se diferenças entre países e trocou-se impressões sobre a Holanda o que até serviu para confirmar algumas ideias que eu tinha. Obviamente nós vamos obtendo opiniões das diferentes pessoas que vamos conhecendo, mas isso por vezes até leva a coisas curiosas como opiniões claramente opostas vindo de pessoas diferentes. Por outro lado eu sempre vou formando, relativamente depressa devo dizer, uma opinião sobre as coisas ou sobre um país e pessoas, que é um misto da minha experiência pessoal e opiniões colectadas de outros.
E esta conversa foi porreira porque serviu para confirmar que ainda não perdi o jeito em analisar situações e a ter uma ideia mais ou menos correcta de como as coisas vão funcionando. Isto aquelas que eu já experimentei, porque ainda falta conhecer muitas outras coisas...

Uma coisa que experimentei logo no dia a seguir foi ser parado pela polícia e apanhar uma multa por excesso de velocidade. Na estrada que apanho frequentemente para o trabalho (não é todos os dias que às vezes decido ir pela auto-estrada) estavam lá uns gajos de bicicleta (mas farda comum, nada como as nossas patrulhas especiais de bicla que vão todos à desportiva) a apontar uma pistola de radar e a medir a velocidade. Eu ainda vinha meio ensonado, nas calmas diga-se de passagem atrás duma carrinha, mas pronto lá me mandaram parar a dizer que me mediram a 63 km/h, que com o corte de 3, deu um excesso de 10 km/h e respectiva coima de €54 que irei em casa (a daqui).
É uma estrada limitada a 50 km/h, que muita gente vai bem mais depressa que isso (até o autocarro vai bem mais depressa) e ainda bem que eu ia mesmo nas calmas porque senão poderia ter sido apanhado mais perto dos 80...
Mas o agente até foi bastante simpático e mesmo eu sendo estrangeiro, acreditou na minha palavra e aceitou a morada que eu dei e tudo. Até agradeceu a minha cooperação, o que me fez pensar que por ventura os holandeses quando são mandados parar, não são bons de aturar...

Esta semana e por 3 ocasiões distintas tive uma pequena conversa com um holandês sem falar nada de inglês. Foi só fazer um pedido de comida, pagar as compras na caixa ou receber uma pizza do gajo que veio entregar, mas ouvir e responder mesmo que com frases simples ao que os gajos me disseram sem eles mudarem para inglês foi giro. Se calhar até enganei e passei por alguém que sabe algo de holandês :-)

E finalmente, descobri na sexta ao final do dia, que tinha andado uma meia do avesso o dia todo! Acho que foi também uma estreia pois não me recordo disso ter acontecido alguma vez antes. Tendo em conta que foi no mesmo dia que fui multado in loco, tomar atenção para nunca mais vestir outra meia do avesso...

terça-feira, abril 12, 2011

Semana de luxo

Tirando uma espécie de piada brejeira que tentei fazer pelo Twitter a meio da semana, que pelos vistos passou completamente despercebida, a última noticia que dei neste mundo cibernético de relevo, e ele agora é bastante variado entre blog, twitter e Facebook foi há uma semana atrás, dizendo que ia até Charleroi (Bélgica) buscar a mulher e o cunhado (irmão dela para quem se pergunta de que lado é o cunhado). Claro está que no Facebook ainda fiz uns comentários e partilhei um ou outro vídeo sobre a situação em Portugal, mas isso são trivialidades.

Portanto a semana passada, a contar de segunda à noite, foi uma semana de luxo. Companhia aqui em casa, um tempo porreiro e muito passeio.
Trabalhei a semana toda, mas com os dias a ficarem maiores e o sol a espreitar quase sempre, mesmo saindo tarde agora dá para ir fazer coisas.
Eles nos primeiros dias andaram a passear por Amesterdão, tendo eu ido ter com eles 3 desses dias. Pela primeira vez andei a conduzir do lado Leste de Amesterdão, por onde nunca tinha passado antes, quando os fui buscar ao lado do Zoo de Amesterdão (Artis), ainda por cima fui às cegas pois não tinha levado o GPS...
Num outro dia eles já tinham vindo para casa, mas estava um sol radioso que peguei neles e fomos até Zandvoort, uma praia que para mim é famosa pois tem uma pista de automobilismo que já recebeu a Formula 1 e tudo!

E o fim-de-semana foi mesmo de aproveitar para passear, apesar de se ter descansado de manhã.
Sábado com direito a roteiro pelos campos de flores entre Haarlem e Leiden, seguindo pelas nacionais mais junto à costa, e com visita a mais uma praia, Noordwijk aan Zee. Almoço e uma voltinha pelo centro de Leiden (pelo menos fica lá bem no meio da cidade). Uma passagem famigerada por Den Haag (Haia) pois a ideia era visitar o centro mas o GPS decidiu não colaborar nessa altura, portanto depois de 2 tentativas falhadas de descobrir um acesso ao Centrum, rumamos a outras paragens que acabou por ser Delft, que terá sido a paragem mais longa do dia e onde até se comprou uns recuerdos...

O Domingo era o dia de regresso para eles, mas como o avião só saia já ao final da noite, o objectivo seria sempre passear, sendo Bruxelas o único destino turístico garantido. Uma tentativa de dar uma auto-volta a Roterdão foi novamente gorada por um GPS pouco cooperante, desta vez a dar uma de Windows e demorar uma eternidade a recalcular o caminho, e sendo assim Bruxelas foi mesmo a única visita turística do dia, pois tínhamos saído tarde de casa (a malta estava cansada de tanto passeio e eu não me queixei pois assim podia ver na totalidade o Grande Prémio da Malásia de Formula 1).
Conhecendo eu muito pouco ou quase nada de Bruxelas, ainda deu para vermos o Atomium ao longe, e eu lhes mostrar Grand Place com tempo para apreciar a sua beleza e ainda vermos a rodagem de umas cenas de um filme qualquer, o Manneken-Pis a mijar e ainda beber uma bejeca sentados cá fora na rua.
Obviamente que a recordação maior de Bruxelas será a coruja (só para quem lá estava)...

E prontos, foi deixa-los no aeroporto, ou no barracão melhor dizendo, de Charleroi, e voltar por uma estrada que já começo a conhecer bem.

A semana de luxo acabou comigo a comer um gelado a pensar em quando terei de novo a minha companheira para continuarmos a passear por estas terras fora...

terça-feira, março 29, 2011

Liga das Nações

Já era para ter falado sobre isto há uns tempos mas o assunto foi ficando na gaveta, mas uma coisa que me aconteceu esta tarde trouxe a temática à ribalta novamente.

Estava eu descansado a acompanhar uma reunião mundial pela net, transmitida a partir da costa leste dos EUA para vários centros espalhados pelo Mundo (já o primeiro sinal da globalidade com que lido agora) quando me aparece um senhor, a perguntar se eu era Espanhol ou Português. Ora bem, o senhor chamava-se Bento da Costa, um nome bem português, e ficou a saber da minha existência pela similaridade dos nossos nomes, que reduzindo à maneira holandesa fica B. Costa. Mas apesar do seu nome tão português ele não o é. É Holandês nascido no Suriname (América do Sul), mas realmente a sua família é de origens portuguesas, Braga originalmente, mas que saíram de Portugal ainda no Século XVII tendo ido para o Suriname antes ainda dos Holandeses lá chegarem e depois vieram parar aqui à Holanda pela mesmo ser a potência colonizadora. Lá me esteve a contar o Bento que a sua família tem muita história e que no cemitério da família no Suriname, onde pelo que percebi estão enterrados todos os descendentes da mesma, as lápides ainda estão escritas em português até aos meados ou finais do Século XVIII, tendo-me ele dito que durante 5 gerações a família ainda usava o português!

E foi esta estória com história, que me deu vontade de contar e de falar sobre a tal Liga das Nações com que eu "vivo" nos dias de hoje.
Já por outros sítios onde andei, lidei com uma grande variedade cultural, étnica e racial mesmo, mas quer-me parecer que aqui na Holanda, e pelo menos no departamento onde estou é onde vejo a maior variedade internacional. E quase que me faz pensar que só aqui na Holanda poderia encontrar um local, nascido na América do Sul mas de origens portuguesas...

Só na equipa onde trabalho, tem Holandeses, Franceses, Alemães, Suecos, Indianos, 1 Irlandesa, 1 Dinamarquesa, 1 Italiano, 1 Norte-Americano, 1 Belga, 1 Chinês, 1 Polaco e eu, 1 Tuga!
Mas por exemplo o belga nasceu no Congo, 1 holandês tem origens afro-americanas e outro holandês passou quase toda a vida no Reino Unido.
A irlandesa é casada com um turco, e um alemão é casado com uma sul-africana. Um dos suecos adoptou uma menina directamente da China.

Nas restantes equipa do departamento, temos ainda outras nacionalidades para além das que já falei, como libaneses, marroquinos (bastantes até), camaroneses, espanhóis, egípcios, mexicanos, indonésios, ingleses, turcos (acho eu) e mais alguns africanos e árabes que não sei ao certo o país de onde vêm!

É realmente uma Liga das Nações...

quarta-feira, março 23, 2011

BaKano a Primeiro

Considerando o feedback positivo que tenho encontrado a meus comentários sobre variadíssimas coisas e a aparente concordância que vejo em relação às minhas ideias para a política e governação de Portugal, venho aqui declarar que amanhã telefonarei ao Senhor Presidente da Republica para demonstrar a minha disponibilidade para formar Governo, mesmo com a actual Assembleia.
Estou certo que encontrarei um numero razoável de moças jeitosas para me governar, lembro-me até duma do PS que tinha umas mamas bem jeitosas.
A Sónia Sanfona, também do PS não é nada mal-parecida, e como é lógico não esquecendo a Ana Drago...

Obviamente teria de chamar algumas outras moças com talento, como a jeitosa do BE que já saiu (e cujo nome me falha agora).

Mas estou preparado para me sacrificar em prol da nação.

BaKano For Portugal!

Obcecados com o Tempo

Deixem-me cá partilhar uma dissertação que se formou na minha cabeça enquanto há tempo, antes dos novos tempos que se avizinham a partir desta noite (ou assim eu espero).

De repente apercebi-me que estamos e andamos obcecados pelo tempo. Não o tempo relacionado com momento e duração, mas sim o Tempo da meteorologia.
Porque é que digo que estamos obcecados? Porque estamos sempre a falar do estado do tempo. Dantes pensava que era um desbloqueador de conversa, fazíamos recurso a esse tema para iniciar uma conversa ou para ter algo genérico e intemporal para se falar, mas agora reparo que temos mesmo interesse no estado do tempo e chegamos mesmo a discutir e falar sobre ele apaixonadamente até.

Para além de notar que quando falamos com alguém que se encontra longe, faz-se sempre perguntas do género "E o tempo por aí, está bom?" e na realidade estamos mesmo interessados em saber como está!
Nota-se também deste grande interesse pela quantidade de comentários no Facebook. Várias pessoas publicam no seu mural o estado do mesmo, ou queixam-se ou enaltecem a meteorologia actual.

Presumo que estamos obcecados porque o estado do tempo afecta o nosso estado de espírito, quando está sol ficamos contentes e animados, e quando está chuva e frio ficamos tristes e deprimidos.
Ou se calhar ficamos afectados pelo tempo, porque vivemos obcecados por ele...
Parece ser um caso do ovo e da galinha; o que é que apareceu primeiro, e o que é que realmente influencia a outra coisa?

Pensando melhor, acho que deve ter tudo a ver com o sexo, como aliás não podia deixar de ser (tudo tem a ver com sexo).
Nos princípios dos tempos, a nossos antepassados ficaram obcecados com o tempo pois precisavam de saber se podiam mandar uma real queca ao ar livre, ou se precisavam de arranjar um abrigo para a respectiva, caso estivesse mau tempo. Foi aliás esse o factor percursor da ida as cavernas, e mais tarde originou a construção de abrigos.
Foi tudo por causa das quecas!

Sex makes the world go 'round!

domingo, março 20, 2011

Lados Positivos

Vinha eu no avião, de volta de uma ida a Portugal tipo visita de médico, a pensar que havia um lado positivo de gastar algum tempo em viagens frequentes. E daí veio-me à ideia escrever sobre isso, usando-me como referência, como não podia deixar de ser.

Esta coisa de se dizer que existe sempre algo de positivo no meio das coisas negativas pode até parecer brejeiro, mas é mesmo verdade.

Como comecei eu a dizer, o tempo perdido nas viagens que faço agora regularmente, tem o lado positivo de me fazer voltar à leitura (eu que cheguei a ser um leitor compulsivo em tempos, chegando a ler obras inteiras em horas na vez de dias); o estar longe da mulher amada tem o lado positivo de dar mais valor a ela e aos momentos passados juntos; o lado positivo de ter de cozinhar quase todos os dias, é que cozinho; o lado positivo de não saber neerlandês (holandês) é que tenho de aprender (nem que seja aos poucos); o estar fora de casa tem o viajar como lado positivo; o lado positivo das zangas é o momento da reconciliação.

Até nesta desgraça que é a crise da central nuclear de Fukushima no Japão, tem um lado positivo, o trazer de novo a discussão do nuclear e o fazer muitos países repensar na segurança das (muitas) centrais nucleares que estão por este mundo fora.

E finalmente, o estar para aqui desterrado e a modos que sozinho sem nada para fazer, tem como lado positivo o ter tempo para escrever pela net (Fóruns, Twitter, Facebook, e este blog)!
Bem se calhar isso até é negativo...

terça-feira, março 15, 2011

Correio da Manhã, Jornal Nacional e ainda Nós por Cá

Se fosse a escrever sobre os últimos acontecimentos, e que realmente têm ocupado grande parte do meu pensamento, este blog seria mais uma espécie de Correio da Manhã, ou o Jornal Nacional da TVI.

Primeiro porque são desgraças atrás de desgraças, obviamente começando no Japão, mas o país está também em si numa desgraça com a desgraça deste Governo.
Temos manifestações, notícias do arco da velha e futebol, não podia faltar o futebol.
Também tinha comentários que ouvi e li que são uma pérola, dignos de qualquer grande comentador que aparece nos telejornais e escrevem artigos de opinião nos jornais.

A isto junta-se obviamente o mundo cibernético, com o Facebook cheio de eventos e movimentos com o objectivo de mudar Portugal mas cujo real sentido ou se têm alguma acção concreta por trás não consigo perceber! O da manif de Sábado ainda fez a mesma, o que causou um bom impacto na minha opinião.

Para terminar, ainda teria uma dose de "Nós por Cá" para dizer, com problemas relacionados mais comigo, que tenho de aturar a estupidez e mau serviço de varias entidades portuguesas que às vezes só dá vontade de ir e chamar nomes a todos os envolvidos!
E até mesmo a tão famosa DECO presta uma excelente ajuda dando a entender que a culpa é nossa por o IMTT ou Registo Automóvel demorar umas semanas a mudar o nome do proprietário quando vendemos o carro, mesmo que o pedido de novo registo tenha sido feito no mesmo dia em que o vendemos!

Mas como não quero que o blog pareça um jornal sensacionalista, não vou falar nada disso.

Talvez conseguirei falar mais tarde sobre a tragédia no Japão, que se são meus seguidores de há muito, sabem que me diz muito e onde estava há 6 anos atrás por esta altura ( houve um terramoto grande e pequeno tsunami mas com muito menos estragos!)

segunda-feira, março 07, 2011

The Chronicles of Paris - The Shower, the Internet and the Train

Não, não estou a pensar em escrever um épico com histórias do fantástico e de mundos incríveis. Se bem que tenho algumas estórias incríveis que poderão ser fantásticas.
Simplesmente fui este fim-de-semana até Paris, melhor dizendo até Val-de-Marne, passar o mesmo com os meus pais. Mas vamos por partes, porque isto contado aos bocadinhos pode ter mais piada:

Part One - The Shower

Curiosamente a minha rapidinha anterior era sobre a temática da bosta, e assim quase como propositado esse tema continua no inicio desta aventura. Cronologicamente não será o inicio mas apetece-me que "crónicamente" o seja.
Estava eu a mandar uma real cagada no WC dos meus pais, a pensar em sabe-se lá o quê (talvez em merda mesmo) e ouvia o vizinho de cima (julgo) a tomar um duche na sua casa de banho. Tem de compreender que é um prédio para aí com 200 anos com paredes de madeira por dentro portanto é normal que se oiça tudo muito bem.
Toca um telefone e sem deixar de ouvir agua a correr oiço isto (em Francês): "Pode me ligar daqui a alguns minutos? Estou a tomar duche".
Eu não sei como é que com vocês, mas um gajo levar o telemóvel para o duche e atender chamadas durante o mesmo é um conceito que me parece incrível. Se um gajo não pode falar tem algum problema deixar tocar? É que imagino que atendendo a chamada para dizer para ligar mais tarde acarreta em custos no originador. Se calhar era esse o plano, atender sempre e dizer que não pode e o gajo assim gasta alguns cobres em chamadas que para nada servem!
E já agora que telemóvel será? Será resistente à agua?

Part Two - The Internet

O meu pai lá arranjou um computador e ao mesmo tempo internet lá para casa. Penso mesmo até que arranjou primeiro a net e só depois o computador. É um portátil.
E obviamente cabe aqui ao je ensina-lo a mexer naquilo e criar contas e configurar programas, e o diabo a quatro.
Coisa que faço de bom grado aliás. Ter os meus pais ligados ciberneticamente até me vai permitir reduzir custos e falar com eles de forma mais interactiva.
O problema é que ainda é um pouco difícil para o meu pai, e a minha mãe, assimilarem todos os conceitos deste novo mundo. O meu pai inscreveu-se num curso de informática, mas basicamente só tem trabalhado no Office. Tinham um dia para iniciação à Internet e o formador faltou e esse sessão ficou por dar. E logo a que mais interesse teria de todas.
Mas pronto, depois de um passeio no Sábado à tarde por terras de castelos e palácios, onde o que mais vi foi motas e motards, lá criei tudo ao meu pai.
Google e Skype já estavam da anterior passagem por lá há 1 mês. Agora foi MSN e Facebook.
Até compramos uma impressora e imprimiu-se logo umas fotos tiradas no próprio dia que também já foram parar ao Facebook
Pais, bem vindos à Internet!

Part Three - The Train

Viajar no Thalys é sempre uma emoção. Ou por ser a primeira viagem e ficarmos admirados do tão relaxante que é e rápida apesar de tudo (já tinha andando há muitos anos e o Eurostar é praticamente igual), ou porque andam por lá trupes manhosa e somos roubados, ou porque nos divertimos a micar o resto do pessoal (e gajas também). Ainda temos a opção do comboio bater em blocos de gelo e ter de ir a metade da velocidade e termos um atraso brutal!
Desta vez o comboio reservou-me 2 surpresas. E tudo na vinda para cá. Primeiro chegamos a Brochelas e o revisor anunciou que a composição estava com problemas técnicos e teríamos de sair todos na estação para mudarmos para um comboio de substituição parado logo à frente na mesma plataforma. Nada demais este percalço porque a operação foi rápida e simples, e sentou-se tudo nas mesmas carruagens e mesmo lugares. O que demorou mais foi o abastecimento do bar.
Depois antes de Roterdão o comboio pára. As luzes apagam-se e diz o revisor que o comboio tinha sofrido um "problema engraçado" e que o maquinista ia reiniciar o mesmo para resolver. Dito e feito, depois de um reset ao TGV (os comboios do serviço Thalys são TGVs) lá voltamos a andar!
Parece que o Thalys usa Windows!
Microsoft: Where do you want to stop today!

sexta-feira, março 04, 2011

Full of shit

É uma expressão inglesa muitas vezes usada em sentido figurado, mais para dizer que um gajo está a dizer mentiras, ou só diz asneiras/bacoradas, ou ainda para dizer que um gajo só tem merda na cabeça (a tradução mais literal para português).

Para mim esta expressão por vezes é mesmo literal. Às vezes I'm so full of shit porque vou ao WC defecar e nunca mais acaba. Nesses casos estou mesmo cheio de merda...

quarta-feira, março 02, 2011

The Brazilian conection

Já tinha eu recebido 2 casos hoje para tratar, e o dia estando a chegar ao fim (o nosso horário acaba às 18:00) quando toca o telefone e eu lá tenho de atender um cliente.
Era um brasileiro. Veio parar a nós porque ele trabalha para uma empresa cuja sede é no UK e assim é a Europa (nós) que trata dos problemas deles.

E assim usei o Português pela primeira vez no trabalho propriamente dito! E o mais curioso disto é que devido a esse cliente brasileiro, entrei em contacto com a equipa de suporte lá (em São Paulo). Ora essa equipa é relativamente recente e gostaria de conhecer a equipa aqui da Europa e tratar de haver mais sinergia entre as 2. Eu sou o único daqui que fala Português para além do mais fui pelos vistos o primeiro elemento daqui a falar com eles.
Estarão abertas as portas a relação com a equipa de lá, desempenhando eu um papel principal nisso? Isso pode ser muito interessante para mim...

Interessante também é que hoje foi dia de eleições aqui nos Países Baixos. Foi para as províncias (aqui onde estou é a Noord-Holland, ou Holanda do Norte) e pelos vistos aqui vota-se em dia de semana e de trabalho. Tal como nos Estados Unidos, a malta faz a vida normal e vai votar ou de manhã, ou ao almoço ou no final do trabalho!

De resto estou muito distraído com o jogo da Taça da Liga que tou a ver que vai aos penaltis...

PS - Afinal não foi que o Javi Garcia marcou quase no final! Estava muito animado o final deste jogo :-)

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Faraway, so close!

Título de um filme do Wim Wenders, será por ventura mais conhecido por ser o sub-título duma música dos U2 (Stay).

Isto foi o termo que me veio à ideia quando decidi escrever sobre as minhas voltinhas aqui pelas redondezas. No entanto o termo é mais ao contrário: Close, so faraway!

Estando habituado a dar corda ao carro em Portugal e andar de Norte a Sul com alguma frequência e sem ter medo de fazer centenas de quilómetros mesmo quando era só para dar uma voltita num Domingo, aqui acho que é tudo muito perto, mesmo ir ao estrangeiro. Um gajo vai ao Google Maps, vê a distância e pensa "isto é perto; chega-se num instante; vou até lá".
O curioso é que ainda ontem, a ir para Maastricht (que era apenas um ponto de passagem da viagem planeada) ainda comecei a pensar que as distâncias nos sinais eram em milhas, pois nunca mais lá chegava.
É o problema da velocidade, ou falta dela.
Existem muitos quilómetros de auto-estrada que estão limitados a 100km/h, às vezes a 90 ou 80. E como pelos vistos a malta daqui gosta de cumprir e do que me disseram a polícia é rigorosa e pouco tolerante, um gajo não abusa. Ainda por cima ontem estava a conduzir um carro de matricula holandesa, e portanto de certeza que a ser apanhado a minha amiga Andorinha iria receber a multa em casa. Portanto ia quase sempre na velocidade máxima (ligeiramente acima considerando o erro do velocímetro).
No meu carro estava a usar uma prática que consistia ir à mesma velocidade do carro mais rápido que passava por mim que não fosse claramente depressa demais.
Ontem não , por isso que a modos que uma viagem de 225kms (ainda menos que Aveiro-Lisboa) nunca mais acabava.
Ou pelo menos assim parecia.
Admito que não me lembro a que horas saímos de Den Haag (Haia) mas eu pensava que era coisa para 2 horas no máximo e parece que demorou mais. às tantas foi mais impressão...

Bem a ideia é que apesar das coisas aqui estarem todas perto (de Maastricht, grande cidade mais a Sul, até Groningen, grande cidade mais a Norte, são apenas 330kms), demoramos um bocado mais de tempo do que estamos habituado, porque as velocidades são um bocado mais baixas; chegando a andar longos trajectos de auto-estrada a 40~50 km/h menos do costume em Portugal)

Portanto apesar de estar tudo perto, parece estar tudo mais longe.

E só para concluir, as Ardennes são uma zona altamente. É uma zona de floresta e montanha, que mesmo apesar de não ser alta é uma muita apreciada diferença das paisagens baixas e planas do resto do Norte de França, Belgica e Holanda.
Apanhar uma descida/subida com 12% de inclinação e umas estradinhas estreitas com sequências de curvas e contra-curvas serviu para pôr um sorriso parvo na minha cara.
Isso e ter estado na entrada de Spa-Francorchamps a ver a Raidillon ao fundo!

Passeamos por uma zona rica de história e estórias; cenário de vários confrontos militares, o mais famoso eventualmente a Batalha do Bulge, a última ofensiva alemã da Segunda Guerra Mundial e cujo fim deitou por terra as últimas esperanças de Hitler chegar a um acordo de paz na Frente Ocidental e assim poder dedicar todos os recursos alemães a combater o Exército Vermelho...
Mas deixando a História, sem dúvida que as localidades daquela região ficaram, "congeladas no tempo" como disse a minha companheira de viagem. Como se ainda estivéssemos no inicio do século 20 como acrescentei eu depois...

Voltando à temática do automobilismo: depois de ter passado em Assen, só falta numa próxima continuar pelas Ardenas fora e entrar na Eifel (Alemanha) e dar uma voltinha pelo "inferno verde" também conhecido pelo Nordschleife!


PS - O Le Bon Bassin em Maastricht, na/no Bassinkade, é um excelente restaurante, que se deve ir pelo menos uma vez ... por ano (não convém ir muitas vezes que sai caro) ;-)

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

A sentir a falta de...

Ontem a sair da IBM dei por mim a meter a mochila às costas e a pensar em ir para a paragem do autocarro. Estarei com saudades da espera e do tempo "perdido" no autocarro? Não, sinceramente parece que é mais sentir falta do caminhar, da simplicidade desse acto que fazemos isoladamente mesmo que tenhamos pessoas ao nosso lado.
Começo a temer que agora que deixei de fazer os mais de 2 kms a pé que fazia diariamente, volte aos velhos tempos em que não perco peso. Isso e associado ao facto de andar a inventar nos cozinhados pois parece-me que exagero nos ingredientes e por ventura na quantidade também. Esse pormenor requer um voltar ao básico... Mas voltemos agora é ao assunto inicial.

2 kms por dia pode não parecer muito, pode nem parecer nada, mas sempre é uma forma de exercício. É melhor do que não andar porra nenhuma. Que é o me acontece nas ultimas 3 semanas. Comer bem e nada fazer.

Então ontem lá estava a pensar em caminhar até ao autocarro. Tinha estado um bocado durante a tarde a falar sobre bicicletas e a pensar que poderia arranjar uma mesmo que não a usasse para ir para o trabalho (continuo a ter na ideia que se usar a bicicleta como meio de transporte normal, vou-me aleijar a sério um dia destes), pois podia dar umas voltas nem que fosse ao fim-de-semana, e ir mesmo até Amesterdão ou outro sítio nas redondezas para suar um bocado...
Esta manhã quando cheguei decidi subir até ao 9º pelas escadas (no 6º andar decidi apanhar o elevador que tava a ficar sem fôlego). Mas a vir embora, desci pelas mesmas (custa menos).
Até saí mais tarde porque estive a falar com a minha colega dinamarquesa sobre o ginásio que a IBM têm no outro edifício.
Até têm aulas de spin bike de manhãzinha e tudo, tal como aquelas que eu ia no Knock-Out!
E só custa €15 por mês...

Resultado, a verdade é que sinto mesmo necessidade de fazer qq coisa para queimar energias, para suar, para tentar voltar a perder peso, de maneira a que volte a ter de apertar mais os cintos e sentir as camisas, as camisolas, os casacos um pouco mais folgados.

Continuo a achar que não vou passar a andar de bicicleta para o escritório tão cedo. Isso ainda me parece um conceito demasiado holandês para mim, e até quero manter certos traços bem portugueses...

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Receitas BaKanas

Decidi começar uma nova rubrica aqui no blog. Tenho crónicas, dissertações, rapidinhas e imagens. Agora apetece-me começar a falar de receitas, ou cozinhados vá.
É o que dá um gajo ficar novamente solo, e não ter assim à mão de semear uma Telepizza, um McDrive, um Dom Rogério, e uma outra panóplia de restaurantes, nem todos com take-away...

Eu sinceramente até gosto de cozinhar, experimentar e tal. E posso afirmar que quase sempre o que gosto mais é mesmo de comer o que faço. Só não cozinho mais frequentemente porque sinto que muitas vezes o acto de preparação do prato é demasiado trabalhoso, and Lazy it's my middle name...

Aqui na Holanda começo a redescobrir o prazer de cozinhar. Sobretudo porque aqui tem muita coisa facilitada. Vai-se ao Albert Heijn e compra-se os diversos ingredientes, alguns deles mais exóticos, já completamente embalados e preparados para se usar em doses individuais ou para 2 pessoas.
É só comprar, desembalar e meter directo. Ainda para mais que aqui uso com frequência o estilo wok, de misturar as coisas, saltear tudo no wok (com um poquinho de azeite, ou mesmo só usando a gordura natural do produto) e depois pronto comer assim uma misturada...

Noutro dia já deixei uma receita original BaKana. Quer dizer, pode nem ser original, mas eu fiz as coisas de cabeça e instinto. Se por acaso recriei uma receita de alguém, olha, lá calhou.
E hoje voltei a inventar uma porcaria qualquer, por isso aqui vai:

Umas tiras de bacon, uns cogumelos quaisquer da família Pleurotus ou parecidos pelo menos, um bocado de natas, guacamole, um ovo e queijo Emmental ralado.
Mete-se o bacon no wok temperado com pimenta (variada), alho e umas gotas de limão. Deixa-se ganhar um pouco de cor e bota-se os cogumelos depois de cortados às tiras também. Assim mais ou menos a meio da cor desejada, 2 colheres de chá de guacamole lá para o meio. Deixar apurar mais um bocado, meter um bocado de salsa e as natas. Quando as mesmas engrossarem um bocadinho (sim porque comprei natas liquidas) desliga-se o gás, abre-se um ovo e deita-se tudo lá pra dentro (sim, gemas e claras), mexe-se tudo muito bem, e bota-se por cima da massa que se esteve a cozer só em agua e sal entretanto.

Arremata-se a coisa com o Emmental ralado e acompanha-se com um Côtes du Rhône tinto.

Faltou a salada que vai ficar para amanhã, que vai sair mais um novo prato salteado no wok, mas desta vez baseado em marisco e certamente mais simples.
Mas lá vou ver o que vou inventar desta vez...