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segunda-feira, julho 09, 2012

Fim da picada

Comentando uma notícia publicada pelo Argonauta no seu mural do Facebook, acabei por tecer uma comentário que no meu entender deve vir também para aqui.
Para enquadramento, a notícia partilhada era mais uma sobre o caso fétido da licenciatura do Miguel Relvas, um doutorzinho da treta, mas um dos principais ministros do actual Executivo.

A nível político eu actualmente não me consigo descrever. Tendencialmente social-democrata, já me apercebi ao fazer vários "testes" sobre tendências políticas que a minha bússola aponta para ideologias políticas diferentes consoante o assunto. Também o meu acompanhamento destas questões desde tenra idade (sempre fui um interessado pela política) levou-me a concluir que isto de esquerdas e direita, socialismos e liberalismos e outras coisas que mais, são na realidade uns rótulos e pouco mais que isso, e que não há nenhum correcto, pois na prática não vejo nenhum dos regimes funcionar sem ter que ir buscar ideias a outro diferente.
Desta forma acabei por seguir os conselhos do que a SIC chamou de "barómetro político", um site que fazia uma série de questões comparando com os programas oficiais dos partidos, e sem qualquer espanto tenho de acrescentar, o mesmo site mostrou-me que eu sou impossível de definir politicamente, com opiniões consideradas de extrema-direita em alguns assuntos, e outras de esquerda caviar anarquista para outros.
Na realidade o partido cujo programa mais se correspondia ao que eu acredito era o MEP, e assim, seguindo uma outra teimosice minha de que temos de mudar algo ou seja votar em muitos partidos e acabar com a hegemonia dos mesmos obrigando a coligações multi-partidárias, votei neles.

Mas apesar de ter votado noutros, admito que tinha alguma esperança nesta coligação PSD/CDS-PP.
No que toca a governação, minha posição é quase sempre de dar o beneficio da dúvida, posição essa que assumi e assumo até publicamente como agora. E apesar de discordar de algumas medidas tomadas inicialmente por este Executivo, sinceramente pensei que as estariam a tomar devido à urgência e ao pouco tempo disponível para sanear as contas públicas. Sempre tentei me convencer, que tirando uma ou outra jogada e aquelas personalidades que são notoriamente parasitas da sociedade, os membros do Governo tinham as melhores intenções para o país, fazendo aquilo que podiam e sabiam (que como se provou diversas vezes é pouco o que eles sabem).

No entanto esta situação do Miguel Relvas mostrou que lidamos com outros "meninos", do género dos que, tarde e a más horas, tiramos do poleiro. Depois do comprovar que as medidas não trazem os melhoramentos esperados, que a despesa continua a aumentar, que adiam a renegociação dos contractos das PPPs e que criticam membros do TC quando este contraria os seus planos, manterem este Relvas e ainda por cima o apoiarem é o fim da picada.

Para mim o Passos e a sua "corte" só tem mais um passo a dar, o em direcção à porta da saída...

terça-feira, junho 19, 2012

Outra vez a produtividade

Eu admito que sou obcecado pelo tema da produtividade. Não porque quero ser muito produtivo, mas mais devido à forma como este índice estatístico, na sua forma macro-económica, é usado pelos líderes políticos e económicos nomeadamente em Portugal.
E porque parece-me que a maioria dos média cai na "esparrela" e segue na procissão de falar da produtividade e apresentarem teorias para a mesma sem notarem e/ou explicarem como se chega a este valor.

Há uns anos já tentei explicar aqui mesmo neste blog o meu entendimento sobre a infame Produtividade (e até agora ainda ninguém me corrigiu e sempre que pesquiso mais sobre isto, confirmo que o meu entendimento está correcto na generalidade).

Volto ao tema porque deparei-me novamente neste fantástico mundo cibernético, com mais uma discussão em redor do mesmo.
Neste caso no Facebook alguém partilhou uma fotografia com uma tabela do Eurostat sobre o total de dias de férias por ano (dias da lei + dias permitidos sem trabalhar). Não me perguntem detalhes sobre isto que eu não sei. É uma imagem tirada de um artigo da Visão de Dezembro 2011.

A atenção foi desviada para a Produtividade pois a publicação no Facebook referenciava um artigo de um blog onde se discutia a mesma. E aí aparecia a tal tabela de cima e o autor apresenta diversas teorias para a pouca produtividade.

Como comentei, as pessoas continuam sem saber ou aperceber, que esta Produtividade (PPPH - Productivity Per Hour), tantas vezes usada contra os trabalhadores portugueses é simplesmente um índice macro-económico, obtido com a fórmula simples de PIB a dividir por horário de trabalho. Podem ver aqui: http://epp.eurostat.ec.europa.eu/statistics_explained/index.php/Glossary:Labour_productivity

Em suma é simplesmente o dinheiro gerado por hora no país. Não tem nada a ver com verdadeira produtividade de um trabalhador, se a pessoa produz muito ou pouco no seu trabalho.
Para além do exemplo que dei há 4 anos, posso dizer que agora que estou na Holanda, estou ali no número 2 da tabela de produtividade mas trabalho menos do que quando estava em Portugal. E porquê? Nada a ver com metodologias, processos ou motivação, é simplesmente porque aqui eu gero mais dinheiro por hora do que gerava em Portugal.

Outro exemplo: os índices de produtividade da industria automóvel mais usados, do que me lembro, são estes 2 que estão interligados:
  - Número de carros produzido por ano por trabalhador;
  - Número de horas para produzir um carro.
Um gajo que trabalhe na Ferrari faz muito menos carros e em muito mais horas do que um que trabalha na Renault em Valladolid (uma das mais produtivas da Europa há uns anos) mas gera muito mais dinheiro nessa hora (a PPH*, a tal usada pelos políticos, é superior).
Apesar de não ter valores concretos, do que me recordo de ler a fábrica da Auto-Europa em Palmela é também das mais produtivas, tendo em conta estes índices da industria, mas já a PPH* será inferior (suponho eu).

Infelizmente a filha-da-putice (que não tem outro nome) já dura há muitos anos e parece-me que muita gente acredita piamente que a baixa PPH* de Portugal significa que os trabalhadores portugueses são pouco produtivos, ou seja, malandros.
Curiosamente este Governo mudou um pouco o discurso e fala agora em Competitividade, mais até que Produtividade. Essa sim, é um calculo simples e simples é também o seu objectivo: quanto menores forem os custos para as empresas, melhor (para as mesmas)!

Mas então o que vai acontecer no futuro? Volto a dizer aqui o que já ando a dizer aos meus amigos e colegas desde o início destas políticas: Estas medidas vão levar a uma redução da Produtividade (PPH) pois o PIB está a baixar e o Governo aumentou o horário de trabalho.
Então o que vai acontecer em 2013? Os patrões, tal como já o fazem agora, vão pedir que se baixem salários porque a produtividade está a piorar. E os lideres políticos, nacionais e europeus, vão repetir a lenga-lenga e ninguém vai referir que as medidas adoptadas pelo Governo foram directamente responsáveis por isso.

E usando uma expressão corrente: Quem se lixa é o mexilhão!

* talvez devido à outra obsessão com as Parcerias Público Privadas, designei a Produtividade Por Hora como PPP. Entretanto já corrigi para PPH (BaKano às 17:05CET).

segunda-feira, maio 07, 2012

Nouvelle Révolution?

Ontem a França escolheu a mudança. Este país responsável por tantas outras revoluções científicas, ou mudanças de paradigma, como a Revolução Francesa e o Maio de 68, palco de tantas batalhas ao longo da história da Europa (e consequentemente do Mundo) será de novo um actor principal numa verdadeira mudança de ideologias, ou estaremos apenas a assistir a uma mudança do nome do ocupante do Palácio do Eliseu?

Sinceramente não posso afirmar, nem conheço muito bem François Hollande para ter ideia do que ele pensa. O que eu sei é que os últimos anos, com crise financeira a levar a crise mundial que sobretudo abalou a Zona Euro e a Europa unida em geral, mostraram-me que existe algo de muito errado no modo de se gerir empresas, finanças e países. Crises são cíclicas é verdade, mas parece-me que nos dias de hoje as ideologias de gestão, que parecem ser as mesmas quer a nível de negócios quer de governação politica, esgotaram-se e só levam a uma repetição de episódios de crise cada vez mais frequentes.

Eu acho que o tempo é agora de aparecer uma mudança de paradigma e deixar-mos de repetir os mesmos erros dos últimos tempos. Como disse em tempos o meu amigo Baltazar, não exactamente por estas palavras: São os gajos que nos levaram à crise que dizem que vão tirar-nos dela.
Bem, um deles já não vai fazer mais nada em relação a isso (acho eu!).

A França foi o primeiro país que no pós-crise votou mudança em condições normais. Hollande promete muito, mas arranca logo com as mãos atadas (já foi convocado pela Madrinha Merkel e tudo!). Pode no entanto assentar as fundações da mudança. E o que a sua eleição e posterior governo podem levar é uma verdadeira revolução à grande e à francesa, daquelas bombásticas, caso as promessas caiam em saco roto.
E essa revolução, tal como as outras que mencionei, terão eco em toda a Europa e Mundo.
Por isso mesmo é que ontem em plena Praça da Bastilha se agitavam bandeiras francesas, polacas, romenas, egípcias, etc... O Mundo está de olhos postos na França. E eu também.

segunda-feira, novembro 14, 2011

Liga Política - Época 2011/12


Nos últimos tempos, por diversas vezes pensei em vir arrotar umas postas de pescada sobre os acontecimentos políticos e governativos em Portugal, mas muitas vezes senti-me esmagado pela magnitude das cosias, e noutras simplesmente não dava para escrever quando os pensamentos me surgiam e depois perdia a inspiração (um próximo gadget a ter, um equipamento que converte para formato texto o que lhe ditamos, para que possa depois já ter as dissertações praticamente escritas quando me vêm as ditas “diarreias mentais”).

Não vou fazer deste post, uma mega-dissertação que abranja tudo que já pensei sobre a governação e debate político dos últimos meses. Até porque quanto mais longo vejo o meu futuro aqui, menos vontade tenho de discutir acontecimento daí.

Quase todos os dias, sobretudo da semana, vou comentado e opinando sobre as várias noticias e artigos de opinião que surgem na praça pública com o meu amigo Daniel (via G-Talk). Também vejo muitas opiniões e comentários feitos pelas redes sociais (a minha blogosfera é muito limitada).
Acho que devo deixar umas palavras sobre o assunto, sobretudo até porque fui publicamente bastante crítico do anterior executivo nomeadamente no pouco ou nada que faziam para controlar as contas públicas.

Não podíamos ter muitas ilusões, o novo governo tinha de tomar medidas duras para tentar controlar o défice. E quando se confirmou que o estado era pior do que ainda se pensava, medidas injustas mas de efeito rápido tinham de ser feitas. Também eu não acho piada a muitas delas, mas fosse PSD, fosse outros tenho poucas dúvidas que muitas delas seriam necessárias, a título provisório. Eu afirmei em 2010 por diversas vezes que não me importava de dar 50~100 euros por mês para o Estado durante 1 ano, se isso significa um verdadeiro equilíbrio das contas. Falava a sério nessa altura e acho que muito boa gente faria o mesmo.
O problema é que as medidas provisórias começam a soar mais como permanentes, até pelo que se ouve de determinados sectores, sempre à procura de formas de obterem mais por menos. E também porque um dos grandes males do anterior executivo parecem continuar neste.
Continua-se a mentir às pessoas, continua-se a tentar jogar com as palavras para passar certas mensagens e continua-se a fazer pressupostos muito simplistas e a tomar decisões importantes com base neles.
O que foi dito sobre os feriados, sobre o aumento do horário de trabalho (para aumentar a produtividade) e as conclusões que se tiram que isso tudo significa que de certeza a economia cresce é um chorrilho de mentiras. E isso é perigoso.

Ainda mais grave que isso é que o regabofe político do fazer toda a gente apertar o cinto menos eles parece continuar neste novo regime laranja-azulado.
Coisas boas têm também aparecido e aqui e ali surgem notícias do corte de regalias (chama-lhes direitos mas isso não impede de os retirar ... aos outros) nesse sector.
No entanto eu continuo na dúvida. Também antes o governo PS fez “cortes” no sector político para passado 1 ano a despesa da AR e de outros organismos ter aumentado.

Para já, continuo a dar benefício da dúvida ao actual governo. Os tempos são realmente muito complicados e o trabalho de tentar baixar o défice em tão pouco tempo (a meio do ano era superior aos 8%) é colossal (como o PPC disse).
Espero que as gafes e os erros até agora, sejam sobretudo  fruto do stress e o não conseguir fazer tudo de uma só vez.
No entanto eles não tem muita margem de manobra. No próximo ano, se as medidas de grande impacto tomadas realmente servirem para alguma coisa, têm de apresentar trabalho decente no corte estrutural de despesismo público (diferente de despesa publica) e um corte com as políticas de compadrio como se tem assistido nos últimos anos.
De qualquer forma, não tenho muitas expectativas, por isso Portugal parece-me cada vez mais um passado que vivi, do que um futuro que terei...

terça-feira, setembro 27, 2011

Cavaco e as Ilhas

Admito que nunca entendi muito bem aquela "confusão" do Cavaco Silva sobre o Novo (na altura) Estatuto dos Açores de há 3 anos. O homem parecia estar muito preocupado com a coisa que até fez uma comunicação ao país em directo na TV a meio das suas férias. Como era coisa que eu não percebia muito bem, nunca liguei muito.

Curiosamente agora penso mais nesse acontecimento. Ainda sem entender muito bem todo o espalhafato do nosso Presidente esse acontecimento merece mais atenção devido à nova versão do Bailinho da Madeira, que seguindo os bons exemplos de Portugal, envolve muita despesa e nenhum controlo (ou seja é uma versão muita cara e que basicamente é cada um a bailar para o seu lado aproveitando o máximo que puder).

Ora o nosso Presidente há uns 3 anos estava preocupado com os Açores, andava preocupado com as contas publicas e o futuro do país, mas pelos vistos os problemas da Madeira (que nos afectam a todos) não merecem grande atenção. Ou pelo menos o máximo que o nosso Presidente consegue dizer é uma qualquer afirmação enigmática que envolve a felicidade das vacas ... açorianas imagino eu (tendo em conta o contexto).

Existe algo de errado na relação de Cavaco Silva com as ilhas. Provavelmente porque o próprio se assemelha cada vez mais a uma ilha. O Cavaco é como a Ilha do Lost. Só falta a espécie de magia que existia, porque o mistério e os desaparecimentos (no tempo e espaço) lá estão...

sexta-feira, maio 06, 2011

A 1 mês de desistir?

Estamos já a menos de 1 mês das eleições legislativas. Pelos vistos as sondagens mostram que o PS está em recuperação e será por ventura mesmo o vencedor das eleições, portanto o José Sócrates, a pessoa que disse que não estava disposta a governar com o FMI, será novamente primeiro-ministro de Portugal.

Toda esta confusão com o PEC IV e depois a necessidade do pedido de ajuda, que mete a famosa troika, caiu no colo do PS e do Sócrates que foi uma maravilha. Alias para mim está mais que claro que não caiu no colo. Toda esta situação desde há uns meses atrás, decorreu como decorreu por vontade expressa e planeada pelo Eng. José Sócrates. Só não vê quem não quer. O PEC IV negociado à revelia de todos os outros, que como já foi noticiado e nunca negado, já previa um pedido de ajuda de financiamento externo, a demissão do Governo, a vinda da troika e finalmente um novo pacote de medidas que é mais penalizador e a oposição tem de aceitar quando chumbou um PEC IV menos doloroso. Tudo feito para sacudir a água do capote.
E pelos vistos resulta. Resulta porque imagino que a maralha só se interessa pelos cabeçalhos das notícias e o que transparece que a oposição recusou um PEC IV e depois aceita um pacote "pior" dos estrangeiros, e que ainda por cima o Sócrates conseguiu um bom acordo pois nem mexem em salários nem subsídios nem nada, ou seja "menos mau" (isto no geral obviamente) do que se anunciava. E ainda mais bem jogado, todas as piores notícias serão faladas pela oposição e associadas a esses partidos.

Tudo o resto é ignorado, os sucessivos erros do Governo; PECs atrás de PECs que nunca mudaram nada; esta manipulação que está clara até noticiada e nunca negada; até as recentes declarações de que se o pedido de ajuda tivesse sido feito mais cedo, não era preciso tanta "dureza" agora...
Até se esquece que este senhor disse que não podia governar com o FMI e agora vem todo contente e feliz sorrir para as câmaras porque conseguiu um bom acordo.

As pessoas pelos vistos só olham para estes cabeçalhos. Pelos vistos o que percebem é que a oposição chumbou um PEC IV, por causa disso veio o FMI que é ainda pior, o Sócrates apesar de tudo conseguiu um bom acordo, e como até foi ele que negociou, deve ser ele a continuar a governar.
Junta-se a isso o afastamento do Teixeira dos Santos (do que tenho lido pelo menos), e pronto, o "burro" foi posto fora, e está tudo bem.

Fico chocado, realmente chocado como o país não se apercebeu todo que fomos manipulados pelos governantes para chegar a esta situação e com o único objectivo de garantir que se mantinham no poder mais alguns anos. Preocupação com o estado da nação? ZERO!!!

A 5 de Junho vou a Portugal para tentar contrariar esta situação e manter a esperança que as sondagens estão erradas e uma mudança acontecerá.
Mais uma vez, como tenho dito a tanta gente desde há muitos meses (aliás acho que já tinha vaticinado o que aconteceu aqui no blog, não acertei em cheio, mas estive perto), não é por achar que os outros são melhores ou farão melhor, mas depois deste descalabro e desta manipulação e falta de carácter como nunca antes vi é que não. Tudo, menos o PS.
As pessoas podem votar em qualquer um dos partidos; existem tantos outros para além dos que têm assento, alguns até nunca lá estiveram portanto gozam do benefício da dúvida, portanto não votem PS apenas porque acham que o PSD não serve e escolhem o mal menor, aquele que já é conhecido.

E acabo com o título da dissertação. Estamos a 1 mês das eleições, eu ainda não desisti, mas se obtivermos resultados semelhantes às sondagens, eu desisto de vez de Portugal, e faço o resto da minha vida aqui por esta Europa fora. Com tristeza, mas é o que garanto que faço.

quarta-feira, março 23, 2011

BaKano a Primeiro

Considerando o feedback positivo que tenho encontrado a meus comentários sobre variadíssimas coisas e a aparente concordância que vejo em relação às minhas ideias para a política e governação de Portugal, venho aqui declarar que amanhã telefonarei ao Senhor Presidente da Republica para demonstrar a minha disponibilidade para formar Governo, mesmo com a actual Assembleia.
Estou certo que encontrarei um numero razoável de moças jeitosas para me governar, lembro-me até duma do PS que tinha umas mamas bem jeitosas.
A Sónia Sanfona, também do PS não é nada mal-parecida, e como é lógico não esquecendo a Ana Drago...

Obviamente teria de chamar algumas outras moças com talento, como a jeitosa do BE que já saiu (e cujo nome me falha agora).

Mas estou preparado para me sacrificar em prol da nação.

BaKano For Portugal!

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Análise numérica


A análise numérica é um ramo da matemática que estuda métodos construtivos (na forma de algoritmos) que convergem para entidades matemáticas cuja existência foi demonstrada. Mas não é isso que eu vou fazer.
Hoje decidi falar das eleições de ontem, mas olhando quase em exclusivo para os números, e ignorar as análises políticas que muitos gostam de fazer e devem ter feito desde o fecho das urnas e ainda as farão durante alguns dias vindouros.

Cavaco Silva ganhou com 52,91% dos votos, uma margem ainda maior que na eleição anterior. Isto é um facto inegável. Assim como é inegável que Cavaco ganhou em todos os distritos e nas Regiões Autónomas. Até mesmo nos redutos da esquerda, e apesar de resultados mais renhidos, Cavaco ganhou.
Assim à primeira diria-se que foi mesmo uma vitória a todos os níveis.

Mas por acaso daquilo que li pelo menos nos títulos (admito que não segui esta eleição com atenção até porque sou da opinião que ela tem pouca importância para o futuro de Portugal a curto prazo) a malta não deixou de notar que Cavaco teve muitos menos votos. Uma abstenção de praticamente 52,5% não pode ser tratada com leviandade. Sobretudo qd há 5 anos ela foi de 38,4%.
E para mim olhando para os números completos, é ainda mais grave quando havia praticamente mais 600000 eleitores inscritos este ano que há 5 anos atrás.
E mesmo assim foram votar aproximadamente menos 110000 de pessoas. Sim, quase um milhão e cem mil pessoas votaram este ano, existindo mais de meio milhão de eleitores novos.

E se considerarmos os votos à luz da totalidade de eleitores, vemos que o Presidente da República, a figura mais elevada do Estado, foi escolhido por 23,5% das pessoas inscritas para votar em Portugal, ou seja apenas 23,5% da população adulta de Portugal escolheu o nosso Chefe de Estado.
Há 5 anos atrás, e apesar duma menor percentagem de votos no final, o Cavaco foi escolhido por 31% da população adulta de Portugal.
Para mim é curioso, agora o que realmente significa não sei ao certo.
Como disse inicialmente não quero fazer desta crónica uma análise política.

No entanto, depois de ter lido um comentário num fórum de discussão dirigido a quem foi votar em branco, e que também se aplica a quem se absteve, fiquei com uma frase para dizer.

Na realidade Cavaco apesar de ter tido apenas 2.223.269 votos, foi eleito por 7.444.374! Na realidade todos os votos em branco, nulos e quem se absteve, só contribuem para a eleição de quem tem mais votos.
E isso é triste porque estes números (e estão todos a aumentar, o número de votos em branco e nulos) revelam claramente que as pessoas estão desiludidas, já não se revêm nos políticos e não encontram ninguém (ou muito poucos) nessa classe que valham alguma coisa.
E se eu dantes não achava bem que as pessoas não fossem votar, e que não votar era pura e simplesmente um "não quero saber", agora estou convencido que é realmente a única forma de protesto que temos.
Se calhar em próximas eleições, se votarem apenas 25% dos eleitores registados pode ser que as eleições sejam impugnadas e a corja que lá está seja obrigada a dar lugar a uma outra vaga que talvez traga alguma coisa de novo e de bom... Talvez...

E pronto e afinal sempre acabei com uma espécie de análise política, mas é mais a minha opinião

PS - Eu também foi um dos que se absteve, mas admito que foi sem querer, porque na altura de marcar a viagem a Portugal não me lembrei de ir ver a data das eleições e sendo assim não tinha viagem a tempo para o fazer.

quarta-feira, outubro 27, 2010

E lá acabou a negociação

Ou a fantochada como alguns diriam (ou pensam).

Esta malta da política não me quer deixar acabar de escrever em condições sobre outros temas, dando-me muitas outras razões para pensar e falar mal.

Tal como já disse no Facebook, o meio por onde agora mais rapidamente reajo a estas coisas, mesmo que na realidade o PSD pactue com certos gastos na politica, as declarações de Catroga e as medidas de cortes que de acordo com eles foram apresentadas pelo PSD iam no caminho certo. Se o Governo acha que não há mais para cortar, então aplaudo que tenham acabado com a "fantochada" e mesmo que com desvantagens e riscos a curto prazo, que caia o Governo o mais rápido possível para que se evite a continuação duma despesa absurda que levaria ao rombo mais tarde, qd já não houvesse mais dinheiro para buscar aos contribuintes.

Algumas reacções já falam que o FMI vem aí, meter mão nisto tudo, e eu não sou contra que venham e acredito (ou espero) que possam vir introduzir alterações do fundo que nos coloquem definitivamente no bom caminho, e não apenas na ilusão que está tudo bem como em anos passados. Mas receio que as primeiras medidas que vão tomar para segurar o barco são precisamente de aumento das receitas, através de aumento de impostos, o que vai prejudicar os portugueses. E penso assim porque esse tipo de medidas é o que tem mais impacto a curto prazo e resultados garantidos. A questão é que já se devia ter andado a cortar em certas despesas há uns anos; para o Governo do Socrates tava tudo ok que até aumentaram o défice o ano passado porque queriam (palavras do próprio Socrates); agora que estamos perto da ruptura ainda pensei que os governantes lá pensassem em mudar alguma coisa de fundo que traga reais melhorias para o futuro.

Afinal parece que não, que venham os mauzões de fora...

terça-feira, outubro 19, 2010

Redução da despesa!?!?

Bem, as (más) notícias são tantas nos últimos dias que eu nem sequer tive tempo de publicar os meus restantes pensamentos sobre as portagens electronicas, se calhar por falar tanto delas no dia-a-dia com outras pessoas. Mas agora tenho que deixar umas palavras depois do que vi no Facebook da minha esposa (sim, agora é esposa).

Então diz ela que de acordo com as notícias que foi ouvindo durante a tarde de hoje (eu estou no meu computador do escritório a tratar do meu futuro emprego), o Orçamento de Estado de 2011 contempla uma verba superior à deste ano para a decoração dos ministérios!

O que é que podemos dizer a isto? Eu digo aquilo que disse lá no Facebook.

É completamente inadmissível que com um orçamento que asfixia a economia das pessoas do país, e que o próprio (des)Governo diz que é o da salvação nacional, se entre em despesas do género!
Já eu achei "caricato" para não dizer uma parvoíce, a proposta do OE de 2011 ter sido entregue em belos livros a cores com capas todas pipi e até as pen USB entregues aos jornalistas estarem todas etiquetadas com desenho próprio a cores e tudo (imagem igual à que Jaime Gama ostenta na foto acima). É só (mais) um pequeno exemplo de como se gasta dinheiro em merdas desnecessárias em tempos de (muita) contenção.

Temos de vir para a rua malta, mas também não é em greves marcadas por inter-sindicais com agendas políticas. É tempo da sociedade civil se revoltar e partir a loiça toda.

Só por causa disso vou ali à cozinha partir uns pratos...

sexta-feira, outubro 15, 2010

PSD e o Orçamento de Estado de 2011

Permitam-me uma rápida nota aqui no blog, a fazer futurologia, para tentar vos mostrar que até eu podia ser comentador político e ganhar uns cobres à custa da opinião.

De acordo com o que acabei de ouvir num noticiário da TVI24, Pedro Passos Coelho afirma que é importante que o país não fique sem Orçamento, mas que o PSD não pactua com os aumentos de impostos - Está portanto confirmado (e fica aqui guardado para a posteridade esta minha futurologia) que o PSD vai se abster na votação do OE2011, permitindo assim conciliar as 2 coisas: O PSD permite que o OE passe na AR e ao mesmo tempo como não vota a favor, mostram todos contentes que são contra.
A abstenção é uma coisa maravilhosa e serve para tudo; não percebo porque é que criticam quando os portugueses fazem a mesma coisa nas eleições...

domingo, outubro 10, 2010

Um(ns) pensamento(s) sobre as portagens nas ex-SCUT - Parte 1

Apesar de ser um assunto talvez muito debatido, e sobre o qual eu pessoalmente falo bastante quando ele aparece (devido à minha fixação pelo tema), como já estamos a menos de 1 semana no início da cobrança de portagens, vou começar agora uma série de dissertações dedicada ao tema, que serve apenas para reflexão, até porque sinceramente vos digo, depois desta sexta-feira, dia 8 de Outubro, onde supostamente iram haver grandes manifestações contra as portagens, e eu até tentei me juntar à de Aveiro, mas à hora marcada e no local marcado não havia ninguém, mas continuando depois disso já "desisti" de achar que conseguimos evitar que esta estupidez avance e tenhamos de andar até ao resto das nossas vidas a pagar para podermos circular. Mas como vão ver pelo que escreverei em seguida, eu acho que isto é só o começo e muito pior vamos ficar.

O texto que vos deixo de seguida escrevi há coisa de 1 mês, quando estava de férias, num fórum de discussão. Este texto obviamente originou algumas respostas que me trouxeram mais informação. Curiosamente não trouxe grande contestação, imagino eu porque também não há muito a contrapor ao que eu disse. Mas as tais respostas, junto com outra informação que obtive permitiu ter mais coisas para dizer (Parte 2) e depois de ter ido (e vindo) até Salamanca, até me lembrei duma medida em que mesmo pagando seria muito justo e até acho que a malta pagaria sem grande contestação permitindo ao estado encaixar dinheiro (que realmente necessita) sem prejudicar injustamente as pessoas.

Mas por enquanto aqui vai o primeiro pensamento, tal e qual escrevi no dito cujo fórum:

Ora bem malta queria apenas partilhar aqui só um pequeno pensamento no meio desta trapalhada toda que são as portagens nas SCUT.

Para além de todos os argumentos já expostos, nos quais destaco o facto de muitas SCUT (ou troços de SCUT) antes de o serem, eram IC's e IP's e passaram a chamar-se A sem que qualquer obra tenha sido feita, a falácia das alternativas (em 2006 alguém disse que fazer Aveiro-Vilar Formoso pela N16 demorava mais 30mins do que pela A25, mas viu-se o que aconteceu quando a A25 esteve fechada pelo acidente de início de Setembro, em que um troço de não mais que 12 kms que a malta faz em 15mins, demoraram perto de hora e meia a fazer devido ao trânsito), e alguns sítios, Aveiro especificamente vai ser a primeira cidade de Portugal em que se paga para entrar (excepto se considerarem zonas industriais como vias de acesso a uma cidade) e nem é preciso ser de outro concelho pois a malta de Taboeira (junto ao estádio) terá de pagar 50 cêntimos para fazer pouco mais de 1km de auto-estrada, em que quase metade é feito em 1 faixa apenas e com limite de 60 km/h, para além disso tudo esta semana fiquei a saber duma coisa ainda mais hilariante no meio disto tudo.

Tinha eu até pensado que uma forma de luta seria a malta deixar de passar nos pórticos (eu sei que dificilmente resultaria, mas pronto), resultando em que as concessionárias não iriam cobrar, não receberiam dinheiro e aquilo dava molho lá entre eles. Isto um pouco ao exemplo do que fizeram há uns anos largos num troço qualquer da A3 ou A4 para os lados do Porto quando puseram portagem e a malta fez algo do género até eles tirarem a portagem.
Mas enganei-me redondamente, porque quem cobra as portagens é a Estradas de Portugal que desta forma financia-se para pagar as rendas das concessionárias, que, vejam lá bem, ainda aumentaram com a introdução de portagens! Ou seja, se a malta deixar de andar, a Estradas de Portugal não recebe o dinheiro, mas tem de pagar na mesma a renda à concessionária. E curioso é que tem de pagar mais agora do que pagava há uns meses atrás! Não sei porque razão o têm de fazer, até porque a larga maioria das pseudo auto-estradas, sim e digo pseudo pois muitas não têm perfil disso são inclusivamente limitadas a 100 km/h (e um gajo vai pagar por isso), não receberam qualquer obra de melhoramento desde o alargamento, outras até não tem obras desde que foram feitas (o troço da A25 que faz parte da Costa de Prata está agora como estava há coisa de 20 anos quando foi construído)...

Portanto, já se está a ver o que vai acontecer. Seja por protesto, seja para poupar, a malta vai fugir das SCUT (o caso da A29 para o Porto vai deixar de ser usada para quem faz viagens mais longas porque é melhor ir pela A1 que se paga menos, a velocidade é sempre 120 e brevemente será quase sempre 3 faixas), a Estradas de Portugal vai buscar menos financiamento que o previsto, mas vai ter que pagar ainda mais às concessionárias, logo não vai haver poupança de impostos ou de despesas nenhumas.

Para além disso, tendo em conta que qualquer nova estrada que está prevista construir é uma auto-estrada concessionada (mesmo que tenha apenas 10 kms e passe por 2 ou 3 terras relativamente pequenas), está claro meus amigos que Portugal será um país de estradas urbanas e municipais, e auto-estradas a pagar, deixando de existir eixos rodoviários que fazem ligações entre pontos importantes gratuitos e fornecidos pelo estado às pessoas e empresas.
Ou seja estradas é mais um serviço que o Estado abdica de fornecer.

E já agora, para a malta da região da Grande Lisboa que eventualmente acha que isto não os afecta, eu deixa as seguintes questões:
- É ou não verdade que o IC19 neste momento tem neste momento 3 faixas de rodagem para cada lado e separador central?
- Muitas pessoas têm de pagar a CREL (A9) para fugir às bichas de trânsito nos outros IC, mas é verdade que têm os outros IC, e julgo que aos fins-de-semana e à noite, alturas de menos trânsito, possam viajar nesses mesmo IC sem pagar, certo?
- O que é achariam se daqui a uns tempitos, o IP7 (Eixo Norte-Sul), o IC19 (ambos já concessionados à Ascendi tal como as nossas SCUT), o IC20 (via rápida da Caparica que também tem perfil de auto-estrada), mudassem de nome para AXX e um gajo tivesse de pagar portagens? Mesmo sem obras?

É que este ultimo exemplo foi precisamente o que aconteceu na grande maioria das actuais SCUT que eu conheço (conheço quase todas antes e depois de serem SCUT) e nós não temos hipótese de escolher um IC ou um IP mesmo que cheio de transito para não pagar. É que esses deixaram de existir e nunca mais teremos nenhuns...

Mas queria realçar novamente o ponto principal:
Mesmo que deixemos de andar nas únicas vias principais que temos para não pagar, o estado vai continuar a ter que dar ainda mais dinheiro às concessionárias, portanto, estamos todos fodidos porque vão-nos sacar ao bolso directa ou indirectamente...

Ai Jorge Coelho que belo negócio arranjaste tu há uns anos, se calhar por isso é que agora estas a receber os frutos do teu trabalho enquanto ministro... Se calhar...

terça-feira, novembro 13, 2007

Ministério da (In)Justiça

Esta manhã vinha para o trabalho a ouvir a Antena 3, quando eles noticiam a compra dos 5 carros pelo Ministério da Justiça. “Topos de gama de alta cilindrada”, “potentes veículos de 140cv” diziam eles. E eu a achar a coisa um bocado estranha, não a notícia da compra, pois essas coisas dos políticos são comuns, mas o destaque aos carros, completamente exagerado, e até incorrecto pois falavam em Audi Limousine, modelo esse que não existe.

Chegado ao trabalho, tinha um e-mail sobre a mesma noticia, com o devido link para o Diário de Noticias.

A notícia escrita era mais detalhada que a notícia radiofónica, e pude então saber os detalhes dos carros e dos preços, e as outras razões de mais um “pikeno” escândalo.

O que acontece é que os carros foram comprados, numa altura em que o Governo tem em prática, pelo menos teoricamente, uma política de contenção de custos. A compra foi feita sem concurso publico (o que no entanto compreendo tratando-se de uma compra de carros), mas sem a autorização do Ministério das Finanças. Isso, pelo que parece, pode ser mesmo uma ilegalidade, o que é ainda mais grave do que a falta de carácter do comprar carros novos quando funcionários do mesmo ministério nem dinheiro têm para comprar papel!

E depois vem o grande destaque aos carros comprados:
“Neste panorama de carência, um dos contemplados com um novo carro de alta cilindrada foi o presidente do IGFIEJ (Instituto de Gestão Financeira e de Infra-Estruturas da Justiça), com um Audi Limousine 2.0TDI, de 140 cavalos. Esta
viatura, sem o IA, custou ao Estado 38615,46 euros, com 2831 euros de equipamento opcional, nomeadamente caixa de 6 CD, computador de bordo a cores,
sistema de navegação plus, sistema de ajuda ao parqueamento, alarme e pintura
metalizada.
(...)Mas também quatro Volkswagen Passat Limousine 2.0TDI - 34257,40 cada -, foram para o Ministério”

Isto era completamente escusado, porque até cria uma boa argumentação de defesa quando isto chegar (se chegar) à Assembleia da Republica.

Primeiro, não existe nenhum Audi Limousine, Limousine é o termo usado pelos constructores alemães para identificarem as viaturas de 3 volumes. O carro será por ventura um Audi A4, carro normal que se vê a potes pelas estradas deste país. O 2.0 TDI nunca pode ser considerado alta cilindrada, muito menos topo-de-gama, pois esse é o motor a diesel de entrada da gama em muitas outras marcas (sei que a Audi tem um 1.9 TDI de 110cv mas esse é muito fraquinho, e até é menos ecológico). Alta cilindrada seria o 3.0 TDI! Se um 2.0 TDI é alta cilindrada o que dizer dos motores 5.0 TDI, são elevadíssima cilindrada?
O mesmo texto se aplica ao Passat!
E porque carga de água se dá destaque a extras como caixa de CDs, computador de bordo a cores, sistema de navegação, sistema de ajuda ao parqueamento, alarme e pintura metalizada? Até um simples Clio pode ter isso tudo, não vejo onde está o problema!

Aqui o jornalista perdeu uma boa oportunidade para levantar as questões pertinentes. As questões pertinentes são:
- Porque é que os magistrados do Ministério tem de recorrer a viaturas da PJ e os administradores dos institutos, sobretudo do Instituto responsável pela gestão financeira do Ministério podem ter carrinhos novos?
- Porque é que foi adquirido um carro novo, quando esse presidente tinha ao seu dispor 2 viaturas do Ministério, aparentemente adquiridas em 2003, uma delas com motorista e de segmento elevado, um Audi A6?
- Porque é que o Ministério costumava usar carros apreendidos, a maior parte aos traficantes de droga, até mesmo o ministro, que são carros bons, e esses sim, muitos de alta cilindrada, e essa politica de ter carros a custo ZERO é abandonada nesta fase de contenção financeira, aparentemente devido a essa fase? Mas o que é que pode ser mais barato que carros a custo ZERO?
- Que raio de contas foram feitas para o preço do Audi, uma vez que esse carro, com os 2831 euros de extras, deveria custar “apenas” na ordem dos 34400 euros, e para onde foram os restantes 4200 e tal euros em relação ao preço pago? Terá sido um desconto de valores negativos, ou seja mais 10%, do que os usuais descontos de menos 10%?

Essas questões são realmente pertinentes, e o cerne da questão seria esse, porque ao tentarem dar foco aos carros adquiridos, até se retira o interesse da notícia, pois para pessoas esclarecidas, ao saberem o custo e os carros que foram apenas vão pensar “Não é nada demais!”.

E para poderem ver que o jornalista Lucínio Lima fez uma má peça jornalística, é o que eu chamo da cereja no topo do bolo, ao ter escrito sobre os carros anteriores do presidente do IGFIEJ:
“(...)e um Peugeot 404, que conduzia pessoalmente. Estas viaturas tinham sido adquiridas em 2003.”

É que isto meus amigos, é que é um Peugeot 404: