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sexta-feira, abril 07, 2017

Pensar em Holandês

Uma pessoa que fala várias línguas durante o dia começa a partir de certa altura a pensar também em várias línguas. Nos dias de hoje, com o inglês a estar presente no dia-a-dia de muita gente, seja na música, nos filmes e séries ou a navegar pela Internet acredito que já muitas pessoas pensam em inglês também mesmo não falando a língua durante o dia.

No meu caso, o inglês já faz parte do meu dia-a-dia há mais de 20 anos, mas não só. Como nasci em França e ia lá de vez em quando, o francês também se tornava presente aqui e ali. E uma coisa que nos acontece quando estamos rodeados por outra língua é que começamos também a pensar nessa língua.

quarta-feira, março 22, 2017

A entrevista ao Diário de Notícias


Há uma semana atrás, no dia das eleições Holandesas, o Diário de Notícias, vulgo DN, teve um caderno especial dedicado às mesmas. Um dos artigos abordava a opinião de 5 pessoas a residir na Holanda, 3 portugueses e 2 holandeses, sem ser bem uma entrevista pois não foi escrito no formato de perguntas e respostas. Mas o principal ponto é que eu fui um dos portugueses a opinar. Portanto a imagem que aqui vedes não é um photoshop mas sim aquilo que saiu no jornal (página 4 do tal caderno especial). Apenas editei para desfocar a envolvente e ter só euzinho focado.

Eu não posso dizer como é as outras 4 pessoas falaram com a jornalista Susana Salvador. Delas só conheço pessoalmente o Tiago e até hoje nunca lhe perguntei. Comigo o contacto foi por e-mail (um amigo em comum deu-lho o meu) e foi uma entrevista onde ela mandou a lista de perguntas e eu respondi também por e-mail, no dia 7 de Março (1 semana antes e antes também da confusão diplomática com a Turquia ter estalado). Depois da primeira troca ela fez uma pergunta de seguimento, no dia seguinte, e foi tudo. Eu mandei-lhe também uma foto, mas como não sabia que tipo de foto eles precisavam disse para irem buscar ao Facebook e eles escolheram a primeira foto de perfil onde apareciam os ombros, que calhou ser uma foto que me tiraram num track-day em 2008!

sábado, março 18, 2017

Tanto para dizer


Tenho tanta coisa para dizer aqui no blog, mas não consigo. Falta-me fazer a minha análise das eleições Holandesas de quarta-feira passada mas na quinta e sexta o trabalho não me deu hipóteses durante o dia (sim, eu admito que uso momentos de pausa no trabalho para escrever nas redes sociais) e tenho estado sempre cheio de sono à noite. Hoje também estava cheio de sono, que entretanto me passou, mas já tinha decidido que não ia fazer a análise por ser coisa demorada e já são 11:00 da noite aqui; preciso de dormir.

segunda-feira, janeiro 30, 2017

Momentos ao volante

Na quinta-feira passada tive 3 momentos diferentes do habitual ao volante. Quer dizer, 2 momentos e 1 observação de um fenómeno curioso e que me fez lembrar de outras observações no passado.
Dessa maneira tive de arranjar uma foto de eu a conduzir, pois as 4 experiências foram quando estava ao volante, e lembrei-me desta foto que a Carolina me tirou quase em Dezembro de 2011, naquela que era para ser a última grande viagem do Laguna, mas que afinal não foi. Não é certamente a foto mais recente que tenho a conduzir, mas é aquela que eu lembrava de estar partilhada na net, portanto uma fácil de arranjar para adornar este texto. E esta conversa toda sobre a foto é só para poder ultrapassar a altura da mesma de modo a que os parágrafos dos tais momentos já fiquem abaixo dela.

domingo, janeiro 22, 2017

I Seek You


Noutro dia lembrei-me dos tempos anteriores às redes sociais, anteriores ao Skype e aos fóruns de discussão e até mesmo anteriores ao MSN Messenger. Lembrei-me do início dos programas de conversação pela net, o chamado de Instant Messaging (IM) e como era simples e excitante encontrar alguém do outro lado do mundo e começar a falar. Lembrei-me do ICQ, o primeiro programa de de IM e uma das primeiras "febres" de globalização na Internet junto com o Napster.
A primeira versão apareceu em 1996 e eu passado pouco tempo já usava. É dificil saber ao certo quando foi pois a única certeza que tenho é de usar a versão 99, de 1999, mas tanto o MSN Messenger como o AIM (da AOL) apareceram nesse ano, e eu já usava o ICQ antes, mas a única garantia mesmo é que no milénio e século passados eu já andava a trocar mensagens e não só com malta desse mundo fora.

quarta-feira, janeiro 18, 2017

Foi a primeira vez


Na segunda-feira ao sair do trabalho às 18:30 foi a primeira vez que senti mesmo frio nesta época Outono-Inverno. E curiosamente foi a primeira vez que vesti 3 camadas completas de roupa. Quando cheguei ao carro tinha uma camada de gelo a cobrir e tive de de usar, pela primeira vez, o utensílio que o meu banco me ofereceu para raspar o gelo do para-brisas. Era uma camada muito fina mas era preciso tirar porque não via quase nada e não ia estar uns minutos à espera que o aquecimento derretesse o gelo.
Estavam -3° mas sentia-se o frio; não sei qual era a sensação térmica.
À noite escrevi este título mas depois fiquei-me por aí pois faltavam-me as imagens que queria colocar logo não ia publicar a dissertação logo. E depois aconteceram mais coisas engraçadas.

terça-feira, dezembro 27, 2016

A nossa Megane - Gasolina VS Diesel


Na semana passada publiquei a minha análise de custos dos primeiros 4 anos de "vida" da minha carrinha Megane, que entretanto já fui alterar depois de feita a revisão que correspondia precisamente ao fim desse ciclo.
Tendo chegado a um custo por ano, e a um valor de quilometragem por ano, dá para extrair um valor muito interessante: o custo por quilómetro. O custo por quilómetro é um custo unitário que permite um sem fim de comparações muito interessantes e que eu pretendo fazer, mas não nesta primeira comparação..
Esta primeira comparação tem a ver com a escolha que fiz há 4 anos atrás quando comprei a carrinha, e é uma escolha que antes se fazia mas pelo menos em 2012 já poucos a faziam (e eu acho que agora se voltou a fazer mais) em Portugal: Gasolina ou Diesel?

terça-feira, dezembro 20, 2016

A nossa Megane - Uma análise de custos


Dos muitos bens que nós podemos ter, seja de utilidade ou recreativos, o automóvel é um caso particular porque para além do custo de aquisição, um dos mais caros objectos que podemos ter, ele também representa um custo constante quer na posse como na utilização. Como muita gente diz, um carro é só uma fonte de despesa.
Por isso muita gente se questiona se vale a pena ter um carro e se para muita gente o carro é mesmo uma necessidade, temos a outra questão de qual o carro que se deve ter.

Para mim a questão de ter ou não ter carro nem se põe. Eu, da maneira como cresci e sou agora, tenho de ter um carro. Não preciso de um carro para viver, mas não conseguia me ver sem conduzir. Eu gosto de conduzir, gosto de carros, posso ter e manter um, e sou egoísta ao ponto de querer ter o meu meio de transporte e não partilhar com outros.

domingo, dezembro 18, 2016

Mais um ano que se completou


É verdade que 2016 está a completar-se mas este meu texto é mais relacionado com o início de Dezembro onde outros anos se completam, logo onde se celebram alguns aniversários.
Um deles, o mais importante tendo em conta que isto é o meu blog, é o meu próprio aniversário. Como disse a vários colegas meus no dia, completei o meu 39° aniversário e ao mesmo tempo iniciei o último ano bom da minha vida. Último porquê? Porque quando completar este entrarei nos "entas", e os 40 é tido como o meio, a altura a partir da qual estaremos mais perto do nosso fim do que do nosso início.

segunda-feira, novembro 21, 2016

Eye fashion


Hoje vou escrever sobre uma trivialidade a meu respeito.
Há 6 anos (e 3 dias para ser exacto), troquei de óculos. Ia começar uma nova vida, era altura de arranjar um novo look pois o anterior já tinha 10 anos certamente. Não foi por saber o salário médio que iria ganhar na Holanda pois esse só soube no dia em que fui buscar os óculos, mas já tinha aceite a oferta de emprego por isso sabia o valor bruto (o que eu não sabia era quanto iria gastar por mês...).

Eu uso óculos desde os 6 anos, por isso já tive muitos pares diferentes. No entanto na minha vida adulta só tive 5. Precisamente os que aparecem na montagem de fotos.

quarta-feira, novembro 02, 2016

Há um ano atrás eu vi a luz


Aquela cena do Facebook, que eles designam como a aplicação Neste dia, fez-me lembrar que a 2 de Novembro de 2015, ou seja há um ano atrás, eu estava em Varadero e tinha acordado antes das 4 da manhã e sem ponta de sono decidi ir passear à beira-mar que era ainda no recinto do hotel pois o mesmo era junto ao mar.
E quase de certeza que foi nessa madrugada que eu vi a tal luz que já mencionei nas minhas 2 anteriores crónicas sobre Cuba.

Para quem não sabe, Varadero é uma península estreita, que quase parece um paredão grande, que fica entre a Baía de Cardenas (a Sudeste) e o Estreito da Florida (a Norte e Noroeste).
O nosso hotel ficava no Estreito da Florida, por isso em frente tínhamos a ilha de Key West que pertence à Florida, logo território dos EUA mas a cerca de 165 km.
Estando na falésia mesmo por cima da água e a olhar para a direita no sentido Norte-Nordeste eu vi uma luz que aparecia e desaparecia variando de intensidade. Uma farol obviamente.
Sabendo por geral que não havia nenhuma grande ilha entre Cuba e a Florida (incluindo as Keys) e que os EUA eram naquela direcção, fiquei a pensar se seria possível estar a ver a luz de um farol norte-americano e fiquei convencido que era bem capaz.

quinta-feira, outubro 27, 2016

Setembro foi o mês ... e Novembro já está à porta


Foi à praticamente 2 meses que publiquei aqui qualquer coisa e o blog ficou assim, parado. Mas várias vezes estive para publicar algo.
Pensei em finalmente acabar um texto sobre uma das voltinhas que se tornou das minhas favoritas aqui, coisa que ando para fazer desde Agosto do ano passado mas que sempre que vou a esse texto tenho aquilo que é designado por writer's block, também conhecido por bloqueio criativo.
É um problema que tenho muitas vezes. Dou por mim a criar textos que me parecem fixes quando vou a conduzir, ou a fazer outra coisa qualquer banal mas depois quando ao fim do dia tenho tempo e pego no computador para passar para o papel virtual que é o blog, fico sem inspiração, que é como quem diz não me recordo de mais de metade do que "criei" antes ou então a coisa já me parece fraca e desisto.

domingo, agosto 28, 2016

Estorinhas da semana


Nesta semana que acabou hoje (Sábado ou Domingo vai dar ao mesmo) tivemos o regresso do Verão. Pelo menos 5 dias de temperaturas elevadas, 2 acima dos 30°, e maioritariamente sol. Resta saber como vai ser amanhã (Domingo). E como é habitual aqui voltamos a ter malta a partilhar na net, no Facebook sobretudo, imagens com o texto, ou só o texto apenas, a dizer (em Inglês) "Gosto do Verão na Holanda, é esta semana". Isto mesmo apesar disto já ter sido partilhado pelo menos mais 2 vezes este Verão e eu diria mesmo que até uma vez ainda na Primavera.

domingo, agosto 21, 2016

Uma questão de números


Nunca fui gajo de andar a fazer muitas contas, sobretudo andar a guardar recibos ou facturas e fazer uma contabilidade caseira ou pessoal para variados gastos. Apenas durante uma fase mais apertada, onde ainda por cima andava a pagar empréstimos que não eram na realidade meu usufruto mantive uma folha de Excel para fazer os meus orçamentos e monitorizar a evolução da coisa. Mas agora que já estou mais velho e desde que vim para aqui as métricas, na realidade estatísticas, passaram a fazer parte do meu quotidiano lembrei-me de começar a guardar e fazer alguns estudos de contas.

sexta-feira, agosto 19, 2016

Ele não para


Na terça-feira passada estava a falar com o Bren no trabalho sobre os miúdos pois ele também tem um rapaz um pouco mais velho que o Bastião mas que é do mesmo género.
E contava-lhe eu que num destes dias, talvez no fim-de-semana, a Carolina estava no sofá da sala com a Amélia ao colo, eu estava de pé entre a mesa e o sofá a conversar com ela e o Bastião andava a correr à minha volta, a fazer um barulho qualquer, sem parar. Eu lembro-me de olhar para a Carolina com ar resignado e pensamos os dois ao mesmo tempo: "mas fazer o quê?".

quinta-feira, agosto 04, 2016

Ik was te snel rijden

Na noite de segunda para terça dormi muito pouco. A Amélia parecia que estava agitada e eu pensei que ela não ia deixar a mãe descansar por isso fui ficando acordando para ficar com ela. Mas afinal não, ela dormiu mais de 4 horas seguidas e de nada serviu eu ter ficado acordado até às 3 da manhã, a não ser tirar-me horas de sono. Que acabaram por ser apenas 2,5 horas porque por volta das 5:30 o Sebastião acordou a chorar.
Estava mijado e com a agitação da troca de fralda não quis voltar a dormir e pediu leitinho. Viemos para a sala e lá fui ficando com ele meio a dormir, enquanto os minutos transformaram-se em horas.

E portanto, como é costume nestes dias em que o Bastião acorda cedo de mais, eram 9:00 e nós não estávamos sequer prontos para sair de casa. Já ia chegar atrasado à creche mas eu queria minimizar o atraso até porque ele perde actividades se chegar tarde (uma cantiga, a fruta e, se a Mireille está na mesma sala com os pequeninos dela, uma leitura de livro).
Assim sendo ia eu pela estrada fora um pouco mais depressa que o habitual.

terça-feira, agosto 02, 2016

Um Domingo de Verão


O dia estava bonito, soalheiro, mas a temperatura máxima prevista era apenas 19° C. No entanto nos dias anteriores a sensação térmica, pelos menos a nossa, era sempre superior e a casa tem estado sempre quente, por isso tratamos os 19° como se fossem 25°.

Pensei que poderíamos ir almoçar a uma churrascaria que existe em Zaandam, mas à boa maneira daqui (acontece o mesmo com o Portugalia) só abre às 17:00 para jantares. Assim acabamos por comer um frango de churrasco do Neves, daqueles que vêm meio-feitos e só levamos ao forno 30 minutos para terminar. Por acaso são bem bons. O que não foi tão bom foi o vinho verde tinto da Adega de Monção que comprei por engano (pensava que era verde branco e como levei o Sebastião comigo nem reparei no rótulo nem na falta de transparência da garrafa).

E logo depois de almoço, ainda só passavam 5 minutos das 14:00, já estávamos a arrancar de carro, com as 2 crianças e toda a tralha que vai atrás, para a nossa praia de eleição, Katwijk aan Zee.

sábado, julho 30, 2016

"Põe o menino no penico para fazer cocó"

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Tinha eu acabado de aparar a barba e preparava-me para ir tomar um duche quando a Carolina me grita a frase "Põe o menino no penico para fazer cocó" e o Sebastião vem a correr para a casa-de-banho.
O pânico começou a instalar-se, e uma série de perguntas assolaram à minha mente, "Então mas se ele se borrar todo?", "E se ele ME borrar todo?", "E fica ali o cocó no penico assim sem mais nada?", "E como é que o vou limpar depois?", "Ele vai se levantar a correr e o cocó vai lhe escorregar pelas pernas abaixo e ficando espalhado pelo chão?"...
Entretanto o Sebastião já tinha tirado a tampa do penico e sentado-se em cima enquanto ainda processava o que poderia estar a acontecer.
A Carolina chegou e diz-me "Vá, tira-lhe as cuecas para ele fazer" e a minha resposta natural foi "Não podes vir assim com esta bomba de repente, eu não estou preparado!".

segunda-feira, julho 25, 2016

25 de Julho em retrospectiva


O 25 de Julho, hoje, é um dia especial e espero eu que continue a ser por muitos e bons anos.

Com a ajuda do Facebook e da sua aplicação "Neste Dia", as memórias que ele agora sugere, eu posso saber que no ano passado, um Sábado, fomos almoçar ao restaurante NAP e por causa dessa dica relembro que houve uma forte tempestade aqui na Holanda toda e eu fiquei sem gasolina em plena auto-estrada por um erro de contas de cabeça.

terça-feira, julho 19, 2016

A principal razão de gostar do que faço agora

Trabalhava eu apenas há uns meses aqui na IBM, a fazer suporte técnico, quando em conversa com a Sofia, a Andorinha Des-Norteada, ela me perguntou porque é eu estava nesta área e não voltava para o desenvolvimento, ou programação, pois notava-se no meu discurso que era disso que eu gostava?
Eu na altura não sabia responder, ou melhor, devo ter respondido que agora era o meu trabalho. O que eu ainda não sabia era que iria gostar mesmo de fazer suporte técnico também.

Pelo menos este tipo de suporte técnico que continua a envolver engenharia de software, apesar de eu gostar que envolvesse mais um pouco para me sentir mais realizado.
Mas eu sempre gostei de ajudar pessoas e já quando fazia desenvolvimento uma das partes que me dava mais satisfação era resolver problemas, nomeadamente dos outros. Sobretudo porque ajudava os outros e na parte do ego, fazia-me sentir bem saber que conseguia ajudar alguém, que tinha a capacidade de ver e arranjar solução para problemas que outros não conseguiam.
Isto apesar de eu ter os meus próprios problemas e não conseguir sair do beco sem saída. Mas costuma-se dizer que é mais fácil ver os problemas nos outros do que em nós próprios...