segunda-feira, maio 18, 2015

Aprendi uma lição com o prof mais odiado

Não sei quantos de vocês estão a par da história do professor mais odiado de Portugal. Se não conhecem façam uma pesquisa e rapidamente encontrarão dezenas de páginas sobre o tema.
Desde que saíram as críticas do Louçã e do Bruno Nogueira que pensei em escrever sobre o assunto porque eu sou leitor do blog do Prof. Cosme Vieira há algum tempo e até gosto de várias cosias que ele escreve. E sobretudo porque achei que ele foi mal interpretado, e digo mesmo que isso foi até intencional para desviar dos temas fulcrais que ele transmite e concentrar nas frases e exemplos polémicos que ele utiliza, que acho que funcionam no propósito de chamar a atenção devido ao absurdo de certas propostas que ele apresenta.
Mas não vale a pena andar aqui a tentar defender o Cosme Vieira; ele já respondeu, e vai respondendo, nos seus textos lá no blog.

Mas a lição que aprendi com isto tudo é que muitas vezes ajuizamos outra pessoa por aquilo que dizem ou escrevem dele, pegando em certas frases ou actos isolados e o juízo que fazemos pode estar completamente errado. Também sou culpado de ter lido artigos ou visto crónicas de comédia a pegar nos dizeres de alguém e criticar forte e feio e fazer juízo de valor sem mais informação.
Se por acaso não fosse seguidor do blog do Cosme Vieira, ao ler o artigo do Louçã e ouvir a crónica do Bruno Nogueira iria pensar que o homem era uma besta e um parvo. E ele é, tal como eu sou, mas diferente da mensagem passada. Apenas o meu conhecimento de vários textos e das opiniões que ele já tinha escrito anteriormente me permitiu saber que o que foi dito por Louçã e Bruno Nogueira, e até a entrevista que apareceu no Jornal I, são uma versão deturpada, que pega nas coisas chocantes escritas e ignora o resto.
E isto fez-me ver que já terei feito outros juízes de valor similares, baseados apenas em opiniões de outros que pegam em certas frases ou actos isolados para lhes dar um sentido específico.

Portanto a partir de agora tenho de ter mais atenção. Quando a crítica é cómica e bem escrita posso me rir na mesma, mas pretendo daqui para a frente ler um pouco mais e buscar mais informações sobre o assunto ou pessoa em causa, antes de decidir se é um herói ou uma besta baseado numa crónica ou opinião de alguma figura publica ou pessoa conhecida, mesmo que até respeite e por norma acredite no que essa pessoa diz ou escreve.
E é somente isso, uma auto-lição. Vocês podem a continuar a odiar o Cosme Vieira se assim o entenderem...

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