terça-feira, abril 24, 2012

Flatulências

Tinha algumas dúvidas de como titular esta dissertação, mas decidi ir com a definição médica deste fenómeno tão comum em todos os animais, mas que nós os humanos podemos transformar em verdadeiros fenómenos.
Diz-nos a Porto Editora que a Medicina define flatulência como "expulsão mais ou menos ruidosa de gases acumulados nos intestinos pelo ânus". Ou seja, estou a falar de peidos (que o meu corrector com Acordo Ortográfico diz ser uma palavra incorrecta!).

A inspiração para este tema pode-se dizer que vem do dia-a-dia pois um gajo peida-se a toda a hora e instante, por assim dizer, mas admito que hoje tive mais vontade de escrever pois de manhã no elevador um gajo bufou-se alto e bom som.
É sempre constrangedor o peido público não é? Para alguns mais desenvergonhados as tantas é como outra coisa qualquer e não estão minimamente preocupados, mas julgo que a maioria das pessoas tem alguma vergonha deste acto.

Eu por mim sou fã do fenómeno. Tem alturas que sabe tão bem, mas mesmo tão bem que parece que um gajo tem um orgasmo. Já ouvi alguém dizer, na primeira pessoa, que tinha tido orgasmos a beber café ou mesmo a cagar, mas a peidar não tenho a certeza!
O que acho que curioso no peido, é que existe tipos pré-definidos para o mesmo, desde os nomes que descrevem a intensidade, como os que descrevem a circunstância.
Curioso também é a definição da palavra pela mesma Porto Editora: "ventosidade, ruidosa ou não, expelida pelo ânus".
Que máximo, se há coisa que eu nunca me lembraria de chamar a um peido era ventosidade!

O peido é um dos actos renegados do ser humano. Passado muitas vezes para segundo ou terceiro plano a malta tende a esquecer a sua importância. Até mesmo como facto de divertimento. Quando não estamos presos pelas regras da sociedade, toda a gente se diverte com os seus ou os peidos dos outros. Quem nunca se meteu debaixo dos lençóis depois de um peido mais inesperado para sentir o seu odor?
Admito que não é das coisas mais favoritas, mas curiosamente com os peidos aplica-se o provérbio "Os filhos nunca cheiram mal aos pais". Quando por acaso um peidos que damos até para nós é insuportável, imagino como será para os outros que o sentem.
Tem peidos que deveriam ser considerados uma arma química de destruição maciça, se bem que às vezes tem o efeito desejado, de fazer dispersas a malta que nos rodeia.
E quando se reprime os peidos, costuma-se sofrer bastante, e depois custa solta-los, sendo necessário diversas técnicas especiais, diferentes de pessoa para pessoa.

Não neguem o poder que advém do peido, e como diz a imagem, peide feliz!

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